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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Palavras do Coração - Dalai Lama

Ontem à noite estava mesmo precisando de ler algo enriquecedor e sentei-me no meu banquinho em frente da minha prateleira-altar para melhor visualizar meus livros budistas. Peguei o que a Anna, uma amiga portuguesa me mandou de presente e li a matéria abaixo. Sinceramente? Preciso ler isto o tempo todo até que saiba de cor, de coração. Acho que é por isso que o livro tem esse título. Palavras do Coração é da Editorial Presença, Lisboa. http://editorial.presenca.pt O título em inglês é An Open Mind. O português é de Portugal e decidí mantê-lo. Boa leitura, meus queridos.

"Algumas vezes quando encontro alguém e sinto que sou um pouco melhor do que essa pessoa, procuro uma qualidade positiva nela. Pode ser o cabelo bonito. E então, penso: 'Eu estou careca. Assim, nessa perspectiva, essa pessoa é melhor do que eu!' Podemos encontrar sempre uma qualidade noutra pessoa em que somos ultrapassados por ela. Este hábito mental ajuda a contrariar o nosso orgulho ou arrogância.
Algumas vezes sentimo-nos desesperados; ficamos desmoralizados, pensando que somos incapazes de fazer o que quer que seja. Nessa situação devemos lembrar-nos da oportunidade e do potencial que temos para sermos bem sucedidos.
Ao reconhecer que a mente é maleável, podemos mudar as nossas atitudes usando vários processos de pensamento. Se estamos a comportar-nos de forma arrogante, podemos usar o processo de pensamento que acabei de descrever. Se nos sentimos dominados por um sentimento de abandono ou depressão, devemos agarrar cada oportunidade que surge para melhorar a nossa situação. Isto é muito útil.
As emoções humanas são muito poderosas e algumas vezes submergem-nos. Isso pode conduzir a situações desastrosas. Outra prática importante no treino da mente é afastarmos-nos das emoções fortes antes que elas cheguem a nós. Por exemplo, quando sentimos cólera ou ódio, podemos pensar: 'Sim, agora a cólera está a dar-me mais energia, mais capacidade de decisão, reacções mais rápidas.' Mas, quando observamos mais de perto, podemos ver que a energia trazida pelas emoções negativas é essencialmente cega. Vemos que, em vez de provocarem um progresso mental, elas têm muitas repercussões negativas. Duvido mesmo de que a energia induzida pelas emoções negativas seja realmente útil. Em vez disso, devemos analisar a situação com cuidado e depois, com clareza e objectividade, determinar quais as medidas a tomar.
A convicção 'Eu devo fazer alguma coisa' pode dar-nos um poderoso sentido do fim em vista. Isto, acredito, é a base para uma energia mais saudável, mais útil e produtiva. Se alguém nos trata injustamente, devemos primeiro analisar a situação. Se achamos que podemos aguentar a injustiça, se as consequências de fazermos isso não são muito graves, então penso que é melhor aceitar. Mas se com clareza e consciência chegarmos à conclusão de que essa aceitação trará muitas consequências negativas, então temos que reagir adequadamente. Esta conclusão deve basear-se numa clara consciência da situação e não surgir como resultado da raiva. Eu penso que a raiva e o ódio na verdade nos causam mais mal do que a pessoa responsável pelo nosso problema.
Imaginem que o vosso vizinho vos odeia e está sempre a criar-vos problemas. Se perderem a calma e criarem ódio em relação a ele, a vossa digestão será alterada, o vosso sono tranquilo desaparecerá e terão de começar a usar tranquilizantes e comprimidos para dormir. Depois terão de aumentar as doses, o que vos prejudicará fisicamente. O vosso humor será afectado e, como resultado, os vossos velhos amigos hesitarão em vos visitar. Gradualmente ficarão com cabelos brancos e rugas e podem  até criar problemas de saúde mais sérios. Aí o vosso vizinho ficará verdadeiramente contente. Sem vos infligir nenhum mal físico, ele realizou os seus desejos.
Se, apesar das injustiças do vosso vizinho, permanecerem calmos, felizes e pacíficos, a vossa saúde continuará forte, continuarão alegres e mais amigos vos visitarão. A vossa vida terá mais sucesso. Isto fará com que seu vizinho se preocupe. Não digo isto como de fosse uma anedota. Tenho uma certa experiência neste campo. Apesar de algumas circunstancias infelizes por que passei, geralmente permaneço calmo, com um estado de espírito ameno. Eu penso que isto é muito útil. Não devem levar a tolerância e a paciência como sinais de fraqueza. Eu considero-as como sinais de força.
Quando enfrentamos um inimigo, uma pessoa ou um grupo de pessoas que nos desejam mal, podemos vê-los como uma oportunidade para desenvolvermos a paciência e a tolerância. Nós precisamos destas qualidades, elas são-nos muito úteis. E a única ocasião em que temos oportunidade de as desenvolver é quando somos desafiados por um inimigo. Assim, nesta perspectiva, o nossos inimigo é o nosso mestre espiritual, o nosso professor. Independentemente da sua motivação, do nosso ponto de vista, os inimigos são muito benéficos, são uma bênção."

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Dalai Lama

"Sometimes harsh words or physical intervention may be called for. Patience safeguards our inner composure: we are in a stronger position to judge an appropriately non-violent response than if we are overwhelmed by negative thoughts and emotions. It is the opposite of cowardice, which arises when confidence is lost as a... result of fear. Being patient means we remain firm even if we are afraid."

In Brasilian Portuguese!
"Às vezes, palavras duras ou intervenção física podem ser usadas. A paciência é o salvaguarda da nossa compostura interna: estamos em uma posição mais forte para julgar uma resposta adequada e não-violenta do que se quando somos invadidos por pensamentos e emoções negativas. É o oposto da covardia, que surge quando a confiança se perde como resultado do medo. Ser paciente significa permanecermos firmes mesmo se temos medo."

domingo, 30 de agosto de 2009

Paciência - Sua Santidade, o 14º Dalai lama

A paciência pode ser cultivada por diferentes métodos. O conhecimento da lei do carma é um deles. Assim, quando vivemos, por exemplo, condições de trabalho difíceis ou nos confrontamos com um problema particular, devemos pensar que somos responsáveis pelo nosso sofrimento e que ele resulta, com certeza, de causas que nós próprios geramos. Embora seja verdade que não é por isso que o problema se resolve, permite-nos relativizar, distanciarmo-nos e motivarmo-nos para fazer o possível para não contribuirmos, por "maus" pensamentos ou atos, para criar de novo este tipo de carma.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Aperfeiçoando a Paciência.

Patrul Rinpoche era conhecido pelo seu estilo de vida simples e totalmente desapegado, seu comportamento irreverente e sua aparência despretensiosa. Sua erudição e realização espiritual eram extraordinárias. Profundamente preocupado em manter os praticantes focados na essência da espiritualidade, ele nunca hesitou em denunciar a pretensão e a hipocrisia.

Há um século atrás, o Iluminado Vagabundo, Patrul Rinpoche, divagava como um mendicante anônimo, quando ficou sabendo de um famoso eremita que vivia há muito tempo em reclusão. Patrul foi visitá-lo. Entrou na escura caverna do monge, sem ser convidado, espiando por todos os lados com um sorriso irônico em seu rosto castigado.
- Quem és? De onde viestes, para onde vais? - quis saber o eremita
- Venho da direção atrás das minhas costas e vou para a direção que está a minha frente. - respondeu Patrul
O eremita ficou perplexo.
- Onde nascestes?
- Na terra. - foi a resposta de Patrul.
O eremita ficou um pouco agitado.
- Como é teu nome? - exigiu o eremita
-“Iogue Além da Ação” - respondeu o convidado inesperado.
Então Patrul Rinpoche inocentemente perguntou porque o eremita vivia em um lugar tão remoto. Era uma questão que o eremita, com algum orgulho, estava preparado para responder.
- Estou aqui há vinte anos. Tenho meditado na Perfeição da Paciência Transcendental. - disse ele.
- Essa é boa! - disse o visitante anônimo.
Então, chegando mais perto, como se para dizer um segredo, Patrul sussurrou:
- Uma proeza que nem nós dois juntos conseguiríamos realizar!
O irado eremita levantou rápido de seu assento:
- Quem tu pensas que és, perturbando assim meu retiro? O que te fez vir até aqui? Por que não podes deixar um humilde praticante como eu meditar em paz? - explodiu ele.
- E agora amigo? Onde está a sua perfeita paciência? - perguntou calmamente Patrul Rinpoche.

domingo, 5 de abril de 2009

Se sentir raiva, recue!

Sua Eminência Chagdud Tulku Rinpoche e Dzongsar Jamyang Khyentse Rinpoche

"Se sentir raiva, recue! Se for capaz de agir sem raiva, talvez você transponha a terrível delusão que perpetua a guerra e seu sofrimento infernal."
“É necessário uma paciência extraordinária para trabalhar pela paz mundial, e a fonte desta paciência é a paz interior. Tal paz nos permite ver claramente que a guerra e o sofrimento são reflexos externos dos venenos da mente.”

Chagdud Tulku Rinpoche

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O Desafio da Paciência


"A prática da paciência não sugere que devemos simplesmente nos submeter aos abusos e explorações dos outros. Também não está recomendando uma política de aceitação simples e passiva do sofrimento e da dor. O que ela propõe é uma posição firme contra as adversidades. Há uma distinção entre docilidade e tolerância. A tolerância genuína só pode surgir quando a pessoa conscientemente adotou uma posição de não retaliar contra um mal concreto ou percebido. O ponto central aqui é a “posição adotada conscientemente”. Como uma definição funcional, paciência*, segundo a noção budista do princípio, é uma reação determinada contra a adversidade derivando de um temperamento assentado que não é perturbado por distúrbio interno ou externo. Isso não pode ser descrito como submissão passiva; em vez disso, é um método ativo de enfrentar a adversidade."

da Introdução de Geshe Thupten Jinpa para o livro “A Arte de Lidar com Raiva – O Poder da Paciência” de Sua Santidade, o Dalai Lama – Editora Campus.

* soe-pa (tib) pronuncia-se dzô-pa

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Sem dormir por causa de barulho ao lado.

"Mujer a dormir" - Pablo Picasso
Preciso de paciência. Preciso ler várias vezes sobre ela! Preciso dormir uma semana! A vizinhança inteira resolveu fazer reformas. Há um martelete com compressor no pátio do prédio ao lado. Há uma obra que já dura mais de seis meses no apartamento ao lado. O marido ronca ao lado. O sol bate na parede ao lado do meu quarto. Calor! Estou tão cansada que só vou postar um link do dharmanet. Vou imprimir e deixar na minha mesa de cabeceira. Ao lado. http://www.dharmanet.com.br/shantideva/6.htm