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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Respire! Você está vivo.

A maioria dos leitores deste livro não vive em florestas, debaixo de árvores ou em mosteiros. Em nossa vida diária dirigimos carros e esperamos ônibus, trabalhamos em escritórios e fábricas, falamos ao telefone, limpamos nossas casas, preparamos comida, lavamos roupa e assim por diante. Portanto, é muito importante aprendermos a praticar a plena consciência na respiração durante as diversas atividades de nossa vida diária. Usualmente, quando desempenhamos essas tarefas, nossos pensamentos vagueiam e nossas alegrias, tristezas e raiva ficam difíceis de ser controladas. Apesar de estarmos vivos, não conseguimos trazer nossa mente para o momento presente e vivemos no esquecimento. Mas a maior parte de nossas atividades diárias pode ser realizada enquanto seguimos a respiração de acordo com as instruções deste sutra e, assim, podemos sorrir para afirmar que somos nós que estamos no controle de nós mesmos.

Contracapa do livro "Respire! Você está vivo." de Thich Nhat Nanh - Editora Vozes

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Infância


Nesta foto eu tinha 3 anos e meio. Escolhi-a porque quero me lembrar e lembrar a todos que a vida anda. Mais que a fila. Talvez eu não tenha mais nenhuma célula de pele que eu tinha nessa idade. Minhas orelhas foram furadas para colocar brincos. Não. O que está aí é um pingo d'água. Trombei o carro e feri a boca por dentro. Já não é tão bonita. Os dentes de leite caíram e nasceram outros. Os cisos já foram extraídos. Cabelos? Cortados inúmeras vezes! Isso é óbvio, mas ninguém atenta. O corpo cresceu, menstruei, tive filhos, menopausei e estou, aos 57 anos de idade, em climatério, envelhecendo, adoecendo, me curando mais lentamente, me cansando mais facilmente.
Resolvi optar por permitir comentários dos leitores. Preciso aprender a lidar com críticas. Aprender a ser detestada, posto que já fui detestável!
Sofro de pânico, depressão, ansiedade. Acho que desde que nasci, talvez até em vidas prévias. É só prestar atenção no olhar desta criança que um dia fui.
Hoje tomo medicamentos, tenho uma psicanalista-psiquiatra e pareço ser uma pessoa alegre. No fundo, só eu sei.

Ainda carrego o mesmo nome. Vejo uma grande diferença nas minhas formas, na sensações, nas percepções, nas formações mentais, na consciência. A realidade não é mais a mesma. Mudei muito e, se me perguntarem se sou a mesma pessoa, a melhor pergunta será: eu não sou a mesma e nem sou alguém diferente. Eu intersou.