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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Um sonho dentro do sonho.

Belo Horizonte, 21 horas, Galo 4, Zêro 3. Prá mim não faz nenhuma diferença porque quem me conhece sabe que não estou nem aí prá futebol, nem na Copa. Não perco, nem ganho nada com isso. Enquanto atleticanos soltam foguetes, vejo um filme: "Unstopable" com Denzel Washington. Muita adrenalina e eu, ficando aflita, me lembrei que estou dentro de um sonho dentro de um sonho e que só preciso apertar um botão prá parar tudo. Pausa. Subi para o terraço, sentei na minha cadeira favorita pra ver o céu e o tempo mudando, a lua a mais de um quarto embaçando-se nas nuvens. Venta e parece que vai chover enfim! Tá calor demais! Meu filho músico* no quarto com uma bluezeira alta me fez cantar e dançar. http://www.youtube.com/watch?v=NU0MF8pwktg música que ofereço ao meu baixista Leonardo "Mussum", amigo que "roubei" do Guto. É assim que chamo meu filho.

É incrível como se pode viajar de uma coisa prá outra, de um sonho pro outro, de uma situação prá outra. Até Dzongzar Khyentse Rinpoche disse que é bom escutar de tudo, até Marylin Manson, mas não chego a tanto! Um dia ainda escuto de acordo com o conselho dele. Desço e ouço no YouTube o mesmo blues Pride and Joy do Stevie Ray Vaughan e volto pro filme adrenalínico do Denzel Washington com a certeza de que tudo é um reflexo na água, uma bolha, uma alucinação, uma ilusão, uma miragem, um sonho, uma imagem no espelho, um eco. EMAHO!
*

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Earth Day



Acabo de ver um filme grandioso, majestoso e, ao mesmo tempo, assustador. É um longo documentário e eu adoro documentários. Chama-se “Earth”. É da BBC Worlwide, mas produzido pela Disney. A música não podia ser mais sensacional com a Filarmônica de Berlim regida pelo maestro George Fenton. Sabe aquela música que entra dentro da gente pelos ouvidos, pelos olhos, pela boca e que retumba no plexo solar? Pois é. É natureza pura e não adianta! Não temos como tomar partido, pois todos os animais têm que comer. Tive peninha do urso, raiva do Chitah, torci pelos filhotinhos e chorei quando não deu. Problema meu! O grande tubarão branco é uma câmera lenta espetacular! Achei graça dos macacos atravessando um rio pela cintura, parecendo reclamar, resmungando, sei lá, mas depois me lembrei que, muitas vezes, somos tolos e palhaços como eles e que, no fundo, foi por isso que eu ri. Mas é uma baita reflexão sobre os reinos animais e humanos. Cada um faça a sua que eu não vou falar da minha. É um tanto inefável. A gente tem mais é que acordar de verdade para o tal do “global warming” porque senão, no fim, vamos todos nos ferrar. Como somos frágeis! Isso vem de tão longe que me lembrei de uma citação -acho que do Gandhi-ji - na minha adolescência, ou seja, há cerca de quarenta e cinco anos atrás: “Na natureza, não interfira jamais.” É como a gente pensa: acontece com os outros. Comigo não... Então, tá!

http://www.loveearth.com/