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terça-feira, 16 de junho de 2009

Dalai Lama, o Buda pop


“É como um astro do rock.” Essa é a resposta imediata que o Dalai Lama dá ao escritor Victor Chan quando questionado por que algumas pessoas, ao vê-lo, se emocionam ao ponto de chorar. “Quando eles (astros do rock) aparecem, algumas pessoas pulam e choram. Semelhante”, compara o Dalai Lama, agitando os braços como se fosse um tiete. Respostas pop como essa fizeram dele um ídolo acessível para multidões. Como boas letras de música, suas idéias são facilmente compreensíveis para adeptos de qualquer credo ou mesmo de nenhum: “Todos os seres vivos são iguais. Todos querem felicidade e não querem sofrer”. O nome já diz a que veio: Dalai Lama significa “Oceano de sabedoria” - o que é perceptível já em seu semblante, sempre inspirador e risonho. Entre os dias 27 e 29 de abril (de 2007) ele estará em São Paulo para dar ensinamentos budistas, falar sobre saúde individual e social e pregar o diálogo inter-religioso. Será sua terceira vinda ao Brasil, agora com 46 livros publicados em português. Sua missão, a de sempre: mostrar que a felicidade não é impossível.


Um Lama encarnado
Dessa forma, o líder espiritual vem cumprindo sua meta - não a de trazer adeptos ao budismo, mas a de tornar a terra um lugar mais fácil de viver. Rezar, para ele, não basta. O que o 14º Dalai Lama diz é que é preciso engajamento e determinação para qualquer transformação social e espiritual. “Antes de mais nada, temos que aprender como as emoções e comportamentos negativos nos são prejudiciais – para a sociedade e para o futuro também – e como as emoções positivas são benéficas”,diz ele.

Dalai Lama nasceu Lhamo Thondup em 1935 no vilarejo de Takster, próximo a fronteira da China com o Tibete. Seu pai, “um homem cuja extrema bondade convivia com um temperamento irascível”, era um camponês apaixonado por cavalos. Durante os meses de sua gestação, ele permaneceu gravemente enfermo até a manhã em que seu filho nasceu quando acordou sentindo perfeitamente curado. Foi também a partir desse nascimento auspicioso que um período de quatro anos de colheitas desastrosas em Takster chegou ao fim. Esses dois fatos são considerados sinais, segundo superstições tibetanas, de que haveria o renascimento de um graduado lama (um sacerdote budista) encarnado.

Sua descoberta não se deu por acaso. Depois da morte do13º Dalai Lama, em 1933, iniciaram-se as buscas pela sua reencarnação, algo comum na tradição budista. Em um lago sagrado próximo a Lhasa, um regente, indicado pela Assembléia Nacional para governar o Tibete até que a reencarnação atingisse a maturidade, teve visões que apontavam Takster. Uma missão foi enviada para o vilarejo, entre eles o Lama Kewtsang Rinpoche, do mosteiro de Sera, que chegou a casa de Lhamo Thondup disfarçado de criado. Ele foi prontamente reconhecido por Lhamo Thondup, então uma criança de 2 anos . “Sera – aga”,disse ele para o criado: “Você é um lama de Sera”. Lhamo também reconheceu o mala (rosário tibetano) que o criado disfarçado trazia no pescoço: “É meu”, disse, apontando para o mala que havia pertencido ao 13º Dalai Lama. É comum, segundo o budismo, crianças reencarnadas lembrarem de seus objetos e pessoas de suas vidas passadas, e esses foram só alguns dos sinais que fizeram Lhamo Thondup ser reconhecido como o 14º Dalai Lama. Aos 4 anos, foi transferido com a família para Lhasa. No palácio de Potala foi iniciado monge e assumiu o extenso nome de Jamphei Ngawang Lobsang Yeshe Tenzin Gyatso.

Segundo o budismo, o primeiro Dalai Lama nascido no ano 1391 da era cristã, era uma encarnação de Chenresi, o Buda da Compaixão. Cada Dalai Lama é uma reencarnação de seu antecessor e a ele cabe o governo espiritual e temporal do Tibete. Na forma atual de governo, chamada Gaden-Phodrang, Dalai Lamas se sucedem na liderança e, durante sua ausência ou menoridade, o Tibete é conduzido por regentes monges e leigos.

A partir daí, Tenzin Gyatso usaria roupas de monge, cabelo raspado, se comprometeria ao celibato e estaria proibido de comer a noite, entre outras restrições comuns a todos os monges – apesar de confessar que se dá o direito a alguns biscoitos depois do pôr-do-sol, quando a fome é grande. Sua educação incluiu lógica, arte e cultura tibetana, sânscrito, medicina e filosofia budista. Além das disciplinas curriculares, procurava conhecer mais sobre o mundo e foi daquelas crianças que adoram desmontar brinquedos, sempre um fascinado por objetos mecânicos. Ganhou um projetor de cinema a manivela e ao demonstrá-lo descobriu as baterias que alimentavam sua luz elétrica: “Foi meu primeiro contato com a eletricidade e sozinho descobri como fazê-lo funcionar novamente”.

Luta pela paz
Em 1950, a China comunista decidiu tomar do Tibete a independência obtida em 1912 para fazê-lo retornar aos domínios da República Popular da China. Tal fato fez com que fosse empossado Dalai Lama antes de sua maioridade, aos 16 anos. Seu primeiro ato foi declarar anistia a todos os presos. “Ser Dalai Lama é um cargo instituído pelos homens. Eu me considero apenas um simples monge.” Aos 24 anos, prestou com louvor os exames conclusivos de sua educação monástica – pouco antes de ser obrigado a se disfarçar de soldado chinês para fugir com duas mudas de roupas de monge na bagagem para a Índia, em 1959. Desde então, há 46 anos, o simples monge líder do povo tibetano vive exilado em Dharamsala, cidade ao norte da Índia.
“Cresci conhecendo muito pouco o que se passava no mundo, e foi nessas condições que, aos 16 aos, tive que liderar meu país contra a invasão da China comunista.” Educado sob disciplina rigorosa, Tenzi Gyatso afirma que “não foi uma infância infeliz”, e é grato à benevolência de seus professores, que lhe proporcionaram todo o conhecimento religioso e “fizeram o possível para satisfazer sua curiosidade saudável por outros assuntos”. Frente à China comunista, Dalai Lama optou pela não-violência e a propaga até hoje. “Os princípios de compaixão e não-violência do Dalai Lama dão forma à sua visão global”, explica o professor Victor Chan, que conviveu com Sua Santidade para escrever o livro A Sabedoria do Perdão.

Em decorrência de a China ter invadido o Tibete com 80 mil homens – contra os 8500 do exército local -, aproximadamente 1,2 milhão de tibetanos (de uma população de 6 milhões) morreram e 6400 mosteiros (99,9% do total) foram destruídos. Mesmo assim, o Dalai Lama não gosta de propagar a violência infligida pelos chineses. Considera os inimigos professores valiosos que podem provocar o desafio necessário para cultivar qualidades como compaixão e perdão. “Sou otimista. A China está mudando. E o que eu peço não é a separação da China, mas uma aproximação pelo caminho do meio: manter o vínculo econômico com a República Popular da China, ao mesmo tempo em que o Tibete possua autonomia completa e governo próprio.”
Seu reconhecimento veio com o Prêmio Nobel da Paz, em 1989, promovendo uma tomada de conhecimento mundial para a causa do Tibete. O comitê justificou o prêmio citando sua defesa de “situações pacíficas baseadas na tolerância e respeito mútuo a fim de preservar a herança histórica e cultural de seu povo”.

A serviço da compaixão
Uma gargalhada gostosa é sua marca registrada. E o espírito brincalhão é uma característica que o Dalai Lama justifica ser proveniente do jeito de ser do povo tibetano. Ao longo do último meio século, não há um dia sequer em que ele deixe de meditar sobre a compaixão. “Descobri que o mais alto grau de paz interior decorre da prática do amor e da compaixão. Quanto mais nos importamos com a felicidade de nossos semelhantes, maior o nosso próprio bem-estar. Essa é a principal fonte da felicidade”. Ele acredita ser o primeiro beneficiado ao lutar pela felicidade dos outros.

Quando não está viajando, seu dia começa às 3h30. Meditações e preces são feitas até o horário do almoço. A cozinha em Dharamsala é vegetariana, mas o Dalai Lama nem sempre segue a dieta. A parte da tarde é reservada para audiências e entrevistas. Um chá é servido às 18h, com direito a alguns biscoitos. Até as 20h30, quando se recolhe para dormir, faz suas orações da noite. Essa é a rotina que fornece a base para seus três compromissos em vida.
Primeiro, ele se dedica a promover valores como compaixão, perdão, tolerância, contentamento e auto-disciplina para todos os seres. Para ele, esses são os valores de uma ética para o novo milênio. Depois, sua preocupação é com a integridade de todas as maiores tradições religiosas, acreditando que, apesar das diferenças, todas elas tem potencial para promover o bem-estar dos seres humanos. Esse, aliás, é um dos temas de sua visita ao Brasil, em palestra gratuita a se realizar na Catedral da Sé. Por fim, seu terceiro compromisso, com o povo tibetano, é o único que poderá acabar, caso uma solução mutuamente boa para o Tibete e a China seja alcançada. E tudo isso sempre com seu indefectível sorriso estampado no rosto.


(Por Francesca Sperb, publicado na revista Vida Simples - ilustração de Artur Lopes)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Normas da Casa


Se você abriu, feche.
Acendeu, apague.
Ligou, desligue.
Desarrumou, arrume.
Sujou, limpe.
Está usando, trate com cuidado.
Quebrou, conserte.
Não sabe consertar, chame quem saiba.
Para usar o que não é seu, peça licença.
Pediu emprestado, devolva.
Não sabe como funciona, não mexa.
É de graça, não desperdice.
Não lhe diz respeito, não se intrometa.
Não sabe fazer melhor, não critique.
Não veio ajudar, não atrapalhe.
Prometeu, cumpra.
Ofendeu, desculpe-se.
Não lhe perguntaram, não dê palpite.
Falou, assuma.

Mulheres de 50 Anos


“O espetáculo do nosso próprio envelhecimento no corpo de outra mulher nem sempre é fácil de suportar, pois toda a marca do tempo é quase uma culpa, uma fragilidade diante da coletividade que nos cerca. Será que não somos tentadas a fugir deste reflexo de um rosto que não é mais apresentável e não tem o direito de aparecer como ele é? Ou sabemos olhar com compreensão e ternura em outras mulheres estas marcas do peso da vida e perceber as possibilidades que as acompanham?”

Suzane Képès (ginecologista)
Michele Thiriet (psicóloga)

A Separação dos Quatro Apegos - Jamyang Khyentse Wangpo

Jamyang Khyentse Wangpo foot and hands prints
Através das bênçãos do nobre Guru Manjughosha,
Possam todos os seres através do universo praticar o Dharma sagrado,
Possam eles progredir ao longo do caminho, possam quaisquer confusões sobre o caminho ser pacificadas
E possam todas as suas percepções deludidas surgir como o espaço que tudo permeia!

Apesar de termos obtido este suporte raro, as liberdades e vantagens tão difíceis de encontrar, Se estivermos apegados a esta vida, nós não somos sinceros praticantes do Dharma,
E já que as coisas não duram mais que um momento e estão fadadas a ser destruídas,
Que nós nos esforcemos em praticar a virtude e em evitar o mal.

Apesar de nossas mentes poderem ser voltadas para o Dharma sagrado,
Se estivermos apegados aos três reinos do samsara, nós não possuímos a renúncia.
Então, que não desenvolvamos um desejo não-fabricado para escapar
Deste ciclo de existência que é, por sua natureza, sofrimento.

Apesar de podermos perseguir a mera paz e felicidade para nós mesmos,
Se estivermos apegados ao nosso próprio auto-interesse, nós não possuímos bodhichitta.
Então, já que todos os seres têm sido nossas bondosas mães e pais,
Que nós treinemos nossas mentes no amor, compaixão e bodhichitta.

Apesar de podermos ser bem treinados na bodhichitta relativa,
Se houver apego em nossa percepção, isto significa que não temos a visão.
Portanto, a fim de que possamos cortar completamente a visão do "eu”,
Que nós descansemos no espaço que tudo permeia, além das construções conceituais.

Através do mérito desta canção espontânea do que quer que tenha vindo à mente,
Reunindo e destilando o conselho dado pelo venerável Manjughosha
Ao glorioso e benevolente, o grande Künga Nyingpo,
Possam todos os seres sencientes, minhas mães passadas, rapidamente atingir o despertar!

domingo, 14 de junho de 2009

Sitting, just sitting! - Sentar, apenas sentar!

Dzongsar Khyentse Norbu Rinpoche


Lama Choedak Rinpoche

Parting from the Four Attachments
June 3, 2009
Siddhartha's Intent invites you to join Dzongsar Khyentse Rinpoche and Lama Choedak Rinpoche over the Web for a 10-day teaching on
Parting from the Four Attachments, held at the International Buddhist Academy in Kathmandu, Nepal, from 2-11 June, 2009. This will be Khyentse Rinpoche's only public teaching in 2009. Same-day MP3 downloads (including Lama Choedak Rinpoche's revision and meditation sessions, and Chinese/Mandarin and Spanish translations of Dzongsar Khyentse Rinpoche teachings) are available here. In addition, listeners can submit questions via e-mail.

How fortunate we are!
Hi Everyone,
getting ready to leave Nepal on Tuesday for Hong Kong. The teachings have been sublime as only Rinpoche knows how to express the wisdom of Manjushri. He left to go somewhere to continue his retreat and though nothing was actually said the feeling is that he will be in retreat for at least another year. The amazing clarity by which he has the ability to express himself to the western mind is really inspirational as he manages to focus on the key points of the teachings pointing out what is important and what we can let go of continually. So easy to get lost in all the elaboration and the form especially with the vajrayana path. More and more the masters are stressing the need for a foundation where sitting, just sitting is the essential part of one's daily practice. The whole afternoon sessions during the retreat was focused on shamatha and more shamatha. In the morning Rinpoche focused on the Mahayana path and these teachings of "Parting from the 4 attachments "were the essence of the mahayana path. Until we get a firm foundation in the basic principles of the Buddhist view your whole path will remain very shakey and probably will not bring about the results that it was designed to. Dissolving our dualistic tendencies that perpetuate our ego psychology. We may be doing very elaborate practices but if our negative habits and tendencies are not getting weaker then the path is probably not working for us personally. Be honest with yourselves and ask if the path is working for you is it really opening you to another way of seeing that is less ego centered. Its DKR's birthday on the 18th June so please offer prayers and some lamps for his long life as this is his obstacle year. Also on the 17th its Wesak a good day to cultivate merit. Make as many offerings as you can do as much practice as you can whatever you know is fine and dedicate it to the benefit of all.
Love Ani Zamba

Tradução para o português:

Oi, todo mundo,
Estou me aprontando para sair do Nepal na terça-feira. Os ensinamentos foram sublimes, já que só o Rinpoche sabe como expressar a sabedoria de Manjushri. Ele foi para algum lugar para continuar seu retiro e, apesar de não ter dito nada, parece que ele vai ficar por pelo menos mais um ano. A clareza surpreendente com que ele tem a habilidade de se expressar para a mente ocidental é realmente inspiradora, como ele consegue focar nos pontos chaves dos ensinamentos apontando para o que é importante e o que podemos deixar prá lá continuamente. É tão fácil ficar perdido em toda elaboração e forma especialmente no caminho vajrayanna. Cada vez mais os mestres enfatizam a necessidade de um fundamento onde sentar, apenas sentar, é a parte essencial da prática diária das pessoas. Durante o retiro, todas as sessões da tarde foram focadas em shamata e mais shamata. De manhã, o Rinpoche focou o caminho mahayanna e os ensinamentos da “Separação dos Quatro Apegos” que são a essência do caminho mahayanna. Até que tenhamos uma fundação firme dos princípios básicos da visão budista, todo nosso caminho continuará muito agitado e, provavelmente não trará os resultados para os quais foi projetado: dissolver nossas tendências dualísticas que perpetuam nossa psicologia do ego. Podemos fazer as práticas mais elaboradas, mas, se nossos hábitos e tendências negativas não se enfraquecerem, então, provavelmente, o caminho não vai funcionar para nós. Sejam honestos com vocês mesmos e perguntem-se se o caminho funciona para vocês, se ele está realmente abrindo vocês para um novo modo de enxergar que seja menos egocêntrico. Dia dezoito de junho é aniversário de DKR[1]. Então, por favor, façam orações, ofereçam lamparinas pela longa vida dele, já que esse é o ano de obstáculos dele. Também no dia dezessete é Wesak, um bom dia para cultivar mérito. Façam tantas oferendas e práticas quanto puderem, sejam elas quais souberem, já está bom e dediquem o benefício para todos.
Amor. Ani Zamba
[1] Dzongsar Khyentse Rinpoche

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Incensos e Bandeiras Sagradas do Tibet


Foto Elton Melo - Pema Sonam
Em tibetano: "Chagdud Gonpa Odsal Ling - Bandeiras de Oração - Pema Sonam 2008"

Incensos consagrados por lamas tibetanos criam um vasto campo de energia positiva. Atraem boa fortuna, felicidade, proteção e bem estar. Aliviam a tensão da mente e do ambiente. Seu aroma é suave e agradável. É um suporte perfeito para meditações e é testado e aprovado como auxiliares eficazes no tratamento de alergias respiratórias. Contem pó abençoado em retiro nos quais mestres e praticantes budistas recitam mantras de purificação extensivamente. Atraem energias positivas para nossos empreendimentos e aspirações. São oferecidos em memória de pessoas falecidas, seres celestiais e divindades protetoras. São uma oferenda altamente eficaz para pacificar energias muito negativas. Os incensos tibetanos são maciços, sem varetas, o que resulta num longo tempo de queima e contém, como oferenda, mais de duzentos ingredientes como leite, manteiga, mel, melado, farinha, açúcares, flores, cereais, substâncias medicinais. Eles vem do Butão, Nepal e Tibet.

As bandeiras sagradas também passam por um ritual de purificação onde são removidas as impurezas geradas na sua produção. A seguir, são energizadas por mestes tibetanos com as bênçãos dos seres iluminados. Isto as torna sagradas e devem ser manipuladas com cuidado e respeito, evitando pisar sobre elas, passar por cima ou descartá-las em lixo comum. Tradicionalmente as bandeiras são erguidas ao vento e mantidas por um ano e então substituidas por novas. As bandeiras, assim como todo material budistas a ser descartado, devem ser queimadas. De acordo com a astrologia budista, há dias propícios para se erguer as bandeiras. No entanto, é muito comum vê-las se esfarrapando ao vento e às neves "eternas" dos Himalayas.

His Holiness Speech during Kalachakra Amravati

Animal skins

His Holiness Speech during Kalachakra Amravati
Translation by Monlam Lobsang

Since the real source of unpleasant feelings is our mind and its attitude so it is very important to change the way we look at things and this is what Dharma does.
Whether we believe in rebirth or not, one thing is same - we all want happiness and comfort. Within the community if there are principles, decency and honesty, this will obviously benefit the community. Likewise, if the human community is based on principles of peace, it will lessen the sufferings caused to Millions and Billions of animals. Otherwise, out of human’s limitless and unjustified greed and desires, they build Beef Farms, Pig Farms, and Fish Farms which never existed before and are not needed. And now, when the animals bring diseases they are killed in large numbers. So many fishes are killed and they suffer so much. For example, in Tibet the populations of wild animals like KYANG (Tibetan Wild Ass), TSOE (Tibetan antelope), NNAYA (Wild Sheep), GGO (Gazelle) and DRONG (Wild Yak) used to be huge but in recent times, due to intense hunting the population of these animals have shrunk and some even faces the danger of extinction.People have started realizing and caring about these issues now, including the Chinese government which is really good.These days in Tibet it seems the number of people involved in the Meat business is increasing which is a very pitiful condition. This shows how human greed leads to the suffering of animals. These days a lot of people are working for the protection of our environment which is great. But environment alone isn't enough, it's also very important to protect the animals and birds living in it because that is what surrounds us and that is what we are a part of. These creatures are a thing of joy and beauty.If we keep torturing these animals for our own benefits then it’s a very pitiful condition. The fashion of wearing animal skin is a matter of shame.Until recently, Tibetans living in India didn't have any bad reputation but recently, there were cases where Tibetans were involved in wildlife trade, smuggling and other such things. It's a matter of shame. Although I am just one ordinary single individual yet I have a social responsibility. So, when I keep hearing such sad and shameful stories at this age, sometimes I feel there is no use living in this world.These days there are many Tibetan groups in India working for Vegetarianism and spreading compassion for animals, such acts are extremely good and something to rejoice. Most of the monasteries have also turned their kitchen into vegetarian which is really good.Strong attachment towards the fashion of costly jewelries and wearing animal skins is an act of stupidity, a stigma on Tibetans and a matter of shame. Beauty should be skin deep. If you have spiritual knowledge, that's the best jewelry you can wear. I would like the Tibetans who have come from Tibet, to pass these messages to their brothers and sisters in Tibet. Tell them that I'm ashamed of their act - the use of animal skins and furs.So, if we can transform our mind based on the principles of peace, it will benefit so many animals and not only animals but also our environment. Transformation of mind is something which is very important and is something that can only be done from within.

Picasso e Cézanne lideram lista dos 200 artistas do século XX

Gustav Klimt
Judith I - 14"x3"
Ter, 09 Jun, 08h34
Londres, 9 jun (EFE).
Pablo Picasso, Paul Cézanne e um artista pouco conhecido, o fundador da secessão austríaca Gustav Klimt, lideram, por enquanto, uma lista dos 200 artistas mais importantes do século XX.
A relação, que aparece no site do jornal britânico "The Times", é feita a partir de votos dos leitores, e pode causar espanto caso sejam adotados critérios puramente estéticos.
Os três artistas são seguidos pelo impressionista Claude Monet, pelo pai da arte conceptual, Marcel Duchamp, pelo grande rival de Picasso, Henri Matisse, o expressionista abstrato americano Jackson Pollock, o pioneiro da pop art Andy Warhol, o expressionista Willem de Kooning, e o abstrato radical holandês Piet Mondrian, em décimo.
George Braque, o outro mestre do cubismo junto a Picasso, aparece em 14º, atrás, por exemplo, de Francis Bacon e Robert Rauschenberg.
Por sua vez, a mexicana Frida Kahlo aparece em 19º, antes de Paul Klee (21º), Alberto Giacometti (25º), Salvador Dalí (26º) ou o escultor Auguste Rodin (27º).
Quer brincar de Jackson Pollock? http://www.jacksonpollock.org/

terça-feira, 9 de junho de 2009

Diz Sua Santidade, o Dalai Lama


"Para os ocidentais, no contexto da sua vida moderna e activa, trabalhar o espírito pode, por vezes, parecer difícil. O que conta é a força da determinação, pois esta gera uma imensa coragem para agir sem tardar, sejam quais forem as circunstâncias enfrentadas. Assim, se o quisermos realmente, é-nos sempre possível transformar o espírito permanecendo activos no trabalho, na vida familiar, nas actividades e tarefas quotidianas."
Mensagem enviada por correio eletrónico por Helena Mello - Lisboa, Portugal.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Conspiração espiritual


Na superfície da terra, exatamente agora, há guerra e violência e tudo parece negro. Mas, simultaneamente, algo silencioso, calmo e oculto está acontecendo e certas pessoas estão sendo chamadas por uma luz mais elevada. Uma revolução silenciosa está se instalando de dentro para fora. De baixo para cima. É uma operação global. Uma conspiração espiritual. Há células dessa operação em cada nação do planeta. Vocês não vão nos assistir na TV. Nem ler sobre nós nos jornais. Nem ouvir nossas palavras nos rádios. Não buscamos a glória. Não usamos uniformes. Nós chegamos em diversas formas e tamanhos diferentes. Temos costumes e cores diferentes. A maioria trabalha anonimamente. Silenciosamente trabalhamos fora de cena. Em cada cultura do mundo. Nas grandes e pequenas cidades, em suas montanhas e vales. Nas fazendas, vilas, tribos e ilhas remotas. Você talvez cruze conosco nas ruas e nem perceba... Seguimos disfarçados. Ficamos atrás da cena. E não nos importamos com quem ganha os louros do resultado, e sim, que se realize o trabalho. De vez em quando, nos encontramos pelas ruas. Trocamos olhares de reconhecimento e seguimos nosso caminho. Durante o dia, muitos se disfarçam em seus empregos normais. Mas à noite, por atrás de nossas aparências, o verdadeiro trabalho se inicia. Alguns nos chamam do Exército da Consciência. Lentamente estamos construindo um novo mundo. Com o poder de nossos corações e mentes, seguimos com alegria e paixão. Nossas ordens nos chegam da Inteligência Espiritual e Central. Estamos jogando bombas suaves de amor sem que ninguém note, poemas, abraços, musicas, fotos, filmes, palavras carinhosas, meditações e preces, danças, ativismo social, sites, blogs, atos de bondade... Expressamo-nos de uma forma única e pessoal. Com nossos talentos e dons. Sendo a mudança que queremos ver no mundo. Essa é a força que move nossos corações. Sabemos que essa é a única forma de conseguir realizar a transformação. Sabemos que no silêncio e humildade temos o poder de todos os oceanos juntos. Nosso trabalho é lento e meticuloso. Como na formação das montanhas. O amor será a religião do século 21. Sem pré-requisitos de grau de educação. Sem requisitar um conhecimento excepcional para sua compreensão. Porque nasce da inteligência do coração. Escondida pela eternidade no pulso evolucionário de todo ser humano. Seja a mudança que quer ver acontecer no mundo. Ninguém pode fazer esse trabalho por você. Nós estamos recrutando. Talvez você se junte a nós. Ou talvez já tenha se unido. Todos são bem-vindos. A porta está aberta.

AUTOR DESCONHECIDO

Mensagem enviada por e-mail por Flávio http://www.nossacasa.net/shunya/

Tulku Jigme Tromge Rinpoche em Belo Horizonte

Tulku Jigme Tromge Rinpoche - Clique na foto para ampliar

Chagdud Gonpa Dawa Drolma, Belo Horizonte.
Tulku Jigme Tromge Rinpoche, filho de Sua Eminência Chagdud Tulku Rinpoche, estará concedendo a iniciação e ensinamentos de Avalokiteshvara (ou Cherenzig) de Drimed Kachod Wangpo em Belo Horizonte nos dias 20 e 21 de Junho.
Essa iniciação se refere a prática completa de Avalokiteshvara, onde uma parte é utilizada para o ritual de jejum, Niungne.
Chagdud Tulku Rinpoche tinha a poderosa aspiração de que seus alunos ocidentais tivessem contato com essa sadana.

OM MANI PEME HUNG HRI

domingo, 7 de junho de 2009

Ani Zamba Chozön's message for Saga Dawa


Dear Friends,
It's been a wonderful day here with DKR* and Lama Choedak Rinpoche.
DKR gave the Refuge Vows and the Bodhisattva Vows to the many people who were there, thousands of people doing circumambulation around the great stupa in Bouddhanath probably the only living stupa in the world today.
This stupa is really a living force in the heart and minds of the people here.
The teachings as you can hear on the internet each day are very profound something that we all need to contemplate so we can really keep on track when it comes to our spiritual path.
http://www.siddharthasintent.org/podcast/
It's so easy to get lost in the 8 worldly concerns and to believe that we are actually following the path of Buddhism which is designed to take us beyond attachment to this life.
Somehow our value system is not quite right when it comes to what we consider dependable and where to go for refuge.
These teachings again and again have stressed the importance of Refuge in the triple gem.
Until we are really clear about our refuge we cannot say we have even entered on to the path of liberation.
We may well be fooling ourselves believing we can keep all our neurotic tendencies and attachments and still be on the path to Enlightenment.
This path is designed to awaken us to the truth of our own nature we ned to ask ourselves if we want to wake up to that truth or not.
Today we heard many times the difference of knowing suffering and abandoning suffering. Knowing suffering and its cause is wisdom but abandoning suffering is ignorance as we never really know the conditions that results in suffering so we perpetuate the same conditions time and time again.
I hope you've had the opportunity to listen to these sublime teachings and that someone will translate them in Portuguese for you all soon. I will write more later.
Love to you all, AZ.
*Dzongsar Khyentse Rinpoche

Dois Mestres e o Chá


Há mais um menos um século, no Japão, vivia um mestre Zen chamado Nan-in. Um dia, um professor universitário veio visitá-lo em seu templo.

- Entre, venha tomar um chá! - convidou o velho mestre, levando o professor para a sala de chá.
Eles sentaram-se, um em frente ao outro, junto a uma pequena mesa. O velho mestre sentou em silêncio, perfeitamente relaxado e confortável. Ocasionalmente ele sorria para o professor; outras vezes ele contemplava os jardins encantadores pela janela.

Porém, o professor começou a ficar impaciente com o silêncio. Ele pigarreava, batia os dedos na mesa distraídamente, fixava seus olhos com ansiedade para a porta por onde o chá já deveria ter chegado. Finalmente o professor não suportou mais o silêncio. A única coisa que veio a sua mente foi discorrer sobre alguns ensinamentos que ele tinha recentemente dado na universidade. Desta forma, limpou sua garganta e começou seu longo discurso.

O velho mestre, Nan-in, foi todo ouvidos e parecia ter um olhar de infinita curiosidade. Assim sendo, o professor sentiu-se encorajado a continuar, afinal de contas ensinar era o seu trabalho.
Após meia-hora, o chá ainda não havia chegado, mas o professor pensou que poderia ser mal-educado de sua parte chamar atenção para o fato. Ele continuou seu discurso, enquanto Nan-in continuou com sua postura de ouvinte atencioso.

Finalmente um atendente trouxe uma bandeja com um bule de chá cerimonial e duas xícaras para os homens. Nan-in sorriu relaxadamente. Seguindo deliberadamente os rituais de chá japonês, ele colocou cuidadosamente a xícara de chá em frente ao seu visitante tagarela. Então, vagarosamente começou a encher a xícara. Ele continuou enchendo, enchendo, enchendo até que o chá começou a derramar para fora da xícara e caiu no colo do professor. Neste momento o professor interrompeu seu discurso abruptamente e exclamou:

- O que você está fazendo? Você não vê que a xícara está cheia e já não há mais espaço?
Nan-in olhou atentamente para seu visitante e disse:

- Assim como esta xícara, senhor, você também está muito cheio. Você tem muitas idéias, conceitos e opiniões. Por favor, primeiro esvazie sua própria xícara ( referindo-se a mente do visitante ), e então juntos nós poderemos aprender alguma coisa útil e interessante.

Mantra do Buddha Shakyamuni para o Saga Dawa do ano do Boi de Terra

Shakyamuni mantra

Saga Dawa

Clique para ampliar

Sunday, June 7, is the anniversary of three important events: the Birth, the Enlightenment, and the Passing into Parinirvana by Shakyamuni Buddha.
We consider on this day positive and negative actions are multiplied by one million times.
In Namdroling Monastery, the sangha (community) of Monks and Nuns are completing a week-long prayer intensive known as the Great Accomplishment Group Practice of Kama Teachings (Kama Drupchen).
This is followed by Ritual Dance (Cham) and the hanging of a 180-foot painting (Thangka) of Shakyamuni Buddha.
A Fire Offering Puja is held as well.

Namdroling Nyingmapa Monastery Arlikumari
P.O. Bylakuppe pin 571104
Mysore District Karnataka State, India
Website: http://www.palyul.org/
News: http://news.palyul.org/

If you would like to accumulate merit and join in the practices on this special day, you can do any of the following:
- Do not eat meat
- Feed and save the lives of animals
- Recite the Mantra of the Buddha

OM MÜNI MÜNI MAHA MÜNAIÊ SOHÁ

Canto do Mahamudra

Milarepa - Clique para ampliar - Wallpaper

Quando medito no grande Mahamudra,
Permaneço sem esforço, na natureza última.
Relaxado, no espaço não perturbado,
Banhado de claridade, no espaço-vacuidade.
Sou pura consciência, espaço-felicidade,
E permaneço sereno, sem nenhum pensamento,
Vejo a igualdade, no espaço variado.
E nesse momento, esta natureza mesma
Tem um infinito desdobrar de muitas certezas.
Reflito sua claridade e sua atividade,
Perfeita em si mesmo, espontaneamente.
Nada necessito, e sou bem feliz!
Nada espero, não temo mais, sou feliz sem esses dois!
Minha confusão tornou-se grande sabedoria,
Minha mente é alegre, e feliz meu coração!

Milarepa

Extrato do livro: Dharma – La Voie du Bouddha (O Caminho do Buda)
Tradução de Flávio Capllonch Cardoso

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Dia Mundial do Meio Ambiente

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quinta-feira, 4 de junho de 2009

His Holiness The Dalai Lama - Sua Santidade o Dalai Lama

Dalai Lama - Paris - August 2008

I believe that to meet the challenges of our times, human beings will have to develop a greater sense of universal responsibility. Each of us must learn to work not just for oneself, one's own family or nation, but for the benefit of all humankind. Universal responsibility is the key to human survival. It is the best foundation for world peace.

Creio que conhecer os desafios de nossa era, os seres humanos terão que desenvolver um sentido maior de responsabilidade universal. Cada um de nós deve aprender a trabalhar não só para si, para sua família ou país, mas para o benefício de toda a humanidade. Reponsabilidade universal é a chave para a sobrevivência humana. É a melhor fundação para a paz mundial.

Separação de Bens

VOCÊ FICA COM A RAZÃO.
Eu fico com os dias ensandecidos
Com o vento nos seus cabelos
Com o canto final do sol
No dourado da sua pele.

VOCÊ FICA COM A VERDADE.
Eu fico com os raios da lua
Com os sussurros sem nexo
Os beijos loucos, dementes
Com a obsessão dos corpos.

VOCÊ FICA COM O DIREITO.
Eu fico com as horas de gozo
Com o ruído das folhas das árvores
Com seus dedos tecendo anseios
Na brancura do meu corpo.

VOCÊ FICA COM O QUE É CERTO.
Eu fico com a incerteza
Com a beleza do instante sem continuidade
Com o momento perdido entre as horas
Com a eternidade perdida no momento.

Você fica, meu amor.
EU SIGO.

Autor desconhecido - domínio público.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A mobília que não quer calar!

É sério! Uma mobília de quarto, lindíssima que ganhei quando fiz 13 anos, ou seja, ela tem quase 45 anos! É toda de jacarandá MA-CI-ÇO! Por favor, quem se interessar... Se não interessar pelo menos repasse para amigos e entrem em contato comigo. É prá espalhar que nem rastilho de pólvora, que nem fofoca, gente!

http://www.flickr.com/photos/22823402@N07/sets/72157618717898568/