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terça-feira, 20 de julho de 2010

Tomar banho!

Imagine que você passou a vida inteira sem tomar banho e um dia resolve tomar uma ducha. Você começa a se esfregar mas fica horrorizado quando toda aquela sujeira sai dos poros da sua pele e escorre pelo seu corpo. Tem alguma coisa errada! Era para você ficar limpo, mas tudo que você vê é sujeira! Então, você se assusta, pula prá fora do chuveiro e se convence que nunca deveria nem ter começado! Mas você só fica mais sujo do que antes. Não tem jeito de você saber que a única coisa sábia a fazer é ser paciente e terminar o banho. Pode até parecer que você está ficando mais sujo, mas, se você continuar a se lavar, você sairá limpo e fresco. Isso faz parte de todo um processo, o processo de purificação.

Sempre que surgirem dúvidas, veja-as simplesmente como obstáculos e reconheça-as como um entendimento de que elas estão alí para serem esclarecidas e desbloqueadas. Sabemos que não é um problema fundamental, mas apenas uma etapa do processo de purificação e aprendizagem. Permita que o processo continue e se complete e nunca perca a sua confiança em resolver. Este é o caminho seguido por todos os grandes praticantes do passado que costumavam dizer: "Não há armadura como a da perseverança".

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Dzogchen - Vislumbre do Dia

Os mestres Dzogchen tem uma consciência precisa dos perigos de se confundir o absoluto com o relativo. Pessoas que não conseguem entender essa relação podem ignorar e até mesmo desdenhar os aspectos relativos da prática espiritual e a lei cármica de causa e efeito. No entanto, aqueles que verdadeiramente apreenderem o significado do Dzogchen terão apenas um profundo respeito pelo carma, bem como uma apreciação mais aguda e mais urgente da necessidade de purificação e da prática espiritual. Isto é porque eles vão compreender a vastidão do que neles que tem sido obscurecida, e assim procurar com mais fervor e com uma disciplina sempre fresca, natural, para remover o que se interpõe entre eles e sua verdadeira natureza.

The Dzogchen masters are acutely aware of the dangers of confusing the absolute with the relative. People who fail to understand this relationship can overlook and even disdain the relative aspects of spiritual practice and the karmic law of cause and effect. However, those who truly seize the meaning of Dzogchen will have only a deeper respect for karma, as well as a keener and more urgent appreciation of the need for purification and for spiritual practice. This is because they will understand the vastness of what it is in them that has been obscured, and so endeavor all the more fervently, and with an always fresh, natural discipline, to remove whatever stands between them and their true nature.

www.rigpa.org 
http://www.rigpaus.org/Glimpse/Glimpse.php

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Niung-ne

O buda da compaixão Avalokiteshvara (sãnscrito) ou Tchenrezig (tibet) de Mil Braços
(Clique para aumentar)

Nyungne é uma prática profunda de dois dias e meio, um período de tempo especialmente útil para as pessoas cujos horários não conseguem ajeitar um retiro a longo prazo. Envolve a manutenção de rigorosos votos, o segundo dia é dedicado ao jejum e silêncio completo. A meditação é centrada nas recitações, mantras e visualizações guiadas a Tchenrezig de Mil Braços, a personificação da bondade de todos os budas amor e compaixão. Traduzido como "permanecer em jejum", é dito que o Nyungne é eficaz na cura da doença, no cultivo da compaixão e purificação do karma negativo. A prática budista tibetana de Nyungne ("nyung-ney") vem ganhando atenção crescente nos centros budistas  e os participantes dizem que a prática purifica-os fisicamente e espiritualmente.

Niungne é um ritual de jejum praticado para a rápida purificação do carma negativo e para aumentar a felicidade de todos os seres. Cada Niungne tem a duração de dois dias e meio. No primeiro dia, acordamos antes do amanhecer e tomamos os oito votos (citados abaixo) e um café da manhã somente com alimentos líquidos e pastosos. Desse momento em diante, não devemos comer ovos nem carne. Depois das sessões da manhã, como última refeição das próximas 36 horas, um farto almoço é servido. O consumo da água e o ato de falar são permitidos até a hora de dormir, seja um cochilo durante o dia ou à noite. Ao acordar, no entanto, e ao longo do outro dia inteiro, o silêncio é mantido, exceto pela recitação de preces e liturgias, e não é permitido beber nem comer.

Os 8 votos:
(1) não matar;
(2) não roubar;
(3) não ter interações sexuais;
(4) não mentir;
(5) não usar perfumes, isto é, substâncias sedutoras, ou jóias, isto é, adornos atraentes;
(6) não dançar ou cantar, isto é, não manter atividades de entretenimento;
(7) não sentar em lugares altos ou camas luxuosas, isto é, conforto excessivo;
(8) não comer, a não ser nos períodos designados.

Também não é permitido comer carne, ovos, cebola, alho ou leguminosas brancas malcheirosas como o repolho. Também não é permitido usar substâncias intoxicantes. É importante manter-se mais agasalhado do que o normal ao fazer jejum.  

Niungne é um ritual de jejum praticado para a rápida purificação do carma negativo e para aumentar a felicidade de todos os seres. Cada Niungne tem a duração de dois dias.

Tomamos os oito votos de abstermo-nos de matar, roubar, ter relações sexuais, mentir, dormir em camas elevadas e tronos (isto é, luxo), cantar e dançar (isto é, entretenimento), usar perfumes e ornamentos (para aumentar a sedução) e o voto de silêncio. 

O oitavo voto é o de não comer depois do meio-dia.
No primeiro dia, podemos ingerir bebidas e alimentos líquidos e pastosos no café da manhã. No almoço comida vegetariana sem ovos, cebola, alho e repolho.

Deveremos almoçar assentados e, uma vez que levantemos após a refeição, poderemos ingerir, somente água até a hora de dormir ou após ter cochilado durante o dia. Não poderemos, nem mesmo, ingerir suco de fruta, leite, ou café. A partir desse momento não é permitido falar.

Na manhã seguinte, a partir do despertar, não bebemos, comemos ou falamos até o amanhecer do outro dia.

É dito que o benefício de fazer somente um Niungne, com disciplina estrita e com prática intensa, purifica o mal acumulado com o corpo, a fala e a mente por quarenta mil eons. A multiplicação do Sagadawa aumenta imensamente esta purificação.

O jejum de Niungne envolve algum desconforto, especialmente devido à sede. No entanto, a grande fonte de desconforto é o fato de que isto é realmente uma purificação - uma dor de cabeça - de purificar o carma para o reino dos infernos; a fome e a sede, o carma dos fantasmas famintos; o silêncio, o carma da fala tola que poderia conduzir ao reino dos animais. Se praticarmos estas austeridades com compaixão pelos outros que estão sofrendo desamparadamente, a purificação torna-se profunda e a prática alegre.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Buda Akshobya



"O Buda Akshobya é a personificação do agregado da consciência personificada, o aspecto imutável e indestrutível do diamante. Ele é, então, o Buda da confissão, de purificação e de cura por excelência. Seu mantra possui um grande poder purificador. A recitação do mantra purifica os karmas negativos, notadamente os criados pelo não respeito aos votos tais como os Oito Preceitos do Mahayanna, os votos laicos, dos monges. Acontece o mesmo para os karmas muito negativos criados pelos Cinco Crimes Odiondos, o abandono do Santo Dharma ou as críticas feitas aos Aryas. Toda pessoa que ouve ou vê o mantra é protegida dos renascimentos nos reinos inferiores. É por isso que é muito benéfico recitar com compaixão o mantra na orelha dos seres vivos (humanos ou animais), sobretudo no momento da morte. Para os seres já mortos, pronunciar seus nomes e recitar o mantra em sua intenção cem vezes, mil vezes ou um milhão de vezes tem o poder de libera-los imediatamente, mesmo se eles estiverem presos num renascimento nos reinos inferiores."

Centre Kalachakra – Étude de Buddhisme et Meditation