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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Dois desejos.

"Existem dois tipos de desejos. Um deles não tem razão de ser e está mesclado às emoções perturbadoras. O segundo é aquele em que encaramos o que é bom como bom e procuramos alcançá-lo. Este último tipo de desejo é correto e, com base nele, um praticante dedica-se à prática. Da mesma forma, a busca do progresso material que se fundamenta na percepção de que ele pode servir à humanidade e é, por conseguinte bom, também é correta."
Tenzin Gyatso, Sua Santidade, o XIVº Dalai Lama

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Do apego e desejo - Chagdud Tulku Rinpoche


" Impelidos pelo desejo, deixamos de apreciar e valorizar aquilo que já temos. Precisamos nos dar conta de que o tempo que temos com aqueles que nos são caros - nossos amigos, nossos parentes, nossos colegas de trabalho - é muito curto. Mesmo se vivêssemos até cento e cinquenta anos, isso seria muito pouco tempo para desfrutar da nossa oportunidade humana e fazermos uso delas.
Aqueles que são jovens pensam que sua vida será longa e os velhos pensam que a vida terminará logo. Mas não podemos pressupor essas coisas. Nossa vida vem com uma data de expiração embutida. Há muitas pessoas fortes e saudáveis quemorrem jovens, enquanto muitos velhos, doentes e debilitados continuam vivendo dia após dia. Sem saber quando iremos morrer, precisamos cultivar a apreciação das coisas que temos, enquanto as temos, em vez de ficarmos procurando defeitos em nossas experiências e buscarmos, incessantemente, preencher nossos desejos."

domingo, 26 de abril de 2009

Lama Thubten Yeshe

Lama Thubten Yeshe (... / 1984)

Lama Zopa Rinpoche

Lama Thubten Yeshe nasceu no Tibet e foi educado na grande Universidade Monástica de Sera em Lhasa. Em 1959 ele fugiu e, por fim, iniciou o Monastério Kopan no Nepal com seu principal discípulo Lama Zopa Rinpoche onde ensinaram o budismo para os ocidentais. Fundou a FPMT (Fundação para a Preservação da Tradição Mahayana) http://www.fpmt.org/ em 1975 e viajou pelo mundo afora difundindo o dharma. Ele ajudou profundamente centenas de alunos e faleceu em 1984.

“Podemos corrigir nossa atitude! Podemos corrigir nossas ações! Não pensem que ‘minhas atitudes, minhas ações são meu carma anterior e eu não posso fazer nada’. Esta é uma compreensão errada do carma. Não pensem ‘Eu sou impotente’. Nós temos poder, seres humanos! Nós temos o poder de mudar nosso modo de vida, mudar nossas atitudes, mudar nossos hábitos! Esta é a capacidade que chamamos de potencial búdico ou poder de Deus, ou seja, lá como vocês chamem. É por isso que o budismo é simples, muito simples. É um ensinamento universal. É compreensível para qualquer pessoa religiosa ou não religiosa. Esta é a beleza do ser humano! Ele tem instrumentos poderosos! Para qualquer tipo de coisa nós temos a habilidade e o poder de transformar tudo em alguma outra coisa. É por isso que o budismo tibetano tem tantos métodos para transformar o apego em um caminho para a liberação, para transformar o desejo em um caminho para a liberação. Enfatizamos muito o método! Do ponto de vista do budismo não há nenhum problema humano que não possa ser interrompido pelo próprio ser humano e ele, pessoalmente, ter a compreensão e tomar coragem de que pode lidar e interromper todo o ‘meu problema’. Acho que esta atitude é essencial para o crescimento de alguém. Acredito de verdade que todos nós, mesmo não sendo grandes meditadores ou nem mesmo bons espiritualmente, se tivermos alguma compreensão e força de vontade, podemos parar o problema. Na maioria das vezes falhamos na compreensão da nossa própria capacidade. Nos colocamos para baixo. É por isso que o budismo tibetano, muitas vezes, vê o Buda em vocês, vocês são o próprio Buda. Tenho certeza que vocês já ouviram isso.”