Milky na minha cama.
E o "coração" nas costas...Ando um pouco cansada de ser considerada uma excêntrica só por seguir os caminhos do Buda. As pessoas confundem o budismo com o "zen", mas no sentido xinfrim de ficar calma, fora do ar, meio que levitando... Nada disso!
Após anos de estudos, ainda vejo grandes praticantes se descabelarem facinho, facinho com algumas coisas da vida. Já vi mestres perdendo a paciência e dando altas broncas! Mas por pura compaixão que é aí que está a diferença!
Por que então haveria eu, uma reles praticantezinha, ser uma fortaleza, enquanto as pessoas choram a perda de algo ou alguém, permanecer impassível, calma e eteriamente flutuando? Tá, viu? Sou wabi sabi, uma "gauche" no tempo que nem o sr. Drummond!
Hoje compreendi que a nossa-minha cadelinha possa ter que passar por uma cirurgia ou ter que ser sacrificada porque não vai aguentar, porque está com quase 15 anos, porque fica caro, porque a grana tá curta. Sei! Abri o berreiro no banheiro que é o melhor lugar prá se chorar e não na cama que é lugar quente, como diz meu pai! Tem chuveiro - ninguém escuta - e toalha prá enxugar águas e lágrimas.
Muito bem. Não aconselho o budismo a ninguém. Não saio pregando. Não sou evangélica. Se uma pessoa achou seu caminho, que fique nele. Daí, achei esse texto que posto a seguir:
"Grande parte dos seres humanos busca um significado para a existência. Procuramos entender o propósito de nossas vidas, quem somos, e como podemos viver melhor e ser mais felizes. Há muitas (muitas!) formas de se chegar à essa compreensão, e o budismo é (apenas) uma delas. O Buda-dharma é um caminho de realização através de compaixão e sabedoria. O Buda diz que já temos essa natureza iluminada. Já somos isso. Tudo que temos a fazer é nos dar conta: abrir os olhos; despertar." http://www.projetoyatra.com.br
Os parênteses são meus.