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sábado, 15 de janeiro de 2011


Dzongsar Jamyang Khyentse Rinpoche from Khyentse Norbu on Vimeo.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O que se trás de uma viagem!

Saí do Khadro Ling às sete e dez da manhã já na correria com medo de perder o vôo. E, quem me conhece, sabe que eu detesto correria, stress. Não foi prá isso que eu fui pro sul. Só que lá a gente fica só por conta dos ensinamentos e iniciações, sorvendo cada palavra de Jigme Rinpoche, muito calados. Não tive nenhum contato com televisão, rádio ou qualquer meio de comunicação externa. Afinal, estava re-ti-ra-da! Resultado: na hora de voltar, corri à toa! A van do Airton correu à toa! Paguei, desci, despedi rapidinho e entrei prá dentro do aeroporto Salgado Filho de Porto Alegre prá dar de cara com uma fila enorme. Acho que alguém notou minha cara aflita e me colocou numa fila menor e fui atendida em poucos instantes. Subi e fiquei na boca do portão de embarque esperando, esperando, esperando. O vôo é adiado. E eu achando aquilo muito estranho. Um rapaz do meu lado parecia conversar sozinho reclamando, xingando. Realmente é desagradável. Eu estava super cansada, afinal acordar às seis da manhã e dormir depois de meia noite por cinco dias seguidos não é fácil. Mâs... paciência. Não temos controle sobre tudo como gostaríamos de ter. Não temos controle de nada. Todos os vôos que eu peguei, Porto Alegre prá São Paulo, São Paulo prá Belo Horizonte atrasaram. Trouxe essa lição que já sabia teoricamente, mas desta vez, tive que fazer o para-casa na marra e manter a calma e a paciência. Trouxe de lá muito cansaço, calor, muitos amigos no coração, uma paisagem maravilhosa dividida com quase quinhentas pessoas e muita coisa prá aprender! Só quando cheguei é que fiquei sabendo o motivo dos atrasos dos vôos: uma tragédia colossal no estado do Rio, muita chuva, muitas mortes e muitos desabrigados. E a gente reclamando de atraso. Com certeza! Muita coisa prá aprender é o que se trás de uma viagem!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Vislumbre do dia - Glimpse of the day

"The Buddhist meditation masters know how flexible and workable the mind is. If we train it, anything is possible. In fact, we are already perfectly trained by and for samsara, trained to get jealous, trained to grasp, trained to be anxious and sad and desperate and greedy, trained to react angrily to whatever provokes us. In fact, we are trained to such an extent that these negative emotions rise spontaneously, without our even trying to generate them.

So everything is a question of training and the power of habit. Devote the mind to confusion and we know only too well, if we’re honest, that it will become a dark master of confusion, adept in its addictions, subtle and perversely supple in its slaveries. Devote it in meditation to the task of freeing itself from illusion, and we will find that with time, patience, discipline, and the right training, the mind will begin to unknot itself and know its essential bliss and clarity."
Glimpse of The Day

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A respiração certa acalma a ansiedade e até alivia depressão. Inspirar e expirar coretamente é um antídoto contra o estresse

Sua cabeça está latejando. Sobram preocupações em casa, seu chefe e resolveu ter crises diárias no trabalho e aquele amor de conto-de-fadas acabou em drama mexicano. "Fiz uma massagem ótima", palpita um, tentando ajudar. "Só com terapia consigo ficar de pé", pitaca o outro. "Ginástica é a solução, deixo todos os meus problemas na esteira", intomete-se mais alguém. E, no meio de tanto zunzunzum, fica você ainda mais atordoada e sem saber como reagir. Pois não faça nada. Sim, você entendeu certo. Pare quieta e apenas respire: aí está o remédio contra a maioria dos desconfortos emocionais. "Aprendendo a controlar a respiração, damos fim em todas perturbações da mente e dos sentidos", afirma o médico David Frowley, autor de Uma visão Ayurvédica da Mente, a cura da consciência (Editora Pensamento, R$ 29).

Considerado o maior especialista ocidental em terapia ayurvédica, ele acaba de vir à América do Sul pela primeira vez e escolheu o Brasil, onde deu uma palestra, para dividir os ensinamentos sobre o sistema de cura tradicional da Índia. "Nossa energia vem, basicamente, da respiração (...) Se o cérebro não recebe a quantidade certa de oxigênio, não temos a energia vital suficiente para nos desenvolver e mudar". A seguir, Dr. David Frawley ensina como mudanças sutis na inalação e na respiração podem contribuir no alcance e na manutenção de um estado psicológico marcado pelo bem-estar. Sopre a ansiedade para longe
A receita é imbatível contra tremores pelo que ainda nem aconteceu, além de bastante eficaz no combate à insônia. Separe uns dez minutos do seu dia, não importa o horário - pode ser, inclusive, no pico de uma situação superestressante. Comece só prestando atenção no ritmo em que o ar entra e sai dos pulmões. Aos poucos, vá controlando este intervalo, até que ele se torne bem espaçado: tente contar até dez enquanto puxa e, depois, quando solta a respiração. Fazendo inalações mais prolongadas, você fortalece todo o seu corpo e acalma a mente. Com isso, as preocupações, por mais terríveis que sejam, acabam amenizadas, já que a energia passa a circular melhor por todo o organismo. Respirações fortes e intensas
Contornar os sintomas depressivos com a respiração é muito simples. A falta de disposição desaparece, caso você consiga manter um ritmo mais intenso enquanto realiza as inalações e as exalações. A idéia é não apenas respirar com grande velocidade, mas com bastante vigor, puxando e soltando a máxima quantidade de ar possível a cada tentativa. Mantenha o pique por dois minutos e descanse. Repita mais duas vezes. Não se assute caso venha a sentir tonturas, a sensação é normal - e devida ao excesso de oxigênio que, de repente, passa a percorrer o organismo. Não é lógico viver assim. Até para quem não consegue dar um passo à frente sem medir todos os prós e contras dessa atitude existe uma respiração ideal. As pessoas que têm o lado racional extremamente desenvolvido (e sofrem maquinando sobre tudo o que acontece ao redor) devem estimular a respiração com a narina esquerda, conectada com o a região do cérebro ligada às emoções. Funciona assim: com um dos dedos, tape a narina direita e faça 30 respirações (inalação, seguida de exalação) somente com a narina esquerda. O exercício será seguido de uma sensação de refrescância e calma. Emoção demais, não há quem agüente. Aqui, vale o contrário do treino acima. Se você derrama lágrimas até pela grama cortada e se descabela por qualquer bobagem, a dica é estimular um pouco mais o seu lado racional, favorecendo um estado de equilíbrio entre ele e suas desenvolvidíssimas emoções. Com um dos dedos, tape a narina esquerda e faça 30 respirações (inalação seguida de exalação) apenas com a narina direita.o efeito aquecedor desta prática irá ajudar na busca por análises mais racionais das situações impostas pelo dia-a-dia.
Minha Vida

O que antecipa uma viagem.


Sempre viajei acompanhada ou dos pais e irmãos quando jovem ou do marido e filhos quando casada. Agora, só eu budista, viajo sozinha para o Khadro Ling, Rio Grande do Sul. Estou descendo dia sete de janeiro e voltando dia onze se tudo correr bem. Posso morrer no caminho, o vôo pode atrasar, qualquer coisa pode acontecer. Não é pessimismo. É fato. É bom estar preparada para qualquer coisa e não ter expectativa de nada. Ninguém vai fazer festinha prá mim nem tem comitê de recepção. É tudo por minha conta. Isso me traz uma ansiedade, um aperto no peito, um medo mesmo. Já fui uma vez, correu tudo bem e não era para estar me sentindo assim. Mas estou. Mala pronta, pouca coisa, o necessário e muita praticidade. Farmacinha não pode faltar. Já estou levando. Da outra vez, fiquei um mês lá e passei mal. Desta vez são só cinco dias. Isso me tranquiliza. No entanto, penso, eu estou indo porque quero. Ninguém me obrigou. E se eu pensar que posso desistir, me faz ficar frustrada. Adoro aquele lugar. Tão sossegado, tranquilo, silencioso. Até a comida é gostosa e dessa vez vou ficar na Casa de Amitabha, num quarto e não no dormitório. Enfim, um pouquinho mais de conforto que já não sou mais uma adolescente prá acampar nem uma mulher jovem que não se importa com multidão. Acho que multidão vai ter de qualquer jeito porque o ensinamento é novo e importante para os budistas e, pelo que vejo, tá indo todo mundo! Finalmente, quem está na chuva é prá se molhar. Literalmente! Não pára de chover em todo o país. Então vamos em frente que atrás vem gente. E relaxar, deixar tudo acontecer que não tenho poder sobre nada.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Arrependo-me de coisas que disse, mas jamais do meu silêncio.

"Pense em alguém poderoso.
Essa pessoa briga e grita como uma galinha ou olha em calmo silêncio como um lobo? Lobos não gritam. Eles têm uma aura de força e poder. Observam em silêncio. Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio.
Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.
O erro não dito é um silencioso correto.
Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos. Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis. Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia e continua a trabalhar mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota. Olhe. Sorria. Silencie. Vá em frente.
Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar. Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso.
Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a falsa idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques. Não é verdade. Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir. Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal. Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça.
Você pode escolher o silêncio.
Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenócrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar: "Arrependo-me de coisas que disse, mas jamais de meu silêncio”.
Durante os próximos sete dias, responda com o silêncio, quando for necessário. Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais. Use principalmente o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não ter que responder em alguns momentos. Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas. E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas."
Aldo Novak.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Ser chique sempre. Glória Kalil


"Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.
A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.
O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.
Chique mesmo é quem fala baixo.
Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.
Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.
Chique mesmo é parar na faixa de pedestre.
É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.
É lembrar do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais!
Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.
É "desligar o radar" quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção a sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona
e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!
Mas para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar, na mesma forma de energia.
Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.
Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!
Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz!
Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas amor e fé nos tornam humanos!"

O grifo é meu que sou pedestre e sofro. Ai, como sofro!

When death comes. - Quando a morte vem.

Men come and they go and they trot and they dance, and never a word about death. All well and good. Yet when death does come—to them, their wives, their children, their friends—catching them unawares and unprepared, then what storms of passion overwhelm them, what cries, what fury, what despair! To begin depriving death of its greatest advantage over us, let us adopt a way clean contrary to that common one; let us deprive death of its strangeness, let us frequent it, let us get used to it; let us have nothing more often in mind than death. . . . We do not know where death awaits us: so let us wait for it everywhere.

To practice death is to practice freedom. A man who has learned how to die has unlearned how to be a slave. - Montaigne

Homens vêm e vão, brincam e dançam, e nem uma palavra sobre a morte. Tudo bem. No entanto, quando a morte vem para eles, para suas mulheres, para seus filhos, para seus amigos, ela os pega desprevenidos e despreparados. Depois que tempestades de paixão os oprimem, que choro, que fúria, que desespero! Para começar a roubar da morte a sua maior vantagem sobre nós, adotemos uma maneira contrária à comum, vamos retirar da morte a sua estranheza, vamos frequentá-la, vamos nos acostumar com isso, vamos ter em mente nada mais frequente que a morte. Nós não sabemos onde a morte nos espera: por isso vamos esperar por ela em toda parte.

Praticar a morte é praticar a liberdade. O homem que aprendeu como morrer, desaprendeu como ser um escravo. - Montaigne

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

De A a Z para 2011

ABNEGAÇÃO – ACEITAÇÃO – ACERTO – ACOLHIMENTO – ADMIRAÇÃO – ADORAÇÃO – AFEIÇÃO – AFEIÇOAMENTO – AFETO – AGRADO – AJUSTE – ALEGRIA – ALTRUÍSMO – AMENIDADE – AMIZADE – AMOR – ANUÊNCIA – APLAUSO – APROVAÇÃO – ATENÇÃO – AUTOCONFIANÇA – AUTOCONTROLE – BEM - AVENTURANÇA – BEM -ESTAR – BENEFÍCIO - BENEVOLÊNCIA – BONDADE – CALMA – CAMARADAGEM – CARINHO – CONCILIAÇÃO – CONCORDÂNCIA – CONEXÃO – CONFIANÇA – CONFORTO - CONGRAÇAMENTO – CONSIDERAÇÃO – CONTENÇÃO – CONTENTAMENTO – CUIDADO – CULTIVO – DEDICAÇÃO – DELEITE – DELICADEZA – DESAPEGO – DESPOJAMENTO – DESPRENDIMENTO – DEVOÇÃO – DIGNIDADE - DISCIPLINA – DIVERTIMENTO – ECONOMIA – ENTENDIMENTO – ENTUSIASMO – EQUILÍBRIO – ESTIMA – EXULTAÇÃO – FELICIDADE – FLEXIBILIDADE – FRATERNIDADE – GRAÇA – HARMONIA – HUMILDADE – INCLINAÇÃO – JÚBILO – LENITIVO – LEVEZA – LIBERTAÇÃO – LIGAÇÃO – MODERAÇÃO – MODÉSTIA – OTIMISMO – PAIXÃO – PARCIMÔNIA – PAZ – PENDOR – PERSEVERANÇA – POLIDEZ – PONDERAÇÃO – PRAZER – PROSPERIDADE - PRUDÊNCIA - PUREZA – RECEPÇÃO – RECEPTIVIDADE – RELAÇÃO – RENASCIMENTO – RESPEITO – REVERÊNCIA – RIQUEZA - SABEDORIA – SATISFAÇÃO – SENSATEZ – SERENIDADE – SIMPATIA – SIMPLICIDADE – SINGELEZA – SOBRIEDADE – SUAVIDADE – SUBMISSÃO – TEMPERANÇA – TENDÊNCIA – TERNURA – TINO – TOLERÂNCIA – URBANIDADE – VITÓRIA - ZELO.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Pense bem.

Uma vez vi um documentário sobre os suicídios na ponte Golden Gate. Eles entrevistaram um sobrevivente e ele disse que, no momento em que ele se soltou do parapeito, se deu conta de que todos os seus problemas tinham uma solução, menos o fato de ele já ter pulado.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Vislumbre do dia - Glimpse of the day

"Perceber a Visão sutilmente, mas completamente transforma a sua visão de tudo. Mais e mais, tenho percebido como os pensamentos e conceitos são tudo o que nos impede de estar sempre, muito simplesmente, no absoluto. Agora eu vejo claramente porque os mestres dizem com tanta freqüência: "Esforcem-se para não criar nem muita esperança nem medo", pois eles apenas geram mais conversas mentais. Quando a Visão está lá, os pensamentos são vistos como eles realmente são: passageiros e transparentes, apenas relativos. Você vê através de tudo diretamente, como se você tivesse olhos de raios-X. Você não se apega aos pensamentos e emoções nem os rejeita, você recebe todos dentro do vasto abraço de Rigpa. As coisas que você levou tão a sério antes, ambições, planos, expectativas, dúvidas e paixões, não tem mais qualquer esperança ansiosa e profunda em você, porque a Visão ajuda você a ver a futilidade e a inutilidade de tudo, e nasceu em você um espírito de verdadeira renúncia."

‎"Realizing the View subtly but completely transforms your vision of everything. More and more, I have come to realize how thoughts and concepts are all that block us from always being, quite simply, in the absolute. Now I see clearly why the masters so often say: “Try hard not to create too much hope and fear,” for the...y only engender more mental gossip. When the View is there, thoughts are seen for what they truly are: fleeting and transparent, and only relative. You see through everything directly, as if you had X-ray eyes. You do not cling to thoughts and emotions or reject them; you welcome them all within the vast embrace of Rigpa. The things you took so seriously before—ambitions, plans, expectations, doubts, and passions—no longer have any deep and anxious hold on you, for the View has helped you to see the futility and pointlessness of them all, and born in you a spirit of true renunciation."

Rigpa - Glimpse of the Day - Vislumbre do Dia - Sogyal Rinpoche

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Repetição

Shunryu Susuki
O Buda (...) estava interessado em saber como ele próprio existia naquele exato momento. Essa era a questão. (...) Seu maior interesse era saber como podemos nos tornar iluminados. (...) Para descobrir como a massa se transforma em pão perfeito, ele fez o pão perfeito, ele fez o pão repetidas vezes até que obteve êxito. Talvez se possa achar pouco interessante cozinhar repetidas vezes a mesma coisa, dia após dia. Pode parecer tedioso. De fato, se você perde o espírito de repetição, sua prática se torna bastante difícil, mas não será difícil se você estiver cheio de força e vitalidade. De qualquer modo, não há como ficar inativo; é necessário fazer alguma coisa. Portanto, quando fizer alguma coisa, seja atento, cuidadoso e alerta. Nosso caminho é colocar a massa no forno e observá-la com cuidado. Uma vez que você souber como a massa se transforma em pão, você entenderá a iluminação. Nosso maior interesse, portanto, é saber como  este corpo físico se transforma num sábio. Um sábio é um sábio. Explicações metafísicas sobre a natureza humana não são a questão. Assim, o tipo de prática pode se tornar demasiado idealista. Se um artista se torna muito idealista, acaba se suicidando, porque há um imenso vão entre seu ideal e sua real habilidade. E ele entra em desespero porque não existe ponte suficientemente extensa para cobrir esse vão. Esse é o caminho espiritual comum. O nosso caminho espiritual não é tão idealista. Todavia, em certo sentido, devemos ser idealistas - devemos pelo menos estar interessados em fazer pães bonitos e saborosos. A verdadeira prática consiste em repetir sem cessar até descobrir como se tornar pão. Não há segredo em nosso caminho. Apenas praticar zazen e colocar-nos no forno é nosso caminho."

do livro "Mente Zen, Mente de Principiante" de Shunryu Suzuki

Yoga dos Sonhos - Dream Yoga

Sogyal Rinpoche e Nankay Norbu Rinpoche

"Muitos dos métodos de praticar o Darma que são aprendidas durante a vigília podem, mediante o desenvolvimento da consciência de sonho, ser aplicados na condição de sonho. De fato, pode-se desenvolver estas práticas com mais facilidade e rapidez no estado de sonho quando se tem a capacidade de sonhar lucidamente. Há mesmo alguns livros que dizem que se uma pessoa aplica-se uma prática dentro de um sonho, a prática é nove vezes mais eficaz do que quando é aplicado durante as horas de vigília. A condição do sonho é irreal. Quando descobrirmos isso por nós mesmos dentro do sonho, o imenso poder desta realização pode eliminar os obstáculos relacionados com a visão condicionada. Por este motivo, a prática do sonho é muito importante para libertar-nos dos hábitos. Precisamos desta ajuda poderosa, em especial porque o apego emocional, condicionamento e reforço do ego que compõem a nossa vida normal tem sido reforçados por muitos e muitos anos. Em um sentido real, todas as visões que vemos em nossa vida são como as imagens de um sonho. Se analisarmos bem, o grande sonho da vida e os sonhos menores de uma noite não são muito diferentes. Se realmente ver a natureza essencial dos dois, veremos que não há realmente nenhuma diferença entre eles. Se nós podemos, finalmente, libertar-nos das cadeias de emoções, apegos e ego por essa realização, temos a possibilidade de finalmente nos tornar iluminados."

"Many of the methods of practicing Dharma that are learned during waking can, upon development of dream awareness, be applied in the dream condition. In fact, one may develop these practices more easily and speedily within the Dream State if one has the capacity to dream lucidly. There are even some books that say that if a person applies a practice within a dream, the practice is nine times more effective than when it is applied during the waking hours. The dream condition is unreal. When we discover this for ourselves within the dream, the immense power of this realization can eliminate obstacles related to conditioned vision. For this reason, dream practice is very important for liberating us from habits. We need this powerful assistance in particular because the emotional attachments, conditioning, and ego enhancement which compose our normal life have been strengthened over our many, many years. In a real sense, all the visions that we see in our lifetime are like the images of a dream. If we examine them well, the big dream of life and the smaller dreams of one night are not very different. If we truly see the essential nature of both, we will find that there really is no difference between them. If we can finally liberate ourselves from the chains of emotions, attachments, and ego by this realization, we have the possibility of ultimately becoming enlightened."

--from Dream Yoga and the Practice of Natural Light by Chogyal Namkhai Norbu, ed. & intro. by Michael Katz, published by Snow Lion Publications

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Uma prática que cura.

Gradualmente, à medida que vocês permanecem abertos e atentos e usam uma técnica para concentrar sua mente mais e mais, a sua negatividade será lentamente neutralizada, vocês começam a se sentir bem em sua própria pele, ou, como dizem os franceses, être bien dans sa peau ("bem em sua própria pele"). Vem daí a facilidade de libertação e um profundo conforto. Eu considero esta prática como a mais eficaz forma de terapia e auto-cura.

Gradually, as you remain open and mindful, and use a technique to focus your mind more and more, your negativity will slowly be defused; you begin to feel well in your own skin, or, as the French say, être bien dans sa peau (“well in your own skin”). From this comes release and a profound ease. I think of this practice as the most effective form of therapy and self-healing.

Sogyal Rinpoche

domingo, 28 de novembro de 2010

Ação. Dudjom Rinpoche


"Ação é estar verdadeiramente atento a seus próprios pensamentos, bons ou maus, olhando para a verdadeira natureza de todos os pensamentos que possam surgir, sem traçar o passado, nem convidar o futuro, nem permitir qualquer apego à experiência de alegria, nem ser superado por situações tristes. Ao fazer isso, você tenta atingir e permanecer em estado de grande equilíbrio, onde todos os bons e maus, a paz e a angústia, são desprovidos de verdadeira identidade."

‎"Action is being truly observant of your own thoughts, good or bad, looking into the true nature of whatever thoughts may arise, neither tracing the past nor inviting the future, neither allowing any clinging to experiences of joy, nor being overcome by sad situations. In so doing, you try to reach and remain in the state of great equilibrium, where all good and bad, peace and distress, are devoid of true identity."

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Potencial Humano - Human Potencial

"O potencial humano é o mesmo para todos. O sentimento de que "Eu não valho nada" está errado. Completamente errado. Vocês estão se enganando. Todos nós temos o poder do pensamento - então o que está faltando? Se vocês desenvolverem a força de vontade, então podem mudar qualquer coisa. Não é à toa que somos chamados de nosso próprio mestre" - Sua Santidade, o Dalai Lama

"Human potential is the same for all. Your feeling, “I am of no value”, is wrong. Absolutely wrong. You are deceiving yourself. We all have the power of thought – so what are you lacking? If you have willpower, then you can change anything. It is usually said that you are your own master." - His Holiness the Dalai Lama

sábado, 6 de novembro de 2010

Estágios da Meditação - Stages of meditation


Citação semanal do Dalai Lama

Cultivar uma aspiração de ajudar os outros seres sencientes se torna uma causa para alcançar a budeidade para o benefício de todos os seres sencientes. Existem dois níveis para despertar a mente de boditchita.
Tal mente não pode ser cultivada em alguns meros meses ou anos, mas isso não significa que não possa ser cultivada de algum modo. Se vocês continuarem sua prática para cultivar a boditchita, chegará um tempo em que serão bem sucedidos. Por exemplo, no estágio inicial vocês podem nem mesmo entender o significado da palavra boditchita. Vocês podem pensar como vocês vão algum dia cultivar tal mente. Mas através de repetidas práticas e familiaridade, gradualmente vocês chegarão perto de tal mente.
É a natureza das coisas condicionadas que elas mudam dependendo de causas e condições. Então, é importante lembrar das vantagens e benefícios de tal mente e cultivar uma forte determinação para alcançá-la. Façam orações fervorosas. Enquanto estiverem dormindo, caminhando ou sentados, vocês devem pensar: “Que bom seria se eu pudesse cultivar uma mente assim.” Tentem cultivar boditchita mesmo num nível de aspiração. Se vocês passarem seus dias nesta prática repetitiva e persistente, vocês podem definitivamente desenvolvê-la. Gerem a determinação de cultivá-la mesmo que leve muitos éons.
Como Shantideva reza no seu Guia do Caminho de vida do Bodisatva:
Enquanto o espaço durar
Enquanto os seres sencientes permanecer
Possa eu também permanecer
Para dispersar os sofrimentos de todos os seres sencientes.
De Estágios de Meditação pelo Dalai Lama, texto raiz por Kamalashila, traduzido por Geshe Lobsang Jordhen, Losang Choepel Ganchenpa e Jeremy Russel, publicado por Snow Lion Publicações.

Dalai Lama Quote of the Week

Cultivating an aspiration to help other sentient beings becomes a cause for wanting to achieve Buddhahood for the sake of all sentient beings. These are the two levels of the awakening mind of bodhichitta.
Such a mind cannot be cultivated in a mere few months or years, but this does not mean it cannot be cultivated at all. If you continue your practice to cultivate bodhichitta, a time will come when you will be successful. For example, in the initial stage you may not even understand the meaning of the word bodhichitta. You might wonder how you could ever cultivate such a mind. But through repeated practice and familiarity, you will gradually come closer to such a mind.
It is the nature of conditioned things that they change depending on causes and conditions. So it is important to recall the advantages and benefits of such a mind and cultivate a strong determination to achieve it. Make ardent prayers. Whether you sleep, walk, or sit, you should think: "How good it would be if I could cultivate such a mind." Try to cultivate bodhichitta even on an aspirational level. If you spend your days in such repeated and persistent practice, you can definitely develop it. Make the determination to cultivate it even if it will take many aeons.
As Shantideva prays in his Guide to the Bodhisattva's Way of Life:
As long as space endures
And as long as sentient beings remain,
May I too abide
To dispel the sufferings of all sentient beings.

--from Stages of Meditation by the Dalai Lama, root text by Kamalashila, translated by Geshe Lobsang Jordhen, Losang Choephel Ganchenpa, and Jeremy Russell, published by Snow Lion Publications.

sábado, 30 de outubro de 2010

Meditação. Mais nada.

 Lama Zopa Rinpoche
…if one is thinking, 'Oh, I want my life to be meaningful, to be useful for others; now I want to do something for others.' If you analyze what they really need, what will really solve their problems in day-to-day life, moment to moment, it is Dharma; it is meditation practice, nothing else…

... Se a pessoa está pensando, 'Oh, eu quero que minha vida tenha sentido, para ser útil para os outros, agora eu quero fazer alguma coisa pelos outros. " Se você analisar o que eles realmente precisam, o que realmente vai resolver seus problemas no dia-a-dia, momento a momento, é o Dharma, é praticar a meditação, mais nada ...

Lama Zopa Rinpoche