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quinta-feira, 7 de julho de 2011

A idéia da meditação pode assustar as pessoas. - The idea of meditation can scare people.

 "Eu poderia colocar uma gravura aqui, mas ela poderia te distrair."
"Estamos tão viciados em procurar fora de nós mesmos que perdemos o acesso ao nosso ser interior quase completamente. Somos aterrorizados de olhar para dentro de nós, porque nossa cultura não nos deu nenhuma idéia do que vamos encontrar. Podemos até pensar que, se o fizermos, correremos o perigo de enlouquecer. Este é um dos últimos e mais engenhosos estratagemas do ego para nos impedir de descobrir a nossa natureza real. Assim, fazemos da nossa vida uma coisa tão agitada que eliminamos o menor risco de olhar para dentro de nós mesmos. Mesmo a idéia da meditação pode assustar as pessoas. Quando elas ouvem a palavra sem ego ou vazio, elas pensam que experimentar esses estados será o mesmo que serem jogadas para fora da porta de uma nave espacial flutuando para sempre em um vazio escuro e frio. Nada poderia estar mais longe da verdade. Mas em um mundo dedicado à distração, o silêncio e a quietude aterroriza-nos, nós nos protegemos deles com o barulho e a ocupação frenética. Olhando para a natureza de nossa mente esta é a última coisa que nos atreveriamos a fazer. "

"We are so addicted to looking outside ourselves that we have lost access to our inner being almost completely. We are terrified to look inward, because our culture has given us no idea of what we will find. We may even think that if we do, we will be in danger of madness. This is one of the last and most resourceful ploys of ego to prevent us from discovering our real nature. So we make our lives so hectic that we eliminate the slightest risk of looking into ourselves. Even the idea of meditation can scare people. When they hear the words egoless or emptiness, they think that experiencing those states will be like being thrown out the door of a spaceship to float forever in a dark, chilling void. Nothing could be further from the truth. But in a world dedicated to distraction, silence and stillness terrify us; we protect ourselves from them with noise and frantic busyness. Looking into the nature of our mind is the last thing we would dare to do."
Sogyal Rinpoche - Rigpa Glimpse of the Day - July 7

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Distração.


Inúmeras pessoas crêem que a meditação deve necessariamente ser um estado desprovido de todos os pensamentos. Ora, quando elas meditam, pensamentos aparecem e elas concluem disso que são incapazes de meditar, que a meditação é um exercício completamente fora de seu alcance. Esse a priori é um erro: meditar não é apagar todo pensamento. Como abordar o problema dos pensamentos? É preciso, antes de tudo, evitar dois erros:
1 - O primeiro é não tomar consciência de que os pensamentos se produzem nem segui-los maquinalmente.
2 - O segundo é procurar detê-los.
A atitude justa será, ao contrário, estar consciente da produção dos pensamentos, mas sem segui-los nem procurar pará-los, mas simplesmente não ocupar-se deles. Se não nos ocupamos dos pensamentos, os pensamentos não tem força. Enquanto não conhecemos a natureza de nossa mente, esta produz pensamentos, que tanto podem ser positivos como negativos, dotados de uma grande força sobre nós mesmos, pois eles são apreendidos como reais. Sem esta apreensão, os pensamentos não tem nenhuma força. Quando deixamos a mente relaxada, vem de início um momento em que ela permanece sem pensamentos. Esse estado estável é como um mar sem ondas. Nessa estabilidade, surge em seguida um pensamento. Este é como uma onda que se forma na superfície do mar. Na medida em que deixamos este pensamento sem nos ocuparmos dele, sem o "deter", ele esvanece-se por si mesmo na mente de onde emanou. É como a onda que se desfaz de novo no mar de onde surgiu. O mar e a onda, se não refletimos sobre isso, podem aparecer como duas realidades separadas. De fato, elas são indiferenciadas em essência, pois a essência da onda é a água, bem como a essência do mar também o é. Não podemos dizer que ambos sejam entidades diferentes. Ondas sobem à superfície do mar, mas nada podem fazer alem de fundir-se de novo no mar. No entanto, não podemos dizer que o mar estaria de início diminuído ou que estaria em seguida aumentado. Da mesma maneira, quando deixamos acontecer o movimento dos pensamentos sem nos ocuparmos deles, nossa mente não se encontra deteriorada quando os pensamentos se produzem, e ela não se encontra melhorada quando é desprovida de pensamentos. Enquanto não tivermos compreendido o que é a mente, somos um pouco como aquele que estando na praia pensasse que o mar deve absolutamente ser desprovido de ondas. Quando uma onda vem em sua direção, ele desejaria agarrá-la e jogá-la para um lado, depois, agarrar a seguinte e jogá-la do outro lado. E mesmo quando, independentemente de seus esforços, o mar se acalmasse por instantes, seria inevitável que ondas se formassem de novo ali. Aquele que esperasse estabelecer um mar definitivamente desprovido de ondas só poderia estar constantemente decepcionado. Querer, durante a meditação, eliminar os pensamentos, é colocar-se na mesma situação. Quando ondas surgem do mar, elas recaem no mar. Na realidade, o mar e as ondas não são diferentes. Se compreendemos isso, permanecemos sentados na praia, relaxados: não há então nem fadiga nem dificuldade. Do mesmo modo, quando observamos a essência de nossa própria mente, que existam pensamentos ou não, é sem importância; permanecemos simplesmente relaxados.

De "Meditação - Conselhos ao Principiante" de Bokar Rinpoche.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Escrever...

“Existem muitos motivos para se escrever. Alguns o fazem para se distrair; outros para ganhar dinheiro; outros pela fama; outros por desespero. Sem querer parecer grandiloqüente, diria que escrevo para não morrer, para não ficar louco”.

Ernesto Sábato