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sábado, 18 de fevereiro de 2012

AstroLógica

AstroLógica

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Milky e um poema para todos os animaizinhos que perdemos. Em inglês e português.

http://castelodaju.blogspot.com/2010/01/milky.html

Aminal - ânima - alma - Originários do latim, tanto animus como anima podem ser traduzidos por "alma" ou "mente". A raiz latina animus é cognato em grego de anemos, vento, respiração; e do sânscrito aniti, ele respira. Em italiano e espanhol, a palavra ânima é traduzida como "alma".

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Hino Nacional em Tupi-Guarani - Nheengarissáua Retamauára


Embeyba Ypiranga sui, pitúua,
Ocendu kirimbáua sacemossú
Cuaracy picirungára, cendyua,
Retama yauakaupé, berabussú
Cepy quá iauessáua sui ramé
Itayiuá irumo iraporepy
Mumutara sáua ne pya upé
I manossáua oiko cepy
Iassaulssú ndê
Oh moetéua
Auê, auê!

Brasil ker pi upé cuaracyáua
Caissu í saarússáua sui ouié
Marecê, ne yuakaupé, poranga
Ocenipuca curussa iepé!
Turussu reikô, ara rupí, teen
Ndê poranga, i santáua, ticikyié
Ndê Cury quá mbaé-ussu omeen

Yby moetéua
Ndê remundú
Reikô Brasil
Ndê, iyissú!
Mira quá yuy sui sy catú,
Ndê, ixaissú, Brasil!
Ienotyua catú pupé reicô
Memê, Paráteapú, quá ara upé,
Ndê recendy, potyr América sui
I Cuaracy omucendy iané!
Inti orecó purangáua pyré
Ndê nhu sotyssára omeen potyra pyré
ICicué pyré orecó iané caaussúî
Iané cicué, indê pyá upé, saissú pyréî.
Iassalsú ndê,
Oh moetéua
Auê, auê!

Brasil, ndê pana iacy-tatá-uára
Toicô rangáua quá caissú retê,
I quá-pana iakyra-tauá tonhee
Cuire catuama, ierobiára kuecê.
Supí tacape repuama reme
Ne mira apgáua omaramunhã,
Iamoetê ndê, intí iacekyé.Yby moetéua,
Ndê remundú,
Reicô Brasil!
Ndê, yiassú!
Mira quá yuy sui sy catú,
Ndê, ixaissú,
Brasil!

Professor Joubert Di Mauro

The Yellow Jackets - Invisible People - "This song is dedicated to the Brazilian indian people."
http://www.youtube.com/watch?v=1HvLaQsowvA

O que é a técnica?

"Nada mais que um meio de tornar volátil o aprender sem precisar se preocupar com os obstáculos, mas usá-los como um combustível da eficácia."

Augusto Castelo Branco dos Santos - Outubro/novembro de 2002
-0-
"Assim como um ser nasce, os pensamentos vêem à realidade a partir da atitude. As coisas passam a ser catalogadas em nossa mente desde que demos nomes a elas. Você pensa que o Nada não existe? O Nada é a única coisa que existe realmente, pois ele faz parte de tudo. Ele é a maior porção da matéria. O resto, a menor porção, é criada pela nossa mente (talvez 1% de tudo, ou melhor, de nada)."

Augusto 11/05/03

O REBELDE


Ele apenas se recusa, ao seu tempo e à sua maneira, a engrossar o rebanho dos que encontram o sentido da vida no respeito à vontade dos donos do poder. Poderá ser respeitado, temido, amado ou odiado. Mas sempre terá sua importância por seu espírito inconformado e inovador. Jamais se renderá ao domínio, ao controle, à submissão, à resignação e ao conformismo, pois o nexo entre o passado, o presente e o futuro está na sucessão ininterrupta de opções. Torna-se quase um subversivo por lembrar que a rebeldia é a recusa de tradições vendidas pelas esquinas e que ela é capaz de romper com ordens, preconceitos e injustiças. Quem foi feito para obedecer sem contestar é escravo. Rigidez, disciplina e hierarquia são normas implacáveis.

16/10/2000

Pourquoi pas?

"Muchacha a la Ventana" - Salvador Dali - 1927
Preciso de um abraço apertado no corpo, de um beijo inteiro na boca. Sentir o coração disparar, despertar, reviver. Sentir-me viva, fazer com que saibam que eu ainda vivo, sofro, rezo e estou só. Preciso do abraço, do beijo, do carinho, da atenção, da conversa. Dessa, principalmente. Se não os tiver, como doá-los? Há um profundo rigor, passo por uma profunda tristeza. Fecho os olhos como uma pessoa que não vejo há muito tempo e um duplo propósito são gostos propositais. Não vou tomar seu tempo. Só quero fortalecer os laços entre as coisas porque gosto de saber que vivo. Pourquoi pás?
Madrugada de domingo, 05 de fevereiro de 2012.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Um Ensinamento do Buda

"Eu manifestei um corpo de sonho, manifestei ensinamentos de sonho para seres de sonho, imersos em sofrimentos de sonhos. Eu não vim, eu não vou. Pois os mestres vem e vão, os retiros tem início, meio e fim."
O Buda.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A Essencial Arte de Parar.


“Não adianta ocupar 100% do nosso tempo com coisas para fazer. Não faz sentido ficar o dia inteiro fazendo coisas. Estas coisas que fazemos têm que ter uma prioridade. As que não são importantes, as coisas desnecessárias, inúteis e fúteis, devem ser postergadas ou até mesmo, pela sua absoluta falta de objetivo, devem ser abandonadas, riscadas definitivamente de nossa agenda.
Existem pessoas que, frente a um determinado problema, resolvem que devem preencher a maior parte de seu tempo, trabalhando de manhã, de tarde e de noite. Existem profissionais, principalmente na área de saúde que, depois de trabalhar o dia todo, fazem plantão madrugada afora.
Isso não passa de uma fuga. Não é senão uma forma de se evitar olhar para dentro de si mesmo, de viver o problema e assim resolvê-lo ou, se não houver solução, aprender a conviver com ele.
As prioridades devem ser, antes de tudo, fazer aquilo que vai ajudar o outro em detrimento até mesmo de nós mesmos. Porém, observando através de uma lupa, veremos que, mesmo o que fazemos para ajudar o outro, tem uma conotação egoísta. Basta fazermos uma lista e observá-la com estes olhos. Ajudamos o outro de acordo com o nosso ponto de vista. Não nos colocamos no lugar dele. Muitas vezes até atrapalhamos, porque o outro não quer a nossa ajuda ou nem precisa. Fomos nós que, egoisticamente tomamos esta decisão. Isso é muito comum entre os pais e os filhos ou entre amigos de longa data.
Então, é hora de parar. É hora de olhar para dentro de nós sem fazer absolutamente nada. É hora de contemplar nossa mente, nossos pensamentos e sentimentos e ver o que deve ser mantido e o que deve ser descartado. Esta é a essencial arte de parar.”
http://www.acasadoebook.com/2009/04/download-essencial-arte-de-parar-dr.html

OM AH HUNG

"Ao repetir OM AH HUNG visualize que:
OM purifica o néctar de todas as imperfeições de cor, odor, sabor, etc.
AH faz com que ele aumente muitas vezes.
HUNG transforma-o em tudo que se pode desejar. Ele adquire a natureza do néctar imaculado (néctar - sânsc. AMRITA; lit. 'o imortal' tib. DUTSI que vence o demônio (bdud) da morte. É um símbolo de sabedoria. Imaculado (zag med) significa 'não maculado por emoções (negativas) de sabedoria primordial que se manifesta em nuvens que emanam e satisfazem todos os desejos possíveis."
As Palavras do Meu Professor Perfeito - Patrul Rinpoche - págs. 435/436.

"Then, as you repeat OM AH HUNG, visualize that the OM purifies the nectar of all imperfections of colour, smell, taste and so on; the AH makes it increase many times over; and the HUM transformes it into everything that could be wished for. It makes on the nature of imaculate nectar of primal wisdom, which manifests in clouds that billow out and satisfy all possible desires."
The Words of My Perfect Teacher - Patrul Rinpoche - page 299

domingo, 11 de dezembro de 2011

Religião e Progresso Material / Religion and Material Progress


“Basicamente nenhuma religião acredita que o progresso material por si só é suficiente para a humanidade. Todas as religiões acreditam em forças que estão além do progresso material. Todas concordam que é muito importante e valioso fazer um esforço para servir a sociedade. Para isso, é importante que compreendamos cada uma. No passado, devido ao estreitamento das mentes e outros fatores, houve, às vezes discórdia entre grupos religiosos. Isso não deve acontecer novamente. Se olharmos profundamente para o valor da religião no contexto da situação mundial, podemos facilmente transcender estes acontecimentos infortunados. Poishá muitas áreas de terra em comum onde podemos ter harmonia. Vamos ajudar lado a lado, respeitando e compreendendo cada um – num esforço comum para servir à humanidade. O foco da sociedade humana deve ser o melhoramento compassivo dos seres humanos.”
Sua Santidade o Dalai Lama.

"No religion basically believes that material progress alone is sufficient for humankind. All religions believe in forces beyond material progress. All agree that it is very important and worthwhile to make a strong effort to serve human society. To do this, it is important that we understand each other. In the past, due to narrow-mindedness and other factors, there has sometimes been discord between religious groups. This should not happen again. If we look deeply into the value of a religion in the context of the worldwide situation, we can easily transcend these unfortunate happenings. For, there are many areas of common ground on which we can have harmony. Let us just be side by side- helping, respecting, and understanding each other - in common effort to serve humankind. The aim of human society must be the compassionate betterment of human beings."
His Holiness the Dalai Lama

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O que é Tsog? Lama Thubten Yeshe


 
As oferendas de Tsog é uma parte profunda do Puja do guru feita regularmente nos centros FPMT (Foundation for the Preservation of the Mahayana Tradition – Fundação para a Preservação da Tradição Mahayana)

Tsog significa reunião. Nós juntamos e reunimos as coisas que oferecemos e nós mesmos nos reunimos juntamente para a prática. Juntando-se aos outros praticantes, concentrando nossas mentes para dentro do mesmo espaço nos dá inpiração. É muito melhor do que só fazer o puja sozinhos em nossos quartos. Esta é a conotação tibetana de Tsog. Um exemplo do meu colégio em Sera associa um puja em grupo a uma vassoura de palha. Não se pode varrer muito chão com uma só palha, mas, quando muitas palhas são reunidas para se fazer uma vassoura, podemos limpar um gönpa inteiro em muito pouco tempo. Não somos tão fortes quanto praticantes famosos como Milarepa. Ele se sentia bem quando estava sozinho, mas nós não estamos prontos para isso ainda. Então, é bom que nós nos juntemos tentando desenvolver a mente unifocada; a mente de cem pessoas todas se encontrando no mesmo lugar. Isso se torna muito poderoso. Tsog na tradição tibetana é um método muito profundo de purificação, uma maneira profunda de ganhar realizações. Quando recitamos o texto em português podemos ver quantos assuntos estão incluídos na prática. O puja do Guru, por exemplo, cobre o caminho inteiro para a iluminação do começo ao fim. Então, isso pode acontecer nas suas meditações diárias no lamrim (lam "caminho", rim “estágios”); não estamos fazendo nenhum progresso óbvio, e então, durante um puja, por causa da atmosfera condutiva que criamos, zum! – alguma realização aparece em nossas mentes. Muitas pessoas ganharam realizações durante um puja simplesmente por causa desta atmosfera. Normalmente, nos empurramos para alcançar, mas nada acontece porque não criamos o espaço para que algo acontecesse. Ao nos juntarmos para oferecer Tsog criamos um espaço. Quando o espaço certo se abre, zum! - realizações chegam como se fossem magicamente atraídas. Isso é verdadeiro. Logo, é importante nos colocarmos na atmosfera correta ao praticar uma sadhana ou qualquer outra coisa. Talvez tenhamos feito um determinado puja cem vezes antes, mas, de alguma maneira, nunca alcançamos o ponto certo. Quando em algum momento nós encontramos o ponto certo, zum! – algo acontece. Para crescer, precisamos da atmosfera correta. Na terminologia filosófica do budismo falamos sobre karma: Criando um bom karma, alcançaremos esse ou aquele resultado. Simplesmente direi que para alcançar os resultados que queremos, temos que criar a atmosfera correta. Se criarmos uma estufa, flores crescerão e elas também serão protegidas do dano da geada. É a mesma coisa com as nossas mentes de bebês. Precisamos criar o ambiente apropriado onde elas possam se desenvolver e também precisamos protegê-las. Nos reunirmos juntos para o puja, dando energia aos outros é o tipo de proteção que nossas mentes precisam. Na tradição tibetana do budismo mahayana, estamos sempre falando sobre os benefícios que derivamos de todas os seres sencientes que foram nossas mães.Tomar este chá Darjeeling: pensem em quantas pessoas foram envolvidas até que ele chegasse aqui: os plantadores, os colhedores, os classificadores, os encaixotadores, os transportadores, os lojistas, nosso próprio preparo do chá. Finalmente, conseguimos tomá-lo aqui. Sabemos através dos nossos estudos lam-rim, que, direta ou indiretamente cada ser senciente nos ajudou a ter essa xícara de chá. E não só essa xícara de chá. Toda a felicidade, desde o mais ínfimo prazer samsárico ao êxtase eterno da liberação e iluminação vem de cada um de nós para o outro. Assim, para ganhar realizações precisamos criar a atmosfera correta. Fazemos isso nos reunindo e dirigindo nossas mentes para o mesmo lugar. O poder dessa prática traz entendimento, compreensão, sabedoria. Penso que isso é muito bom: somos uma reunião internacional e cada um de nós desenvolveu em seu modo único; mas, apesar de nossas diferenças, nossas mentes ainda podem se encontrar no mesmo lugar e podemos nos comunicar uns com os outros. Realmente acho isso maravilhoso! Pais podem não ser capazes de se comunicar com seus filhos mas aqui, somos de paises diferentes de todo o mundo e somos capazes de nos comunicar uns com os outros, de coração para coração. Outra conotação de tsog é “festa” – uma festa na qual compartilhamos simultaneamente grandes sabedorias e felicidades nascidas. Agora, isso é uma festa.

Fazendo oferendas
Durante sua visita à Austrália ano passado, nosso diretor espiritual, Lama Zopa Rinpoche, disse que extensivas oferendas deveriam ser feitas no gönpa para o benefício do Centro e para a prosperidade interna (dharma) e externa dos estudantes. Deveria haver muitas oferendas, disse ele, pois elas são muito inspiradoras. Fazer inspirações belas e extensas encoraja as pessoas a praticar e a criar mérito. Qualquer um que tem dificuldade no trabalho ou nos negócios e não tem tempo para fazer oferendas pode patrocinar oferendas no Centro, ele disse. A pessoa encarregada do gönpa pode fazer essas oferendas em benefício das pessoas do Centro. Quem quiser participar, dedique o mérito para eles. Rimpoche disse que o sucesso depende do mérito.

A arte da Imperfeicão - Adília Belloti

Não sei quanto a você, mas eu ando definitivamente exausta de correr atrás da perfeição. No outro dia me peguei medindo as toalhas de banho dobradas para que elas formassem impecáveis pilhas no meu armário. Uma amiga me diz que arruma os vidros de tempero por ordem alfabética! E o pediatra solta um comentário bem-humorado sobre mães que se sentem pessoalmente insultadas quando seus filhos ficam gripados. Como se gripe fosse uma espécie de tinta que manchasse a perfeição dos seus pimpolhos. Nosso índice de tolerância aos "defeitos de fabricação" do universo anda mesmo muito baixo. E isso nos torna a espécie mais reclamona do universo, provavelmente a única, mas é que tenho algumas dúvidas se bois e vacas, interiormente, não reclamam daquelas moscas sempre em volta dos seus rabos. Passamos um bocado de tempo tentando caber nas molduras que inventamos para nós. Isso quando escapamos de tentar vestir à força as expectativas que OUTROS criaram para NÓS. Senão, me digam por que seres humanos razoáveis investiriam tanto tempo, dinheiro e energia para tentar recuperar a imagem que tinham aos 18 anos? Por estas e por outras tantas foi que quando terminei de ler aquele livrinho senti que tinha recebido uma revelação divina! É só um livreto, mas, ao contrário, desses livros bonitinhos que a gente compra como se fosse um cartão para dizer "Feliz Aniversário" ou "Como eu gosto de você", não é tão fácil assim de ler. Muito menos de pôr em prática os conselhos da autora. Em português acabou chamando "A arte de viver bem com as imperfeições". Uma pena, eu penso. O título em inglês é "The Art of Imperfection" ou "A Arte da Imperfeição". Assim, simplesmente. Teria sido melhor. Porque é disto que Véronique Vienne fala no seu pequeno livro, das formas de perceber a beleza que se esconde nas frestas do mundo perfeito que tentamos, sempre em vão, construir para nós. Você conhece aquela história de que os tapetes persas sempre tem um pequeno erro, um minúsculo defeito, apenas para lembrar a quem olha de que só Deus é perfeito? Pois é, a Arte da Imperfeição começa quando a gente reconhece e aceita nossa tola condição humana. Véronique Vienne dividiu seu manual em dez capítulos de títulos muito sugestivos: a arte de cometer erros, a arte de ser tímido, a arte de se parecer consigo mesmo, a arte de não ter nada para vestir, a arte de não ter razão, a arte de ser desorganizado, a arte de ter gosto, não bom-gosto, a arte de não saber o que fazer, a arte de ser tolo, a arte de não ser nem rico nem famoso. E encerra o livro com 10 boas razões para ser uma pessoa comum. "A história está cheia de criaturas incompetentes que foram muitíssimo amadas, desajeitados com personalidades cativantes e gente boba que encanta a todos com seu jeito despretensioso. O segredo? Aceitar nossas falhas com a mesma graça e humildade com que aceitamos nossas melhores qualidades", ela diz. E propõe: "Perdoe a si mesmo. (...) Você não precisa ser perfeito para ser um ser humano bem-sucedido. De fato, com mais freqüência do que imaginamos, o desejo de acertar impede as coisas de melhorarem e a necessidade de estar no controle aumenta a desordem e o caos". A Arte da Imperfeição, no entanto, não se limita ao reconhecimento das imperfeições humanas. Também tem a ver com nosso jeito de olhar para as coisas mais banais, mais corriqueiras e enxergá-las com outros e mais benevolentes olhos. Leonard Koren, um designer americano, publicou alguns livros tentando revelar para o nosso jeito ocidental as delicadezas do olhar wabi sabi. Wabi sabi é a expressão que os japoneses inventaram para definir a beleza que mora nas coisas imperfeitas e incompletas. O termo é quase que intraduzível. Na verdade, wabi sabi é um jeito de "ver" as coisas através de uma ótica de simplicidade, naturalidade e aceitação da realidade. Contam que o conceito surgiu por volta do século 15. Um jovem chamado Sen no Rikyu (1522-1591) queria aprender os complicados rituais da Cerimônia do Chá. E foi procurar o grande mestre Takeno Joo. Para testar o rapaz, o mestre mandou que ele varresse o jardim. Rikyu lançou-se ao trabalho feliz. Limpou o jardim até que não restasse nem uma folhinha fora do lugar. Ao terminar, examinou cuidadosamente o que tinha feito: o jardim perfeito, impecável, cada centímetro de areia imaculadamente varrido, cada pedra no lugar, todas as plantas caprichadamente ajeitadas. E então, antes de apresentar o resultado ao mestre Rikyu chacoalhou o tronco de uma cerejeira e fez caírem algumas flores que se espalharam displicentes pelo chão. Mestre Joo, impressionado, admitiu o jovem no seu mosteiro. Rikyu virou um grande Mestre do Chá e desde então é reverenciado como aquele que entendeu a essência do conceito de wabi-sabi: a arte da imperfeição. O que a historinha de Rikyu tem para nos ensinar é que estes mestres japoneses, com sua sofisticadíssima cultura inspirada nos ensinamentos do taoísmo e do zen budismo, conseguiram perceber que a ação humana sobre o mundo deve ser tão delicada que não impeça a verdadeira natureza das coisas de se revelar. E a natureza das coisas é percorrer seu ciclo de nascimento, deslumbramento e morte; efêmeras e frágeis. Eles enxergaram a beleza e a elegância que existe em tudo que é tocado pelo carinho do tempo. Um velho bule de chá, musgo cobrindo as pedras do caminho, a toalha amarelada da avó, a cadeira de madeira branqueada de chuva que espreguiça no jardim, uma única rosa solta no vaso, a maçaneta da porta nublada das mãos que deixou entrar e sair. Wabi sabi é olhar para o mundo com uma certa melancolia de quem sabe que a vida é passageira e, por isso mesmo, bela. Para os olhos artistas de Leonard Koren wabi sabi é inseparável da sabedoria budista que ensina: Todas as coisas são impermanentes. Todas as coisas são imperfeitas. Todas as coisas são incompletas. Daí olhar para elas de um modo wabi sabi é ver: A beleza que existe naquilo que tem as marcas do tempo (a velha cadeira de balanço com sua pintura já gasta tomando o solzinho que entra pela janela é wabi sabi) A beleza do que é humilde e simples (em vez de sofisticado e cheio de ornamentos inúteis). A beleza de tudo que não é convencional (quer algo mais wabi sabi do que servir à luz de velas e em toalhas de renda um simples hamburguer?) A beleza dos materiais que ainda guardam em si a natureza (wabi sabi é definitivamente papel, algodão, velhos e nobres tecidos, nada de plástico) A beleza da mudança das estações (que tal experimentar descobrir os primeiros verdes fresquinhos e brilhantes que anunciam a primavera?) A Arte da Imperfeição é ver a vida com a tranquilidade de quem sabe que a busca da perfeição exaure nossas forças e corrói nossas pequenas alegrias. Porque, como disse Thomas Moore, "a perfeição pertence a um mundo imaginário".

É inútil sem clareza na mente.

Lama Padma Samten
"Sua Santidade o Dalai Lama afirmou e tem continuamente afirmado a inutilidade da recitação de mantras sem a correspondente clareza da mente. Também ele tem alertado os praticantes quanto a evitarem tornar-se formais, ou seja, imaginarem que a fixação a forma externa das práticas em si mesmo possa significar progresso. Novamente ele alerta para evitarmos a motivação equivocada associada aos seis reinos e manter a compreensão aguda com respeito ao que estamos fazendo. Manter a humildade e a motivação Mahaiana elevada. Essencialmente isso seria também, na linguagem Vajraiana, evitar a quebra de Samaia e manter-se lúcido. Essas recomendações se aplicam enfim a todas as classes de ensinamento e abordagens. As práticas de Nongdro e Dzogchen são preciosas, é importante mantê-las com o reconhecimento de que são a própria porta de saída do Samsara. Inseparável disso é a prática de Guru Ioga pessoal e absoluta, a única forma de atingir a liberação final e iluminação. O sumário concentrado de Guru Ioga é a sabedoria primordial. Foca isso o tempo todo."
Lama Padma Samten

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Entrando nos sessenta.

 Meryl Strip
A reação de homens e mulheres ao passar dos anos é diferente? Depende. Da velhice, só escapa quem já morreu!
RUTH DE AQUINO é colunista de ÉPOCA raquino@edglobo.com.br
Como a mulher e o homem confrontam os 60 anos? O novo filme da diretora Julie Gavras, exibido na mostra internacional de São Paulo e com estreia prevista para 11 de novembro, trata de envelhecimento. De como esconder ou assumir a idade. Aos 60 você se sente maduro, curioso e sábio ou velho, amargo e ultrapassado? O título do filme no Brasil é assombrosamente ruim e apelativo: Late bloomers – O amor não tem fim. “Late bloomer” é uma expressão inglesa que denomina quem amadureceu tardiamente. Em francês, a tradução do título é clara e objetiva: Trois fois vingt ans (Três vezes 20 anos). Uma conta básica de multiplicação mostra que você já viveu bastante. Um dia teve 20 anos. Também comemorou ou receou os 40. E agora, aos 60, passa para o time dos velhos. Ou não?

Isabella Rossellini (Mary) e William Hurt (Adam) fazem o casal protagonista. Devido a um súbito lapso de memória, a mulher, professora universitária, percebe que envelheceu e toma medidas concretas em casa. Aumenta o tamanho dos números no aparelho de telefone, coloca barras na banheira para o casal não escorregar. O homem, arquiteto famoso, se recusa a se imaginar velho, passa a conviver só com jovens e a se vestir como eles. Ela faz hidroginástica, mas se sente fora d’água, organiza reuniões com idosas e mergulha em trabalhos voluntários. Ele vai para o bar, bebe energéticos e vira a noite. Cada um se apega a sua visão de como envelhecer melhor, sem concessões. Ambos acabam tendo casos extraconjugais. Há nos dois um desespero parecido. Mary exagera na consciência da proximidade da morte. E Adam exagera na negação. Depois de décadas de amor sólido, com os três filhos fora de casa e já com netos, o casal se vê prestes a engrossar as estatísticas dos divorciados após os 60 anos, ao descobrir que se tornaram estranhos e por isso ficam melhor sozinhos e livres. O filme é uma comédia romântica para a idade avançada, um gênero quase inexistente.
Julie Gavras não encontrou nenhuma atriz francesa que assumisse com humor os dilemas de uma sexagenária. “Precisava de alguém com a idade certa, mas que não tivesse feito cirurgia plástica”, diz Julie. “Isabella foi perfeita porque entende que, quanto mais velha fica, mais liberdade tem.” Na França, diz a cineasta, “a idade é uma questão delicada para a mulher”. No Brasil, que cultua a juventude feminina como moeda de troca, é mais ainda. Isabella, um dos rostos mais lindos do cinema, disse ter adorado fazer um filme sobre envelhecimento: “São tão poucos e tão dramáticos. E minha experiência tem sido pouco dramática, aliás bem cômica às vezes. Mulheres envelhecendo são vistas como uma tragédia e foi preciso uma cineasta mulher para ver diferente”.
A reação de homens e mulheres ao passar dos anos é diferente? Depende. Da velhice, só escapa quem já morreu!
Homens e mulheres reagem de maneira desigual à passagem dos anos? É arriscado generalizar.. Depende de cada um. Compreendo que mulheres de 60 sintam mais necessidade de parecer jovens e desejáveis – mas alguns homens idosos se submetem a riscos para continuar viris. A obsessão da juventude eterna criou um grupo de deformadas que se sujeitam a uma cirurgia plástica por ano e perdem suas expressões. Mas também fez surgir outro tipo de sexagenárias, genuinamente mais belas, mais em forma, mais ativas e saudáveis enfim.
“As mulheres nessa idade querem aproveitar o mundo, viajar, passear, dançar, ver filmes e peças, fazer cursos. Os homens querem ficar em casa, curtir a família, os netos”, afirma a antropóloga Mirian Goldenberg, que acaba de publicar um livro sobre a travessia dos 60. “Elas se cuidam mais, eles bebem mais. Elas vão a médicos, fazem ginástica, eles engordam, gostam do chopinho com amigos ou sozinhos. Elas envelhecem melhor, apesar do mito de que o homem envelhece melhor. Muitas me dizem: ‘Pela primeira vez na vida posso ser eu mesma’.
Da velhice ninguém escapa, a não ser que a morte o resgate antes. Cada um lida com ela de forma pessoal e intransferível. O escritor Philip Roth, aos 78 anos, diz que “a velhice não é uma batalha; é um massacre”. Mas produz compulsivamente. Woody Allen, de 75 anos, dirige um filme por ano, mas acha que não há romantismo na velhice: “ Você não ganha sabedoria, você se deteriora”. Para Clint Eastwood, de 81 anos, que ficou bem mais inteligente e charmoso com a idade, envelhecer foi uma libertação: “Quando era jovem, era mais estressado. Me sinto muito mais livre hoje. Os 60 e 70 podem ser os melhores anos, desde que você mude ou evolua”. Prefiro acreditar em Eastwood. Por mais que a sociedade estabeleça como idoso quem tem acima de 60, a tendência é empurrar o calendário para a frente. Hoje, para os sessentões, velho é quem tem mais de 80. Os octogenários produtivos acham que velho é quem passou dos 90. No fim, velho mesmo é quem já morreu e não sabe."

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Re-retornando

Tô falando? Agora é mãe! Com toc de tudo que tá torto, resolveu tentar virar a tampa de concreto da caixa de gordura que a faxineira colocou "errado"! Levinho, né? O toc fez tec na coluna e agora ela tá lá toda doendo achando que deu hérnia de disco e o médico disse que ela, aos 84, não suporta outra cirurgia. Então, como não pode tomar antinflamatório, se farta de dipirona! Ai, ai, ai...

sábado, 19 de novembro de 2011

Retornando.

Custoso fazer marido se tratar, quanto mais operar! Mais custoso o pós-operatório de um workaholic! A mente dele é muito tranquila, não ficou nervoso, preocupado, assustado, nada. Mas, depois, já em casa, total falta de assunto, rondando vagarosamente com as pernas enfaixadas - varizes grandonas - com cara de quem tá sem local... louco prá voltar pro trabalho! Inventou de consertar as coisas em casa, menos mal porque tá precisando! Depois de uma semana, voltou! Mas saindo mais tarde e chegando mais cedo. Mas como "quando a gente ama a gente cuida" e não é da boca prá fora, cuidei. Só agora estou de volta. Assim, assim meio sem assunto vou tentar retornar ao meu blog tão abandonadinho, coitado!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A idade chegou...

Pois, é, gente. Agora sou uma idosa por lei! Até prá isso tem lei. Mas nem precisava porque, quando passei um pouco dos trinta anos, percebi que o taxista, os porteiros, o moço do mercado, todos passaram a me chamar de "senhora". Até aí, a ficha não caiu porque eu sempre aparentei ter menos idade do que tinha, não tinha rugas nem excesso de peso, pelo contrário, bem magrinha. Agora, estou com sessenta. Hoje, achei que podia efetuar um pagamento na lotérica, me troquei assim que acordei e saí. Chegando na lotérica, a moça informa que a "senhora" tinha que pagar direto na boca do caixa do banco. No mesmo ritmo de mil quilômetros por hora, desci cerca de dez quarteirões, atravessando ruas lotadas de carros que, mesmo sabendo da faixa de pedestre, não respeitam. O pedestre é invisível! A idosa aqui, então... passam por cima! Já no banco, me dei por satisfeita porque estava vazio e a minha senha era a próxima. Paguei e tornei a voltar na mesma velocidade só que aí, subindo! Em casa achei que tinha feito uma coisa incrível para uma idosa, uma façanha em exercício físico! Aí, conto pros filhos e eles me olham com aquele olhar de "e daí", como se fosse a coisa mais normal do mundo! Quero ver eles fazerem o mesmo quando estiverem "idosos". Será que vivo prá ver?

domingo, 21 de agosto de 2011

Aaah...

"Quando você medita, mantenha sua boca ligeiramente aberta, como se prestes a dizer um profundo e relaxante "Aaah." Ao manter a boca ligeiramente aberta e respirando principalmente através da boca diz-se que, os "ventos cármicos" que criam pensamentos discursivos, normalmente tem menor probabilidade de surgir e criar obstáculos em sua mente e meditação."

"When you meditate, keep your mouth slightly open as if about to say a deep, relaxing “Aaah.” By keeping the mouth slightly open and breathing mainly through the mouth, it is said that the “karmic winds” that create discursive thoughts are normally less likely to arise and create obstacles in your mind and meditation."

"Lorsque vous méditez, gardez votre bouche légèrement ouverte comme si elle allait dire une profonde détente "Aaah". En gardant la bouche légèrement ouverte et la respiration principalement par la bouche, il est dit que le "karma vents" qui créent des pensées discursives sont normalement moins susceptibles de se produire et créer des obstacles dans votre esprit et à la méditation."

Sogyal Rinpoche

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Cem Recomendações para a Vida - Mestre Hsing Yün

  1. Descubra seu maior defeito e disponha-se a corrigi-lo.
  2. Escolha até três exemplos de vida e determine-se a segui-los.
  3. Tenha força e sabedoria para resistir às tentações do mundo.
  4. Cultive a força da tolerância de forma a compreender, aceitar, assumir responsabilidades, ter determinação e melhorar as circunstâncias externas. Então, passe a cultivar a tolerância pela vida, a tolerância por todos os darmas e a tolerância pelos darmas não-surgidos de maneira a transformar o cultivo da tolerância em força e sabedoria.
  5. Aprenda a se adaptar à pressão externa e não se deixe afetar por ela.
  6. Seja ativo e destemido. Pense antes de agir.
  7. Envergonhe-se do que ignora, do que é incapaz, do que o torna impuro e rude.
  8. Faça com freqüência algo que toque o coração das pessoas.
  9. Sinta-se bem sob qualquer circunstância, siga as condições corretas, esteja sempre livre de aflições e faça tudo com alegria no coração.
  10. Ser corajoso e virtuoso é ter a capacidade de admitir os próprios erros.
  11. Aprenda a aceitar perdas, falsas acusações, contratempos e humilhações.
  12. Não inveje aqueles que praticam boas ações ou dizem boas palavras. Tenha sempre na mente, bondade e beleza.
  13. Não empurre os outros para a beira do abismo; ao contrário, dê-lhes espaço para recuar — um dia eles poderão lhe ajudar.
  14. Sirva àqueles que desejam fazer o bem, compartilhe um objetivo. Favoreça os outros e respeite seus anseios.
  15. Seja amável e humilde ao relacionar-se com as outras pessoas. Expresse bondade em seu semblante e em sua fala.
  16. A capacidade de doar traz abundância verdadeira.
  17. Importe-se apenas com o que é certo ou errado; não se fixe em perdas e ganhos.
  18. Deixe de lado pensamentos egoístas e dedique-se à justiça, à verdade e ao bem comum.
  19. Viaje pelo mundo sob o céu estrelado. Vivencie a prática da procissão de mendicância pelo menos uma vez na vida.
  20. Abra mão de todas as suas posses ao menos uma ou duas vezes na vida.
  21. A cada quatro ou cinco anos, empreenda uma viagem sozinho.
  22. Não se deixe cegar pelo amor. Não se traia por dinheiro.
  23. Não bata de frente com as coisas — aprenda a arte de ser sutil.
  24. Não há êxito sem persistência, diligência e determinação.
  25. Desenvolva autoconfiança, expectativas em relação a si mesmo e metas pessoais.
  26. Procure ouvir boas palavras e jamais esqueça o que elas significam.
  27. Não desperdice o seu tempo. Faça planos e use o tempo com sabedoria.
  28. Seja sempre sensato, pois a sensatez é imparcial e igual para com todos.
  29. Lembre-se dos erros cometidos. Tenha-os sempre em mente para não repeti-los.
  30. Seja qual for a sua função, desempenhe-a bem. Não olhe para os lados.
  31. Faça tudo com boa intenção, verdade, sinceridade e beleza.
  32. Não se apegue ao passado. Olhe sempre adiante.
  33. Lute sempre pelos seus objetivos e vá longe.
  34. Planeje sua carreira, use seu dinheiro com sabedoria, purifique seus sentimentos e não se apegue a fama e riqueza.
  35. Desenvolva compreensão e visão corretas. Não se deixe levar cegamente pelos outros.
  36. Renuncie a apegos insensatos e aceite a verdade com mente humilde.
  37. Não faça intrigas nem espalhe rumores. Não se deixe influenciar por eles.
  38. Aprenda a desenvolver sua mente, reformar seu caráter, recuar e dar guinadas em na vida.
  39. Cultive méritos por meio de doações que estejam de acordo com sua capacidade, função, disposição e condição.
  40. Creia profundamente no Darma e contemple todas as virtudes. Nunca faça o mal; pratique sempre o bem.
  41. Não culpe os céus nem os outros por sua infelicidade, pois tudo tem sua causa e seu efeito.
  42. Pense no bom e belo ao invés de pensar no que é triste e penoso.
  43. Conquiste ao menos três tipos de habilitação ao longo da vida, como, por exemplo, para guiar automóveis, cozinhar, digitar, cuidar de enfermos, exercer a medicina, o magistério, o direito, a arquitetura etc.
  44. Aprenda a articular bem a fala e a escrita. Aprenda a ouvir, a apreciar, a pensar, a cantar, a pintar e a desenvolver habilidades. Quanto mais se aprende, melhor. Aprenda, ao menos, metade disso tudo.
  45. Leia ao menos um jornal por dia, para se manter em dia com o mundo.
  46. Leia pelo menos dois livros por mês.
  47. Mantenha uma rotina diária.
  48. Cultive hábitos regulares de sono e alimentação.
  49. Pratique exercícios físicos.
  50. Mantenha-se longe de cigarro, álcool, pornografia e drogas. Administre e controle sua própria vida.
  51. Pratique meditação por, pelo menos, dez minutos todos os dias.
  52. Passe, pelo menos, metade de um dia sozinho, uma vez por semana.
  53. Ao menos uma vez por mês, pratique o vegetarianismo, para nutrir seu coração de compaixão.
  54. Ajude os outros e faça o bem sem esperar nada em troca.
  55. Compartilhe sua alegria e compaixão com os demais.
  56. Mantenha a capacidade de se auto-avaliar sob qualquer circunstância.
  57. Reze pelos desafortunados, onde quer que você esteja.
  58. Seja preciso em suas observações. Considere todos os ângulos e seja tolerante e compreensivo em relação aos outros.
  59. Aprecie a vida, cuide dela e não a maltrate jamais.
  60. Use seu dinheiro e suas posses com sabedoria. Não desperdice nem gaste demais.
  61. Em tempos de alegria, contenha a sua fala; no infortúnio, não despeje sua raiva sobre os outros.
  62. Não enalteça seus próprios méritos nem aponte os erros alheios.
  63. Não inveje nem suspeite. Méritos advêm das realizações e da ajuda aos outros.
  64. Não seja ganancioso em relação às posses alheias, nem mesquinho em relação às suas.
  65. Demonstre coerência entre atitude e pensamento. Não seja iluminado na teoria e ignorante na prática.
  66. Não fique sempre pedindo ajuda aos outros. Busque ajuda dentro de si mesmo.
  67. Faça de sua própria conduta um bom exemplo. Não espere benevolência dos outros, mas de si mesmo.
  68. Cultivar bons hábitos é a melhor maneira de manter uma vida íntegra e saudável.
  69. É melhor ser não-inteligente do que não-compassivo.
  70. A mente otimista é contemplada com um futuro brilhante.
  71. Construa seu próprio destino. Corra atrás das oportunidades ao invés de esperar que elas caiam do céu.
  72. Controle suas emoções e seu humor: não se deixe levar por eles.
  73. Elogio e ofensa fazem parte da vida. Não se apegue a eles — conserve sempre a paz interior.
  74. A doação de órgãos ajuda a prolongar a vida além de propiciar recursos para as vidas de outros seres.
  75. Ouça o que os outros têm a dizer e anote a essência do que eles dizem.
  76. Olhe para si mesmo antes de acusar os outros. Somente uma avaliação honesta de seus méritos e de méritos lhe dá o direito de julgar os demais.
  77. Cumpra suas promessas.
  78. Não viole o direito dos outros para beneficiar a si próprio. Favorecer os demais, às vezes, é imperioso.
  79. Não sinta prazer em ridicularizar os outros. Ao contrário, aprenda a fazê-los felizes.
  80. Não critique, por inveja, a benevolência do outro. Respeite-o e siga seu bom exemplo.
  81. Não use de traição para obter vantagens.
  82. Os privilégios devem, antes de tudo, ser oferecidos às outras pessoas.
  83. Aprenda a aceitar as desvantagens. Saiba que, na verdade, elas são vantagens.
  84. Não se apegue a perdas e ganhos. Não faça comparações entre o que você e os outros têm ou deixam de ter.
  85. Seja sincero, impetuoso e educado.
  86. Harmonia, paz e tranqüilidade são a chave para o relacionamento com as pessoas.
  87. Respeito, reverência e tolerância são a tríade para manter boas relações com o mundo.
  88. A raiva não resolve problemas. Somente uma mente tranqüila e pacífica pode ajudar você a lidar com a vida.
  89. Relacione-se com pessoas virtuosas e bons mestres.
  90. Não contamine os outros com sua tristeza, nem leve preocupações para a cama.
  91. Busque prazer e alegria em tudo o que faz, e transmita isso a todos.
  92. Seja grato aos benevolentes e aos que prestam auxílio. Deixe-se tocar por seus atos virtuosos.
  93. Dê um toque de serenidade a tudo o que você fizer na vida.
  94. Não existe dificuldade ou facilidade absolutas. O esforço transforma dificuldade em facilidade, enquanto a indolência torna o fácil difícil.
  95. Ajude seus vizinhos e sua comunidade e participe dos eventos locais. Assim, você se tornará um voluntário da humanidade.
  96. Só a humildade gera o bem. A arrogância não traz nada mais que desvantagem.
  97. Aproxime-se de mestres virtuosos. Ouça-os, seja leal e não os desacate.
  98. Ajudar os outros é ajudar a si mesmo. Ter consideração pelos outros significa cuidar e amar a si próprio.
  99. Dê aos jovens oportunidades e ofereça-lhes orientação sempre que necessário.
  100. Cuide de seus pais e seja amoroso com eles.
http://hsingyun.dharmanet.com.br/cem.htm

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Humildade - Humility - Humilité

"O que a maioria de nós precisa, quase mais do que tudo, é realmente a coragem e humildade para pedir ajuda, do fundo dos nossos corações: para pedir a compaixão dos seres iluminados, para pedir por purificação e cura, para pedir pelo poder de compreender o significado do nosso sofrimento e transformá-lo; em um nível relativo de perguntar para o crescimento em nossas vidas de clareza, paz e discernimento, e pedir a realização da natureza absoluta da mente que vem a partir da fusão com o mente sabedoria imortal do mestre."

"What most of us need, almost more than anything, is the courage and humility really to ask for help, from the depths of our hearts: to ask for the compassion of the enlightened beings, to ask for purification and healing, to ask for the power to understand the meaning of our suffering and transform it; at a relative level to ask for the growth in our lives of clarity, peace, and discernment, and to ask for the realization of the absolute nature of mind that comes from merging with the deathless wisdom mind of the master."

"Ce que la plupart d'entre nous ont besoin, presque plus que tout, c'est le courage et l'humilité vraiment demander de l'aide, du fond de nos cœurs: à demander de la compassion des êtres illuminés, de poser pour la purification et la guérison, pour demander la pouvoir de comprendre le sens de notre souffrance et de la transformer; à un niveau relatif de demander à la croissance dans nos vies de clarté, de paix, et de discernement, et de demander la réalisation de la nature absolue de l'esprit qui vient de fusionner avec la esprit de sagesse impérissable du maître."