-->
Mostrando postagens com marcador dharma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dharma. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Dharma


Clique para ampliar
“Outra maneira de olhar a natureza da existência é a partir do ponto de vista de nossa própria percepção, da maneira como experimentamos o mundo individual que cada um de nós habita. Todos os fenômenos que aparentam existir fora de nós estão também contidos dentro deste mundo, porque a nossa experiência real deles somente existe dentro de nossas mentes, intermediadas pelos sentidos. O budismo analisa esse reino da nossa experiência em termos de unidades básicas, ou dharmas, em sânscrito. Em um contexto budista, dharma no singular (muitas vezes começado com uma maiúscula) normalmente significa o ensinamento do Buda, mas esses dois significados da palavra compartilham um princípio subjacente e não são tão diferentes um do outro quanto parecem à primeira vista. Algumas vezes ao traduzir, a pessoa não sabe dizer qual dos dois significados foi pretendido e, algumas vezes, ambos estão implicados ao mesmo tempo.

A palavra dharma tem o sentido básico de manter e apoiar. Seu uso primário é para transmitir as idéias de lei, religião e dever que preservam a sociedade humana e são preservados por ela em uma relação recíproca. Em um nível pessoal significa o papel especial na vida que cada ser vivente nasceu para realizar – a verdade interior da pessoa, a lei pela qual alguém vive. Pode também significar a natureza inerente da qualidade de qualquer coisa, a lei que determina exatamente o que cada coisa é e faz. Assim como o dharma de um rei é reinar, o dharma do fogo é queimar. Nesse sentido, existem inúmeros dharmas, as leis fundamentais de tudo o que existe. Entre eles, certos elementos físicos e psicológicos em particular foram identificados no budismo como estando na raiz de nossa maneira de perceber o mundo.

A ligação entre dharma e os dharmas é a própria idéia de lei interior e verdade. O dharma ensinado pelo Buda revela a verdade sobre a existência, a lei final da vida. Dharma, a verdade em si, manifesta-se espontaneamente como os muito dharmas, as realidades fragmentadas da existência relativa, temporária. Eles tomam muitas formas, aparecem e desaparecem, ainda assim, em essência, nunca foram nda além da verdade.”

De “Vazio Luminoso” – Francesca Fremantle – Editora Nova Era – páginas 129 e 130

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A Separação dos Quatro Apegos - Jamyang Khyentse Wangpo

Jamyang Khyentse Wangpo foot and hands prints
Através das bênçãos do nobre Guru Manjughosha,
Possam todos os seres através do universo praticar o Dharma sagrado,
Possam eles progredir ao longo do caminho, possam quaisquer confusões sobre o caminho ser pacificadas
E possam todas as suas percepções deludidas surgir como o espaço que tudo permeia!

Apesar de termos obtido este suporte raro, as liberdades e vantagens tão difíceis de encontrar, Se estivermos apegados a esta vida, nós não somos sinceros praticantes do Dharma,
E já que as coisas não duram mais que um momento e estão fadadas a ser destruídas,
Que nós nos esforcemos em praticar a virtude e em evitar o mal.

Apesar de nossas mentes poderem ser voltadas para o Dharma sagrado,
Se estivermos apegados aos três reinos do samsara, nós não possuímos a renúncia.
Então, que não desenvolvamos um desejo não-fabricado para escapar
Deste ciclo de existência que é, por sua natureza, sofrimento.

Apesar de podermos perseguir a mera paz e felicidade para nós mesmos,
Se estivermos apegados ao nosso próprio auto-interesse, nós não possuímos bodhichitta.
Então, já que todos os seres têm sido nossas bondosas mães e pais,
Que nós treinemos nossas mentes no amor, compaixão e bodhichitta.

Apesar de podermos ser bem treinados na bodhichitta relativa,
Se houver apego em nossa percepção, isto significa que não temos a visão.
Portanto, a fim de que possamos cortar completamente a visão do "eu”,
Que nós descansemos no espaço que tudo permeia, além das construções conceituais.

Através do mérito desta canção espontânea do que quer que tenha vindo à mente,
Reunindo e destilando o conselho dado pelo venerável Manjughosha
Ao glorioso e benevolente, o grande Künga Nyingpo,
Possam todos os seres sencientes, minhas mães passadas, rapidamente atingir o despertar!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Cosmos

O Cosmos

“A um rio que tudo arrasta, todos chamam de violento; mas ninguém chama violentas as margens que o aprisionam há séculos.” Bertolt Brecht

No Colégio Santa Dorotéia, sempre fui o primeiro lugar de todos os torneios de redações do colégio inteiro, mesmo dos graus superiores ao meu. É que sempre consegui me expressar melhor por meio da palavra escrita e não da falada. A fala, assim como todos os atos, dominada pela mente, por alguma motivação e pelas emoções aflitivas arrisca uma compreensão errônea, um julgamento posterior confuso e ardiloso por meio do ouvinte que depois a destorce e usa para jogar contra nós! A escrita está registrada e documentada!

Nas minhas lembranças mais remotas que remontam ao berço, fui uma criança cerceada, visada, vigiada, controlada e recriminada. As palavras ásperas e rudes ressoam no meu ouvido até hoje. Quando as escuto, causam-me um mal-estar interior e só depois de adulta, ou direi, velha, consegui compreender a causa desta repulsa apesar de ainda me estremecer.

Meus pais como todos os pais do mundo, queriam que a sua filha brilhasse. Não brilhei!

Minha avó materna é a única pessoa de quem tenho lembrança tranqüila. Falava baixo, manso e conseguia desta maneira que eu comesse todo alimento sem pressionar-me. Não contava estórias. Levava-me a colher flores, o cosmos que grassava nos matos ao redor da casa dela. Morreu antes que eu completasse oito anos.

Às vezes, ponho-me a pensar: se ela tivesse sobrevivido até a minha idade mais adulta, teria eu julgamentos discriminativos sobre ela? Então, passo a perceber essa morte prematura como uma bênção para a minha lembrança, diria eu, macia e suave. Minha filha, que já conta trinta e um anos e ainda tem minha mãe viva analisa-a e a seus atos.

Nunca tive um irmão ou irmã com quem pudesse contar como amigo. Pelos caprichos da vida, fui a primeira filha mulher tendo um irmão mais velho que, agora julgo eu, talvez tenha se sentido enciumado pela minha presença de menina cheia dos vestidos rendados e bordados. Ah, se ele pudesse imaginar como estas vestimentas me apertavam, arranhavam e incomodavam! Quatro anos e meio depois, nasce outro homenzinho. Só depois dos meus oito anos é que veio outra menina, depois outra e depois um menino.

Nada sei dos meus irmãos. Não conheço seus pensamentos. Não me lembro de ter um momento tranqüilo do tipo “jogar conversa fora” com nenhum deles. Fiquei isolada deles, como num limbo.

Na adolescência, fui tornando-me retraída, ensimesmada, trancada. Esse comportamento complicou minha situação e fui novamente taxada de esquisita, nervosa, estranha, de espírito difícil. As pessoas falam. Essa fama correu a família inteira, chegando até aos tios, primos, sobrinhos, cunhadas e outros agregados. Talvez eu seja mesmo uma mulher alterada, a ovelha negra da família.

Quando eu contava dezoito anos perco meu irmão caçula num acidente de carro. Não tendo passado no vestibular e ficando sem o tempo do colégio, comecei a trabalhar muito cedo e encontrei o homem que seria meu marido e pai dos meus filhos vida afora.

Aí, já é outra estória. Mas a relação com minha família de berço e infância já estava estragada. Jamais consegui resgatá-la porque meus pais e irmãos não gostam de ler e eu sempre consegui me expressar melhor por meio da palavra escrita e não da falada.

Por isso tornei-me budista, tomei refúgio no Buda, no Dharma e na Sangha, as Três Jóias e leio os livros dos lamas e monges cujas palavras me acalmam a mente.

http://www.loja.jardicentro.pt/product_info.php?products_id=145

terça-feira, 19 de maio de 2009

Avatar: Um Bodisatva Não é Uma Lenda - Um paralelo entre os ensinamentos budistas e a série de animação Avatar



Se você é uma ou um praticante budista, tem um filho pequeno e, depois da conversão, anda com medo do que o pimpolho anda vendo pela TV, jogando na escola, se influenciando por aí, saiba que nem só de inferno vive a mídia.
Esses tais tempos de degenerescência têm esse nome complicado porque é assim que o mundo está, dizem. Como tudo que nasce um dia vai declinar, não seria diferente com o Darma. Ele nasceu e vai se extinguir.
E os “sinais dos tempos”, como dizem os profetas, são esse mundo de influências que nos rodeia e nos faz de marionetes, pipocando pra lá e pra cá, coçando a cabeça diante de um monastério, sorrindo prum méquidonaldis, sentando a bunda numa choupana na beira de um penhasco himalaio e batendo uma bolinha com os amigos, como se tudo fosse a mesma degenerada e feliz coisa.
Bom, por um lado, é mesmo. Para a visão última, para a natureza búdica, para a tradição Dzogchen nada escapa do fio da natureza primordial. Logo, em última análise (última mesmo), não há nada errado com o mundo e Buda está inclusive na carne de minhoca que você come todo dia depois de pagar no mínimo cinco pilas no draivetru. Mas o próprio Guru Rinpoche nos alerta sobre o risco de tomarmos isso como desculpa para não praticar. Em outras palavras: tudo já é, mas você está vendo que é?
Bom, mas o que acontece nesses tais tempos de degenerescência é que tanto coisas positivas quanto negativas, tanto caminhos para a iluminação quanto iscas do samsara, vem no mesmo balaio.
A prática é gerar o olho que sabe filtrar essas coisas para poder pescar as mais tenras e puras. Estou longe de ter desenvolvido esse olho, mas suspeito que uma das coisas boas, ou seja, com forte potencial de mostrar o caminho que pode nos conduzir à liberação, ou, para usar o jargão cebbiano, um bom meio hábil que está sendo transmitido (ora vejam!) pela Rede Globo de Televisão (um dos mais potentes balaios que tudo transmite, comparável ao Império Romano, que aceitava todas as religiões como estratégia de dominação) é um desenho animado chamado Avatar: a lenda de Aang (Avatar: The Legend of Aang).
Na verdade, ele é de propriedade da Nickelodeon e pode ser baixado na íntegra no site Mundo Avatar. Na TV Globinho ele passa com cortes por causa do curto horário e já está na terceira temporada. Vale a pena entrar no site e ver desde o primeiro episódio para acompanhar bem a saga de Aang.

Há muito tempo as nações viviam em paz e harmonia. Os quatro elementos conviviam tranquilamente. Mas tudo se desequilibrou quando a Nação do Fogo resolveu atacar. O Avatar domina os quatro elementos e é o único que pode restabelecer a ordem. Contudo, devido a crises naturais que brotam quando um ser é diferenciado dos demais, ele se isolou e permaneceu congelado por 100 anos. Quando ele retorna, encontrado por um casal de irmãos (uma bela dupla Espírito/Carne; Feminino/Masculino; Coragem/Medo; Determinação/Preguiça; Katara/Sokka) o planeta está mergulhado em guerra. A primeira temporada inteira conta a viagem dos três rumo ao Pólo Norte.

Os detalhes peculiares e interessantes estão, por exemplo, no paralelo AvatarTulku. Ou seja, o Avatar também é uma reencarnação de um Avatar anterior, chamado Roko. Ele aparece para o menino, apontando caminhos, buscando encorajá-lo, mostrando que, na verdade, eles são a mesma pessoa.
Também o Avatar é reconhecido através de testes muito parecidos com aqueles que se fazem para localizar os grandes mestres reencarnados. E isso acontece num monastério, onde Aang convive com centenas de outros mongezinhos que brincam e se divertem, numa espécie de reprodução dos cenários que vemos em filmes como "A Copa" e "Samsara".
Também é muito interessante ver como, apesar de ele ser um Avatar reconhecido, ele precisa treinar como todos os mestres budistas. Nesse aprendizado, ele se mostra incrivelmente humano e tipicamente infantil (não infantilóide), o que o aproxima muito do público telespectador: fica irritável quando não consegue aprender logo, não tem muita paciência pra meditar, uma das exigências de um dos mestres dele. Ao mesmo tempo, a exemplo do próprio Buda, mostra-se surpreendentemente hábil, como se todo aquele conhecimento já estivesse presente desde sempre dentro dele.

Dois dos episódios mais significativos da primeira temporada (a única a que assisti até agora): em um deles, Aang precisa pacificar um espírito da floresta. É hilário e encantador ver que ele não tenta fazer isso através da força, mas busca conversar com o espírito, amigavelmente, de acordo com a sua tarefa como Avatar (e como bodisatva?). Ao fim, meio sem saber como, ele faz a ponte entre o mundo espiritual e o terreno, num claro exemplo de xamanismo, o que nos remete à noção budista de que estamos constantemente vivendo em bordos, ou seja, num limiar tênue em relação à verdade última. Rituais budistas como o Sur (Puja do Fogo) são ótimos exemplos dessa tentativa de conexão. O outro episódio se chama “A Grande Divisão” e nada mais é do que a atividade incessante de um bodisatva. Duas tribos – claramente Reino dos Deuses e Reino dos Infernos ou Fantasmas Famintos – que se odeiam precisam atravessar uma encosta lado a lado e Aang deverá ser o mediador dos conflitos que surgirão. Conflitos esses que se iniciaram por um grave mal-entendido, ou de acordo com a designação do próprio Avatar (não vou contar pra não perder a graça). O mágico é: a mente construindo mundos.

Um outro detalhe muito interessante é que, mesmo que haja um vilão (ou mais de um), como todo desenho de aventura que se preze deve ter, há um esforço em mostrar o lado humano e as motivações que levam, no caso, por exemplo, o príncipe Zucco a caçar tão desesperadamente o Avatar. Há até um ensaio de amizade entre os dois. O que contribui para isso é justamente a questão dos elementos, ou seja, todos os elementos convivem em paz. A vida na Terra é harmoniosa se os elementos estão equilibrados. Não é um inimigo que resolve dominar, mas um desequilíbrio que acontece naturalmente, como quando há uma enchente ou uma fileira de casas é queimada.

Na dúvida, resolvi fazer o teste com um primo meu, chamado Gabriel, de 9 anos. Ele iniciou a conversa acusando a Nação do Fogo de ser “do mal”, mas diante de alguns episódios e alguma conversa depois, ele logo estava vendo diferente. Aspiro que sigamos nesse diálogo e se possível postarei outros relatos da conversa aqui.

Não costumo ver tevê e tenho a tendência a refutar os excessos – às vezes caindo perigosamente no caminho do ouvinte/obedecente –, mas devo dizer que Avatar é uma boa recomendação. Nada passa despercebido e nenhum personagem parece estar aí por acaso. Eles vão se revelando aos poucos, mostrando suas funções e sempre, me parece, contribuindo para uma percepção lúcida da realidade. Esteja atento para o que vê. Esteja atento para o que seus filhos vêem. Aproveite para trocar uma ideia com eles de igual pra igual.
Mas deixe a liberdade operar. Mais cedo ou mais tarde, todos vamos nos liberar. Agora, quando podemos acelerar esse processo, é bom aproveitar. EMAHO!
Da revista "Bodisatva - Um Olhar Budista"

terça-feira, 31 de março de 2009

O Foco no Dharma


Na verdade, o ponto focal da prática do dharma não tem nada a ver com entoar mais mantras ou gastar mais horas sentado meditando. Tem muito mais a ver com coisas simples do cotidiano. Quando você caminha e conversa com as pessoas, quando você senta perto de seus amigos, ou inimigos - duvido que tenhamos algum inimigo explícito, mas me refiro às pessoas com as quais você não se dá bem, difíceis de lidar, ou que te chateiem - você deve estar com eles. Como Atisha Dipamkara*, que - com muito esforço -trouxe um indiano com ele para o Tibet. Esse homem não tinha nenhuma outra função além de perturbá-lo. Esse foi o único objetivo de trazê-lo.
Dzongsar Khyentse Rinpoche (1961 -)
Longtchen Nyingtik Practice Manual: advice How to Practice"
*Atisha Dipamkara: mestre indiano que, no século X, foi fundamental para a segunda grande difusão do budismo no Tibet.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Os Três Defeitos, as Seis Máculas e os Cinco Modos Errôneos de Deter os Ensinamentos


"Através dos ensinamentos do Dharma, podemos levar todos os seres ao estado búdico perfeito. Então, quando recebemos esses ensinamentos, é essencial que estejamos livres das falhas habituais que poderiam nos impedir de entendê-los claramente – os três defeitos, as seis máculas e os cinco modos errôneos de reter os ensinamentos. De outro modo, estudar os ensinamentos será apenas uma perda de tempo. Por favor, focalize os ensinamentos com atenção consumada e aplique as seis perfeições".

Patrul Rinpoche – The Heart Treasure of The Enlightened Ones – Shambala Editora – 1992 Páginas de 1 a 6.

Os três defeitos:
1. Não prestar atenção aos ensinamentos;
2. Esquecê-los;
3. Ouvi-los com a mente cheia de pensamentos negativos.

As seis máculas:
4. Ouvir os ensinamentos com orgulho;
5. sem fé;
6. indiferente;
7. distraído;
8. aborrecido;
9. desencorajado.

Os cinco modos errôneos de reter os ensinamentos:
1. Lembrar das palavras, mas não dos significados;
2. Lembrar do significado, mas não das palavras;
3. Lembrar de ambos, mas falhar em reconhecer sua intenção verdadeira;
4. Lembrar de ambos, mas confundir a ordem;
5. Lembrar de um significado errado.

As Seis Paramitas (perfeições):
1. djin-pa (tib.) – dana ( sânsc.) – generosidade;
2. tsul-trin (tib.) – sila (sânsc.) – disciplina moral, isto é, isentar-se de matar, de roubar, ter conduta sexual indevida, mentir, difamar, fala rude, conversar fiado, cobiçar, maldade e visão errônea;
3. dzö-pa (tib.) – shanti (sânsc.) – paciência; paz- ciência;
4. tson-drü (tib.) virya (sânsc.) – perseverança jubilosa;
5. sam-tem (tib.) djana - (sânsc.) (ou samadhi) – concentração;
6. she-rab (tib.) – prajna (sânsc.) – conhecimento transcendental.


quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Planos mundanos

Enquanto estivermos agarrados aos nossos planos mundanos, então não seremos praticantes do Dharma. Se nossos planos não vão além desta nossa vida e da vida de todos, então não somos bons praticantes do Dharma.

As long as we are grasping to our worldly agenda then we are not Dharma practitioners. If our agenda does not go beyond this life and everybody's life we are not good Dharma practitioners.