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domingo, 2 de agosto de 2009

"Vazio Luminoso" - Trechos marcados

"A iluminação não é nada de mais - é nosso estado natural."
"Não somos catapultados para um mundo completamente diferente, apenas percebemos o mundo de forma diferente."

"No estágio final, a essência mais interior do vajrayana, o próprio coração do tantra, se encontra no reconhecimento de que nunca fomos outra coisa que não despertos. Aqui não existe mais nenhuma necessidade de técnicas, de simbolismos ou de transformação. O praticante que terminou o caminho vive em uma condição de completa simplicidade e experiência direta da realidade."
"(...) somente quando sabemos a causa de algo é que podemos verdadeiramente dar um fim naquilo e evitar que surja de novo no futuro."
"Ao apontar a realidade do sofrimento, ele não estava sendo negativo nem pessimista. O Buda se expressou daquela forma por causa de sua abordagem extremamente prática da espiritualidade. Ele não queira atrair as pessoas com lindas descrições da iluminação que iriam apenas inflamar sonhos e fantasias ou fornecer material para discussões filosóficas. Certamente não pretendia que seus seguidores exagerassem a desgraça em suas vidas, mas sim que olhassem profundamente sua condição atual. Compreender a verdade sobre o sofrimento é realmente uma questão de encarar a realidade, não tentando ignorar ou fugir da dor, mas identificando-a e examinando suas causas de modo a poder dar um fim a ela. Privação deliberada, ascetismo e estender-se nos aspectos dolorosos da vida não são atitudes recomendadas no budismo; afinal, a inspiração e as metas do Buda eram a completa liberação do sofrimento."
"A roda da vida mostra que todos os fenômenos são transientes e interdependentes: tudo surge de uma causa e, por seu turno, se torna uma causa para a próxima manifestação surgir. Isso quer dizer que nada pode existir em isolamento. Nós mesmos somos compostos de combinações extremamente complexas de aparências condicionadas e momentâneas. Não importa o quanto procuremos por alguma coisa que dure e não mude, não seremos capazes de encontrá-la, seja dentro ou fora de nós."
"Parece não haver nada no budismo que corresponda ao ser da psicologia moderna, nenhum conceito de desenvolver um ser maduro, equilibrado, integrado por si só, sem referência a uma meta esperitual."
"O budismo nos relembra de forma contínua do maravilhoso potencial e da oportunidade única que temos como seres humanos e que nunca devemos denegrir a natureza humana ou nos sentir envergonhados do que somos."
"(...) quando Trungpa Rinpoche ensinava meditação, sempre enfatizava se abandonar em vez de se concentrar. (...) Abandonar significa afrouxar a tensão do apego e do agarramento, relaxando o esforço de segurar continuamente, Quando na verdade não existe nada a que se segurar. Abandonar é esvaziar, esvaziar-se de ilusões, conceitos e construções imaginárias de todos os tipos. Finalmente, por meio do processo de abandono, chegamos à experiência conhecida como vazio (shunyata)."

4 comentários:

Andrea Guim disse...

Olá!!
Vim retribuir a visita ao Blog'Arte! Ahh... como é bom ler coisas sábias como estas... me fazem recordar o que por vezes me esqueço. Obrigada.
Sobre minha fotinha no blog, não é pintura não, mas efeito de um programa para manipulação de imagens que experimentei.
Beijos e Boa Semana!!!

AMRITA PAKI disse...

Oi Pema, tenho acompanhado seu blog e gostado muito. Para agradecer os ensinamentos ofereço o selo Mouse de Ouro que recebi de uma amiga do blog "Arca do Auto-conhecimento", que venho seguindo também. Meu blog é o "Encontro com Mestres Notáveis" http://blogdapaki.blogspot.com/.
Não sou budista, mas simpatizo muito com o tibetano.Namastê!

Pema Lodrön disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pema Lodrön disse...

Em tibetano é Tashi delek (Boa fortuna!) Namastê são para indianos. Amrita quer dizer néctar em sânscrito, sabia? Em tibetano é Dútsi. Manda o selo então, Amrita! E muito obrigada! Ou... tu tchi tche!

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