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segunda-feira, 15 de junho de 2009

A Separação dos Quatro Apegos - Jamyang Khyentse Wangpo

Jamyang Khyentse Wangpo foot and hands prints
Através das bênçãos do nobre Guru Manjughosha,
Possam todos os seres através do universo praticar o Dharma sagrado,
Possam eles progredir ao longo do caminho, possam quaisquer confusões sobre o caminho ser pacificadas
E possam todas as suas percepções deludidas surgir como o espaço que tudo permeia!

Apesar de termos obtido este suporte raro, as liberdades e vantagens tão difíceis de encontrar, Se estivermos apegados a esta vida, nós não somos sinceros praticantes do Dharma,
E já que as coisas não duram mais que um momento e estão fadadas a ser destruídas,
Que nós nos esforcemos em praticar a virtude e em evitar o mal.

Apesar de nossas mentes poderem ser voltadas para o Dharma sagrado,
Se estivermos apegados aos três reinos do samsara, nós não possuímos a renúncia.
Então, que não desenvolvamos um desejo não-fabricado para escapar
Deste ciclo de existência que é, por sua natureza, sofrimento.

Apesar de podermos perseguir a mera paz e felicidade para nós mesmos,
Se estivermos apegados ao nosso próprio auto-interesse, nós não possuímos bodhichitta.
Então, já que todos os seres têm sido nossas bondosas mães e pais,
Que nós treinemos nossas mentes no amor, compaixão e bodhichitta.

Apesar de podermos ser bem treinados na bodhichitta relativa,
Se houver apego em nossa percepção, isto significa que não temos a visão.
Portanto, a fim de que possamos cortar completamente a visão do "eu”,
Que nós descansemos no espaço que tudo permeia, além das construções conceituais.

Através do mérito desta canção espontânea do que quer que tenha vindo à mente,
Reunindo e destilando o conselho dado pelo venerável Manjughosha
Ao glorioso e benevolente, o grande Künga Nyingpo,
Possam todos os seres sencientes, minhas mães passadas, rapidamente atingir o despertar!

domingo, 14 de junho de 2009

Sitting, just sitting! - Sentar, apenas sentar!

Dzongsar Khyentse Norbu Rinpoche


Lama Choedak Rinpoche

Parting from the Four Attachments
June 3, 2009
Siddhartha's Intent invites you to join Dzongsar Khyentse Rinpoche and Lama Choedak Rinpoche over the Web for a 10-day teaching on
Parting from the Four Attachments, held at the International Buddhist Academy in Kathmandu, Nepal, from 2-11 June, 2009. This will be Khyentse Rinpoche's only public teaching in 2009. Same-day MP3 downloads (including Lama Choedak Rinpoche's revision and meditation sessions, and Chinese/Mandarin and Spanish translations of Dzongsar Khyentse Rinpoche teachings) are available here. In addition, listeners can submit questions via e-mail.

How fortunate we are!
Hi Everyone,
getting ready to leave Nepal on Tuesday for Hong Kong. The teachings have been sublime as only Rinpoche knows how to express the wisdom of Manjushri. He left to go somewhere to continue his retreat and though nothing was actually said the feeling is that he will be in retreat for at least another year. The amazing clarity by which he has the ability to express himself to the western mind is really inspirational as he manages to focus on the key points of the teachings pointing out what is important and what we can let go of continually. So easy to get lost in all the elaboration and the form especially with the vajrayana path. More and more the masters are stressing the need for a foundation where sitting, just sitting is the essential part of one's daily practice. The whole afternoon sessions during the retreat was focused on shamatha and more shamatha. In the morning Rinpoche focused on the Mahayana path and these teachings of "Parting from the 4 attachments "were the essence of the mahayana path. Until we get a firm foundation in the basic principles of the Buddhist view your whole path will remain very shakey and probably will not bring about the results that it was designed to. Dissolving our dualistic tendencies that perpetuate our ego psychology. We may be doing very elaborate practices but if our negative habits and tendencies are not getting weaker then the path is probably not working for us personally. Be honest with yourselves and ask if the path is working for you is it really opening you to another way of seeing that is less ego centered. Its DKR's birthday on the 18th June so please offer prayers and some lamps for his long life as this is his obstacle year. Also on the 17th its Wesak a good day to cultivate merit. Make as many offerings as you can do as much practice as you can whatever you know is fine and dedicate it to the benefit of all.
Love Ani Zamba

Tradução para o português:

Oi, todo mundo,
Estou me aprontando para sair do Nepal na terça-feira. Os ensinamentos foram sublimes, já que só o Rinpoche sabe como expressar a sabedoria de Manjushri. Ele foi para algum lugar para continuar seu retiro e, apesar de não ter dito nada, parece que ele vai ficar por pelo menos mais um ano. A clareza surpreendente com que ele tem a habilidade de se expressar para a mente ocidental é realmente inspiradora, como ele consegue focar nos pontos chaves dos ensinamentos apontando para o que é importante e o que podemos deixar prá lá continuamente. É tão fácil ficar perdido em toda elaboração e forma especialmente no caminho vajrayanna. Cada vez mais os mestres enfatizam a necessidade de um fundamento onde sentar, apenas sentar, é a parte essencial da prática diária das pessoas. Durante o retiro, todas as sessões da tarde foram focadas em shamata e mais shamata. De manhã, o Rinpoche focou o caminho mahayanna e os ensinamentos da “Separação dos Quatro Apegos” que são a essência do caminho mahayanna. Até que tenhamos uma fundação firme dos princípios básicos da visão budista, todo nosso caminho continuará muito agitado e, provavelmente não trará os resultados para os quais foi projetado: dissolver nossas tendências dualísticas que perpetuam nossa psicologia do ego. Podemos fazer as práticas mais elaboradas, mas, se nossos hábitos e tendências negativas não se enfraquecerem, então, provavelmente, o caminho não vai funcionar para nós. Sejam honestos com vocês mesmos e perguntem-se se o caminho funciona para vocês, se ele está realmente abrindo vocês para um novo modo de enxergar que seja menos egocêntrico. Dia dezoito de junho é aniversário de DKR[1]. Então, por favor, façam orações, ofereçam lamparinas pela longa vida dele, já que esse é o ano de obstáculos dele. Também no dia dezessete é Wesak, um bom dia para cultivar mérito. Façam tantas oferendas e práticas quanto puderem, sejam elas quais souberem, já está bom e dediquem o benefício para todos.
Amor. Ani Zamba
[1] Dzongsar Khyentse Rinpoche

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Incensos e Bandeiras Sagradas do Tibet


Foto Elton Melo - Pema Sonam
Em tibetano: "Chagdud Gonpa Odsal Ling - Bandeiras de Oração - Pema Sonam 2008"

Incensos consagrados por lamas tibetanos criam um vasto campo de energia positiva. Atraem boa fortuna, felicidade, proteção e bem estar. Aliviam a tensão da mente e do ambiente. Seu aroma é suave e agradável. É um suporte perfeito para meditações e é testado e aprovado como auxiliares eficazes no tratamento de alergias respiratórias. Contem pó abençoado em retiro nos quais mestres e praticantes budistas recitam mantras de purificação extensivamente. Atraem energias positivas para nossos empreendimentos e aspirações. São oferecidos em memória de pessoas falecidas, seres celestiais e divindades protetoras. São uma oferenda altamente eficaz para pacificar energias muito negativas. Os incensos tibetanos são maciços, sem varetas, o que resulta num longo tempo de queima e contém, como oferenda, mais de duzentos ingredientes como leite, manteiga, mel, melado, farinha, açúcares, flores, cereais, substâncias medicinais. Eles vem do Butão, Nepal e Tibet.

As bandeiras sagradas também passam por um ritual de purificação onde são removidas as impurezas geradas na sua produção. A seguir, são energizadas por mestes tibetanos com as bênçãos dos seres iluminados. Isto as torna sagradas e devem ser manipuladas com cuidado e respeito, evitando pisar sobre elas, passar por cima ou descartá-las em lixo comum. Tradicionalmente as bandeiras são erguidas ao vento e mantidas por um ano e então substituidas por novas. As bandeiras, assim como todo material budistas a ser descartado, devem ser queimadas. De acordo com a astrologia budista, há dias propícios para se erguer as bandeiras. No entanto, é muito comum vê-las se esfarrapando ao vento e às neves "eternas" dos Himalayas.

His Holiness Speech during Kalachakra Amravati

Animal skins

His Holiness Speech during Kalachakra Amravati
Translation by Monlam Lobsang

Since the real source of unpleasant feelings is our mind and its attitude so it is very important to change the way we look at things and this is what Dharma does.
Whether we believe in rebirth or not, one thing is same - we all want happiness and comfort. Within the community if there are principles, decency and honesty, this will obviously benefit the community. Likewise, if the human community is based on principles of peace, it will lessen the sufferings caused to Millions and Billions of animals. Otherwise, out of human’s limitless and unjustified greed and desires, they build Beef Farms, Pig Farms, and Fish Farms which never existed before and are not needed. And now, when the animals bring diseases they are killed in large numbers. So many fishes are killed and they suffer so much. For example, in Tibet the populations of wild animals like KYANG (Tibetan Wild Ass), TSOE (Tibetan antelope), NNAYA (Wild Sheep), GGO (Gazelle) and DRONG (Wild Yak) used to be huge but in recent times, due to intense hunting the population of these animals have shrunk and some even faces the danger of extinction.People have started realizing and caring about these issues now, including the Chinese government which is really good.These days in Tibet it seems the number of people involved in the Meat business is increasing which is a very pitiful condition. This shows how human greed leads to the suffering of animals. These days a lot of people are working for the protection of our environment which is great. But environment alone isn't enough, it's also very important to protect the animals and birds living in it because that is what surrounds us and that is what we are a part of. These creatures are a thing of joy and beauty.If we keep torturing these animals for our own benefits then it’s a very pitiful condition. The fashion of wearing animal skin is a matter of shame.Until recently, Tibetans living in India didn't have any bad reputation but recently, there were cases where Tibetans were involved in wildlife trade, smuggling and other such things. It's a matter of shame. Although I am just one ordinary single individual yet I have a social responsibility. So, when I keep hearing such sad and shameful stories at this age, sometimes I feel there is no use living in this world.These days there are many Tibetan groups in India working for Vegetarianism and spreading compassion for animals, such acts are extremely good and something to rejoice. Most of the monasteries have also turned their kitchen into vegetarian which is really good.Strong attachment towards the fashion of costly jewelries and wearing animal skins is an act of stupidity, a stigma on Tibetans and a matter of shame. Beauty should be skin deep. If you have spiritual knowledge, that's the best jewelry you can wear. I would like the Tibetans who have come from Tibet, to pass these messages to their brothers and sisters in Tibet. Tell them that I'm ashamed of their act - the use of animal skins and furs.So, if we can transform our mind based on the principles of peace, it will benefit so many animals and not only animals but also our environment. Transformation of mind is something which is very important and is something that can only be done from within.

Picasso e Cézanne lideram lista dos 200 artistas do século XX

Gustav Klimt
Judith I - 14"x3"
Ter, 09 Jun, 08h34
Londres, 9 jun (EFE).
Pablo Picasso, Paul Cézanne e um artista pouco conhecido, o fundador da secessão austríaca Gustav Klimt, lideram, por enquanto, uma lista dos 200 artistas mais importantes do século XX.
A relação, que aparece no site do jornal britânico "The Times", é feita a partir de votos dos leitores, e pode causar espanto caso sejam adotados critérios puramente estéticos.
Os três artistas são seguidos pelo impressionista Claude Monet, pelo pai da arte conceptual, Marcel Duchamp, pelo grande rival de Picasso, Henri Matisse, o expressionista abstrato americano Jackson Pollock, o pioneiro da pop art Andy Warhol, o expressionista Willem de Kooning, e o abstrato radical holandês Piet Mondrian, em décimo.
George Braque, o outro mestre do cubismo junto a Picasso, aparece em 14º, atrás, por exemplo, de Francis Bacon e Robert Rauschenberg.
Por sua vez, a mexicana Frida Kahlo aparece em 19º, antes de Paul Klee (21º), Alberto Giacometti (25º), Salvador Dalí (26º) ou o escultor Auguste Rodin (27º).
Quer brincar de Jackson Pollock? http://www.jacksonpollock.org/

terça-feira, 9 de junho de 2009

Diz Sua Santidade, o Dalai Lama


"Para os ocidentais, no contexto da sua vida moderna e activa, trabalhar o espírito pode, por vezes, parecer difícil. O que conta é a força da determinação, pois esta gera uma imensa coragem para agir sem tardar, sejam quais forem as circunstâncias enfrentadas. Assim, se o quisermos realmente, é-nos sempre possível transformar o espírito permanecendo activos no trabalho, na vida familiar, nas actividades e tarefas quotidianas."
Mensagem enviada por correio eletrónico por Helena Mello - Lisboa, Portugal.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Conspiração espiritual


Na superfície da terra, exatamente agora, há guerra e violência e tudo parece negro. Mas, simultaneamente, algo silencioso, calmo e oculto está acontecendo e certas pessoas estão sendo chamadas por uma luz mais elevada. Uma revolução silenciosa está se instalando de dentro para fora. De baixo para cima. É uma operação global. Uma conspiração espiritual. Há células dessa operação em cada nação do planeta. Vocês não vão nos assistir na TV. Nem ler sobre nós nos jornais. Nem ouvir nossas palavras nos rádios. Não buscamos a glória. Não usamos uniformes. Nós chegamos em diversas formas e tamanhos diferentes. Temos costumes e cores diferentes. A maioria trabalha anonimamente. Silenciosamente trabalhamos fora de cena. Em cada cultura do mundo. Nas grandes e pequenas cidades, em suas montanhas e vales. Nas fazendas, vilas, tribos e ilhas remotas. Você talvez cruze conosco nas ruas e nem perceba... Seguimos disfarçados. Ficamos atrás da cena. E não nos importamos com quem ganha os louros do resultado, e sim, que se realize o trabalho. De vez em quando, nos encontramos pelas ruas. Trocamos olhares de reconhecimento e seguimos nosso caminho. Durante o dia, muitos se disfarçam em seus empregos normais. Mas à noite, por atrás de nossas aparências, o verdadeiro trabalho se inicia. Alguns nos chamam do Exército da Consciência. Lentamente estamos construindo um novo mundo. Com o poder de nossos corações e mentes, seguimos com alegria e paixão. Nossas ordens nos chegam da Inteligência Espiritual e Central. Estamos jogando bombas suaves de amor sem que ninguém note, poemas, abraços, musicas, fotos, filmes, palavras carinhosas, meditações e preces, danças, ativismo social, sites, blogs, atos de bondade... Expressamo-nos de uma forma única e pessoal. Com nossos talentos e dons. Sendo a mudança que queremos ver no mundo. Essa é a força que move nossos corações. Sabemos que essa é a única forma de conseguir realizar a transformação. Sabemos que no silêncio e humildade temos o poder de todos os oceanos juntos. Nosso trabalho é lento e meticuloso. Como na formação das montanhas. O amor será a religião do século 21. Sem pré-requisitos de grau de educação. Sem requisitar um conhecimento excepcional para sua compreensão. Porque nasce da inteligência do coração. Escondida pela eternidade no pulso evolucionário de todo ser humano. Seja a mudança que quer ver acontecer no mundo. Ninguém pode fazer esse trabalho por você. Nós estamos recrutando. Talvez você se junte a nós. Ou talvez já tenha se unido. Todos são bem-vindos. A porta está aberta.

AUTOR DESCONHECIDO

Mensagem enviada por e-mail por Flávio http://www.nossacasa.net/shunya/

Tulku Jigme Tromge Rinpoche em Belo Horizonte

Tulku Jigme Tromge Rinpoche - Clique na foto para ampliar

Chagdud Gonpa Dawa Drolma, Belo Horizonte.
Tulku Jigme Tromge Rinpoche, filho de Sua Eminência Chagdud Tulku Rinpoche, estará concedendo a iniciação e ensinamentos de Avalokiteshvara (ou Cherenzig) de Drimed Kachod Wangpo em Belo Horizonte nos dias 20 e 21 de Junho.
Essa iniciação se refere a prática completa de Avalokiteshvara, onde uma parte é utilizada para o ritual de jejum, Niungne.
Chagdud Tulku Rinpoche tinha a poderosa aspiração de que seus alunos ocidentais tivessem contato com essa sadana.

OM MANI PEME HUNG HRI

domingo, 7 de junho de 2009

Ani Zamba Chozön's message for Saga Dawa


Dear Friends,
It's been a wonderful day here with DKR* and Lama Choedak Rinpoche.
DKR gave the Refuge Vows and the Bodhisattva Vows to the many people who were there, thousands of people doing circumambulation around the great stupa in Bouddhanath probably the only living stupa in the world today.
This stupa is really a living force in the heart and minds of the people here.
The teachings as you can hear on the internet each day are very profound something that we all need to contemplate so we can really keep on track when it comes to our spiritual path.
http://www.siddharthasintent.org/podcast/
It's so easy to get lost in the 8 worldly concerns and to believe that we are actually following the path of Buddhism which is designed to take us beyond attachment to this life.
Somehow our value system is not quite right when it comes to what we consider dependable and where to go for refuge.
These teachings again and again have stressed the importance of Refuge in the triple gem.
Until we are really clear about our refuge we cannot say we have even entered on to the path of liberation.
We may well be fooling ourselves believing we can keep all our neurotic tendencies and attachments and still be on the path to Enlightenment.
This path is designed to awaken us to the truth of our own nature we ned to ask ourselves if we want to wake up to that truth or not.
Today we heard many times the difference of knowing suffering and abandoning suffering. Knowing suffering and its cause is wisdom but abandoning suffering is ignorance as we never really know the conditions that results in suffering so we perpetuate the same conditions time and time again.
I hope you've had the opportunity to listen to these sublime teachings and that someone will translate them in Portuguese for you all soon. I will write more later.
Love to you all, AZ.
*Dzongsar Khyentse Rinpoche

Dois Mestres e o Chá


Há mais um menos um século, no Japão, vivia um mestre Zen chamado Nan-in. Um dia, um professor universitário veio visitá-lo em seu templo.

- Entre, venha tomar um chá! - convidou o velho mestre, levando o professor para a sala de chá.
Eles sentaram-se, um em frente ao outro, junto a uma pequena mesa. O velho mestre sentou em silêncio, perfeitamente relaxado e confortável. Ocasionalmente ele sorria para o professor; outras vezes ele contemplava os jardins encantadores pela janela.

Porém, o professor começou a ficar impaciente com o silêncio. Ele pigarreava, batia os dedos na mesa distraídamente, fixava seus olhos com ansiedade para a porta por onde o chá já deveria ter chegado. Finalmente o professor não suportou mais o silêncio. A única coisa que veio a sua mente foi discorrer sobre alguns ensinamentos que ele tinha recentemente dado na universidade. Desta forma, limpou sua garganta e começou seu longo discurso.

O velho mestre, Nan-in, foi todo ouvidos e parecia ter um olhar de infinita curiosidade. Assim sendo, o professor sentiu-se encorajado a continuar, afinal de contas ensinar era o seu trabalho.
Após meia-hora, o chá ainda não havia chegado, mas o professor pensou que poderia ser mal-educado de sua parte chamar atenção para o fato. Ele continuou seu discurso, enquanto Nan-in continuou com sua postura de ouvinte atencioso.

Finalmente um atendente trouxe uma bandeja com um bule de chá cerimonial e duas xícaras para os homens. Nan-in sorriu relaxadamente. Seguindo deliberadamente os rituais de chá japonês, ele colocou cuidadosamente a xícara de chá em frente ao seu visitante tagarela. Então, vagarosamente começou a encher a xícara. Ele continuou enchendo, enchendo, enchendo até que o chá começou a derramar para fora da xícara e caiu no colo do professor. Neste momento o professor interrompeu seu discurso abruptamente e exclamou:

- O que você está fazendo? Você não vê que a xícara está cheia e já não há mais espaço?
Nan-in olhou atentamente para seu visitante e disse:

- Assim como esta xícara, senhor, você também está muito cheio. Você tem muitas idéias, conceitos e opiniões. Por favor, primeiro esvazie sua própria xícara ( referindo-se a mente do visitante ), e então juntos nós poderemos aprender alguma coisa útil e interessante.

Mantra do Buddha Shakyamuni para o Saga Dawa do ano do Boi de Terra

Shakyamuni mantra

Saga Dawa

Clique para ampliar

Sunday, June 7, is the anniversary of three important events: the Birth, the Enlightenment, and the Passing into Parinirvana by Shakyamuni Buddha.
We consider on this day positive and negative actions are multiplied by one million times.
In Namdroling Monastery, the sangha (community) of Monks and Nuns are completing a week-long prayer intensive known as the Great Accomplishment Group Practice of Kama Teachings (Kama Drupchen).
This is followed by Ritual Dance (Cham) and the hanging of a 180-foot painting (Thangka) of Shakyamuni Buddha.
A Fire Offering Puja is held as well.

Namdroling Nyingmapa Monastery Arlikumari
P.O. Bylakuppe pin 571104
Mysore District Karnataka State, India
Website: http://www.palyul.org/
News: http://news.palyul.org/

If you would like to accumulate merit and join in the practices on this special day, you can do any of the following:
- Do not eat meat
- Feed and save the lives of animals
- Recite the Mantra of the Buddha

OM MÜNI MÜNI MAHA MÜNAIÊ SOHÁ

Canto do Mahamudra

Milarepa - Clique para ampliar - Wallpaper

Quando medito no grande Mahamudra,
Permaneço sem esforço, na natureza última.
Relaxado, no espaço não perturbado,
Banhado de claridade, no espaço-vacuidade.
Sou pura consciência, espaço-felicidade,
E permaneço sereno, sem nenhum pensamento,
Vejo a igualdade, no espaço variado.
E nesse momento, esta natureza mesma
Tem um infinito desdobrar de muitas certezas.
Reflito sua claridade e sua atividade,
Perfeita em si mesmo, espontaneamente.
Nada necessito, e sou bem feliz!
Nada espero, não temo mais, sou feliz sem esses dois!
Minha confusão tornou-se grande sabedoria,
Minha mente é alegre, e feliz meu coração!

Milarepa

Extrato do livro: Dharma – La Voie du Bouddha (O Caminho do Buda)
Tradução de Flávio Capllonch Cardoso

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Dia Mundial do Meio Ambiente

Clique para ampliar

Aquecimento global, aquecimento solar, bio tecnologia, degelo polar, desertificação, desmatamento, diversibilidade, ecologia, efeito estufa, energia eólica, globalização, mudanças climáticas, ONGs, poluição, queimadas , reciclagem, sustentabilidade...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

His Holiness The Dalai Lama - Sua Santidade o Dalai Lama

Dalai Lama - Paris - August 2008

I believe that to meet the challenges of our times, human beings will have to develop a greater sense of universal responsibility. Each of us must learn to work not just for oneself, one's own family or nation, but for the benefit of all humankind. Universal responsibility is the key to human survival. It is the best foundation for world peace.

Creio que conhecer os desafios de nossa era, os seres humanos terão que desenvolver um sentido maior de responsabilidade universal. Cada um de nós deve aprender a trabalhar não só para si, para sua família ou país, mas para o benefício de toda a humanidade. Reponsabilidade universal é a chave para a sobrevivência humana. É a melhor fundação para a paz mundial.

Separação de Bens

VOCÊ FICA COM A RAZÃO.
Eu fico com os dias ensandecidos
Com o vento nos seus cabelos
Com o canto final do sol
No dourado da sua pele.

VOCÊ FICA COM A VERDADE.
Eu fico com os raios da lua
Com os sussurros sem nexo
Os beijos loucos, dementes
Com a obsessão dos corpos.

VOCÊ FICA COM O DIREITO.
Eu fico com as horas de gozo
Com o ruído das folhas das árvores
Com seus dedos tecendo anseios
Na brancura do meu corpo.

VOCÊ FICA COM O QUE É CERTO.
Eu fico com a incerteza
Com a beleza do instante sem continuidade
Com o momento perdido entre as horas
Com a eternidade perdida no momento.

Você fica, meu amor.
EU SIGO.

Autor desconhecido - domínio público.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A mobília que não quer calar!

É sério! Uma mobília de quarto, lindíssima que ganhei quando fiz 13 anos, ou seja, ela tem quase 45 anos! É toda de jacarandá MA-CI-ÇO! Por favor, quem se interessar... Se não interessar pelo menos repasse para amigos e entrem em contato comigo. É prá espalhar que nem rastilho de pólvora, que nem fofoca, gente!

http://www.flickr.com/photos/22823402@N07/sets/72157618717898568/

Comentário de uma pessoa

"Mas a única coisa que não curto é porque o povo que pratica budismo é meio modinha, sabe? Budista de boutique! Eu tenho antipatia disso... Povo vai lá, pratica budismo, fala pro mundo inteiro que são budistas e continuam fazendo merda com os outros. Com a família, com amigos, etc. Sei lá... Parece que o povo não tem muita noção do que é compaixão!"

Ondas

Nossas emoções aflitivas, nossos rompantes de raiva, desespero e descontrole são como ondas raivosas que nos arremessam a outros reinos. Mas, não nos esqueçamos que elas fazem parte do mesmo profundo mar sereno e para lá sempre retornam.










Um ex-surfista americano agora se dedica a uma atividade inusitada: fotografar ondas de dentro delas. Clark Little, de 39 anos, começou a fazer as imagens depois que sua mulher manifestou o desejo de ter uma foto para decorar a casa do casal, no Havaí. Há dois anos, ele vive do dinheiro que ganha com a venda das fotos.
"O mar é minha segunda casa e eu amo o que faço", disse Little. "Não existe para mim aquela sensação de encarar o trabalho como uma obrigação."
O fotógrafo conta que para obter as melhores imagens, ele utiliza uma câmera capaz de obter até dez fotos por segundo. As ondas que ele encara variam entre 90 cm e 4,5 m. Muitas vezes, ele chegou a ser arremessado a até 10 m de distância de sua localização original.
"Sempre existe um risco para mim, por conta da força e tamanho das ondas. Mas minha experiência como surfista me deixa à vontade para encarar as ondas sem medo", afirmou.

Obituário encomendado por Zé Rodrix

Data: Qua, Jun 2, 2004 - 7:34 pm

Felipe:
Em resposta a seu completissimo questionário passo-lhe às mãos minhas especificações para passamento e eventual necrológio.

Há alguns anos, gostaria de ter a causa-mortis preferida de meu pai: assassinado aos 98 anos de idade com um tiro dado por um marido ciumento que o tivesse pego em pleno ato… mas hoje nao mais. Pode ser de fulminante ataque cardiaco, dentro da minha biblioteca, perto o suficiente da familia e dos amigos, mas afastado o bastante para que, alertados pelos cachorros da casa, ja me encontrem morto, com um sorriso nos lábios.

Pode sepultar-me em pleno mar, sob a forma de cinzas, já que não poderei ser sepultado in totum no jardim da minha casa. Se conseguirem isso, no entanto, que nao cobrem entradas para visitação, à moda do irmão da princesa: deixem que, além das pessoas, os passarinhos e os animais da casa se refestelem no lugar, renovando diariamente o eterno ciclo da Natureza.
Ao enterro devem, através de convite formal, comparecer todos que foram aos meus lançamentos de livro: nada mais parecido com um velório do que isso.

Peço parcimônia nos efluvios emocionais: já as risadas devem ser francas e sem limite. Creio inclusive que prepararei com antecedência uma fita de piadas gravadas para animar o velório e manter o pessoal na boa.

Como dizia o Bozo, “sempre rir, sempre rir….”

Lá so deixarei a mim mesmo: mesmo os inimigos que comparecerem para ter certeza de que estou realmente morto podem voltar para casa em paz. Nao pretendo puxar a perna de ninguém à noite e nem assombrá-los depois de morto.

Já os amigos podem contar comigo: havendo vida após a morte, volto para avisar, da maneira mais prática e menos assustadora que me for possivel. A cremação deve ser feita depois que todos forem embora cuidar de seus proprios afazeres: enfrentar as chamas do forno terrestre já será um grande intróito para a vida eterna.

Se conseguir, tentarei ser crooner da grande Orquestra de Jazz doInferno, vulgarmente chamada de SATANAZZ ALL-STARS: como já vou chegar lá tenente ou capitão, dada a minha imensa taxa de maldades realizadas sobre a Terra, creio que nao será dificil. Meu castigo certamente será cantar MPBdQ por toda a eternidade, mas mesmo com isso ainda se pode encontrar algum prazer, assim na terra como no inferno….é o que veremos a seguir.

No enterro podem tocar de tudo, menos as músicas que eu tenha feito. Minha morte servirá certamente para que se livrem não apenas de mim mas também de minhas obras. Os herdeiros também não merecem ouví-las, sabendo que nada herdarão de minha lavra, porque, sendo eu adepto da politica do VAI TRABALHAR,VAGABUNDO, como meu pai fez comigo, já tomei providências para que essas músicas nao lhes rendam nem um tostão furado. Sendo um velório moderno, recomendo músicas de carnaval antigo, as indiscutíveis, claro, com algumas discretas serpentinas e confetes jogadas sobre o caixão, fechado, naturalmente.

Morrer num sábado à tarde, ser enterrado num domingo antes do almoço, e estar completamente esquecido na manhã de segunda, sem atrapalhar a vida profissional de ninguém: eis a perfeição que desejo na minha morte.

Muito grato.

Beijos

Zé Rodrix

terça-feira, 2 de junho de 2009

Praticando o Nobre Silêncio

Lama Samten, a árvore e o lap-top



"Conseguir manter a meditação estável é muito raro e precioso. E, apesar de frágeis e transitórias, a felicidade e a estabilidade condicionadas surgidas da meditação têm efeitos positivos, curativos!" - Lama Padma Samten, o lama gaúcho, Alfredo Aveline

http://www.nossacasa.net/SHUNYA/default.asp?menu=135

A intervalos de 15 minutos, ajustamos o corpo e alongamos, e assim seguimos nessa prática mais longa, que nos permite avançar no caminho da meditação silenciosa.
É uma oportunidade preciosa de praticarmos as diversas etapas de equilíbrio e pacificação: Shamata impura (com foco), Shamata pura (abertura sem preferências) e Metta Bhavana (cultivo da bondade amorosa). Trata-se, segundo o Lama, de um método de realização simples e eficiente, dirigido à prática do equilíbrio e da pacificação, no contexto das nossas relações cotidianas.

Meditação Meta Bavana
Que eu seja feliz
Que eu me livre do sofrimento
Que eu encontre as causas da felicidade
Que eu supere as causas do sofrimento
Que eu me livre totalmente das estruturas cármicas
Que eu desenvolva uma lucidez que acompanha o olhar, quando eu olhar para as coisas a lucidez está presente.
Que eu me torne verdadeiramente capaz de ajudar os outros seres.
Olhamos para esposa, marido, namorado, filhos, patrão, ex-esposa, ex-marido, vizinhos, colegas, etc.
Que ele seja feliz
Que supere o sofrimento
Que encontre as causas da felicidade
Que supere as causas do sofrimento
Que supere as estruturas cármicas
Que desenvolva um olhar de mestre, ao olhar as coisas a lucidez vem junto.
Que se torne verdadeiramente capaz de gerar benefícios em qualquer idade.

Uma sobrevivente de um campo de concentração


‘‘Sou sobrevivente de um campo de concentração. Meus olhos viram o que nenhuma pessoa devia presenciar. Câmaras de gás construídas por engenheiros ilustrados. Crianças envenenadas por médicos instruídos. Bebês assassinados por enfermeiras treinadas. Mulheres e bebes mortos a tiros por ginasianos e universitários. Assim, desconfio da educação. Meu pedido é o seguinte: Ajudem os seus discípulos a serem humanos. Os seus esforços nunca deverão produzir monstros cultos, psicopatas hábeis ou Heichmans instruídos. Ler, escrever, saber história e aritmética só são importantes se servem para tornar nossos estudantes mais humanos''

Recebido por e-mail da diretora de uma escola israelita

Texto extraído do site: http://culturabrasil.pro.br/direitoshumanos1.html

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O Ensinamento Mais Porcaria Nenhuma!

Konchog Paldron era a filha e sucessora espiritual de um grande mestre tibetano, Chogyur Lingpa. Reconhecida por suas realizações extraordinárias como uma praticante, ela foi
uma memorável professora budista.

Konchog Paldron recebeu extensivos ensinamentos de muitos mestres iluminados. Porém foram as instruções orais compassivas de Patrul Rinpoche que despertaram sua mente para estados mais elevados.

Mais tarde, ela transmitiu vários ensinamentos de Patrul Rinpoche para muitos praticantes.
Um dia, falando em verso, Patrul lhe disse:

“Não prolongue o passado,
Não convide o futuro,
Não altere a sua atenção natural do momento presente,
Não tema as aparências,
Não há nada além disso!”

Ao ouvir estas palavras, Konchog Paldron inesperadamente vivenciou um estado mental de sublime bem-aventurança. Patrul havia falado em um dialeto nômade grosseiro, e a frase final soava como “Fora isso, não há mais porcaria nenhuma!”

Isto ficou conhecido como “O Ensinamento Mais Porcaria Nenhuma”. Tem sido passado de mestre a discípulo até os dias de hoje.

Luto

Em luto pelas pessoas mortas no acidente aéreo do vôo 447 da Airbus da Air France a 31 de maio de 2009.

ORAÇÃO DE TARA VERMELHA PARA OS MORTOS
"Do coração de Tara emana uma luz de arco-íris para os seis reinos e para o bardo, envolvendo as pessoas falecidas onde quer que estejam, purificando seu carma e as infundindo com as bênçãos radiantes de Tara. Suas formas se transformam em brilhantes esferas de luz que se dissolvem na mente-coração de Tara, um reino além dos ciclos de sofrimento, um reino de absoluta pureza e felicidade."

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Viver despenteada

Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida lhe despenteie, por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade.
O mundo é louco, definitivamente louco.
O que é gostoso engorda.
O que é lindo custa caro.
O sol que ilumina o teu rosto enruga.
E o que é realmente bom dessa vida, despenteia.
Fazer amor despenteia.
Rir às gargalhadas despenteia.
Viajar, voar, correr, entrar no mar despenteia.
Tirar a roupa despenteia.
Beijar a pessoa amada despenteia.
Brincar despenteia.
Cantar até ficar sem ar despenteia.
Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível.

Então, como sempre, cada vez que nos vejamos eu vou estar com o cabelo bagunçado, mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida.

É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir.

Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada por dentro e por fora.

O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença: arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria e talvez deveria seguir as instruções, mas quando vão me dar a ordem de ser feliz? Por acaso não se dão conta de que para ficar bonita eu tenho que me sentir bonita? A pessoa mais bonita que posso ser!

O único que realmente importa é que ao me olhar no espelho, veja a mulher que devo ser. Por isso, minha recomendação a todas as mulheres: entreguem-se, comam coisas gostosas, beijem, abracem, dancem, apaixonem-se, relaxem, viajem, pulem, durmam tarde, acordem cedo, corram, voem, cantem, arrumem-se para ficar linda, arrumem-se para ficar confortável. Admire a paisagem, aproveite, e acima de tudo, deixa a vida lhe despentear!

O pior que pode passar é que, rindo frente ao espelho, você precise se pentear de novo!
Via e-mail por Ana Campello

Loucura de amor

Amor e loucura será redundância! Será que as loucuras de amor só são feitas nas relações entre um homem e uma mulher? Pode ser! Mas e as loucuras que as mulheres fazem ao se apaixonar pelos homens e depois ter filhos? Essa é a suprema loucura de amor! Além de amar apaixonadamente o seu homem, marido ou companheiro, se apaixona pelos filhos. Algum dia, o amor por seu companheiro pode se acabar. Isso é comum. Mas pelos filhos, sejam eles crianças ou adultos, o amor-loucura nunca se extinguirá e perdê-los será como que ficar faltando um pedaço. Minha maior loucura de amor? Marido e filhos!

Barack Hussein Obama II

Now it's official!

Conexão Obama: o presidente americano já não depende da imprensa (nem do governo) para falar com as pessoas.

http://www.youtube.com/watch?v=pTKTCgznoAQ

I am proud to announce my nominee for the next Justice of the United States Supreme Court: Judge Sonia Sotomayor.
This decision affects us all — and so it must involve us all. I’ve recorded a special message to personally introduce Judge Sotomayor and explain why I’m so confident she will make an excellent Justice.
Please watch the video, and then pass this note on to friends and family to include them in this historic moment.
Judge Sotomayor has lived the America Dream. Born and raised in a South Bronx housing project, she distinguished herself in academia and then as a hard-charging New York District Attorney.
Judge Sotomayor has gone on to earn bipartisan acclaim as one of America’s finest legal minds. As a Supreme Court Justice, she would bring more federal judicial experience to the Supreme Court than any Justice in 100 years. Judge Sotomayor would show fidelity to our Constitution and draw on a common-sense understanding of how the law affects our day-to-day lives.
A nomination for a lifetime appointment to the highest court in the land is one of the most important decisions a President can make. And the discussions that follow will be among the most important we have as a nation. You can begin the conversation today by watching this special message and then passing it on:

http://my.barackobama.com/SupremeCourt

Thank you,
President Barack Obama

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Sutra do Coração.

Prajnaparamita T'hagka
Livro Dalai Lama

Sadhana do Sutra do Coração - Editora Makara


Em sânscrito: Baghavat Prajnaparamita Hridaya
Em tibetano: Tchom Den De Ma She Rab Tchi Pa Rol Tu Tchi Pe Nying Po
Em português: A Quintessência da Perfeição do Conhecimento Transcendente – A Deusa Transcendente, Realizada e Vitoriosa

Indescritível, inconcebível e inexprimível, a perfeição do conhecimento transcendente é não nascida e incessante – a própria natureza do espaço. É o campo do estado desperto primordial autoconhecedor de cada um. Presto homenagem à mãe dos budas dos três tempos.

Homenagem à Quintessência da Perfeição do Conhecimento Transcendente!

Assim ouvi:

Certa vez o Conquistador Transcendente e Realizado encontrava-se no Pico dos Abutres, em Rajagriha, acompanhado de uma numerosa sanga de monges e bodisatvas.
Naquele momento, O Conquistador Transcendente e Realizado descansava em equilíbrio na absorção meditativa de examinar os fenômenos, conhecida como “o estado de profunda percepção”.
Naquele mesmo momento também, o grande e corajoso bodisatva, o nobre Avalokiteshvara, examinava atentamente o caminho profundo pelo qual o conhecimento transcendente é consumado e viu com precisão que os cinco agregados da mente e do corpo são vazios de natureza própria.
Então, pelo poder de Buda, o valoroso Shariputra dirigiu as seguintes palavras para o grande e corajoso bodisatva, o nobre Avalokiteshvara:

- “Como deve proceder um filho de ascendência espiritual que deseje se engajar no caminho profundo pelo qual o conhecimento transcendente é consumado?”

Uma vez ditas essas palavras, o grande e corajoso bodisatva, o nobre Avalokiteshvara, dirigiu as seguintes palavras para o valoroso Shariputra:

- “Ó Shariputra, os filhos ou filhas de ascendência espiritual que desejem se engajar no profundo caminho pelo qual o conhecimento transcendente é consumado deveriam ver com precisão desta maneira: deveriam ver, precisa, correta e intimamente, que seus cinco agregados da mente e do corpo são vazios de natureza própria.

A forma é vacuidade.
A vacuidade é forma.
A forma não é outra que não a vacuidade.
A vacuidade não é outra que a não forma.

Da mesma maneira, sensações, percepções, fatores condicionantes e modalidades de consciência são vazios. Ó Shariputra, assim todos os fenômenos são vacuidade – eles são características, não nascidos e incessantes, estão além da imperfeição e da perfeição. Eles não decrescem e não aumentam.

Ó Shariputra, portanto, com vacuidade não há forma, não há sensação, não há percepção, não há estados mentais e não há consciência. Não há os sentidos da visão, da audição, do olfato, do paladar, do tato ou da mente discursiva. Não há formas, não há sons, não há cheiros, não há sabores, não há sensações táteis e não há conceitos. Não há ignorância nem ausência de ignorância e assim por diante inclusive não há envelhecimento e morte, nem ausência de envelhecimento e morte. Do mesmo modo, não há sofrimento, não há origem do sofrimento, não há cessação do sofrimento e não há caminho. Não há estado desperto primordial, não há realização e não há falta de realização.

Ó Shariputra, portanto, por não haver realização para bodisatvas, em vez disso, eles subsistem por confiarem na perfeição do conhecimento transcendente. Já que as suas mentes são desobscurecidas, eles são destemidos. Eles estão muito além de quais quer concepções errôneas e, portanto, alcançam o estado consumado do nirvana. Além disso, todos os budas existentes nos três tempos tornam-se budas, despertam perfeita e completamente para a insuperável, verdadeira e perfeita iluminação, por confiarem na perfeição do conhecimento transcendente. Portanto, já que o mantra da perfeição do conhecimento transcendente, o mantra do supremo estado desperto intrínseco, o mantra insuperável, o mantra que traz igualdade ao que é desigual, o mantra que pacifica totalmente todo o sofrimento, não é falso, ele deveria ser conhecido como verdadeiro.
Recito o mantra da perfeição do conhecimento transcendente.”

OM GATÊ GATÊ PARAGATÊ PARASAMGATÊ BODHÍ SOHÁ

“- Ó, Shariputra, assim deveria treinar-se um grande e corajoso bodisatva na perfeição do conhecimento transcendente.”

Então, o Conquistador Transcendente e Realizado ergueu-se daquele estado de absorção meditativa e expressou sua aprovação ao grande e corajoso bodisatva, o nobre Avalokiteshvara, dizendo:

“- Excelente, excelente! Ó filho de ascendência espiritual, assim é. Assim é. Dessa mesma maneira que você acabou de mostrar, assim se deveria praticar a profunda perfeição do conhecimento transcendente. Os tatágatas se regozijam com isso.”

Uma vez que o conquistador Transcendente e Realizado conferiu esse mandamento, o valoroso Shariputra, o bodisatva Avalokiteshvara, o mundo inteiro de deuses, humanos, semi-deuses e gandarvas, todos se regozijaram. Eles exaltaram as palavras proferidas pelo Conquistador Transcendente e Realizado.

Assim termina a Quintessência da Perfeição do Conhecimento Transcendente

Sob o patrocínio real do Rei Trisong Deutsen, em meados do século VIII, o tradutor tibetano (lotsaua) Bhiksu Rintchen De traduziu este texto para o tibetano juntamente com o mestre indiano (pandita) Vimalamitra. Foi editado pelos grandes tradutores tibetanos (lotsauas) Guelo, Namka e outros. Este texto tibetano foi copiado de afresco em Guedje Tchemaling, um dos templos do glorioso Samye Vihara

Cosmos

O Cosmos

“A um rio que tudo arrasta, todos chamam de violento; mas ninguém chama violentas as margens que o aprisionam há séculos.” Bertolt Brecht

No Colégio Santa Dorotéia, sempre fui o primeiro lugar de todos os torneios de redações do colégio inteiro, mesmo dos graus superiores ao meu. É que sempre consegui me expressar melhor por meio da palavra escrita e não da falada. A fala, assim como todos os atos, dominada pela mente, por alguma motivação e pelas emoções aflitivas arrisca uma compreensão errônea, um julgamento posterior confuso e ardiloso por meio do ouvinte que depois a destorce e usa para jogar contra nós! A escrita está registrada e documentada!

Nas minhas lembranças mais remotas que remontam ao berço, fui uma criança cerceada, visada, vigiada, controlada e recriminada. As palavras ásperas e rudes ressoam no meu ouvido até hoje. Quando as escuto, causam-me um mal-estar interior e só depois de adulta, ou direi, velha, consegui compreender a causa desta repulsa apesar de ainda me estremecer.

Meus pais como todos os pais do mundo, queriam que a sua filha brilhasse. Não brilhei!

Minha avó materna é a única pessoa de quem tenho lembrança tranqüila. Falava baixo, manso e conseguia desta maneira que eu comesse todo alimento sem pressionar-me. Não contava estórias. Levava-me a colher flores, o cosmos que grassava nos matos ao redor da casa dela. Morreu antes que eu completasse oito anos.

Às vezes, ponho-me a pensar: se ela tivesse sobrevivido até a minha idade mais adulta, teria eu julgamentos discriminativos sobre ela? Então, passo a perceber essa morte prematura como uma bênção para a minha lembrança, diria eu, macia e suave. Minha filha, que já conta trinta e um anos e ainda tem minha mãe viva analisa-a e a seus atos.

Nunca tive um irmão ou irmã com quem pudesse contar como amigo. Pelos caprichos da vida, fui a primeira filha mulher tendo um irmão mais velho que, agora julgo eu, talvez tenha se sentido enciumado pela minha presença de menina cheia dos vestidos rendados e bordados. Ah, se ele pudesse imaginar como estas vestimentas me apertavam, arranhavam e incomodavam! Quatro anos e meio depois, nasce outro homenzinho. Só depois dos meus oito anos é que veio outra menina, depois outra e depois um menino.

Nada sei dos meus irmãos. Não conheço seus pensamentos. Não me lembro de ter um momento tranqüilo do tipo “jogar conversa fora” com nenhum deles. Fiquei isolada deles, como num limbo.

Na adolescência, fui tornando-me retraída, ensimesmada, trancada. Esse comportamento complicou minha situação e fui novamente taxada de esquisita, nervosa, estranha, de espírito difícil. As pessoas falam. Essa fama correu a família inteira, chegando até aos tios, primos, sobrinhos, cunhadas e outros agregados. Talvez eu seja mesmo uma mulher alterada, a ovelha negra da família.

Quando eu contava dezoito anos perco meu irmão caçula num acidente de carro. Não tendo passado no vestibular e ficando sem o tempo do colégio, comecei a trabalhar muito cedo e encontrei o homem que seria meu marido e pai dos meus filhos vida afora.

Aí, já é outra estória. Mas a relação com minha família de berço e infância já estava estragada. Jamais consegui resgatá-la porque meus pais e irmãos não gostam de ler e eu sempre consegui me expressar melhor por meio da palavra escrita e não da falada.

Por isso tornei-me budista, tomei refúgio no Buda, no Dharma e na Sangha, as Três Jóias e leio os livros dos lamas e monges cujas palavras me acalmam a mente.

http://www.loja.jardicentro.pt/product_info.php?products_id=145

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Lições do mestre Mingyur Rinpoche - Como lidar com o sofrimento?

Mingyur Rinpoche

O monge Mingyur Rinpoche estará no Brasil em agosto para difundir os ensinamentos do budismo tibetano. Sua agenda inclui ainda palestras sobre o seu livro Joyful Wisdom.
Mingyur Rinpoche estará no Brasil de 24 a 31 de agosto.

No Rio de Janeiro, dará o primeiro nível Dzogchen- Mahamudra, um alto ensinamento do budismo tibetano, duas iniciações (Karma Pakshi e Guru Rinpoche) e duas palestras públicas. Em São Paulo, ensinará a continuação do segundo e do terceiro nível de Dzogchen-Mahamudra a seus alunos, dará uma iniciação pública dos Mil Budas, duas palestras sobre seu livro Joyful Wisdom e outra denominada A Ciência da Meditação. Mais informações no site http://yongeybr.tripod.com/
Qual o meio mais habilidoso de não se cortar nas lâminas afiadas apresentadas pela vida? Mingyur Rinpoche, monge tibetano de 33 anos que hoje reúne milhares de alunos em todo o mundo, ensina no seu mais novo livro, Joyful Wisdom (Alegre Sabedoria), como enfrentar situações difíceis sem sofrer mais do que o necessário.
Nos monastérios onde viveu, ele era sempre o menorzinho da turma. Passava por debaixo das mesas quase sem abaixar a cabeça, corria de lá para cá como um ratinho e zanzava entre os monges mais velhos sem ser percebido. “Quando a sala de meditação estava cheia, vinha sempre alguém na minha direção para se sentar onde eu estava, pois era tão miudinho que o lugar parecia estar vazio”, conta ele.
Talvez por aparentar tamanha fragilidade e sentir-se tão desprotegido, o pequeno Yongey Mingyur sofreu muito. Tinha frequentes ataques de pânico, sentia-se amedrontado com as enormes (para ele) dimensões do monastério e atravessou noites seguidas com pesadelos horrorosos porque achava que alguém fosse acusá-lo de ter quebrado o vidro da sua janela que, um dia, apareceu rachado.
Justamente por isso, ninguém melhor do que ele para saber o que uma pessoa sente diante de uma situação que lhe parece avassaladora.
Seguindo os ensinamentos que lhe foram passados por seus mestres budistas, pouco a pouco Rinpoche começou a entender o processo de como caía nas armadilhas dos seus pensamentos e começava a sofrer. Algo que todos nós fazemos sem darmos conta.
No seu primeiro livro, Alegria de Viver, Descobrindo o Segredo da Felicidade (Campus Elsevier), Mingyur Rinpoche conta como superou seus traumas por meio da meditação. No segundo, o recém-lançado Joyful Wisdom (ainda sem tradução em português), ele explica quais atitudes e recursos temos para nos poupar do sofrimento inútil ou minimizar as dores que não se pode evitar. Acompanhe aqui algumas das preciosas lições de sabedoria do monge tibetano, ensinadas em seus livros, cursos e palestras. Com certeza elas têm a possibilidade de nos conduzir a uma vida mais plena, alegre e cheia de sabedoria.
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1 - Dê um passo para trás

Dizem os ensinamentos budistas: não importa qual a situação, sempre é possível observá-la de outra perspectiva. Uma coisa é olhar para um rio mergulhado dentro dele, outra é vê-lo da margem e vislumbrar melhor o que ele é, o seu curso e onde vai parar. “Quando estamos totalmente imersos dentro da água, ou, de maneira correlata, dos nossos sofrimentos, podemos nos afogar sem perceber”, diz Mingyur Rinpoche. Nessa situação, a água entra pelo nariz, turva os olhos, não conseguimos respirar. “Não há nenhuma vantagem em permanecer assim. Então, nem que for por um instante, precisamos tentar sair da situação para encará-la de outra maneira”, ensina. Pelo menos para inspirar um pouco de oxigênio, se afastar da turbulência, nos fortalecer. Por momentos, podemos ver que não somos o próprio rio, só estamos envolvidos nele. Dar um passo para trás e observar o que acontece de outro ângulo é essencial para desenvolver outra perspectiva."Esse afastamento da situação pode ser muito positivo. A partir desse momento, ela não tem mais o poder de nos arrastar para o fundo do poço”, afirma o mestre. Esse distanciamento nos oferece uma nova visão da realidade, mais verdadeira e abrangente.
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2 - Acolha a dor

“Os ensinamentos de Buda feitos há 2 500 anos não dizem como superar a solidão, o desconforto e o medo que preenchem nossa vida. Muito pelo contrário. Suas lições mostram que só seremos capazes de encontrar a liberdade ao aceitar os sentimentos provocados pelos percalços em que esbarramos no caminho”, relata Mingyur. Dessa maneira, podemos acolher o incômodo que as instabilidades nos trazem, sem deixar que elas possam nos imobilizar completamente. “Percebemos que estamos sofrendo, aceitamos essa condição. No entanto, não somos mais engolidos pela dor.”Uma das formas de facilitar esse processo é a meditação. Durante a prática, também podemos perceber o rio dos nossos pensamentos, e a turbulência emocional que se origina deles. “Mesmo hoje, 20 anos depois de aprender a meditar, ainda estou sujeito à maioria das emoções humanas”, conta Rinpoche. “Dificilmente seria alguém que poderia ser chamado de ‘iluminado’. Me canso, como todo mundo. Algumas vezes estou zangado, frustrado ou aborrecido. Mas agora, tendo aprendido a trabalhar com minha mente, percebi que essas experiências mudaram de nível.” Em vez de ser soterrado por elas, Mingyur aprendeu a acolhê-las e a aproveitar as lições que elas oferecem.
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3 - Não compre o pacote todo

O cérebro humano está constantemente processando diversas faixas de informação por meio dos cinco sentidos. Ele as compara com experiências passadas, presentes e por vir, prepara o corpo para reagir de certa maneira e, ao mesmo tempo, áreas relacionadas com a memória e com a projeção do futuro são ativadas. Para facilitar esse processo de cognição, descarta algumas informações e sintetiza aquelas que selecionou num único pacote. É um sistema complexo que funciona razoavelmente bem para o que precisamos no dia-a-dia. “Mas a maneira de ele funcionar traz uma desvantagem ao ver as coisas como um todo”, diz o monge. “Dessa forma, podemos perder muitos dados importantes que teriam a capacidade de influir e modificar a nossa avaliação de determinada situação.” Ou seja, baseados em informações gerais fornecidas pelo cérebro, pensamos que a situação é de um determinado jeito, mas, na realidade, ela pode ser de outro. Trocando em miúdos, existe uma grande chance de estarmos completamente enganados.
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4 - Desconfie dos seus julgamentos

Uma história contada no livro Joyful Wisdom ilustra bem essa possível interpretação equivocada da realidade. Certa vez, Mingyur Rinpoche estava no museu de cera de Paris, quando viu uma estátua do Dalai-Lama. Era uma reprodução perfeita e vívida do líder espiritual tibetano, embora estivesse ligeiramente na penumbra. Ele então chegou mais perto para olhar todos os detalhes, pois conhece Sua Santidade bastante bem. Estava assim entretido, quando um casal se aproximou. Ele não percebeu sua presença e continuou a atenta observação. Por sua vez, os dois turistas também o observavam detidamente, pensando que Rinpoche fazia parte da cena moldada com cera: o Dalai-Lama com um monge pequenininho ao lado. “Quando finalmente eu me mexi, os dois deram um grito de pavor”, lembra. “Eu, por minha vez, levei um susto com a presença deles. Depois de nos recuperarmos do choque, e darmos boas risadas juntos, me ocorreu que esse episódio fugaz era capaz de revelar um dramático aspecto da nossa condição humana”, conta Rinpoche. “Vemos o que esperamos ver, limitados por nossa própria capacidade de observação. E o que percebemos pode não ser a realidade como ela é.” Nos agarramos em nossas percepções e conclusões, e a defendemos com unhas e dentes, sem perceber que elas têm grande chance de não serem reais. “A realidade pode bem ser diferente daquilo em que acreditamos. Para compreender o que uma situação realmente é, teríamos de estar num estado que Buda chamou de ‘iluminado’”, explica o monge no seu livro. Ou seja, num estado não limitado por nossas percepções errôneas. A iluminação é como se, de repente, se acendesse a luz de um quarto escuro e a gente fosse capaz de ver como ele realmente se apresenta. E assim poder dizer: “Nossa, aquela coisa em que eu tropeçava sempre é uma mesa! Aquela outra coisa que achava que era um criado-mudo é uma cadeira!” Traduzindo: olhamos para a vida dominados por nossas percepções, concepções e emoções. E elas são filtros que distorcem a realidade. Portanto, aceitar que nossa visão tende a ser limitada, e que podemos não ter razão em nossos julgamentos, é sempre um bom começo para diminuir e relativizar as emoções dolorosas provocadas por eles.
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5 - Aceite que sofrer faz parte da vida
Sofremos por diferentes razões. Mas uma das distinções mais cruciais, no entanto, é saber distinguir o sofrimento “natural” do sofrimento “autocriado”. O primeiro inclui tudo aquilo que não podemos evitar na vida. Classificados nos textos budistas como as dores ligadas ao nascimento, envelhecimento, doença e morte, são experiências que fazem parte das transições mais importantes da existência. Eles se apresentam como condições naturais que envolvem o desconforto físico. Mas há outro tipo de sofrimento que se desenvolve com base em avaliações psicológicas autocriadas, experiências que surgem de nossa interpretação de fatos e eventos, como ressentimento ou raiva contra as pessoas que não vivem do jeito que a gente gosta, inveja de quem tem mais do que nós ou uma ansiedade paralisante quando não há a mínima razão para isso. “Esses sentimentos dolorosos gerados por nossas concepções são baseados em histórias que contamos a nós mesmos, fortemente enraizadas em nosso inconsciente, sobre não ser suficientemente bom, rico o bastante, bonito ou seguro na medida certa, ou outras formas parecidas”, diz Rinpoche. O sofrimento autocriado é essencialmente uma invenção mental. “É como eu mesmo pude constatar com relação à minha própria ansiedade e medo, não é menos doloroso do que o natural.”“Mas, em vez de ficar julgando com pensamentos como ‘Por que eu estou sozinho?’, ‘Será que tem um jeito de sair disso?’, ‘Não quero mais sentir tal coisa de jeito nenhum!’, poderíamos olhar para esses sentimentos dolorosos e dizer que há solidão, há ansiedade, há medo, como se essa dor fosse uma condição não pessoal, mas algo que simplesmente faz parte da vida”, aconselha o monge. É uma maneira de compreender a Primeira Nobre Verdade ensinada por Buda: a de que o sofrimento (dukkha) existe e de que é uma condição natural da humanidade.“A palavra dukkha é traduzida no Ocidente, de uma maneira um tanto pesada, por sofrimento. Mas o termo se refere mais a um desconforto, algo que incomoda, aquela coisa que raspa no peito mesmo quando a gente está feliz”, explica o monge tibetano. “Aceitar que essa dor existe e que pertence ao nosso mundo, e não ficar o tempo todo lutando contra ela como algo a ser subjugado, é o primeiro grande passo para cessar aquilo que nos faz sofrer.”

Da Revista Bons Fluidos - Junho de 2009 -Direção de arte • Camilla Sola Texto • Liane Alves

Viva assim!

Fique tranquilo.
Aprenda a observar caramujos.
Plante jardins impossíveis.
Convide alguém perigoso para um chá.
Faça pequenos sinais que digam SIM, e cole todos pela casa.
Faça amigos com liberdade, sem desconfiança.
Olhe com esperança para seus sonhos.
Chore durante os filmes.
Num balanço à luz da lua, balance o mais alto que você puder.
Cultive o amor.
Recuse-se a ser “o responsável”.
Faça por amor.
Tire várias sonecas.
Desprenda-se do dinheiro.
Faça isso agora.
O dinheiro virá naturalmente.
Acredite em magia.
Dê muita risada.
Celebre todo momento glorioso.
Tome banhos de lua.
Tenha criações selvagens, sonhos transformadores e perfeita calma.
Desenhe nos muros, nas paredes.
Leia todo dia.
Imagine-se uma pessoa mágica.
Brinque com crianças.
Escute as pessoas mais velhas.
Esteja aberto.
Mergulhe fundo.
Seja livre.
Abençoe-se.
Deixe os medos de lado.
Divirta-se com tudo.
Entretenha sua criança interior.
Você é inocente.
Construa um forte com lençóis.
Molhe-se.
Abrace árvores.
Escreva cartas de amor.

(Autor desconhecido)

Sutra do Coração (Tibetano - Vajrayanna)

Sutra do Coração em sânscrito

Na língua da Índia: Bhagavati Prajnaparamita Hridaya.
Na língua do Tibet: Chomdendema Sherabkyi P'haröltuchinpe Nyingpo.

O primeiro verso diz:

Assim eu ouvi. Certa vez, o Bhagavan [Buddha] estava em Rajagriha, sobre a montanha Gridhrakuta, com uma grande assembléia de monges e uma grande assembléia de bodhisattvas.

Naquele momento, o Bhagavan entrou na concentração que expressa o ensinamento chamado "Iluminação Profunda". No mesmo momento, o nobre Avalokiteshvara Bodhisattva Mahasattva [ser da iluminação, grande ser], enquanto praticava a profunda Perfeição da Sabedoria, viu os cinco agregados [forma, sensações, percepções, vontade, consciência] como sendo vazios em sua própria natureza.

Então, pelo poder do Buddha, o venerável Shariputra disse ao nobre Avalokiteshvara Bodhisattva Mahasattva: Como deve treinar o filho ou filha de nobre linhagem que deseje praticar a profunda Perfeição da Sabedoria?

Assim ele disse e o nobre Avalokiteshvara Bodhisattva Mahasattva respondeu o seguinte ao venerável Shariputra: Ó Shariputra, um filho ou filha de nobre linhagem que deseje praticar a profunda Perfeição da Sabedoria deve ver deste modo: os cinco agregados são completamente vazios em sua própria natureza. A forma é vacuidade; a vacuidade é a forma. A vacuidade não é outra senão a forma; a forma não é outra senão a vacuidade. Assim também são a sensação, a percepção, a vontade e a consciência. Deste modo, Shariputra, todos os fenômenos são vacuidade, sem características. Não são produzidos nem interrompidos. Não são impuros nem puros. Não têm diminuição nem aumento.

Portanto, Shariputra, na vacuidade não há forma, sensação, percepção, vontade, consciência; não há olho, ouvido, nariz, língua, corpo, mente; não há cor, som, odor, sabor, tato, fenômeno; não há [reinos dos sentidos, desde] o reino da visão até o reino da mente; não há o reino dos fenômenos, não há o reino da consciência; não há [elos de surgimento dependente, desde] a ignorância e o fim da ignorância até a velhice-e-morte e o fim da velhice-e-morte; não há [as verdades nobres sobre] o sofrimento, a origem, a cessação, o caminho; não há sabedoria, nem atingimento ou não-atingimento. Portanto, Shariputra, como os Bodhisattvas não têm atingimento, eles permanecem na Perfeição da Sabedoria.


Como não há obscurecimento na mente, não há medo. Transcendendo as visões falsas, eles atingem o nirvana completo. Todos os Buddhas dos três tempos, através da Perfeição da Sabedoria, despertaram totalmente para a iluminação insuperável, completa e perfeita. Portanto, o mantra da Perfeição da Sabedoria, o mantra do grande conhecimento, o mantra insuperável, o mantra inigualável, o mantra que alivia todo sofrimento, deve ser conhecido como a verdade, pois não é falso. O mantra da Perfeição da Sabedoria é proclamado deste modo:

GATE GATE PARAGATE PARASAMGATE BODHI SOHA

Deste modo, Shariputra, um Bodhisattva Mahasattva deve treinar na profunda Perfeição da Sabedoria.

Então, o Bhagavan levantou de sua concentração e elogiou o nobre Avalokiteshvara Bodhisattva Mahasattva, dizendo: Bem dito, bem dito, ó filho de nobre linhagem! Assim é, ó filho de nobre linhagem, assim é! Deve-se praticar a profunda Perfeição da Sabedoria assim como você disse e todos os Tathagatas irão se regozijar.

Quando o Bhagavan disse isto, o venerável Shariputra, o nobre Avalokiteshvara Bodhisattva Mahasattva, toda a assembléia e o mundo de devas, humanos, asuras e gandharvas se regozijaram e louvaram as palavras do Bhagavan.

Isto completa o Coração da Venerável Perfeição da Sabedoria.

De http://www.dharmanet.com.br/