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sábado, 8 de agosto de 2009

Dalai-Lama pede ajuda do presidente Lula


Em entrevista ao 'Estado', líder tibetano diz que o Brasil precisa falar com vigor sobre democracia com Pequim.
Jamil Chade - O Estado de S. Paulo
GENEBRA - O líder espiritual tibetano Dalai-Lama pede para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fale de "democracia e liberdade" com a cúpula chinesa. "O Brasil ganhou sua democracia, o que foi muito importante para o País. Agora, com o peso que o Brasil tem no mundo, precisa defender esse valor", disse o Dalai-Lama em entrevista ao Estado. "O presidente Lula precisa tocar no assunto com vigor quando tratar com a China", afirmou o líder tibetano no exílio. O Dalai-Lama, que na quinta-feira, 6, esteve em Genebra, fez duras críticas contra o governo de Pequim. "Para ser uma superpotência, a China não poderá contar apenas com os lucros. Só o dinheiro não garantirá uma boa imagem da China no mundo. Verdade e transparência serão essenciais. Isso será fundamental para a imagem da China no futuro", disse. "A realidade é que muitos países, até mesmo os EUA, têm uma relação muito próxima com a China. Mas, ao mesmo tempo, têm desconfianças em relação ao regime", declarou. "Todos os países que se apoiam na democracia para legitimar seus governos precisam defender os mesmos princípios em relação ao governo chinês." Ainda ontem, em uma entrevista coletiva, o Dalai-Lama acusou Pequim de estar "enganando o povo chinês". "Não há outra alternativa para a China a não ser a democracia. A política para as minorias fracassou, grande parte da corrupção hoje é cometida por membros do Partido Comunista, que não é mais de trabalhadores. É dos milionários influentes", afirmou. "Tanto o marxismo quanto o dinheiro fracassaram em trazer a paz na China. Eu mesmo, em 1954, me entusiasmei com o comunismo. E cheguei a pedir para entrar no Partido Comunista. Era jovem e meio revolucionário. Mas hoje a China é um país capitalista e totalitário", disse o Dalai-Lama. "Chegou a hora de o Partido Comunista aposentar-se, depois de 60 anos."Tibete - Ele insiste que o Tibete não quer sua independência da China. "Queremos autonomia. A política externa e a defesa têm de ficar com Pequim. Mas queremos administrar a educação, a saúde e as questões religiosas." Segundo o Dalai-Lama, 4 mil pessoas ainda estão detidas por Pequim desde o ano passado, quando ocorreram violentos protestos no Tibete. "Esses protestos não nasceram da noite para o dia. Foi o ressentimento de gerações que explodiu. Há uma crise e precisamos admitir isso", afirmou."Se a situação não for resolvida, esse ressentimento aumentará. Precisamos encontrar uma solução realista e pacífica." Para ele, uma das saídas é a garantia de um maior desenvolvimento para a região. Outra estratégia é obter apoio dos intelectuais chineses. "A população está mais próxima de nós. Sabemos que até funcionários públicos levam minha foto em seus celulares", disse.

2 comentários:

Heloisa Paternostro disse...

SS, se equivoca com Lula e toda a corja do PT, PSDB, PMDB, e afins...

Ja em 99 recebeu apenas um visto de permanencia no pais de uma semana, DURAMENTE conquistado pelos ativistas, e nem pode falar ao publico em geral...

Foi recebido por FHC, na casa de ACM, (ironia do destino), meio que escondido do publico em geral!!!!

Os interesses economicos/financeiros de Lula na China , sao maiores que qquer coisa....

Ele nao ousa desequilibrar a balamca economica Brasileira em funcao de NADA!!!

SS, tem sabedoria em levantar esta questao, para que os brasileiros LEMREM de certos fatos vividos por eles na epoca da Ditadura Militar, e tirem a bunda da cadeira confortavel que LULA lhes deu e facam ALGUMA COISA para a democracia no MUNDO!!!!!

Alem de Direitos Humanos e por ai afora!!!!

......"hoje eu vi que quem me deu a conciencia de uma nova juventude......ta em casa guardado por Deus contando o vil metal!!!!"

www.heloisapaternostro.com

jsp722 disse...

Claro que os protestos no Tibete não surgiram da noite para o dia. Foram preparados por terroristas tibetanos pagos, treinados e armados pela CIA, que, com a aprovação do Dalai, mataram dezenas de inocentes em Lhasa nas vésperas das Olimpíadas, para ganhar a atenção mundial (se fazendo passar por vítimas), em conluio com governos e grupos de mídia ocidentais. São esses terroristas que o Dalai defende, ele, o lobo em pele de cordeiro, que a mídia ocidental quer fazer passar por um segundo Mahatma Gandhi, mas que não passa de um ridículo ditador teocrático (assim governa os tibetanos em exílio, promovendo perseguições religiosas etc.) patrocinado pela CIA, ditador não diferente do um Pinochet, um Reza Pahlevi ou um Saddam Hussein, como o agravante de usar a religião e a perseguição religiosa para consolidar seu poder espúrio. As ligações do Dalai com o terrorista japonês Shoko Asahara são conhecidas. O Dalai sempre se recusou a condenar as guerras norte-americanas contra o Iraque e o Afeganistão, onde dezenas de inocentes são mortos todos os dias, assim como se recusou a pedir aos terroristas tibetanos que parassem de vandalizar e matar em Lhassa.

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