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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Rainer Maria Rilke
"Não sabemos muito bem que a proteção da dor não funciona e que quando tentamos nos defender do sofrimento só sofremos mais e não aprendemos nada com a experiência? Como Rilke escreveu, o coração protegido que "nunca é exposto à perda, inocente e seguro, não pode conhecer a ternura; somente o coração vencedor pode ser sempre satisfeito, livre de tudo que desistiu, pode alegrar-se em seu domínio."

"Don’t we know, only too well, that protection from pain doesn’t work, and that when we try to defend ourselves from suffering, we only suffer more and don’t learn what we can from the experience? As Rilke wrote, the protected heart that is “never exposed to loss, innocent and secure, cannot know tenderness; only the won-back heart can ever be satisfied: free, through all it has given up, to rejoice in its mastery." 
Glimpse of the Day - Rigpa - http://www.rigpaus.org/Glimpse/Glimpse.php

sábado, 23 de outubro de 2010

Despertar dói!

Entender o poder do caminho nos fornece a inspiração que nos mantém indo em frente, explorando a dor e proporcionando o entendimento do que nos prende. Não demora muito para descobrir o poder, nem para sentir a dor. Acordar dói. E se nós não entendemos o porquê, vamos correr a partir da dor e abandonar o caminho. Existem inúmeras pessoas que se tornaram desistentes espirituais, ou que estão perdidos em desvios, porque eles não compreenderam as dificuldades.
Quando seu braço adormece, ele espeta e queima, quando volta à vida. Dedos congelados picam quando descongelam, nós pulamos para acordar quando o despertador toca. Mas as instâncias físicas da anestesia são leves em comparação com a anestesia, nascida da ignorância, e assim é o grau de incômodo ao acordar. Quanto mais tempo alguma coisa esteve adormecida, mais doloroso é para despertá-la. Se os seus dedos são meramente frios, é fácil aquecê-los. Mas se seus dedos estão congelados, dói pra caramba quando descongelar. Segundo a tradição, a menos que já seja um buda, um "aquele que despertou", alguém roncou por um tempo sem princípio, e pode realmente se machucar antes de acordar completamente. Mingyur Rinpoche escreve:
"Eu gostaria de dizer que tudo melhorou quando eu me senti seguramente estabelecido entre os outros participantes no retiro de três anos. Pelo contrário, no entanto, o meu primeiro ano em retiro foi uma das piores fases da minha vida. Todos os sintomas de ansiedade que eu já tinha experimentado - a tensão física, sensação de aperto na garganta, tontura, e ondas de pânico - atacaram com força total em termos ocidentais, eu estava tendo um colapso nervoso. Em retrospecto, eu posso dizer que o que eu realmente estava passando era o que eu gosto de chamar de "avanço nervoso."

Tradução de "The Power and the Pain: Transforming Spiritual Hardship into Joy" de Dr. Andrew Holecek, publicado pela Snow Lion Publications

sábado, 24 de julho de 2010

Desesperança e Medo - Teísmo e não teísmo.

 Clique para ampliar.
Perdão, mas são tantas coisas que leio ou que recebo pela internet, que não me lembro de onde veio este texto.  Estava impresso numa folha de papel. Definitivamente não é meu, claro, mas resolvi postá-lo por achá-lo de extrema importância e com um ponto de vista completamente diferente daquele a que estamos habituados, daquele em que fomos educados e criados. O ponto de vista de que a segurança duradoura nunca poderá ser alcançada! Se alguém descobrir quem é o autor, por favor, me diga.
Que seja de grande benefício para todos!

A Marilda (obrigada, minha querida!) já descobriu prá mim! Pema Chodrön (livro "Quando Tudo se Desfaz")
"Se desejarmos desistir de esperar que a insegurança e a dor sejam exterminadas, precisamos ter coragem de relaxar na falta de base de nossa situação. Esse é o primeiro passo do caminho. Voltar a mente para o dharma não nos traz segurança ou comprovação nem qualquer base onde possamos nos apoiar. Na verdade, quando nossa mente se volta para o dharma, reconhecemos corajosamente a impermanência e a mudança e começamos a lidar com a desesperança. Existe uma interessante palavra tibetana: ye tang tche. Ye quer dizer 'totalmente, completamente' e o restante, significa 'exausto'. No conjunto, ye tang tche significa totalmente extenuado. Poderíamos, talvez, dizer totalmente farto. Estas palavras descrevem a experiência da total desesperança, do completo abandono de qualquer esperança. Esse é um ponto importante, pois representa o início do início. Sem desistir da esperança, de que há um lugar melhor para estar, de que há alguém melhor para ser, nunca relaxaremos onde estamos ou naquilo que somos. Poderíamos dizer que a expressão atenção plena nos aponta para sermos unos com nossa experiência, sem nos dissociarmos, estando exatamente ali quando nossa mão toca a maçaneta da porta, o telefone toca ou qualquer tipo de sentimento que surge. A expressão atenção plena descreve o estar exatamente no lugar em que estamos. Ye tang tche, entretanto, não é tão facilmente digerível, pois expressa a renúncia que é essencial ao caminho espiritual. É utópico pensar que podemos resolver todos os nossos problemas para sempre. É inútil buscar algum tipo de segurança duradoura. Desfazer nossos padrões mentais habituais muito antigos e arraigados exige começar a reverter algumas de nossas premissas mais básicas. É preciso ficar totalmente farto desse modo de pensar, de acreditar em um eu sólido e distinto, de continuar a buscar o prazer e a evitar a dor de achar que alguém lá fora é culpado pelo nosso sofrimento. É preciso abandonar a esperança de que esse modo de pensar nos traga satisfação. O sofrimento começa a se dissolver quando passamos a questionar a crença ou esperança de que existe um lugar onde é possível esconder-nos. Desesperança significa não ter mais ânimo para controlar nosso caminho. Podemos ainda querer fazer isso. Queremos ter alguma base segura e confortável sob nosso pés, mas já tentamos mil esconderijos e mil maneiras de chegar a uma solução definitiva e o chão continua movendo-se sob nós. Tentar conseguir uma segurança duradoura nos ensina muito, pois,  se nunca tentarmos, não saberemos que ela não pode ser alcançada. Voltar a mente para o dharma apressa o processo da descoberta. Sempre que fazemos isso, percebemos mais uma vez que não há nenhuma esperança, não conseguimos ter nenhum ponto de apoio. A diferença entre teísmo e não teísmo não está em acreditar ou não em Deus. Essa é uma questão que se aplica a todos, incluindo budistas e não budistas. O teísmo é uma arraigada convicção de que existe uma mão na qual segurar. Se fizermos a coisa certa, alguém vai nos dar valor e cuidar de nós. Isso é o mesmo que achar que haverá sempre uma babá disponível quando precisamos de uma. Todos nós temos a tendência a fugir das responsabilidades e delegar nossa autoridade a algo exterior a nós. Não teísmo é relaxar na ambigüidade e incerteza do momento presente sem buscar algo que nos proteja. Às vezes, achamos que o dharma é externo, é algo em que acreditar, algo que devemos atingir. Entretanto, o dharma não é uma crença ou dogma. É a total apreciação da impermanência e da mudança. Os ensinamentos desintegram-se quando tentamos agarrá-los! É preciso experimentá-los sem expectativas. Muitas pessoas corajosas e compassivas já os experimentaram e transmitiram. A mensagem é destemida, o dharma nunca representou uma crença que seguimos cegamente. em absoluto, ele não nos dá nada a que possamos nos apegar. Não teísmo é perceber, finalmente, que não existe babá com quem contar! Conseguimos uma babá ótima e, então, ela se vai!  Não teísmo é compreender que não são apenas as babás que vem e vão. A vida toda é assim! Essa é a verdade e a verdade incomoda! Para aqueles que querem agarra-se a algo, a vida é ainda mais difícil. Sob este ponto de vista, o teísmo é um vício. Somos viciados em esperança, na esperança de que a dúvida e o mistério se dissipem. Esta dependência tem um doloroso efeito sobre a sociedade, uma sociedade baseada em muitas pessoas viciadas em conseguir um apoio para si mesmas não é um lugar muito compassivo. A Primeira Nobre Verdade que o Buda ensinou diz que, quando sofremos, isto não significa que algo está errado! Que alívio! Finalmente alguém falou a verdade! o sofrimento faz parte da vida e não devemos achar que o estamos sentindo por termos feito algo errado. Entretando, o fato é que quando sofremos, achamos que fizemos algo errado! Enquanto estivermos viciados em esperança pensaremos que podemos abrnadar nossa experiência, torná-la mais intensa ou, de algum modo, modificá-la e continuaremos a sofrer muito. A palavra tibetana para esperança é rewa e, para medo, dokpa. Mais comumente usa-se re-dok que é uma combinação das duas. Enquanto houver uma, haverá a outra. Re-dok é a raiz do nosso sofrimento. No mundo da esperança e do medo, sempre teremos que mudar de canal, ajustar a temperatura ou procurar outra música porque algo está se tornando desconfortável, inquieto, começando a doer e nós continuamos a procurar alternativas. No estado mental não teísta, abandonar a esperança é uma afirmação, é o início do início. Poderíamos até mesmo colocar um lembrete Desistir da Esperança na geladeira em vez de aspirações mais convencionais do tipo Todos os Dias, Em Todos os Sentidos, Estou me Tornando Cada Vez Melhor. A esperança e o medo advêm de sentirmos que nos falta algo, advêm de um sentimento de carência. Não conseguimos simplesmente relaxar em nós mesmos. Agarramos a esperança e ela nos rouba o momento presente. Achamos que talvez outra pessoa saiba o que está acontecendo, mas, se há algo faltando em nós, há algo faltando em nosso mundo! Em vez de permitir que nossa negatividade acabe conosco, poderíamos reconhecer que, exatamente agora, estamos nos sentindo um lixo sem sermos melindrosos quanto a olhar isto bem de perto. Esta é uma atitude compassiva! Esta é a atitude corajosa que deve ser tomada! Podemos cheirar o lixo, sentí-lo, explorar a sua natureza, conhecer a essência da aversão, da vergonha e da confusão deixando de acreditar que algo está errado! É possível abandonar a esperança fundamental de que existe um eu melhor que um dia surgirá. Não podemos passar por cima de nós mesmos como se não estivéssemos ali. É melhor olhar diretamente para nossas esperanças e medos. Então, surge uma espécie de confiança em nossa sanidade básica. É aqui que entra a renúncia à esperança de que nossa experiência possa ser diferente, de que possamos ser melhores. As regras monásticas budistas que recomendam abandonar o álcool, o sexo e daí por diante, não querem dizer que estes hábitos sejam intrinsecamente maus ou imorais, mas, sim que nós os utilizamos como babás! Nós os usamos para escapar, para conseguir alívio e distração. Quando renunciamos, estamos, na verdade, desistindo da obstinada esperança de sermos salvos de nós mesmos. A renúncia é um ensinamento que nos estimula a investigar o que está acontecendo sempre que nos agarramos a algo por não sermos capazes de enfrentar o que está surgindo.
Certa vez, em uma viagem de avião, estava ao lado de um homem que a tod hora interrompia a nossa conversa para tomar diversos comprimidos. Perguntei:
- O que você está tomando?
Ele respondeu que eram tranquilizantes. Eu disse:
- Ah, você está nervoso?
E ele:
- Não. Ainda não, mas acho que vou ficar quando chegar lá em casa.
Vocês podem rir desta estória, mas o que acontece quando se começa a se sentir desconfortável, inquieto, constrangido? Percebam o pânico, percebam como imediatamente nos agarramos a algo. Esta é uma atitude baseada na esperança. Não agarrar chama-se desesperança. Se esperança e medo são duas faces da mesma moeda, o mesmo ocorre com desesperança e confiança. Se desejamos desistir de esperar que a insegurança e a dor sejam exterminadas, precisamos ter coragem de relaxar na falta de base de nossa situação. Esse é o primeiro passo do caminho. Se não há interesse em ir além da esperança e do medo, não há sentido em tomar refúgio no buda, ho Dharma e na Sangha. Tomar refúgio no Buda, no Dharma e na Sangha refere-se a desistir de conseguir um chão sob nossos pés. Estamos prontos para a tomada de refúgio quando este tipo de ensinamento, quer estejamos capazes ou não, soa como algo insistentemente familiar, semelhante à experiência de uma criança que reencontra a mãe após uma longa separação. A desesperança é o solo básico. De outra forma, trilharíamos o caminho com a expectativa de conseguir segurança e isso significa que não compreendemos seu propósito. Podemos praticar meditação ou estudar os ensinamentos de conseguir segurança. Podemos seguir as orientações e instruções com o mesmo objetivo. Isso só nos conduzirá à decepção e ao sofrimento. É possível economizar bastante tempo levando muito a sério esta mensagem desde já. Iniciem o trajeto sem esperança de conseguir terra firme. Iniciem com desesperança. Toda ansiedade, insatisfação e as razões para desejar que nossa experiência fosse diferente têm sua raíz no medo da morte. O medo da morte está sempre alí como plano  de fundo. Como dizia Shunryu Suzuki Roshi, mestre zen, viver é como entrar em um barco prestes a sair para o mar e afundar. Entretanto, é muito difícil acreditar na própria morte, não importa quanto se fale sobre isso. Muitas práticas espirituais tentam nos encorajar a levar nossa própria morte a sério, mas é incrível como essa ficha é difícil de cair. A única coisa da vida com que realmente podemos contar é incrivelmente remota para todos nós. Não chegamos a dizer:
- De jeito nenhum, eu não vou morrer!
Porque obviamente sabemos que não é assim. Mas, com certeza, será mais tarde. Essa é a grande esperança. Certa vez, Trumgpa Rinpoche deu uma palestra pública intitulada "A Morte na Vida Cotidiana". Somos criados em uma cultura que tem medo da morte e a esconde de nós. No entanto, nós a experimentamos o tempo todo. Experimentamos sob a forma de decepção, daquilo que não dá certo, de um permanente processo de mudança. Quando o dia acaba, quando termina um segundo, quando expiramos, essa é a morte na vida cotidiana. A morte na vida cotidiana poderia também ser definida como experimentar tudo aquilo que não desejamos. Nosso casamento não vai bem ou nosso trabalho não está dando certo. Ter um relacionamento com a morte na vida diária significa começar a ser capaz de esperar e de relaxar na insegurança, no pânico, no constrangimento, naquilo que não vai bem. À medida em que os anos passam, não chamamaos mais a babá tão rapidamente. A morte e a desesperança fornecem a motivação correta para viver a vida com mais discernimento e compaixão. Entretanto, na maior parte do tempo, afastar-se da morte é nossa maior motivação. Evitamos normalmente qualquer tipo de problema. Tentamos sempre negar que as mudanças, a areia que está sempre escapando entre nossos dedos, são ocorrências naturais. O tempo está passando! Isto é tão natural quanto a mudança das estações ou a transformação do dia em noite. Entretanto, envelhecer, ficar doente, perder aquilo que amamos, não encaramos estas situações como ocorrências naturais. queremos evitar a sensação de morte de qualquer modo. Quando algo nos lembra a morte, entramos em pânico. Não se trata apenas de cortar o dedo, começar a sangrar e colocar um band-aid. Acrescentamos algo mais: o nosso próprio estilo. Alguns de nós sentam-se ali estoicamente e deixam que as roupas se empapem de sangue. Outros ficam histéricos. Não colocamos simplesmente um band-aid. Chamamos a ambulância e vamos para o hospital. Alguns de nós colocam band-aid de grife. Não importa nosso estilo. o processo não é fácil. Não ficamos apenas no básico. Não podemos apenas voltar ao essencial? Simplesmente voltar? Esse é o início. O essencial, o bom e velho eu. O essencial, o bom e velho dedo sangrando. Volte para casa uno, para o básico mínimo. Relaxar no momento presente, na desesperança, na morte. Não resistir ao fato de que as coisas terminam, passam e não têm uma substância duradoura, de que tudo está em mudança o tempo todo. Essa é a mensagem fundamental! Quando falamos em desesperança e morte, estamos falando em encarar os fatos sem escapismo. Podemos ainda ter todo tipo de vício, mas deixamos de acreditar neles como uma saída para a felicidade. Quantas vezes nos permitimos o prazer a curto prazo da dependência. Porque agimos assim tantas vezes, aprendemos que agarrar essa esperança é uma fonte de infelicidade que transforma o prazer a curto prazo em inferno a longo prazo. Desistir da esperança é um estímulo a ficar do seu próprio lado, a fazer amizade consigo mesmo, a não fugir e a voltar ao essencial, não importa o que aconteça. O medo da morte constitui o pano de fundo de toda essa situação. É a razão pela qual ficamos inquietos, entramos em pânico e sentimos ansiedade. mas, se experimentamos completamente a desesperança, desistindo de qualquer expectativa de alternativa para o momento presente, poderemos ter uma relação prazeroza com nossa vida, uma relação honesta e direta que não mais ignora a realidade da impermanência."

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Meditação reduz o impacto emocional da dor


Imagem: Tevaprapas Makklay

Dor menos desagradável.

Pessoas que meditam regularmente têm uma sensação menos desagradável da dor porque seus cérebros antecipam menos a dor, o que diminui seu impacto emocional.

Depois de avaliar voluntários com vários graus de experiência com a meditação, de praticantes iniciantes até mestres com décadas de meditação, cientistas da Universidade de Manchester, na Inglaterra, descobriram que os meditadores mais avançados alcançam um nível suficiente para sofrer menos com a dor.

"Os resultados do estudo confirmam nossa suspeita de que a meditação pode afetar o cérebro. A meditação treina o cérebro para ter mais foco no presente e, com isso, gasta menos tempo antecipando futuros eventos negativos. Pode ser por isso que a meditação é eficaz em reduzir a recorrência da depressão, que torna a dor crônica consideravelmente pior," explica o Dr. Brown.


Meditação vista pela ciência

"A meditação está se tornando cada vez mais popular como uma forma de tratar doenças crônicas, tais como a dor causada pela artrite," diz o Dr. Christopher Brown, que conduziu a pesquisa.

"Recentemente, uma instituição de caridade de saúde mental pediu que a meditação torne-se disponível rotineiramente [no sistema de saúde] para tratar a depressão, que ocorre em até 50% das pessoas com dor crônica. Entretanto, os cientistas só agora começam a analisar a forma como a meditação pode reduzir o impacto emocional da dor," conta ele.

O estudo, que será publicado na revista médica Pain, descobriu que determinadas áreas do cérebro ficam menos ativas quando os meditadores antecipam a dor que, durante o experimento, era induzida por um pequeno laser.

Aqueles com mais experiência de meditação - até 35 anos de prática - apresentaram a menor expectativa da dor, o que levou que relatassem uma menor intensidade dessa dor.

Como a meditação modifica o cérebro

O estudo também revelou que pessoas que meditam apresentam uma atividade incomum no córtex pré-frontal durante a antecipação da dor, uma região do cérebro conhecida por estar envolvida no controle da atenção e com os processos de pensamento quando a pessoa se depara com ameaças potenciais.

Os resultados deverão incentivar novas pesquisas sobre como o cérebro é modificado pela prática da meditação.

"Embora tenhamos descoberto que os meditadores antecipam menos a dor e acham a dor menos desagradável, não está claro como exatamente o tempo de meditação muda as funções cerebrais para produzir esses efeitos," conclui o pesquisador.


Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

terça-feira, 6 de julho de 2010

Generosidade



"A essência da generosidade é abrir mão, deixar acontecer. A dor é sempre um sinal de que estamos segurando alguma coisa - normalmente nós mesmos. Quando nos sentimos infelizes, inadequados, nos tornamos mesquinhos e rígidos. A generosidade afrouxa, abre e relaxa. Ao oferecermos qualquer coisa, um real, uma flor, uma palavra de encorajamento, estamos treinando em abrir, em deixar acontecer.”
Pema Chödrön

sábado, 26 de setembro de 2009

O copo e o lago

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse. - Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
- Ruim. - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! - disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? - perguntou o Mestre.
- Não. - disse o jovem.
O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras, é deixar de ser copo, para tornar-se um lago.