-->
Mostrando postagens com marcador venenos mentais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador venenos mentais. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 18 de maio de 2010

Saiba porque a mente possui 84 mil venenos. - Vya Estelar entrevista Lama Tsering por Angelo Medina

Lama Tsering: "O carma é algo criado por nós e tudo o que é criado pode ser alterado." 

Nesta entrevista ao Vya Estelar, Lama Tsering Everest ensina como dominar os venenos da mente, a raiva e alterar carma negativo em positivo. Ela explica a relação entre carma e impermanência, um dos principais alicerces da filosofia budista.

Nascida nos EUA, Lama Tsering foi por mais de onze anos, intérprete de S. Ema. Chagdud Rinpoche. Depois de completar em 1995, um retiro de três anos, recebeu a ordenação de Lama, sendo autorizada a dar ensinamentos e iniciações.

Neste mesmo ano, foi convidada a dar ensinamentos no Brasil, para onde se mudou logo depois. Reconhecida por seu estilo caloroso e bem-humorado, Lama Tsering foca seus ensinamentos no desenvolvimento da compaixão e na aplicação da filosofia budista na vida diária.  

Vya Estelar - O que são e quais são os venenos da mente?

Lama Tsering - Os venenos da mente são divididos em três categorias principais. A primeira é o apego ou desejo, que inclui o ficar preso física ou mentalmente a pessoas, objetos e fenômenos. A segunda é a raiva, que significa rejeitar, não querer, afastar algo de você. O terceiro é a ignorância, que significa não ter uma noção clara da vida, não compreender a natureza verdadeira das coisas. Estes venenos agem de maneira interdependente. O que ocorre é que, quando não temos uma visão real da vida, acabamos criando desejos e apegos. E quando não conseguimos o que queremos, criamos aversão e ficamos com raiva. Os venenos da mente agem como toxinas, criando energias mentais negativas. Estas energias são expressas em nossas ações, palavras e pensamentos, causando um sofrimento cíclico, em cadeia, que se repete infinitamente.

Vya Estelar - Existem 84.000 venenos na mente?

Lama Tsering - Sim. Eles são uma combinação dos três venenos principais, sendo que podemos adicionar a eles o orgulho e a inveja. Estas combinações vão ficando cada vez mais sofisticadas e representam as diferentes formas errôneas com que nossa mente pode atuar.

Vya Estelar - A raiva seria o principal veneno da mente?

Lama Tsering - A raiva é o veneno mais grosseiro e o que traz as conseqüências mais terríveis, cruas e diretas. O desejo é mais sutil e, em nossa sociedade atual, é até mesmo considerado uma coisa boa, apesar de trazer tanto sofrimento. Mas o veneno fundamental, realmente, é a ignorância, é o não reconhecimento da natureza verdadeira dos fenômenos. Não podemos dizer que a ignorância seja o pior veneno, mas ele é o primeiro, o que dá origem a todos os outros.

Vya Estelar - Como fazer para eliminar a raiva ou domá-la?

Lama Tsering - Há várias formas para começar a lidar com nossos venenos mentais. A primeira coisa a ser feita é reeducar-nos, no sentido de identificar os venenos em nossa própria mente, suas conseqüências e o que podemos esperar deles. Parece óbvio dizer que temos que nos reeducar, mas não é. Por exemplo, achamos que é OK ficar com raiva quando alguém faz algo errado conosco, nos fere, é injusto. E não é OK. A raiva é um veneno mental e produz experiências dolorosas para quem a sente, não importando se o motivo que a tenha criado seja "aparentemente justificável". Você tem que ser educado para saber que não deve tomar veneno de rato, por exemplo. Se você entender isso, vai saber que se tomar veneno de rato, ainda que o gosto seja doce, sofrerá um dano imenso.

Vya Estelar - Há um senso comum entre as pessoas de que devemos expressar nossa raiva, "pôr para fora". O Budismo acredita nisso de alguma forma?

Lama Tsering - Não, o Budismo não acredita nisso, porque os venenos da mente agem como um bumerangue. Se você atirar sua raiva adiante, o que você vai receber de volta é mais raiva. Nós não compreendemos que nossas ações, palavras e pensamentos são como bumerangues, e não como uma bola, que jogamos em direção a alguém e lá ela fica. O bumerangue é atirado adiante e ele volta. Quando não entendemos essa regra básica, nos tornamos nossas próprias vítimas e, feridos e ignorantes, jogamos o bumerangue de volta, causando sofrimento atrás de sofrimento. O Senhor Buda ensinou que é importante termos paciência, mesmo quando momentos difíceis acontecem, porque estes momentos são resultado de bumerangues lançados por nós mesmos, anteriormente. Se um bumerangue estiver voltando, aceite-o, tenha paciência, deixe que ele caia. Não atire mais três ou quatro de volta, porque eles também vão voltar.

Vya Estelar - É melhor "engolir" a raiva?

Lama Tsering - Melhor engolir do que cuspir de volta. Mas engolir também não ajuda. Por isso, precisamos nos reeducar. Temos que refletir e contemplar as conseqüências dos venenos mentais, para começarmos a obter elementos para lidar com eles. No entanto, o que precisamos realmente é cortar esses venenos. E isso conseguimos fazer através da meditação. Mas, enquanto não desenvolvermos estas técnicas de contemplação e meditação, precisamos evitar a raiva. Se ainda não tivermos os meios hábeis para lidar com a situação, é melhor correr do que reagir. Ou talvez você deva segurar sua respiração por um instante e esperar a raiva passar. Quando você estiver um pouco mais treinado, talvez não precise correr nem prender a respiração, e consiga converter a situação negativa em amor e compaixão. Talvez consiga transformar a raiva, lembrando-se de que todos querem ser felizes e as pessoas fazem o que fazem porque acham que aquilo trará felicidade. Ao lembrar-se disso, pode cultivar a compaixão e ver que você e aquela pessoa não são diferentes: você já agiu raivosamente antes porque achava que aquilo o faria feliz. E, compassivo pelo fato de que aquela pessoa não sabe das conseqüências que a raiva traz, você converte sua emoção negativa em emoções positivas, como amor e compaixão. E mais tarde, quando você já estiver ainda mais treinado, poderá não apenas converter o negativo em positivo, mas liberar as emoções negativas em sua própria essência, cuja natureza é a perfeição. Grandes mestres e praticantes lidam com sua raiva dessa forma. A raiva ocorre, mas ela é livre, assim como as nuvens, que ocorrem, mas dançam livres no céu.

Vya Estelar - O que é a impermanência?

Lama Tsering - Encare sua vida como se fosse um banco no parque, em uma tarde de clima ameno. Você vai até lá passar algumas horas, sentado, aproveitando tudo ao máximo: a brisa fresca, os pássaros cantando, as borboletas, o sol batendo no rosto. Tudo aquilo dura pouco tempo e vai chegar ao fim. Por isso, você deve aproveitar o momento e criar boas condições. Você não deve se apegar ao banco. Não tente colocar uma etiqueta nele com o seu nome, querendo mantê-lo para você! Isso vai impedi-lo de sentir o prazer e a liberdade de estar lá, simplesmente sentado. E se alguém se sentar com você, seja gentil, tratando-a com amor e compaixão. Não brigue com esta pessoa. Seu tempo é muito curto. Vocês estão ali apenas de passagem. Ao lembrarmos de que tudo na vida é impermanente e chega ao fim, podemos ser generosos com ela, sabendo que provavelmente ela nunca pensa no fato de que terá que deixar o banco em breve, assim como você. Todos nós queremos manter as coisas e não conseguimos. Temos que ter compaixão por elas, e por nós mesmos. Compreender a impermanência nos faz ricos: temos tudo neste momento e podemos ser generosos, abertos, decididos a fazer o que pudermos para beneficiar a todos com o nosso amor, sem medo de perder.

Vya Estelar - É possível reduzir o carma?

Lama Tsering - Sim, o carma é purificável através da educação e da meditação. O carma é algo criado por nós, e tudo o que é criado pode ser alterado. Só o que está além da criação - como a natureza absoluta da nossa mente - não pode ser alterado. Há duas formas de eliminar o carma negativo: uma delas é experienciar as situações da vida sem rejeitá-las, e recebê-las com amor e compaixão, transformando carma negativo em positivo; a outra forma é purificar o carma negativo antes de vivenciá-lo, e ir além do carma, não importando se ele é positivo ou negativo. Esta segunda maneira de abordar a questão é crucial, mas só pode acontecer depois de treinarmos nossa mente através de avançadas técnicas de meditação. De maneira mais imediata, a melhor coisa a ser feita é transformar carma negativo em carma positivo. Mas precisamos ter em mente que produzir carma positivo não é uma solução absoluta para nosso sofrimento. Porque todo carma, positivo ou negativo, é impermanente. Isso significa que, seja qual for o resultado positivo que você crie, ele também vai mudar, mais cedo ou mais tarde. É um ciclo: o que é positivo se transforma em negativo e o que é negativo, em positivo. A única saída é obter a realização da iluminação e tirar você e sua mente deste sistema cíclico de existência. Enquanto isso não ocorre, faça seu melhor e crie condições positivas para suas experiências futuras, aceitando o seu carma, vivendo-o da melhor forma posssível e o purificando.

Vya Estelar - Como fazer para terminar um relacionamento com alguém com quem não combinamos muito, sem criar carma negativo e nem sofrimento?

Lama Tsering - Podemos dizer que a principal religião de nossa sociedade atual é o amor - nossas músicas, nossos filmes e nossos anseios são todos a respeito de relacionamentos - e, no entanto, nós nem ao menos sabemos o que é o amor. As pessoas se preocupam muito com os relacionamentos mas, na verdade, elas se preocupam mesmo é consigo mesmas. Elas querem ter um amor porque isso fará com que elas se sintam bem. E o Budismo traz um novo paradigma a este respeito: amar é querer que o outro seja feliz. Ao amar, devemos nos preocupamos com o bem-estar do outro e não em atender aos nossos interesses. Se você está com uma pessoa, é por causa do carma. Enquanto estiver com ela, você deve fazê-la o mais feliz possível. E se você deve terminar ou não o relacionamento, vai depender se isso vai fazê-la mais feliz ou mais infeliz. Sua preocupação não deve ter nada a ver com a sua própria felicidade. Se você tiver isto em mente, é mais provável que tome a decisão mais correta. O relacionamento vai acabar de um jeito ou de outro. Lembre-se da impermanência: você e a outra pessoa não duram para sempre. O próprio relacionamento é impermanente e vai acabar naturalmente, quando não houver mais carma entre vocês. Então, aproveite o momento, e não se esqueça de pensar no bem-estar dos demais, mais do que no seu próprio. Isso é libertador.

http://www2.uol.com.br/vyaestelar/lama_tsering.htm


sábado, 28 de novembro de 2009

Visões no bardo do dharmata - Visions in the dharmata bhardo.






Tudo dentro da nossa experiência inteira é construído e condicionado pelos cinco elementos, pelos cinco skandas e pelos cinco venenos. Mas, durante o bardo do dharmata, o samsara é invertido: a experiência comum é virada de trás prá frente, de dentro para fora e de cabeça para baixo. Em vez de perceber somente o aspecto grosseiro e externo das coisas, experimentamos sua essência pura, original, vinda de dentro. Nossos próprios elementos se manifestam como os devas, nossos skandhas como os budas e os cinco venenos são transformados nos cinco tipos de conhecimento desperto.

Everything in our whole experience is built and conditioned by the five elements, the five skandas and the five poisons. But, during the bardo of dharmata, samsara is reversed: the common experience is turned backwards, inside out and upside down. Instead of perceiving only the coarse and external aspects of things, we experience its pure essence, original, from within. Our own elements manifest as the devas, our skandhas as the Buddhas and the five poisons are transformed into five types of the awaken knowledge

"Vazio Luminoso" "Luminous Emptiness"- Francesca Fremantle - pág. 326

terça-feira, 30 de junho de 2009

A prostração é um gesto de reverência profunda.


Reverenciar o Buda gera muito mérito, e em particular a prática/voto de refúgio é a maneira pela qual nos tornamos receptivos aos ensinamentos e ao treinamento budista. Reverenciamos o Buda em corpo, fala e mente. Isto é, ao mesmo tempo em que pensamos nas qualidades e na realização do Buda e nos admiramos e enchemos de emoção, expressamos isto através de orações e de ações corporais, referencialmente simultaneamente, mas também como der, sempre que lembrarmos. A prostração purifica os venenos mentais, em particularmente orgulho. Também é um bom exercício vitalizante, e meditadores precisam de exercício físico por passar tanto tempo sentados. Além disso, como já disse, o mérito gerado é muito grande, e precisamos de mérito para nosso benefício em termos mundanos (temporário: saúde, sobrevivência, bem-estar) e no sentido do dharma também (para sermos capazes de encontrar e aproveitar o dharma que encontramos e consumá-lo). No budismo tibetano nos botamos de pé, colocamos as mãos no mudra da oração (palmas juntas, levemente curvadas - só a base da palma e as pontas dos dedos se encontram - e dedões relaxados, com as pontas levemente dentro da curvatura formada) na altura do coração (ao centro do peito, não na frente do coração) Visualizamos à frente, elevado a uma altura um pouco acima do horizonte, Shakyamuni Buda, com os arhats de um lado, bodisatvas do outro, os mestres da linhagem, assim por diante, formando um campo de mérito. Se for muito complicado, podemos apenas visualizar o Buda, ou apenas imaginar sua presença, como se ele estivesse mesmo ali em pessoa. Pode haver uma imagem ou um altar para nos lembrar da forma do Buda. Mas é importante não se prostrar apenas à forma do Buda, é preciso lembrar que essa forma é vazia. Uma prostração perante apenas a forma (visualizada ou física) acumula mérito, mas não é o mais correto. No vajrayana geralmente o campo de refúgio é descrito em detalhes exaustivos, e varia de linhagem para linhagem. O essencial é reconhecer nosso lama raiz como indissociável de todas as fontes de refúgio. Para incrementar o mérito, podemos visualizar também todos os seres prostrando-se conosco. Se for difícil visualizar uma multidão, começamos pelos nossos pais, amigos, inimigos, quem vier à mente. Começamos então a recitar a prece particular de nossa linhagem, ou apenas ficamos em silêncio. Um voto de refúgio comum na tradição tibetana é "No Budha, no Dharma e na excelente assembléia da Sangha, até que alcance a iluminação, neles eu tomo refúgio. Através da minha prática das seis perfeições, possam todos os seres sencientes alcançar o estado búdico". Pode se usar também o voto de refúgio cantado em pali, no caso em que cada prostração é feita após uma linha recitada. No caso de quatro versos, como acima, pode-se recitar dois durante a descida e dois durante a subida. Enquanto recitamos, portanto, ou ao final da recitação, ou em silêncio, colocamos as mãos ainda no gesto de oração no topo da cabeça, na frente da garganta e ao peito novamente. Então descemos ao chão e ficamos deitados de bruços, com as mãos esticadas à frente. Ainda no chão, colocamos as mãos no mudra da oração na altura da nuca. Nos levantamos e colocamos as mãos na altura do coração novamente. Se não houver espaço para esticar-se completamente no chão, na forma curta apenas tocamos a testa ao chão. Repetimos o movimento em geral no mínimo três vezes. A prostração deve ser executada sempre que possível, mas em geral ao acordar, antes da prática diária. Toda vez que estamos diante de um monumento sagrado, ou entramos numa sala de prática. Toda vez que um mestre se senta para dar ensinamentos, e assim por diante. Em geral não nos prostramos como forma de despedida, ou seja, ao final. Mas isso é apenas superstição. Podemos nos prostrar quando quisermos, desde que não incomode ninguém. Algumas vezes em ensinamentos menos formais e com muitos iniciantes, particularmente num auditório que não seja especialmente consagrado ao dharma, pode ser inadequado ou pelo menos estranho prostrar-se. Nesse caso se a motivação for não criar idéias negativas na cabeça das pessoas, não há problema em não se prostrar. Em outros casos, sempre é claro podemos não prostrar, particularmente quando de fato ainda não nos sentimos inclinados a tomar refúgio. Porém, para aqueles que tomaram refúgio, é uma prática excelente. Diz-se que se alguém assiste alguém se prostrando, isso já gera um mérito incomensurável para esta pessoa que está apenas vendo o gesto. Sem falar que purificar os venenos da mente é essencial, e a prostração é um bom método. Sustentar a visualização e a mente de refúgio durante um número grande de prostrações é também uma prática de concentração. Reconhecer a vacuidade nas formas dos objetos de refúgio e daquele que se refugia é uma prática de "insight". Assim, a prostração em si é uma prática completa. E mesmo que uma pessoa tenha como prática apenas a prostração ela pode alcançar o resultado último. Após as prostrações, sentamos para praticar ou ouvir ensinamentos, e em alguns casos há instruções sobre dissolver o campo de mérito em nós mesmos, reconhecendo a inseparatividade entre o temporal que se prostra e o atemporal reverenciado. Sua Santidade, o Dalai Lama, com setenta anos de idade, ainda faz 300 prostrações por dia. Fazendo-se 300 por dia, é possível completar 100 mil num ano. Então não são tantas assim. Com 100 por dia, 3 anos. E algumas pessoas ainda pagam academia! Conheço uma pessoa que completou 100.000 em dois meses. O importante é sempre fazer um pouco, mesmo 27 ou 7 por dia, ao longo de 10 ou 40 anos, acumulam 100.000. Realmente esperamos nos iluminar em 10 ou 40 anos, para que não precisemos mais praticar esse compromisso mínimo, que leva menos de 5 minutos por dia? As pessoas fazem mais rápido porque entendem a impermanência e sabem que podem morrer antes da próxima inspiração! 65 anos de prática do Dalai Lama com certeza já conta com milhões de prostrações, e, pasmem, nesta que é a 14a vida que ele recebe o nome de "Dalai Lama!" De fato, o número de 100.000 é arbitrário, e é o MÍNIMO, na tradição tibetana, para considerar-se que a pessoa realmente sustentou algum compromisso com o dharma. Esse é um número em particular ligado a tradição tibetana, e certos mestres requisitam essa prova mínima de comprometimento para concederem certos ensinamentos porque crêem que isso em alguns casos cria a receptividade e o mérito necessário para podermos entendê-los. Em geral não são apenas 100.000 prostrações, as prostrações são uma das acumulações numa prática que envolve outras etapas. Pelo menos 80 brasileiros já completaram estas acumulações, no Brasil, e provavelmente são muito mais. Conheço pessoas que realmente trabalham e tem filhos e vão ao cinema que completaram esta acumulação em menos de um ano. Por outro lado, algumas pessoas terminam estas acumulações e acham que então podem descansar. Não é o caso. O carma das pessoas é muito vasto e variado. Algumas pessoas podem alcançar grandes resultados com pouquíssima prática, mas ainda assim provavelmente ainda faltará algo, então não é motivo para parar enquanto não somos completamente iluminados. Por outro lado, outras pessoas fazem muita prática e obtém pouco resultado, nesse caso mais ainda elas devem praticar, se elas realmente entendem que o samsara é sofrimento, e que o Buda ensinou métodos efetivos... Caso a pessoa tenha impedimentos físicos reais de fazer prostrações, ela pode pedir a seu professor por alguma prática substituta. Algumas tradições budistas não enfatizam tanto as prostrações como o budismo tibetano, mas em todas elas as prostrações existem e podem ser feitas, sem dúvida com benefícios.

domingo, 5 de abril de 2009

Se sentir raiva, recue!

Sua Eminência Chagdud Tulku Rinpoche e Dzongsar Jamyang Khyentse Rinpoche

"Se sentir raiva, recue! Se for capaz de agir sem raiva, talvez você transponha a terrível delusão que perpetua a guerra e seu sofrimento infernal."
“É necessário uma paciência extraordinária para trabalhar pela paz mundial, e a fonte desta paciência é a paz interior. Tal paz nos permite ver claramente que a guerra e o sofrimento são reflexos externos dos venenos da mente.”

Chagdud Tulku Rinpoche