terça-feira, 2 de junho de 2009
Uma sobrevivente de um campo de concentração
‘‘Sou sobrevivente de um campo de concentração. Meus olhos viram o que nenhuma pessoa devia presenciar. Câmaras de gás construídas por engenheiros ilustrados. Crianças envenenadas por médicos instruídos. Bebês assassinados por enfermeiras treinadas. Mulheres e bebes mortos a tiros por ginasianos e universitários. Assim, desconfio da educação. Meu pedido é o seguinte: Ajudem os seus discípulos a serem humanos. Os seus esforços nunca deverão produzir monstros cultos, psicopatas hábeis ou Heichmans instruídos. Ler, escrever, saber história e aritmética só são importantes se servem para tornar nossos estudantes mais humanos''
Recebido por e-mail da diretora de uma escola israelita
Texto extraído do site: http://culturabrasil.pro.br/direitoshumanos1.html
segunda-feira, 1 de junho de 2009
O Ensinamento Mais Porcaria Nenhuma!
uma memorável professora budista.
Konchog Paldron recebeu extensivos ensinamentos de muitos mestres iluminados. Porém foram as instruções orais compassivas de Patrul Rinpoche que despertaram sua mente para estados mais elevados.
Mais tarde, ela transmitiu vários ensinamentos de Patrul Rinpoche para muitos praticantes.
Um dia, falando em verso, Patrul lhe disse:
“Não prolongue o passado,
Não convide o futuro,
Não altere a sua atenção natural do momento presente,
Não tema as aparências,
Não há nada além disso!”
Ao ouvir estas palavras, Konchog Paldron inesperadamente vivenciou um estado mental de sublime bem-aventurança. Patrul havia falado em um dialeto nômade grosseiro, e a frase final soava como “Fora isso, não há mais porcaria nenhuma!”
Isto ficou conhecido como “O Ensinamento Mais Porcaria Nenhuma”. Tem sido passado de mestre a discípulo até os dias de hoje.
Luto
Em luto pelas pessoas mortas no acidente aéreo do vôo 447 da Airbus da Air France a 31 de maio de 2009.sexta-feira, 29 de maio de 2009
Viver despenteada
O mundo é louco, definitivamente louco.
O que é gostoso engorda.
O que é lindo custa caro.
O sol que ilumina o teu rosto enruga.
E o que é realmente bom dessa vida, despenteia.
Fazer amor despenteia.
Rir às gargalhadas despenteia.
Viajar, voar, correr, entrar no mar despenteia.
Tirar a roupa despenteia.
Beijar a pessoa amada despenteia.
Brincar despenteia.
Cantar até ficar sem ar despenteia.
Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível.
Então, como sempre, cada vez que nos vejamos eu vou estar com o cabelo bagunçado, mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida.
É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir.
Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada por dentro e por fora.
O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença: arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria e talvez deveria seguir as instruções, mas quando vão me dar a ordem de ser feliz? Por acaso não se dão conta de que para ficar bonita eu tenho que me sentir bonita? A pessoa mais bonita que posso ser!
O único que realmente importa é que ao me olhar no espelho, veja a mulher que devo ser. Por isso, minha recomendação a todas as mulheres: entreguem-se, comam coisas gostosas, beijem, abracem, dancem, apaixonem-se, relaxem, viajem, pulem, durmam tarde, acordem cedo, corram, voem, cantem, arrumem-se para ficar linda, arrumem-se para ficar confortável. Admire a paisagem, aproveite, e acima de tudo, deixa a vida lhe despentear!
O pior que pode passar é que, rindo frente ao espelho, você precise se pentear de novo!
Loucura de amor
Barack Hussein Obama II
Now it's official!
http://www.youtube.com/watch?v=pTKTCgznoAQ
I am proud to announce my nominee for the next Justice of the United States Supreme Court: Judge Sonia Sotomayor.
This decision affects us all — and so it must involve us all. I’ve recorded a special message to personally introduce Judge Sotomayor and explain why I’m so confident she will make an excellent Justice.
Please watch the video, and then pass this note on to friends and family to include them in this historic moment.
Judge Sotomayor has lived the America Dream. Born and raised in a South Bronx housing project, she distinguished herself in academia and then as a hard-charging New York District Attorney.
Judge Sotomayor has gone on to earn bipartisan acclaim as one of America’s finest legal minds. As a Supreme Court Justice, she would bring more federal judicial experience to the Supreme Court than any Justice in 100 years. Judge Sotomayor would show fidelity to our Constitution and draw on a common-sense understanding of how the law affects our day-to-day lives.
A nomination for a lifetime appointment to the highest court in the land is one of the most important decisions a President can make. And the discussions that follow will be among the most important we have as a nation. You can begin the conversation today by watching this special message and then passing it on:
http://my.barackobama.com/SupremeCourt
Thank you,
President Barack Obama
quinta-feira, 28 de maio de 2009
O Sutra do Coração.
Livro Dalai Lama
Sadhana do Sutra do Coração - Editora MakaraEm tibetano: Tchom Den De Ma She Rab Tchi Pa Rol Tu Tchi Pe Nying Po
Em português: A Quintessência da Perfeição do Conhecimento Transcendente – A Deusa Transcendente, Realizada e Vitoriosa
Indescritível, inconcebível e inexprimível, a perfeição do conhecimento transcendente é não nascida e incessante – a própria natureza do espaço. É o campo do estado desperto primordial autoconhecedor de cada um. Presto homenagem à mãe dos budas dos três tempos.
Homenagem à Quintessência da Perfeição do Conhecimento Transcendente!
Assim ouvi:
Certa vez o Conquistador Transcendente e Realizado encontrava-se no Pico dos Abutres, em Rajagriha, acompanhado de uma numerosa sanga de monges e bodisatvas.
Naquele momento, O Conquistador Transcendente e Realizado descansava em equilíbrio na absorção meditativa de examinar os fenômenos, conhecida como “o estado de profunda percepção”.
Naquele mesmo momento também, o grande e corajoso bodisatva, o nobre Avalokiteshvara, examinava atentamente o caminho profundo pelo qual o conhecimento transcendente é consumado e viu com precisão que os cinco agregados da mente e do corpo são vazios de natureza própria.
Então, pelo poder de Buda, o valoroso Shariputra dirigiu as seguintes palavras para o grande e corajoso bodisatva, o nobre Avalokiteshvara:
- “Como deve proceder um filho de ascendência espiritual que deseje se engajar no caminho profundo pelo qual o conhecimento transcendente é consumado?”
Uma vez ditas essas palavras, o grande e corajoso bodisatva, o nobre Avalokiteshvara, dirigiu as seguintes palavras para o valoroso Shariputra:
- “Ó Shariputra, os filhos ou filhas de ascendência espiritual que desejem se engajar no profundo caminho pelo qual o conhecimento transcendente é consumado deveriam ver com precisão desta maneira: deveriam ver, precisa, correta e intimamente, que seus cinco agregados da mente e do corpo são vazios de natureza própria.
A forma é vacuidade.
A vacuidade é forma.
A forma não é outra que não a vacuidade.
A vacuidade não é outra que a não forma.
Da mesma maneira, sensações, percepções, fatores condicionantes e modalidades de consciência são vazios. Ó Shariputra, assim todos os fenômenos são vacuidade – eles são características, não nascidos e incessantes, estão além da imperfeição e da perfeição. Eles não decrescem e não aumentam.
Ó Shariputra, portanto, com vacuidade não há forma, não há sensação, não há percepção, não há estados mentais e não há consciência. Não há os sentidos da visão, da audição, do olfato, do paladar, do tato ou da mente discursiva. Não há formas, não há sons, não há cheiros, não há sabores, não há sensações táteis e não há conceitos. Não há ignorância nem ausência de ignorância e assim por diante inclusive não há envelhecimento e morte, nem ausência de envelhecimento e morte. Do mesmo modo, não há sofrimento, não há origem do sofrimento, não há cessação do sofrimento e não há caminho. Não há estado desperto primordial, não há realização e não há falta de realização.
Ó Shariputra, portanto, por não haver realização para bodisatvas, em vez disso, eles subsistem por confiarem na perfeição do conhecimento transcendente. Já que as suas mentes são desobscurecidas, eles são destemidos. Eles estão muito além de quais quer concepções errôneas e, portanto, alcançam o estado consumado do nirvana. Além disso, todos os budas existentes nos três tempos tornam-se budas, despertam perfeita e completamente para a insuperável, verdadeira e perfeita iluminação, por confiarem na perfeição do conhecimento transcendente. Portanto, já que o mantra da perfeição do conhecimento transcendente, o mantra do supremo estado desperto intrínseco, o mantra insuperável, o mantra que traz igualdade ao que é desigual, o mantra que pacifica totalmente todo o sofrimento, não é falso, ele deveria ser conhecido como verdadeiro.
Recito o mantra da perfeição do conhecimento transcendente.”
OM GATÊ GATÊ PARAGATÊ PARASAMGATÊ BODHÍ SOHÁ
“- Ó, Shariputra, assim deveria treinar-se um grande e corajoso bodisatva na perfeição do conhecimento transcendente.”
Então, o Conquistador Transcendente e Realizado ergueu-se daquele estado de absorção meditativa e expressou sua aprovação ao grande e corajoso bodisatva, o nobre Avalokiteshvara, dizendo:
“- Excelente, excelente! Ó filho de ascendência espiritual, assim é. Assim é. Dessa mesma maneira que você acabou de mostrar, assim se deveria praticar a profunda perfeição do conhecimento transcendente. Os tatágatas se regozijam com isso.”
Uma vez que o conquistador Transcendente e Realizado conferiu esse mandamento, o valoroso Shariputra, o bodisatva Avalokiteshvara, o mundo inteiro de deuses, humanos, semi-deuses e gandarvas, todos se regozijaram. Eles exaltaram as palavras proferidas pelo Conquistador Transcendente e Realizado.
Assim termina a Quintessência da Perfeição do Conhecimento Transcendente
Sob o patrocínio real do Rei Trisong Deutsen, em meados do século VIII, o tradutor tibetano (lotsaua) Bhiksu Rintchen De traduziu este texto para o tibetano juntamente com o mestre indiano (pandita) Vimalamitra. Foi editado pelos grandes tradutores tibetanos (lotsauas) Guelo, Namka e outros. Este texto tibetano foi copiado de afresco em Guedje Tchemaling, um dos templos do glorioso Samye Vihara
Cosmos
“A um rio que tudo arrasta, todos chamam de violento; mas ninguém chama violentas as margens que o aprisionam há séculos.” Bertolt Brecht
No Colégio Santa Dorotéia, sempre fui o primeiro lugar de todos os torneios de redações do colégio inteiro, mesmo dos graus superiores ao meu. É que sempre consegui me expressar melhor por meio da palavra escrita e não da falada. A fala, assim como todos os atos, dominada pela mente, por alguma motivação e pelas emoções aflitivas arrisca uma compreensão errônea, um julgamento posterior confuso e ardiloso por meio do ouvinte que depois a destorce e usa para jogar contra nós! A escrita está registrada e documentada!
Nas minhas lembranças mais remotas que remontam ao berço, fui uma criança cerceada, visada, vigiada, controlada e recriminada. As palavras ásperas e rudes ressoam no meu ouvido até hoje. Quando as escuto, causam-me um mal-estar interior e só depois de adulta, ou direi, velha, consegui compreender a causa desta repulsa apesar de ainda me estremecer.
Meus pais como todos os pais do mundo, queriam que a sua filha brilhasse. Não brilhei!
Minha avó materna é a única pessoa de quem tenho lembrança tranqüila. Falava baixo, manso e conseguia desta maneira que eu comesse todo alimento sem pressionar-me. Não contava estórias. Levava-me a colher flores, o cosmos que grassava nos matos ao redor da casa dela. Morreu antes que eu completasse oito anos.
Às vezes, ponho-me a pensar: se ela tivesse sobrevivido até a minha idade mais adulta, teria eu julgamentos discriminativos sobre ela? Então, passo a perceber essa morte prematura como uma bênção para a minha lembrança, diria eu, macia e suave. Minha filha, que já conta trinta e um anos e ainda tem minha mãe viva analisa-a e a seus atos.
Nunca tive um irmão ou irmã com quem pudesse contar como amigo. Pelos caprichos da vida, fui a primeira filha mulher tendo um irmão mais velho que, agora julgo eu, talvez tenha se sentido enciumado pela minha presença de menina cheia dos vestidos rendados e bordados. Ah, se ele pudesse imaginar como estas vestimentas me apertavam, arranhavam e incomodavam! Quatro anos e meio depois, nasce outro homenzinho. Só depois dos meus oito anos é que veio outra menina, depois outra e depois um menino.
Nada sei dos meus irmãos. Não conheço seus pensamentos. Não me lembro de ter um momento tranqüilo do tipo “jogar conversa fora” com nenhum deles. Fiquei isolada deles, como num limbo.
Na adolescência, fui tornando-me retraída, ensimesmada, trancada. Esse comportamento complicou minha situação e fui novamente taxada de esquisita, nervosa, estranha, de espírito difícil. As pessoas falam. Essa fama correu a família inteira, chegando até aos tios, primos, sobrinhos, cunhadas e outros agregados. Talvez eu seja mesmo uma mulher alterada, a ovelha negra da família.
Quando eu contava dezoito anos perco meu irmão caçula num acidente de carro. Não tendo passado no vestibular e ficando sem o tempo do colégio, comecei a trabalhar muito cedo e encontrei o homem que seria meu marido e pai dos meus filhos vida afora.
Aí, já é outra estória. Mas a relação com minha família de berço e infância já estava estragada. Jamais consegui resgatá-la porque meus pais e irmãos não gostam de ler e eu sempre consegui me expressar melhor por meio da palavra escrita e não da falada.
Por isso tornei-me budista, tomei refúgio no Buda, no Dharma e na Sangha, as Três Jóias e leio os livros dos lamas e monges cujas palavras me acalmam a mente.
http://www.loja.jardicentro.pt/product_info.php?products_id=145
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Lições do mestre Mingyur Rinpoche - Como lidar com o sofrimento?
Viva assim!
Aprenda a observar caramujos.
Plante jardins impossíveis.
Convide alguém perigoso para um chá.
Faça pequenos sinais que digam SIM, e cole todos pela casa.
Faça amigos com liberdade, sem desconfiança.
Olhe com esperança para seus sonhos.
Chore durante os filmes.
Num balanço à luz da lua, balance o mais alto que você puder.
Cultive o amor.
Recuse-se a ser “o responsável”.
Faça por amor.
Tire várias sonecas.
Desprenda-se do dinheiro.
Faça isso agora.
O dinheiro virá naturalmente.
Acredite em magia.
Dê muita risada.
Celebre todo momento glorioso.
Tome banhos de lua.
Tenha criações selvagens, sonhos transformadores e perfeita calma.
Desenhe nos muros, nas paredes.
Leia todo dia.
Imagine-se uma pessoa mágica.
Brinque com crianças.
Escute as pessoas mais velhas.
Esteja aberto.
Mergulhe fundo.
Seja livre.
Abençoe-se.
Deixe os medos de lado.
Divirta-se com tudo.
Entretenha sua criança interior.
Você é inocente.
Construa um forte com lençóis.
Molhe-se.
Abrace árvores.
Escreva cartas de amor.
(Autor desconhecido)
Sutra do Coração (Tibetano - Vajrayanna)
Na língua da Índia: Bhagavati Prajnaparamita Hridaya.
Na língua do Tibet: Chomdendema Sherabkyi P'haröltuchinpe Nyingpo.
O primeiro verso diz:
Assim eu ouvi. Certa vez, o Bhagavan [Buddha] estava em Rajagriha, sobre a montanha Gridhrakuta, com uma grande assembléia de monges e uma grande assembléia de bodhisattvas.
Naquele momento, o Bhagavan entrou na concentração que expressa o ensinamento chamado "Iluminação Profunda". No mesmo momento, o nobre Avalokiteshvara Bodhisattva Mahasattva [ser da iluminação, grande ser], enquanto praticava a profunda Perfeição da Sabedoria, viu os cinco agregados [forma, sensações, percepções, vontade, consciência] como sendo vazios em sua própria natureza.
Então, pelo poder do Buddha, o venerável Shariputra disse ao nobre Avalokiteshvara Bodhisattva Mahasattva: Como deve treinar o filho ou filha de nobre linhagem que deseje praticar a profunda Perfeição da Sabedoria?
Assim ele disse e o nobre Avalokiteshvara Bodhisattva Mahasattva respondeu o seguinte ao venerável Shariputra: Ó Shariputra, um filho ou filha de nobre linhagem que deseje praticar a profunda Perfeição da Sabedoria deve ver deste modo: os cinco agregados são completamente vazios em sua própria natureza. A forma é vacuidade; a vacuidade é a forma. A vacuidade não é outra senão a forma; a forma não é outra senão a vacuidade. Assim também são a sensação, a percepção, a vontade e a consciência. Deste modo, Shariputra, todos os fenômenos são vacuidade, sem características. Não são produzidos nem interrompidos. Não são impuros nem puros. Não têm diminuição nem aumento.
Portanto, Shariputra, na vacuidade não há forma, sensação, percepção, vontade, consciência; não há olho, ouvido, nariz, língua, corpo, mente; não há cor, som, odor, sabor, tato, fenômeno; não há [reinos dos sentidos, desde] o reino da visão até o reino da mente; não há o reino dos fenômenos, não há o reino da consciência; não há [elos de surgimento dependente, desde] a ignorância e o fim da ignorância até a velhice-e-morte e o fim da velhice-e-morte; não há [as verdades nobres sobre] o sofrimento, a origem, a cessação, o caminho; não há sabedoria, nem atingimento ou não-atingimento. Portanto, Shariputra, como os Bodhisattvas não têm atingimento, eles permanecem na Perfeição da Sabedoria.
Como não há obscurecimento na mente, não há medo. Transcendendo as visões falsas, eles atingem o nirvana completo. Todos os Buddhas dos três tempos, através da Perfeição da Sabedoria, despertaram totalmente para a iluminação insuperável, completa e perfeita. Portanto, o mantra da Perfeição da Sabedoria, o mantra do grande conhecimento, o mantra insuperável, o mantra inigualável, o mantra que alivia todo sofrimento, deve ser conhecido como a verdade, pois não é falso. O mantra da Perfeição da Sabedoria é proclamado deste modo:
GATE GATE PARAGATE PARASAMGATE BODHI SOHA
Deste modo, Shariputra, um Bodhisattva Mahasattva deve treinar na profunda Perfeição da Sabedoria.
Então, o Bhagavan levantou de sua concentração e elogiou o nobre Avalokiteshvara Bodhisattva Mahasattva, dizendo: Bem dito, bem dito, ó filho de nobre linhagem! Assim é, ó filho de nobre linhagem, assim é! Deve-se praticar a profunda Perfeição da Sabedoria assim como você disse e todos os Tathagatas irão se regozijar.
Quando o Bhagavan disse isto, o venerável Shariputra, o nobre Avalokiteshvara Bodhisattva Mahasattva, toda a assembléia e o mundo de devas, humanos, asuras e gandharvas se regozijaram e louvaram as palavras do Bhagavan.
Isto completa o Coração da Venerável Perfeição da Sabedoria.
De http://www.dharmanet.com.br/
domingo, 24 de maio de 2009
Fotos da mobília-urgente!
sábado, 23 de maio de 2009
Vendo mobília urgente!
Estorinha.
Quando eu tinha treze anos, meus pais me deram de presente de aniversário uma mobília de jacarandá novinha em folha. Só que, como era surpresa, - detesto surpresa - foram eles que escolheram. Uma cama larga, um criado mudo, uma penteadeira com espelho de cristal bizotado e moldura de jacarandá e uma cadeira que o encosto era igual a cabeceira e a peseira da cama.
Até aí tudo bem. Antigamente, né, as pessoas ainda moravam em casas, meu quarto era grande, uns quatro por quatro mais ou menos e tudo cabia direitinho e ainda sobrava espaço para uma prateleirinha também de jacarandá, uma prancheta e uma mesa de trabalho.
Depois de quatro anos de curso superior, me formei em decoração de interiores aos vinte e cinco, me casei aos vinte e seis e carreguei a mobília toda do quarto comigo para o nosso apartamento novinho e feito sob medida porque ainda era uma decoradora exercendo a profissão na maior empolgação!
Coloquei a mobília no quarto de hóspedes. Mas aí, só coube a cama, o criado, a penteadeira com a cadeira e o espelho e a mesa de trabalho um pouquinho atravancados. Sai a prancheta com o banquinho pro quarto que era minha oficina de trabalho. Dava prá levar.
Nasce filha, tira a mesa de trabalho, põe o berço. Nascem mais dois filhos, fica berço, compra um beliche e uma cômoda e tira a tal da mobília, põe no quarto que era a minha oficina de artesanato, decoração e costura. Já era!
Os filhos cresceram. Cresceram mesmo, viraram adultos e cada um quer seu quarto. Até o da empregada foi tomado!
E a mobília? Minha filha odeia! Já deu até briga! Quer porque quer vender e comprar uma da Tok Stok ou similar. Mas quem vai dar o que a mobília vale?
Então taca a correr atrás prá vender uma mobília antiga de jacarandá maciço feita por um artista que até já morreu prá comprar móveis retinhos e branquinhos da Tok Stok ou similar. Até o taco do chão ela quer pintar de branco.
E aí? Alguém se interessa? Tô vendendo porque a impermanência se interpôs e o apego? Quero não!
Moça da Gol
COMO TRATAR AS PESSOAS GROSSAS
Para todos os que têm de tratar com clientes irritantes, ou com pessoas que se acham superiores aos outros, aprendam com a funcionária da GOL. Destrua um ignorante sendo original, como ela foi.
Uma funcionária da GOL, no aeroporto de Congonhas, São Paulo, deveria ganhar um prêmio por ter sido esperta, divertida e ter atingido seu objetivo, quando teve que lidar com um passageiro que, provavelmente, merecia voar junto com a bagagem...
Um vôo lotado da GOL foi cancelado. Uma única funcionária atendia e tentava resolver o problema de uma longa fila de passageiros.
De repente, um passageiro irritado cortou toda a fila até o balcão, atirou o bilhete e disse:
- Eu tenho que estar neste vôo, e tem que ser na primeira classe!
A funcionária respondeu:
- O senhor me desculpe, terei todo o prazer em ajudar, mas tenho que atender estas pessoas primeiro, já que elas também estão aguardando pacientemente na fila. Quando chegar a sua vez, farei tudo para poder satisfazê-lo.
O passageiro ficou irredutível e disse, bastante alto para que todos na fila ouvissem:
- Você faz alguma idéia de quem eu sou?
Sem hesitar, a funcionária sorriu, pediu um instante e pegou no microfone anunciando:
- Posso ter um minuto da atenção dos senhores, por favor? (a voz ecoou por todo o terminal). E continuou:- Nós temos aqui no balcão um passageiro que não sabe quem é, deve estar perdido... Se alguém é responsável por ele, ou é parente, ou então puder ajudá-lo a descobrir a sua identidade, favor comparecer aqui no balcão da GOL. Obrigada.
Com as pessoas atrás dele gargalhando histericamente, o homem olhou furiosamente para a funcionária, rangeu os dentes e disse, gritando:
- Eu vou te foder!
Sem recuar, ela sorriu e disse:
- Desculpe, meu senhor, mas mesmo para isso, o senhor vai ter que esperar na fila; tem muita gente querendo o mesmo...
İManos arriba! İEsto és um assalto!
Então. Foi dia 30 de abril, véspera do 1º de maio e o trânsito estava tão engarrafado que eu chegava antes dos carros! Quando cheguei quase na esquina da Major Lopes, pula na minha frente um galalau de um metro e oitenta, meio claro, tipo o que chamam de nego-aço e diz:
-Aí, tia! me dá o celular! E num grita, não, senão te dou um tiro! Anda, tia! O celular!
Eu olhei bem nos olhos dele e, com um sorriso idiota de quem não se dá conta do que está acontecendo, disse:
-Ô, meu filho, tenho celular não...
E não tinha mesmo, estava só com a chave de casa e uma caneta e caderneta pra anotar. Aí, continuando com o sorriso idiota e sem perder o contato visual, falei toda animadinha:
- Aqui! Eu tô indo pro BUDISMO!
Falei bem articulado que eles acham que é coisa do demo enquanto, pela minha visão periférica, já via um cara no congestionamento abrindo a porta do carro prá me acudir. Não precisou. Continuei.
- Não quer ir comigo, não? Vou rezar! Vamo rezar comigo? Qué não?
O malaco deu um pulo no olhar, sabe, aqueles de recuo e disse:
- Não! Beleza, tia! Tá liberado!
E cascou fora fazendo o tal do liberado prá mim com o polegar prá cima!
Quem não deve ter entendido nada foi o cara do congestionamento, enquanto eu tinha um ataque de risos até chegar no budismo!
Várias versões:
Do pessoal viajandão do budismo: - Ah, deve ser a sua energia búdica!
Do pessoal não-viajandão do budismo: - O assalto demorou muito e o cara desistiu.
Versão minha e dos porteiros do prédio:
1) Eu conheço o cara do morro de tanto ficar na porta do prédio e ele me reconheceu.
2) Contato visual é perigoso, mas, às vezes, com o olhar de "tia" idiota e chamando o cara de "ô, meu filho", ele desistiu.
3) Sem dúvida, a palavra BUDISMO funciona.
4) E ele tava armado coisa nenhuma!
Uma coisa eu tenho certeza. Assim como a moça da Gol, tem que ter calma e presença de espírito! Conhece a moça da Gol, não? Já-já eu conto.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Re-encarnação
Novela e novelo

Deparei-me com as palavras desenredar, desenovelar e fiquei pensando.terça-feira, 19 de maio de 2009
Aperfeiçoando a Paciência.
Há um século atrás, o Iluminado Vagabundo, Patrul Rinpoche, divagava como um mendicante anônimo, quando ficou sabendo de um famoso eremita que vivia há muito tempo em reclusão. Patrul foi visitá-lo. Entrou na escura caverna do monge, sem ser convidado, espiando por todos os lados com um sorriso irônico em seu rosto castigado.
- Quem és? De onde viestes, para onde vais? - quis saber o eremita
- Venho da direção atrás das minhas costas e vou para a direção que está a minha frente. - respondeu Patrul
O eremita ficou perplexo.
- Onde nascestes?
- Na terra. - foi a resposta de Patrul.
O eremita ficou um pouco agitado.
- Como é teu nome? - exigiu o eremita
-“Iogue Além da Ação” - respondeu o convidado inesperado.
Então Patrul Rinpoche inocentemente perguntou porque o eremita vivia em um lugar tão remoto. Era uma questão que o eremita, com algum orgulho, estava preparado para responder.
- Estou aqui há vinte anos. Tenho meditado na Perfeição da Paciência Transcendental. - disse ele.
- Essa é boa! - disse o visitante anônimo.
Então, chegando mais perto, como se para dizer um segredo, Patrul sussurrou:
- Uma proeza que nem nós dois juntos conseguiríamos realizar!
O irado eremita levantou rápido de seu assento:
- Quem tu pensas que és, perturbando assim meu retiro? O que te fez vir até aqui? Por que não podes deixar um humilde praticante como eu meditar em paz? - explodiu ele.
- E agora amigo? Onde está a sua perfeita paciência? - perguntou calmamente Patrul Rinpoche.
Dharamsala - Forjando el Futuro de los Tibetanos
La capital de la comunidad tibetana en exilio es un crisol donde la identidad nacional y política está siendo restaurada. El proceso también vuelve aparente los flujos de la política y el pensamiento oficiales de China con respecto a Tíbet, dice Temtsel Hao.
La actitud de las autoridades en la República Popular China (RPC) hacia el Dalai Lama y los tibetanos en exilio es reminiscencia de la respuesta de Joseph Stalin cuando al dictador soviético se le advirtió evitar el conflicto con la iglesia católica: "¿Con cuántas divisiones cuenta el Papa?"
El desdén rutinario de Beijing tiene eco en La China Infeliz, un trabajo de súper venta de un grupo de portavoces con estilo personal para el nacionalismo chino. Uno de los autores dice que China no tiene necesidad alguna de discutir con Occidente si Tíbet fue parte de China históricamente o si es parte legítima de la China actual: China sólo necesita dejar en claro que ocupó Tíbet en 1959. ¿Qué puede hacer Occidente? El caso de realismo brutal y "poder fuerte" en los que el verdadero control importa más que cualquier justificación moral o histórica, revela una corriente de pensamiento significativa en la China contemporánea (ver Song Xiaojun, Wang Xiadodong, Huang Jisu, Song Qiang & Liu Yang, La China Infeliz (Unhappy China) [Jiangsu, People's Press, 2009]
Un escultor de madera ghurkha me dijo que cuando los tibetanos llegaron a McLeod Ganj (la parte alta de Dharamsala, recinto del templo y la residencia del Dalai Lama) en 1960, la pequeña estación montañesa construida por los británicos sólo tenía tres residencias. La presencia de los tibetanos ha traído turismo y prosperidad económica a la región, y todos los lugareños se han beneficiado. Él se preocupa de que un arreglo del tema de Tíbet que llevó a los lamas tibetanos a dejar su hogar resulte negativo para la economía y trabajos locales. Sarnas, un escritor hindú en el área quien creció junto a la comunidad tibetana en Dharamsala, también es pesimista sobre el posible regreso de los tibetanos a su tierra; pero él alaba la armonía y riqueza culturales que ellos trajeron al lugar.
El otro lado
La presencia tibetana en Dharamsala – "La pequeña Lhasa" – la ha vuelto una atracción global para peregrinos, turistas y montañeses. Al otro lado de la montaña del Himalaya, el cierre de Lhasa en sí a turistas y periodistas extranjeros desde las protestas y las resultantes medidas represivas en marzo de 2008 ha acentuado esta tendencia. En las calles, cafés y restaurantes de McLeod Ganj, los monjes tibetanos se mezclan con turistas internacionales y extranjeros "localizados" que han pasado muchos años en los monasterios y organizaciones voluntarias aquí. Muchos de ellos usan vestuario tibetano o indio.
En la Región Autónoma de Tíbet (RAT) y todo lugar en China, la presencia de tibetanos exiliados y los retratos del Dalai Lama son tabúes políticos. Pero en Dharamsala todo está a disposición desde "el otro lado": noticias en televisión y propaganda en distintos canales chinos en idioma tibetano, dramas y (nuevamente) programas de propaganda doblada al tibetano. Su audiencia objetivo original son los tibetanos étnicos que viven en la RAT y en regiones vecinas a la RPC donde muchos tibetanos residen (Qinghai, Gansu y Sichuan – o en las tibetanas U-Tsang Amdo y Kham).
Los oficiales del gobierno tibetano en exilio expresan su confianza en cuanto a que los tibetanos en Dharamsala no resultarán con un lavado de cerebro a partir de estos canales de televisión chinos, incluso es algo bueno para las comunidades tibetanas para conocer los argumentos chinos. De hecho, algunos tibetanos jóvenes en Dharamsala me indicaron riéndose algunos absurdos en la propaganda de los programas de televisión. Los oficiales tibetanos, cuando consultados sobre cómo van a manejar la gran ofensiva internacional del gobierno chino, expresaron su confianza en que el mantenerse abiertos y honestos es todo lo que necesitan.
Sus recursos pueden ser débiles cuando comparados con los de Beijing, pero ellos confían en que la verdad está de su lado y que la campaña del gobierno chino no logrará el objetivo esperado. Como evidencia, el oficial del gobierno en exilio, Thubten Samphel citó un anuncio de doce páginas que alaba las políticas de China en Tíbet que apareció en el periódico Daily Times de Malaui en marzo de 2009. Thubten Samphel dijo que la presentación -costeada por la embajada china en Lilongüe-, en realidad ayudó a la causa tibetana al internacionalizar el tema en el distante Malaui, donde sólo unos pocos habían oído de Tíbet.
La ecuanimidad tibetana se está viendo afectada. Dharamsala es más pequeña que una ciudad regular en China y posee recursos económicos modestos, aunque hay una notable calma ante la tercera economía más grande y (probablemente) poder militar en el mundo. Algo de esto puede deberse al regular flujo de nuevos arribados desde Tíbet. El gobierno chino ha usado una variedad de formas (desde el control de información a una fuerte inversión en infraestructura y proyectos de viviendas) para convencer a los tibetanos que están mejor bajo su cuidado. Esto no ha detenido a los tibetanos a arriesgar sus vidas en arduos viajes por el Himalaya para comenzar la próxima etapa de sus vidas como refugiados. Conocí a algunos de estos tibetanos en un centro de recepción de refugiados. Algunos querían una mejor educación, otros deseaban hacerse monjes en los monasterios, algunos sólo querían una vida mejor; ninguno quería regresar a su patria mientras estuviese bajo control chino.
Muchos de los refugiados tibetanos en Dharamsala saben chino. Un pasatiempo favorito de los jóvenes es ir a los cafés Internet, ver video-clips chinos y sacar ventaja del software popular para chatear en línea con jóvenes chinos. Un visitante rápidamente se da cuenta de que los tibetanos que hacen llamadas internacionales a sus parientes y amigos al otro lado del Himalaya, a menudo, hablan en chino.
Los jóvenes tibetanos que han sido educados en el sistema chino, incluyendo aquellos que llegan hasta Dharamsala, son fluidos en chino. Tsegyam, el secretario del Dalai Lama me dijo que desde los años 80, las autoridades chinas instauraron un programa a gran escala con la intención de producir una nueva generación de tibetanos pro China. Esto implicó seleccionar a niños tibetanos para que enseñen en escuelas especiales en las diversas provincias chinas. Los primeros graduados tibetanos de estas escuelas ahora ya tienen 20 años; muchos son muy activos en su expresión de sentimientos nacionalistas pro Tíbet en foros chinos en línea.
Un mundo de diferencia
El político de Singapur, Lee Kuan Yew sugirió que los chinos solo necesitan una cosa para resolver el problema tibetano: tiempo. "(Los chinos) necesitan tiempo para traer una nueva generación (de tibetanos): hablando chino, pensando como chinos e integrándose … a China", expresó un ex primer ministro en una entrevista en abril de 2009. La evidencia de las permanentes protestas anti China en las regiones tibetanas de China, el continuo flujo de tibetanos a Dharamsala, y el comportamiento y actitudes sociales de los jóvenes tibetanos demuestran que aquellos que incluso "hablan chino" no necesariamente "piensan como chinos".
Lo que asumen las palabras de Lee Kuan Yew – que los chinos piensan de una forma parecida, y que los tibetanos pueden ser asimilados-, puede relacionarse a su fe de largo tiempo en "los valores asiáticos". La opinión del actor de cine de Hong Kong Jackie Chan, quien dijo en una conferencia de líderes de negocios que "los chinos necesitan ser controlados" , refleja una creencia similar. Pero muchos chinos rebaten la idea de que el autoritarismo sea beneficioso y que ellos hayan de someter sus voces y aceptar la usurpación de sus derechos. En la opinión de ellos, "pensar como chino" significa pensar como un pueblo libre.
Incluso los nacionalistas chinos de izquierda que produjeron La China Infeliz (Unhappy china) combinaron su llamado a una mayor aserción de los derechos nacionales de China en la arena internacional con énfasis en que China necesita "mejorar los derechos humanos internamente" . En esto, ellos evitan, al menos, la presunción de muchos de sus contrapartes occidentales que niegan los derechos humanos y cívicos a los chinos (y otros) sólo porque son los americanos u otros occidentales quienes hacen el llamado.
Una presunción separada aflige a aquellos forasteros que sí apoyan los derechos humanos y cívicos para los chinos, pero que tienden a asociar el tema con una política orientada hacia el exterior de anticolonialismo y nacionalismo anti Occidente. En estos, ellos se niegan a reconocer que los tibetanos –al igual que otras minorías étnicas no chinas-, puedan tener motivos de queja legítimos en sus propios términos, independiente de la geopolítica de China versus Occidente.
Algunos intelectuales y escritores liberales en China comparten este punto "ciego", en el que ellos también niegan la existencia autónoma de temas étnicos y derechos para las minorías. Ellos arguyen que el problema tibetano es el producto de la tontería ideológica de los comunistas chinos al copiar la teoría y políticas de Lenin y Joseph Stalin sobre la nacionalidad. Al reconocer la realidad de la diferencia étnica y al prometer un grado de libre determinación y autonomía a las diversas "nacionalidades" , los comunistas chinos crearon problemas imposibles en el manejo y control políticos para ellos mismos (ver Li Datong, "El Tíbet de China: un tema sin respuesta", 16 de abril de 2009).
El defecto en este punto de vista es que al cargar la responsabilidad de los problemas étnicos exclusivamente a los chinos comunistas, no se puede entender las identidades étnicas (excepto aquellas de los chinos Han) en términos de las verdaderas diferencias sociales, culturales y territoriales. La implicancia es que un cambio de política bajo un gobierno central de otro tipo resolvería el "problema" tibetano y cualquier otro.
Pero la experiencia de anteriores regímenes chinos sugiere que aquí existe un gran elemento de evasión, Sun-Yat-Sen, "el padre fundador" de la República de China, creía que la integración debía alcanzarse al "asimilar todos los distintos pueblos en China en una sola nación". Él recomendó "imitar a los Estados Unidos", de manera que "chinos, manchúes, mongoles y tibetanos sean asimilados en una nación china y formen un estado-nación" . Su sucesor Chiang Kai-shek ni siquiera reconoció la existencia de nacionalidades distintas y dijo que todos los diversos pueblos dentro de China eran del mismo grupo.
El evitar la realidad de esta diferencia, la legitimidad de las identidades étnicas, y la existencia de las quejas y aspiraciones colectivas, tiene así raíces más profundas en la historia china. Muchas personas dentro y fuera de China de aparente diferencia, de izquierda o liberales, posturas políticas, han llegado a compartir esto. Esto le otorga a la agenda definida por las autoridades chinas en Tíbet y otras regiones de minorías no chinas, un avance libre.
Un vacío chino
Los líderes chinos en cuatro décadas –desde Deng Xiaoping y Jiang Zemin hasta Hu Jintao y Wen Jiabao-, todos han expresado en algún momento ideas muy similares sobre los problemas étnicos, lo que refleja una mentalidad que podría llamarse `reducción económica y política'. La idea de que el desarrollo económico en las regiones minoritarias, respaldado por un estado poderoso dedicado a una agenda de asimilación, sería suficiente para disolver los problemas no ha resultado en Tíbet y ningún otro lugar.
El contraste entre las fallas de comprensión de las autoridades chinas aquí y la mentalidad de los tibetanos en Dharamsala destaca los límites del enfoque de Beijing. Hu Jintao puede haber dicho al 17º congreso del Partido Comunista Chino en octubre de 2007 que China necesitaba aumentar su poder blando, pero esto no se extiende al tema tibetano. La designación de los acontecimientos de 1959 en marzo 28 de 2009 como "Día de la Emancipación de la Servitud" recicló la visión de la sociedad tibetana antes de 1949 como atrapada en la esclavitud teocrática, varias "etapas" atrás en la sociedad china misma en la jerarquía de Marx en cuanto al desarrollo social. Pero el abandono de la ideología marxista por parte del partido chino en mando sólo enfatiza su vacío intelectual, la carencia de un sistema de creencia persuasivo que puede competir con el prometido por el Dalai Lama y el gobierno tibetano en exilio.
De nuevo, el sorprendente desequilibrio de poder no resulta cómodo para la autoridad china que ve al Dalai Lama como la fuente del problema. Pues, son los tibetanos en Dharamsala quienes completaron la reforma democrática de su modelo de gobierno, incluyendo una separación de poderes. Esto ha alcanzado incluso un efecto mayor; el vocero del gobierno tibetano en exilio, Penpa Tsering, me dijo que Bután ha aprendido de la constitución tibetana en su propio experimento democrático. China ha apostado el futuro del tema de Tíbet fuertemente en la sucesión del Dalai Lama, pero el mismo Dalai Lama ha puesto el tema de la sucesión en un marco más impersonal y democrático. "El tema de Tíbet no se relaciona con el futuro del Dalai Lama", dice él. En un marco democrático comparativo y global, ¿quién se encuentra delante del otro?
La estrella que cambia Dharamsala tiene cierta afinidad con un lugar chino que de igual forma se volvió un sitio de atracción cultural, ideales políticos e inspiración personal – y entrenamiento de grupos para prepararlos para el momento de la transformació n. Éste es el Yanan de la era de la guerra sino-japonesa (1931-45). La visita de Edgar Snow en 1936, registrada en La Estrella Roja sobre China, inspiró el peregrinaje de muchos jóvenes idealistas chinos al santuario de los comunistas chinos en las cuevas de Yanan.
Los cincuenta años de mando comunista en Tíbet han visto miles de jóvenes tibetanos que escapan hacia Dharamsala, en muchos casos encontrando el santuario también del progreso personal; Dharamsala ha permitido a personas de las áreas tibetanas pobres, rurales, de escasa educación y pocas perspectivas de carrera en China, llegar a ser profesionales (editores, eruditos, funcionarios de gobierno) cuyos horizontes se extienden por el mundo.
Hoy, Dharamsala, al igual que Yanan en los años 1930-40, enfrenta su propio "problema" de un gobierno chino poderoso e inflexible. Ha acumulado muchos bienes en este camino de cincuenta años (incluyendo el crédito resultante de los equivalentes a Edgar Snow, que contribuyó inmensamente a su poder blando). Tal vez, lo más importante es la experiencia de las generaciones de tibetanos que han ayudado a crear y renovar la identidad e instituciones políticas tibetanas. Ellos serán parte del futuro de Tíbet. El reconocimiento de esto por parte de China, como diría Lee Kwan Yew, es sólo cosa de tiempo.
Nota: Temtsel Hao es un periodista del Servicio Mundial de BBC en Londres. Además de sus informes, columnas escritas y blog sobre China y asuntos internacionales, Temtsel también escribe sobre temas de minorías étnicas en China y la libertad de prensa.











