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terça-feira, 28 de abril de 2009

O Buda e o budismo.


O budismo é uma das religiões mais interessantes do mundo e tem sido praticado largamente através do extremo oriente. No entanto, também se tornou recentemente muito popular entre muitas pessoas nos Estados Unidos. Por exemplo, o ator Richard Gere assim como muitas outras celebridades abraçaram e patrocinam os benefícios do budismo. As origens do budismo datam de mais de 2000 anos e, embora o budismo seja agora uma religião, tudo que ele contém se deve às raízes espirituais que figuram no hinduísmo. O budismo, que tem como seu ídolo uma estátua de seu fundador Sidarta Gautama (que é mais conhecido como o Buda), promove uma doutrina de paz, tranqüilidade e resolução interna, vivência moral e, se diz que seguir os caminhos do Buda traz paz e harmonia espiritual perfeita.

Buda é uma palavra que significa “o supremamente iluminado”ou aquele que tem uma mente ou espírito completamente desperto“. Sidarta Gautama conquistou este título durante o século VI aC após uma profunda jornada espiritual. Ele expôs vários princípios ou verdades e estes ensinamentos se tornaram a espinha dorsal fundamental da doutrina budista. Estes ensinamentos foram interpretados um tanto diferentemente em lugares onde o budismo se espalhou (tais como o Japão, por exemplo), mas os princípios do budismo continuam os mesmos em todos os lugares: o budismo é uma busca pela redução do sofrimento e da dor através da meditação e uma busca por uma vida simples, livre de anseios.

O Buda não é considerado um deus e os budistas não rezam para ele ou para sua imagem em troca de favores. Pelo contrário, eles meditam sobre como podem alcançar paz, amor, compaixão dentro de si mesmos. O budismo tem cinco grandes preceitos e os budistas se esforçam para seguir estes preceitos

Eles são:
1. Não matar nenhum ser.
2. Não roubar ou tomar para si qualquer coisa que não lhe foi dado.
3. Abster-se de conduta sexual errônea e excesso de satisfação sensual.
4. Não mentir.
5. Abster-se do uso de álcool e drogas que nublam a mente e prejudicam o pensamento.

Seguindo estes preceitos e libertando-se dos desejos ansiosos, os budistas sentem que podem atingir o nirvana, uma paz espiritual. Uma vez que tenham atingido o nirvana e vêem que a vida não é feita de desejos, coisas materiais ou luxúria, os budistas se tornam capazes de usar seu tempo para melhorar o mundo. O ídolo mais comumente associado ao budismo é a estátua do Buda com seus braços dobrados sobre o colo e um sorriso de felicidade no rosto. Diz-se que a estátua serve par representar a compaixão e a tranqüilidade espiritual do Buda e, quando os budistas não podem rezar para o Buda, eles abaixam a cabeça para a estátua para reconhecer e agradecer o Buda pelos seus ensinamentos. Como cada vez mais e mais pessoas descobrem o budismo, a estátua do Buda pode ser encontrada em muitos lares através do mundo.

2 comentários:

LÍDIA MEIRELES disse...

Estive atenta a ler vários textos aqui apresentados,e novamente surgiu-me uma duvida no meu espírito:-Afinal o Budismo reveste-se de conceitos,ou despe-se deles?
É que existe algo muito antagónico em tudo que tenho lido sobre o ensinamentos Budistas.
Ora nos dizem que tudo são conceptualizações,ora nos estão ensinar a ser conceptuais.
Ora é tudo natureza de Buda,ora temos regras impostas para atingirmos o estado de Buda.
Isto não é muito paradoxal???

Pema Lodrön disse...

Despe-se deles, sem dúvida, Lídia! Tente conseguir um exemplar na net do Sutra do Coração ou tentarei postar. Devo, porém lhe dizer que sigo o budismo Vajrayanna (tibetano) da escola Nyingma. Pouco ou nada sei sobre outros seguimentos. Dizer que é paradoxal já é colocar um conceito!

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