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sábado, 15 de novembro de 2008

Homem Vitruviano

Eu não sabia disso. Resolvi compartilhar.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Homem_Vitruviano_(desenho_de_Leonardo_da_Vinci)

É bom. De A a Z.

abnegação
aceitação
acerto
acolhimento
admiração
adoração
afeição
afeiçoamento
afeto
agrado
ajuste
alegria
altruísmo
amenidade
amizade
amor
anuência
aplauso
aprovação
atenção
bem-estar
benevolência
bondade
calma
camaradagem
carinho
conciliação
concordância
conexão
congraçamento
consideração
contenção
contentamento
cuidado
culto
dedicação
deleite
delicadeza
desprendimento
devoção
disposição
divertimento
economia
entendimento
entusiasmo
esmero
estima
exultação
felicidade
fraternidade
graça
harmonia
humor
inclinação
júbilo
lenitivo
leveza
ligação
moderação
moral
paciência
paixão
parcimônia
paz
pendor
polidez
prazer
prudência
recepção
receptividade
relação
respeito
responsabilidade
rigor
sabedoria
satisfação
sensatez
simpatia
sobriedade
suavidade
temperança
tendência
ternura
tino
tolerância
urbanidade
zelo

A pé.


Como não tenho carro, faço todos os meus trajetos a pé. Isto, para algumas pessoas, pode parecer aborrecido e cansativo. Às vezes, é. Já tive carro e sei que se faz muito mais coisas de carro. E mais rápido.

Porém, a pé, a qualidade supera a quantidade. O caminhar nos leva a certas reflexões muito enriquecedoras. Andar de carro exige reflexos rápidos e atenção voltada ao tráfego. Pouco há de enriquecedor.

Hoje, por exemplo, indo para o gönpa, pensei na motivação que leva as pessoas a escrever, a se tornar escritores mesmo, de profissão. Veio-me à mente Carlos Drummond de Andrade. Vi a carinha dele no ar. Constatei: é a pressa.

As pessoas não têm mais tempo nem paciência de ficar ouvindo, escutando de maneira atenta a cada palavra que o outro diz. E os outros têm tanto a nos dizer. Se Drummond não tivesse escrito o que pensava, se ficasse só falando, seus pensamentos seriam só seus e suas palavras ficariam soltas ao vento. Ninguém prestaria atenção. No entanto, resolveu escrever. E quem é que nunca leu Drummond, ouviu, escutou de maneira atenta?

São como os livros do Budismo em que um simples parágrafo nos põe a contemplar por horas a fio, às vezes por dias. De vez em quando nos flagramos em determinadas situações que nos remetem ao que lemos em algum lugar e sorrimos por dentro.

Estão vendo? Quem teria paciência de ouvir tudo isto que eu escrevi? E eu pensei tudo isto em alguns poucos minutos de caminhada. A pé.

Ana Carmen Castelo Branco.
Quinta-feira, 3 de Abril de 2003.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Dinheiro


Dinheiro antes do trabalho, só no dicionário!

Ou depois da herança, da loteria ganha!

Chuva

A chuva chora
no aquário
as folhas giram
apáticas.
O céu grita
agita
as folhas das árvores
aflitas.
Meu rosto cora
meus olhos olham
meu âmago chora
Eu sou a chuva
de lágrimas.

Ana Carmen Castelo Branco - 08 de setembro de 1970 - aos 18 anos de idade.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O medo

“O medo é um instrutor de grande sagacidade”.

“Ralph Waldo Emerson”.

Escrever...

“Existem muitos motivos para se escrever. Alguns o fazem para se distrair; outros para ganhar dinheiro; outros pela fama; outros por desespero. Sem querer parecer grandiloqüente, diria que escrevo para não morrer, para não ficar louco”.

Ernesto Sábato

Lispector

“O dia de hoje e o dia de amanhã serão um hoje; a eternidade é o estado das coisas neste momento”.
”Isto será coragem minha, a de abandonar sentimentos antigos, já confortáveis”.
“A palavra não pode ser enfeitada e artisticamente vã, tem que ter ser apenas ela”.
“Existir não é lógico”.
“O que vou escrever já deve estar, na certa, de algum modo, escrito em mim”.
“Já que sou, o jeito é ser”.
“Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado (...) se não fosse a sempre novidade de me escrever, eu morreria simbolicamente todos os dias”.
“Se der para me entenderem, está bem. Se não, também está bem (...) Para que escrevo? E eu sei? Sei não”.


Clarisse Lispector

Il plêut...

Todo mundo já teve tanta coisa prá fazer que não sabia por onde começar? Aí, dá uma vontade de não fazer nada... Il plêut...

O Remédio Universal para Curar Todas as Doenças

"Doença é um pensamento conceitual.
Quando você está doente, esteja doente dentro da natureza de Dharmata*.
Dentro da natureza das coisas não há doença.
Doença, sem referência, deixe isso ser liberado no espaço que permeia tudo.
A doença é um adorno das manifestações de Dharmata e o jogo da realidade intrínseca é incessante.
Tudo que aparece para nós é doença.
Toda doença é, por natureza, sabedoria.
Dentro dessa sabedoria repouse sem distração e as causas e efeitos da doença serão purificados no espaço que permeia tudo.
Possam todos os seres vivos em todos os três mundos ser espontaneamente lbertados da doença das emoções aflitivas.
Quando Rabchok estava doente, eu, aquele que chamam de Lodrö, compus isso de brincadeira. Possa a virtude ser abundante!"
Jamiang Khyentse Chökyi Lodrö (1893 - 1959)
*Dharmata: realidade verdadeira onipresente

Clara Luz


Planos mundanos

Enquanto estivermos agarrados aos nossos planos mundanos, então não seremos praticantes do Dharma. Se nossos planos não vão além desta nossa vida e da vida de todos, então não somos bons praticantes do Dharma.

As long as we are grasping to our worldly agenda then we are not Dharma practitioners. If our agenda does not go beyond this life and everybody's life we are not good Dharma practitioners.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Je-tsum

Ó Ilustre Tara! Por favor! Tenha consciência de mim! Remova meus obstáculos e rapidamente conceda as minhas excelentes aspirações!

DJETSUM PAK MA DROLMA TCHEN TCHED NO GAL TCHEN KUL SEL SAM DROM NYIUR DRUB DZO

Infância


Nesta foto eu tinha 3 anos e meio. Escolhi-a porque quero me lembrar e lembrar a todos que a vida anda. Mais que a fila. Talvez eu não tenha mais nenhuma célula de pele que eu tinha nessa idade. Minhas orelhas foram furadas para colocar brincos. Não. O que está aí é um pingo d'água. Trombei o carro e feri a boca por dentro. Já não é tão bonita. Os dentes de leite caíram e nasceram outros. Os cisos já foram extraídos. Cabelos? Cortados inúmeras vezes! Isso é óbvio, mas ninguém atenta. O corpo cresceu, menstruei, tive filhos, menopausei e estou, aos 57 anos de idade, em climatério, envelhecendo, adoecendo, me curando mais lentamente, me cansando mais facilmente.
Resolvi optar por permitir comentários dos leitores. Preciso aprender a lidar com críticas. Aprender a ser detestada, posto que já fui detestável!
Sofro de pânico, depressão, ansiedade. Acho que desde que nasci, talvez até em vidas prévias. É só prestar atenção no olhar desta criança que um dia fui.
Hoje tomo medicamentos, tenho uma psicanalista-psiquiatra e pareço ser uma pessoa alegre. No fundo, só eu sei.

Ainda carrego o mesmo nome. Vejo uma grande diferença nas minhas formas, na sensações, nas percepções, nas formações mentais, na consciência. A realidade não é mais a mesma. Mudei muito e, se me perguntarem se sou a mesma pessoa, a melhor pergunta será: eu não sou a mesma e nem sou alguém diferente. Eu intersou.