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domingo, 7 de junho de 2009

Dois Mestres e o Chá


Há mais um menos um século, no Japão, vivia um mestre Zen chamado Nan-in. Um dia, um professor universitário veio visitá-lo em seu templo.

- Entre, venha tomar um chá! - convidou o velho mestre, levando o professor para a sala de chá.
Eles sentaram-se, um em frente ao outro, junto a uma pequena mesa. O velho mestre sentou em silêncio, perfeitamente relaxado e confortável. Ocasionalmente ele sorria para o professor; outras vezes ele contemplava os jardins encantadores pela janela.

Porém, o professor começou a ficar impaciente com o silêncio. Ele pigarreava, batia os dedos na mesa distraídamente, fixava seus olhos com ansiedade para a porta por onde o chá já deveria ter chegado. Finalmente o professor não suportou mais o silêncio. A única coisa que veio a sua mente foi discorrer sobre alguns ensinamentos que ele tinha recentemente dado na universidade. Desta forma, limpou sua garganta e começou seu longo discurso.

O velho mestre, Nan-in, foi todo ouvidos e parecia ter um olhar de infinita curiosidade. Assim sendo, o professor sentiu-se encorajado a continuar, afinal de contas ensinar era o seu trabalho.
Após meia-hora, o chá ainda não havia chegado, mas o professor pensou que poderia ser mal-educado de sua parte chamar atenção para o fato. Ele continuou seu discurso, enquanto Nan-in continuou com sua postura de ouvinte atencioso.

Finalmente um atendente trouxe uma bandeja com um bule de chá cerimonial e duas xícaras para os homens. Nan-in sorriu relaxadamente. Seguindo deliberadamente os rituais de chá japonês, ele colocou cuidadosamente a xícara de chá em frente ao seu visitante tagarela. Então, vagarosamente começou a encher a xícara. Ele continuou enchendo, enchendo, enchendo até que o chá começou a derramar para fora da xícara e caiu no colo do professor. Neste momento o professor interrompeu seu discurso abruptamente e exclamou:

- O que você está fazendo? Você não vê que a xícara está cheia e já não há mais espaço?
Nan-in olhou atentamente para seu visitante e disse:

- Assim como esta xícara, senhor, você também está muito cheio. Você tem muitas idéias, conceitos e opiniões. Por favor, primeiro esvazie sua própria xícara ( referindo-se a mente do visitante ), e então juntos nós poderemos aprender alguma coisa útil e interessante.

Mantra do Buddha Shakyamuni para o Saga Dawa do ano do Boi de Terra

Shakyamuni mantra

Saga Dawa

Clique para ampliar

Sunday, June 7, is the anniversary of three important events: the Birth, the Enlightenment, and the Passing into Parinirvana by Shakyamuni Buddha.
We consider on this day positive and negative actions are multiplied by one million times.
In Namdroling Monastery, the sangha (community) of Monks and Nuns are completing a week-long prayer intensive known as the Great Accomplishment Group Practice of Kama Teachings (Kama Drupchen).
This is followed by Ritual Dance (Cham) and the hanging of a 180-foot painting (Thangka) of Shakyamuni Buddha.
A Fire Offering Puja is held as well.

Namdroling Nyingmapa Monastery Arlikumari
P.O. Bylakuppe pin 571104
Mysore District Karnataka State, India
Website: http://www.palyul.org/
News: http://news.palyul.org/

If you would like to accumulate merit and join in the practices on this special day, you can do any of the following:
- Do not eat meat
- Feed and save the lives of animals
- Recite the Mantra of the Buddha

OM MÜNI MÜNI MAHA MÜNAIÊ SOHÁ

Canto do Mahamudra

Milarepa - Clique para ampliar - Wallpaper

Quando medito no grande Mahamudra,
Permaneço sem esforço, na natureza última.
Relaxado, no espaço não perturbado,
Banhado de claridade, no espaço-vacuidade.
Sou pura consciência, espaço-felicidade,
E permaneço sereno, sem nenhum pensamento,
Vejo a igualdade, no espaço variado.
E nesse momento, esta natureza mesma
Tem um infinito desdobrar de muitas certezas.
Reflito sua claridade e sua atividade,
Perfeita em si mesmo, espontaneamente.
Nada necessito, e sou bem feliz!
Nada espero, não temo mais, sou feliz sem esses dois!
Minha confusão tornou-se grande sabedoria,
Minha mente é alegre, e feliz meu coração!

Milarepa

Extrato do livro: Dharma – La Voie du Bouddha (O Caminho do Buda)
Tradução de Flávio Capllonch Cardoso

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Dia Mundial do Meio Ambiente

Clique para ampliar

Aquecimento global, aquecimento solar, bio tecnologia, degelo polar, desertificação, desmatamento, diversibilidade, ecologia, efeito estufa, energia eólica, globalização, mudanças climáticas, ONGs, poluição, queimadas , reciclagem, sustentabilidade...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

His Holiness The Dalai Lama - Sua Santidade o Dalai Lama

Dalai Lama - Paris - August 2008

I believe that to meet the challenges of our times, human beings will have to develop a greater sense of universal responsibility. Each of us must learn to work not just for oneself, one's own family or nation, but for the benefit of all humankind. Universal responsibility is the key to human survival. It is the best foundation for world peace.

Creio que conhecer os desafios de nossa era, os seres humanos terão que desenvolver um sentido maior de responsabilidade universal. Cada um de nós deve aprender a trabalhar não só para si, para sua família ou país, mas para o benefício de toda a humanidade. Reponsabilidade universal é a chave para a sobrevivência humana. É a melhor fundação para a paz mundial.

Separação de Bens

VOCÊ FICA COM A RAZÃO.
Eu fico com os dias ensandecidos
Com o vento nos seus cabelos
Com o canto final do sol
No dourado da sua pele.

VOCÊ FICA COM A VERDADE.
Eu fico com os raios da lua
Com os sussurros sem nexo
Os beijos loucos, dementes
Com a obsessão dos corpos.

VOCÊ FICA COM O DIREITO.
Eu fico com as horas de gozo
Com o ruído das folhas das árvores
Com seus dedos tecendo anseios
Na brancura do meu corpo.

VOCÊ FICA COM O QUE É CERTO.
Eu fico com a incerteza
Com a beleza do instante sem continuidade
Com o momento perdido entre as horas
Com a eternidade perdida no momento.

Você fica, meu amor.
EU SIGO.

Autor desconhecido - domínio público.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A mobília que não quer calar!

É sério! Uma mobília de quarto, lindíssima que ganhei quando fiz 13 anos, ou seja, ela tem quase 45 anos! É toda de jacarandá MA-CI-ÇO! Por favor, quem se interessar... Se não interessar pelo menos repasse para amigos e entrem em contato comigo. É prá espalhar que nem rastilho de pólvora, que nem fofoca, gente!

http://www.flickr.com/photos/22823402@N07/sets/72157618717898568/

Comentário de uma pessoa

"Mas a única coisa que não curto é porque o povo que pratica budismo é meio modinha, sabe? Budista de boutique! Eu tenho antipatia disso... Povo vai lá, pratica budismo, fala pro mundo inteiro que são budistas e continuam fazendo merda com os outros. Com a família, com amigos, etc. Sei lá... Parece que o povo não tem muita noção do que é compaixão!"

Ondas

Nossas emoções aflitivas, nossos rompantes de raiva, desespero e descontrole são como ondas raivosas que nos arremessam a outros reinos. Mas, não nos esqueçamos que elas fazem parte do mesmo profundo mar sereno e para lá sempre retornam.










Um ex-surfista americano agora se dedica a uma atividade inusitada: fotografar ondas de dentro delas. Clark Little, de 39 anos, começou a fazer as imagens depois que sua mulher manifestou o desejo de ter uma foto para decorar a casa do casal, no Havaí. Há dois anos, ele vive do dinheiro que ganha com a venda das fotos.
"O mar é minha segunda casa e eu amo o que faço", disse Little. "Não existe para mim aquela sensação de encarar o trabalho como uma obrigação."
O fotógrafo conta que para obter as melhores imagens, ele utiliza uma câmera capaz de obter até dez fotos por segundo. As ondas que ele encara variam entre 90 cm e 4,5 m. Muitas vezes, ele chegou a ser arremessado a até 10 m de distância de sua localização original.
"Sempre existe um risco para mim, por conta da força e tamanho das ondas. Mas minha experiência como surfista me deixa à vontade para encarar as ondas sem medo", afirmou.

Obituário encomendado por Zé Rodrix

Data: Qua, Jun 2, 2004 - 7:34 pm

Felipe:
Em resposta a seu completissimo questionário passo-lhe às mãos minhas especificações para passamento e eventual necrológio.

Há alguns anos, gostaria de ter a causa-mortis preferida de meu pai: assassinado aos 98 anos de idade com um tiro dado por um marido ciumento que o tivesse pego em pleno ato… mas hoje nao mais. Pode ser de fulminante ataque cardiaco, dentro da minha biblioteca, perto o suficiente da familia e dos amigos, mas afastado o bastante para que, alertados pelos cachorros da casa, ja me encontrem morto, com um sorriso nos lábios.

Pode sepultar-me em pleno mar, sob a forma de cinzas, já que não poderei ser sepultado in totum no jardim da minha casa. Se conseguirem isso, no entanto, que nao cobrem entradas para visitação, à moda do irmão da princesa: deixem que, além das pessoas, os passarinhos e os animais da casa se refestelem no lugar, renovando diariamente o eterno ciclo da Natureza.
Ao enterro devem, através de convite formal, comparecer todos que foram aos meus lançamentos de livro: nada mais parecido com um velório do que isso.

Peço parcimônia nos efluvios emocionais: já as risadas devem ser francas e sem limite. Creio inclusive que prepararei com antecedência uma fita de piadas gravadas para animar o velório e manter o pessoal na boa.

Como dizia o Bozo, “sempre rir, sempre rir….”

Lá so deixarei a mim mesmo: mesmo os inimigos que comparecerem para ter certeza de que estou realmente morto podem voltar para casa em paz. Nao pretendo puxar a perna de ninguém à noite e nem assombrá-los depois de morto.

Já os amigos podem contar comigo: havendo vida após a morte, volto para avisar, da maneira mais prática e menos assustadora que me for possivel. A cremação deve ser feita depois que todos forem embora cuidar de seus proprios afazeres: enfrentar as chamas do forno terrestre já será um grande intróito para a vida eterna.

Se conseguir, tentarei ser crooner da grande Orquestra de Jazz doInferno, vulgarmente chamada de SATANAZZ ALL-STARS: como já vou chegar lá tenente ou capitão, dada a minha imensa taxa de maldades realizadas sobre a Terra, creio que nao será dificil. Meu castigo certamente será cantar MPBdQ por toda a eternidade, mas mesmo com isso ainda se pode encontrar algum prazer, assim na terra como no inferno….é o que veremos a seguir.

No enterro podem tocar de tudo, menos as músicas que eu tenha feito. Minha morte servirá certamente para que se livrem não apenas de mim mas também de minhas obras. Os herdeiros também não merecem ouví-las, sabendo que nada herdarão de minha lavra, porque, sendo eu adepto da politica do VAI TRABALHAR,VAGABUNDO, como meu pai fez comigo, já tomei providências para que essas músicas nao lhes rendam nem um tostão furado. Sendo um velório moderno, recomendo músicas de carnaval antigo, as indiscutíveis, claro, com algumas discretas serpentinas e confetes jogadas sobre o caixão, fechado, naturalmente.

Morrer num sábado à tarde, ser enterrado num domingo antes do almoço, e estar completamente esquecido na manhã de segunda, sem atrapalhar a vida profissional de ninguém: eis a perfeição que desejo na minha morte.

Muito grato.

Beijos

Zé Rodrix

terça-feira, 2 de junho de 2009

Praticando o Nobre Silêncio

Lama Samten, a árvore e o lap-top



"Conseguir manter a meditação estável é muito raro e precioso. E, apesar de frágeis e transitórias, a felicidade e a estabilidade condicionadas surgidas da meditação têm efeitos positivos, curativos!" - Lama Padma Samten, o lama gaúcho, Alfredo Aveline

http://www.nossacasa.net/SHUNYA/default.asp?menu=135

A intervalos de 15 minutos, ajustamos o corpo e alongamos, e assim seguimos nessa prática mais longa, que nos permite avançar no caminho da meditação silenciosa.
É uma oportunidade preciosa de praticarmos as diversas etapas de equilíbrio e pacificação: Shamata impura (com foco), Shamata pura (abertura sem preferências) e Metta Bhavana (cultivo da bondade amorosa). Trata-se, segundo o Lama, de um método de realização simples e eficiente, dirigido à prática do equilíbrio e da pacificação, no contexto das nossas relações cotidianas.

Meditação Meta Bavana
Que eu seja feliz
Que eu me livre do sofrimento
Que eu encontre as causas da felicidade
Que eu supere as causas do sofrimento
Que eu me livre totalmente das estruturas cármicas
Que eu desenvolva uma lucidez que acompanha o olhar, quando eu olhar para as coisas a lucidez está presente.
Que eu me torne verdadeiramente capaz de ajudar os outros seres.
Olhamos para esposa, marido, namorado, filhos, patrão, ex-esposa, ex-marido, vizinhos, colegas, etc.
Que ele seja feliz
Que supere o sofrimento
Que encontre as causas da felicidade
Que supere as causas do sofrimento
Que supere as estruturas cármicas
Que desenvolva um olhar de mestre, ao olhar as coisas a lucidez vem junto.
Que se torne verdadeiramente capaz de gerar benefícios em qualquer idade.

Uma sobrevivente de um campo de concentração


‘‘Sou sobrevivente de um campo de concentração. Meus olhos viram o que nenhuma pessoa devia presenciar. Câmaras de gás construídas por engenheiros ilustrados. Crianças envenenadas por médicos instruídos. Bebês assassinados por enfermeiras treinadas. Mulheres e bebes mortos a tiros por ginasianos e universitários. Assim, desconfio da educação. Meu pedido é o seguinte: Ajudem os seus discípulos a serem humanos. Os seus esforços nunca deverão produzir monstros cultos, psicopatas hábeis ou Heichmans instruídos. Ler, escrever, saber história e aritmética só são importantes se servem para tornar nossos estudantes mais humanos''

Recebido por e-mail da diretora de uma escola israelita

Texto extraído do site: http://culturabrasil.pro.br/direitoshumanos1.html

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O Ensinamento Mais Porcaria Nenhuma!

Konchog Paldron era a filha e sucessora espiritual de um grande mestre tibetano, Chogyur Lingpa. Reconhecida por suas realizações extraordinárias como uma praticante, ela foi
uma memorável professora budista.

Konchog Paldron recebeu extensivos ensinamentos de muitos mestres iluminados. Porém foram as instruções orais compassivas de Patrul Rinpoche que despertaram sua mente para estados mais elevados.

Mais tarde, ela transmitiu vários ensinamentos de Patrul Rinpoche para muitos praticantes.
Um dia, falando em verso, Patrul lhe disse:

“Não prolongue o passado,
Não convide o futuro,
Não altere a sua atenção natural do momento presente,
Não tema as aparências,
Não há nada além disso!”

Ao ouvir estas palavras, Konchog Paldron inesperadamente vivenciou um estado mental de sublime bem-aventurança. Patrul havia falado em um dialeto nômade grosseiro, e a frase final soava como “Fora isso, não há mais porcaria nenhuma!”

Isto ficou conhecido como “O Ensinamento Mais Porcaria Nenhuma”. Tem sido passado de mestre a discípulo até os dias de hoje.

Luto

Em luto pelas pessoas mortas no acidente aéreo do vôo 447 da Airbus da Air France a 31 de maio de 2009.

ORAÇÃO DE TARA VERMELHA PARA OS MORTOS
"Do coração de Tara emana uma luz de arco-íris para os seis reinos e para o bardo, envolvendo as pessoas falecidas onde quer que estejam, purificando seu carma e as infundindo com as bênçãos radiantes de Tara. Suas formas se transformam em brilhantes esferas de luz que se dissolvem na mente-coração de Tara, um reino além dos ciclos de sofrimento, um reino de absoluta pureza e felicidade."

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Viver despenteada

Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida lhe despenteie, por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade.
O mundo é louco, definitivamente louco.
O que é gostoso engorda.
O que é lindo custa caro.
O sol que ilumina o teu rosto enruga.
E o que é realmente bom dessa vida, despenteia.
Fazer amor despenteia.
Rir às gargalhadas despenteia.
Viajar, voar, correr, entrar no mar despenteia.
Tirar a roupa despenteia.
Beijar a pessoa amada despenteia.
Brincar despenteia.
Cantar até ficar sem ar despenteia.
Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível.

Então, como sempre, cada vez que nos vejamos eu vou estar com o cabelo bagunçado, mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida.

É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir.

Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada por dentro e por fora.

O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença: arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria e talvez deveria seguir as instruções, mas quando vão me dar a ordem de ser feliz? Por acaso não se dão conta de que para ficar bonita eu tenho que me sentir bonita? A pessoa mais bonita que posso ser!

O único que realmente importa é que ao me olhar no espelho, veja a mulher que devo ser. Por isso, minha recomendação a todas as mulheres: entreguem-se, comam coisas gostosas, beijem, abracem, dancem, apaixonem-se, relaxem, viajem, pulem, durmam tarde, acordem cedo, corram, voem, cantem, arrumem-se para ficar linda, arrumem-se para ficar confortável. Admire a paisagem, aproveite, e acima de tudo, deixa a vida lhe despentear!

O pior que pode passar é que, rindo frente ao espelho, você precise se pentear de novo!
Via e-mail por Ana Campello

Loucura de amor

Amor e loucura será redundância! Será que as loucuras de amor só são feitas nas relações entre um homem e uma mulher? Pode ser! Mas e as loucuras que as mulheres fazem ao se apaixonar pelos homens e depois ter filhos? Essa é a suprema loucura de amor! Além de amar apaixonadamente o seu homem, marido ou companheiro, se apaixona pelos filhos. Algum dia, o amor por seu companheiro pode se acabar. Isso é comum. Mas pelos filhos, sejam eles crianças ou adultos, o amor-loucura nunca se extinguirá e perdê-los será como que ficar faltando um pedaço. Minha maior loucura de amor? Marido e filhos!

Barack Hussein Obama II

Now it's official!

Conexão Obama: o presidente americano já não depende da imprensa (nem do governo) para falar com as pessoas.

http://www.youtube.com/watch?v=pTKTCgznoAQ

I am proud to announce my nominee for the next Justice of the United States Supreme Court: Judge Sonia Sotomayor.
This decision affects us all — and so it must involve us all. I’ve recorded a special message to personally introduce Judge Sotomayor and explain why I’m so confident she will make an excellent Justice.
Please watch the video, and then pass this note on to friends and family to include them in this historic moment.
Judge Sotomayor has lived the America Dream. Born and raised in a South Bronx housing project, she distinguished herself in academia and then as a hard-charging New York District Attorney.
Judge Sotomayor has gone on to earn bipartisan acclaim as one of America’s finest legal minds. As a Supreme Court Justice, she would bring more federal judicial experience to the Supreme Court than any Justice in 100 years. Judge Sotomayor would show fidelity to our Constitution and draw on a common-sense understanding of how the law affects our day-to-day lives.
A nomination for a lifetime appointment to the highest court in the land is one of the most important decisions a President can make. And the discussions that follow will be among the most important we have as a nation. You can begin the conversation today by watching this special message and then passing it on:

http://my.barackobama.com/SupremeCourt

Thank you,
President Barack Obama

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Sutra do Coração.

Prajnaparamita T'hagka
Livro Dalai Lama

Sadhana do Sutra do Coração - Editora Makara


Em sânscrito: Baghavat Prajnaparamita Hridaya
Em tibetano: Tchom Den De Ma She Rab Tchi Pa Rol Tu Tchi Pe Nying Po
Em português: A Quintessência da Perfeição do Conhecimento Transcendente – A Deusa Transcendente, Realizada e Vitoriosa

Indescritível, inconcebível e inexprimível, a perfeição do conhecimento transcendente é não nascida e incessante – a própria natureza do espaço. É o campo do estado desperto primordial autoconhecedor de cada um. Presto homenagem à mãe dos budas dos três tempos.

Homenagem à Quintessência da Perfeição do Conhecimento Transcendente!

Assim ouvi:

Certa vez o Conquistador Transcendente e Realizado encontrava-se no Pico dos Abutres, em Rajagriha, acompanhado de uma numerosa sanga de monges e bodisatvas.
Naquele momento, O Conquistador Transcendente e Realizado descansava em equilíbrio na absorção meditativa de examinar os fenômenos, conhecida como “o estado de profunda percepção”.
Naquele mesmo momento também, o grande e corajoso bodisatva, o nobre Avalokiteshvara, examinava atentamente o caminho profundo pelo qual o conhecimento transcendente é consumado e viu com precisão que os cinco agregados da mente e do corpo são vazios de natureza própria.
Então, pelo poder de Buda, o valoroso Shariputra dirigiu as seguintes palavras para o grande e corajoso bodisatva, o nobre Avalokiteshvara:

- “Como deve proceder um filho de ascendência espiritual que deseje se engajar no caminho profundo pelo qual o conhecimento transcendente é consumado?”

Uma vez ditas essas palavras, o grande e corajoso bodisatva, o nobre Avalokiteshvara, dirigiu as seguintes palavras para o valoroso Shariputra:

- “Ó Shariputra, os filhos ou filhas de ascendência espiritual que desejem se engajar no profundo caminho pelo qual o conhecimento transcendente é consumado deveriam ver com precisão desta maneira: deveriam ver, precisa, correta e intimamente, que seus cinco agregados da mente e do corpo são vazios de natureza própria.

A forma é vacuidade.
A vacuidade é forma.
A forma não é outra que não a vacuidade.
A vacuidade não é outra que a não forma.

Da mesma maneira, sensações, percepções, fatores condicionantes e modalidades de consciência são vazios. Ó Shariputra, assim todos os fenômenos são vacuidade – eles são características, não nascidos e incessantes, estão além da imperfeição e da perfeição. Eles não decrescem e não aumentam.

Ó Shariputra, portanto, com vacuidade não há forma, não há sensação, não há percepção, não há estados mentais e não há consciência. Não há os sentidos da visão, da audição, do olfato, do paladar, do tato ou da mente discursiva. Não há formas, não há sons, não há cheiros, não há sabores, não há sensações táteis e não há conceitos. Não há ignorância nem ausência de ignorância e assim por diante inclusive não há envelhecimento e morte, nem ausência de envelhecimento e morte. Do mesmo modo, não há sofrimento, não há origem do sofrimento, não há cessação do sofrimento e não há caminho. Não há estado desperto primordial, não há realização e não há falta de realização.

Ó Shariputra, portanto, por não haver realização para bodisatvas, em vez disso, eles subsistem por confiarem na perfeição do conhecimento transcendente. Já que as suas mentes são desobscurecidas, eles são destemidos. Eles estão muito além de quais quer concepções errôneas e, portanto, alcançam o estado consumado do nirvana. Além disso, todos os budas existentes nos três tempos tornam-se budas, despertam perfeita e completamente para a insuperável, verdadeira e perfeita iluminação, por confiarem na perfeição do conhecimento transcendente. Portanto, já que o mantra da perfeição do conhecimento transcendente, o mantra do supremo estado desperto intrínseco, o mantra insuperável, o mantra que traz igualdade ao que é desigual, o mantra que pacifica totalmente todo o sofrimento, não é falso, ele deveria ser conhecido como verdadeiro.
Recito o mantra da perfeição do conhecimento transcendente.”

OM GATÊ GATÊ PARAGATÊ PARASAMGATÊ BODHÍ SOHÁ

“- Ó, Shariputra, assim deveria treinar-se um grande e corajoso bodisatva na perfeição do conhecimento transcendente.”

Então, o Conquistador Transcendente e Realizado ergueu-se daquele estado de absorção meditativa e expressou sua aprovação ao grande e corajoso bodisatva, o nobre Avalokiteshvara, dizendo:

“- Excelente, excelente! Ó filho de ascendência espiritual, assim é. Assim é. Dessa mesma maneira que você acabou de mostrar, assim se deveria praticar a profunda perfeição do conhecimento transcendente. Os tatágatas se regozijam com isso.”

Uma vez que o conquistador Transcendente e Realizado conferiu esse mandamento, o valoroso Shariputra, o bodisatva Avalokiteshvara, o mundo inteiro de deuses, humanos, semi-deuses e gandarvas, todos se regozijaram. Eles exaltaram as palavras proferidas pelo Conquistador Transcendente e Realizado.

Assim termina a Quintessência da Perfeição do Conhecimento Transcendente

Sob o patrocínio real do Rei Trisong Deutsen, em meados do século VIII, o tradutor tibetano (lotsaua) Bhiksu Rintchen De traduziu este texto para o tibetano juntamente com o mestre indiano (pandita) Vimalamitra. Foi editado pelos grandes tradutores tibetanos (lotsauas) Guelo, Namka e outros. Este texto tibetano foi copiado de afresco em Guedje Tchemaling, um dos templos do glorioso Samye Vihara

Cosmos

O Cosmos

“A um rio que tudo arrasta, todos chamam de violento; mas ninguém chama violentas as margens que o aprisionam há séculos.” Bertolt Brecht

No Colégio Santa Dorotéia, sempre fui o primeiro lugar de todos os torneios de redações do colégio inteiro, mesmo dos graus superiores ao meu. É que sempre consegui me expressar melhor por meio da palavra escrita e não da falada. A fala, assim como todos os atos, dominada pela mente, por alguma motivação e pelas emoções aflitivas arrisca uma compreensão errônea, um julgamento posterior confuso e ardiloso por meio do ouvinte que depois a destorce e usa para jogar contra nós! A escrita está registrada e documentada!

Nas minhas lembranças mais remotas que remontam ao berço, fui uma criança cerceada, visada, vigiada, controlada e recriminada. As palavras ásperas e rudes ressoam no meu ouvido até hoje. Quando as escuto, causam-me um mal-estar interior e só depois de adulta, ou direi, velha, consegui compreender a causa desta repulsa apesar de ainda me estremecer.

Meus pais como todos os pais do mundo, queriam que a sua filha brilhasse. Não brilhei!

Minha avó materna é a única pessoa de quem tenho lembrança tranqüila. Falava baixo, manso e conseguia desta maneira que eu comesse todo alimento sem pressionar-me. Não contava estórias. Levava-me a colher flores, o cosmos que grassava nos matos ao redor da casa dela. Morreu antes que eu completasse oito anos.

Às vezes, ponho-me a pensar: se ela tivesse sobrevivido até a minha idade mais adulta, teria eu julgamentos discriminativos sobre ela? Então, passo a perceber essa morte prematura como uma bênção para a minha lembrança, diria eu, macia e suave. Minha filha, que já conta trinta e um anos e ainda tem minha mãe viva analisa-a e a seus atos.

Nunca tive um irmão ou irmã com quem pudesse contar como amigo. Pelos caprichos da vida, fui a primeira filha mulher tendo um irmão mais velho que, agora julgo eu, talvez tenha se sentido enciumado pela minha presença de menina cheia dos vestidos rendados e bordados. Ah, se ele pudesse imaginar como estas vestimentas me apertavam, arranhavam e incomodavam! Quatro anos e meio depois, nasce outro homenzinho. Só depois dos meus oito anos é que veio outra menina, depois outra e depois um menino.

Nada sei dos meus irmãos. Não conheço seus pensamentos. Não me lembro de ter um momento tranqüilo do tipo “jogar conversa fora” com nenhum deles. Fiquei isolada deles, como num limbo.

Na adolescência, fui tornando-me retraída, ensimesmada, trancada. Esse comportamento complicou minha situação e fui novamente taxada de esquisita, nervosa, estranha, de espírito difícil. As pessoas falam. Essa fama correu a família inteira, chegando até aos tios, primos, sobrinhos, cunhadas e outros agregados. Talvez eu seja mesmo uma mulher alterada, a ovelha negra da família.

Quando eu contava dezoito anos perco meu irmão caçula num acidente de carro. Não tendo passado no vestibular e ficando sem o tempo do colégio, comecei a trabalhar muito cedo e encontrei o homem que seria meu marido e pai dos meus filhos vida afora.

Aí, já é outra estória. Mas a relação com minha família de berço e infância já estava estragada. Jamais consegui resgatá-la porque meus pais e irmãos não gostam de ler e eu sempre consegui me expressar melhor por meio da palavra escrita e não da falada.

Por isso tornei-me budista, tomei refúgio no Buda, no Dharma e na Sangha, as Três Jóias e leio os livros dos lamas e monges cujas palavras me acalmam a mente.

http://www.loja.jardicentro.pt/product_info.php?products_id=145