sábado, 20 de fevereiro de 2010
Altar principal do Templo de Budismo Tibetano Chagdud Dawa Drolma
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
O que significa "Vajrayana"?
O buddhismo tibetano possuiu quatro escolas — Nyingma, Kagyü, Sakya e Gelug. O Vajrayāna também foi influente na China e no Japão através de duas escolas, a Mi-tsung/Shingon e a T'ien-t'ai/Tendai.
No Japão, o buddhismo esotérico é conhecido como Mikkyō ou Ensinamento Secreto.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Muralhas
Reincarnação (yangsi) de Chagdud Tulku Rinpoche!
Clique aqui
para baixar a prece em formato PDF e mais informações.
TCHI ME KU NYE PE MA SAM BA UA
TSA SUM RAB DJAM TCHEN TSE NÜ PA YI
GAR DJI UANG TCHUG TCHOG GUI TRUL PE KU
KU TSE TEN TCHING DZE TRIN TAR TCHIN SHOG
Padmasambava, que alcançou o kaya da imortalidade: por meio do conhecimento, do amor e do poder da assembléia infinita das Três Raízes, que a emanação suprema do poderoso Senhor da Dança tenha uma vida estável e leve suas atividades iluminadas à perfeita consumação.
Na ocasião auspiciosa do Losar do ano do tigre de metal, Jigme Tromge Rinpoche fez pequenas modificações na prece de longa vida de Chagdud Rinpoche (1930-2002), escrita por S.S. Dilgo Khyentse, adaptando-a para o yangsi de Chagdud Rinpoche.
TAKING THE LEAP – PEMA CHÖDRÖN – Freeing ourselves from old habits and fears. Dando o Salto – Libertando-nos dos velhos hábitos e dos medos.
Como seres humanos, temos o potencial de nos desemaranhar dos velhos hábitos e o potencial de amar e cuidar dos outros. Temos a capacidade de acordar e viver conscientemente, mas, como vocês já devem ter notado, também temos uma forte inclinação para ficarmos adormecidos. É como se estivéssemos numa encruzilhada continuamente escolhendo qual caminho tomar. De um momento para o outro podemos escolher ir para a claridade e a felicidade ou para a confusão e a dor.
A fim de fazer esta escolha habilidosamente, muitos de nós saímos em busca de vários tipos de práticas espirituais desejando que nossas vidas vão melhorar e encontrar a força para lidar com nossas dificuldades. Mesmo nessas horas parece crucial que tenhamos em mente o contexto mais sábio no qual fazemos escolhas de como viver: este é o contexto no qual está nosso querido planeta e a condição de pedra e rocha em que ele se encontra.
Para muitos, a prática espiritual representa uma forma de relaxar e de alcançar paz de espírito. Queremos ficar mais calmos, mais focados; e, com esta vida frenética e estressante, quem pode nos culpar? No entanto, temos a responsabilidade de pensar mais intensamente do que nesses tempos. Se a prática espiritual é relaxante, nos dá paz de espírito, isso é ótimo – mas será que esta satisfação pessoal está nos ajudando a nos dirigir ao que está acontecendo no mundo? A pergunta é: estamos vivendo de uma maneira que aumenta a agressão e o que nos faz auto centrados ou estamos contribuindo com uma sanidade mais do que necessária?
Muitos de nós nos sentimos muito preocupados com o que está acontecendo no mundo. Eu sei quão sinceramente as pessoas desejam que as coisas mudem e que os seres de todos os lugares fiquem livres do sofrimento. Mas, se formos honestos, temos alguma ideia de como colocar esta aspiração em prática quando acontece nas nossas próprias vidas? Temos alguma clareza de como nossas palavras e ações podem estar causando sofrimento? Estas sempre foram questões importantes, mas elas são muito mais nos dias de hoje. Esta é uma época em que nos desenredarmos tem muito mais a ver do que nossa própria felicidade.
Trabalhar em nós mesmos e nos tornarmos mais conscientes sobre nossas mentes e emoções pode ser a única maneira para encontrarmos soluções para o bem-estar de todos os seres e a sobrevivência da própria Terra.
Tem uma estória que foi muito divulgada alguns dias depois do 11de setembro de 2001 que ilustra bem o nosso dilema. Um avô nativo americano falava com seu neto sobre a violência e a crueldade no mundo e como elas surgiam. Ele contava que, dentro do seu coração, havia dois lobos lutando. Um lobo era vingativo e feroz e o outro era compreensivo e manso. O jovem perguntou ao avô qual lobo ganhou a luta dentro do coração dele. O avô respondeu, “Aquele que vencer será o que eu escolher alimentar.”
Assim, este é o nosso desafio, o desafio para a prática espiritual e o desafio para o mundo – como podemos treinar agora, não depois, como alimentar o lobo correto? Como podemos buscar a nossa inteligência inata para ver o que ajuda e o que fere, o que leva á agressão e o que oculta a nossa bondade de coração? Com a economia global caótica e o meio-ambiente do planeta em risco, com a guerra assolando e o sofrimento aumentando é hora de cada um de nós em nossas próprias vidas dar um salto e fazer qualquer coisa que pudermos para ajudar a mudar as coisas à nossa volta. Mesmo o menor gesto para alimentar o lobo certo ajudará. Agora, mais do que nunca, estamos nisso juntos.
Dar o salto é fazer um compromisso conosco e com a terra – fazer um compromisso de deixar para trás os rancores, não abandonar pessoas, situações e emoções que nos deixam desconfortáveis, não nos agarrarmos aos nossos medos, às nossas mentes fechadas, nossa dureza de coração, nossa hesitação. Agora é a hora de desenvolver confiança na nossa bondade básica e na bondade básica de nossos irmãos e irmãs desta Terra; hora de desenvolver a fé na nossa habilidade de abandonar nossas velhas maneiras de ficarmos parados e escolher sabiamente. Nós podemos fazer isso aqui e agora.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Danças Sagradas Tibetanas após os retiros de Vajrakillaia
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Saber morrer, saber viver!
"Contra a sua vontade ele morreu porque não aprendeu a morrer. Aprende a morrer e aprenderás a viver, pois ninguém aprenderá a viver se não houver aprendido a morrer."
"A Viagem de Todas as Viagens: Ensina o Homem a Morrer", Livro da Arte de Morrer.
"Tudo que existe aqui, existe lá; o que existe lá, existe aqui. Aquele que estranha o aqui, encontra morte após morte. Isso só pode ser compreendido através da mente e, então, não haverá mais estranheza aqui. Aquele que estranha o aqui vai de morte em morte."
Katha-Upanishad, IV, 10-11 (Tradução inglesa de Swami Sharvananda.)
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Milky - 29 de março de 1995/ 28 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
OM MA NI PE ME HUNG - HRIH
A recitação de seu mantra transforma o orgulho, o ciúme, o desejo, a ignorância e a raiva na verdadeira natureza de cada um deles: as sabedorias das seis famílias búdicas que se tornam manifestas na mente iluminada. Assim, quando o recitamos, as seis emoções são purificadas. Desse modo, recitar suas seis sílabas previne os renascimento em cada um dos Seis Reinos e também dissolve o sofrimento inerente de cada reino.
Ao mesmo tempo, sua recitação purifica os agregados do ego - os skandhas - e aperfeiçoa as Seis Paramitas ou Seis Perfeições: generosidade, conduta harmoniosa, perseverança, entusiasmo, concentração e visão interior. Assegura forte proteção contra todo tipo de influência negativa e várias formas diferentes de doenças.
A "sílaba-semente" HRIH é o catalisador que ativa a compaixão dos budas para transformar nossas emoções negativas na sua natureza de sabedoria.
Na página 367 do Bardo Thödol diz que "Chenrazi, nome tibetano de Avalokiteshvara em sânscrito é 'Aquele que olha para baixo' personificando a misericórdia e a compaixão. Os Dalai-Lamas são considerados sua encarnação. É representado comonze cabeças e mil braços, cada um com um olho na palma da mmão para indicar sua atenção sempre desperta para atender aos que sofrem. Na China, esta entidade é vista como a deusa Kuan Nyin, deusa da misericórdia, uma deusa com um menino nos braços."
Me lembrou Nossa Senhora com o Menino Jesus... E já falei sobre isso numa postagem anterior, a 28 de novembro de 2008.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
O Porquê das Bandeiras Tibetanas de Oração
Os Três Defeitos, as Seis Máculas e os Cinco Modos Errôneos de Reter os Ensinamentos.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Oscar Wilde
O ego e o bolso - Por Ricardo Botelho
domingo, 17 de janeiro de 2010
O que é o Budismo.
No budismo a compreensão apenas como exercício intelectual não tem o menor valor a não ser que ela transforme nossa vida. Não é aprendizado e sim o reconhecimento da natureza da realidade o que nos leva ao ponto de vista de que o sofrimento existe porque somos ignorantes - no sentido de que já temos uma natureza pura e não sabemos - porque temos medo e necessidades. Assim condicionados, acreditamos que o alívio jaz fora de nós mesmos ignorando que a paz está dentro de nós. Se estamos onde estamos, fomos nós e não os outros que nos colocaram neste lugar. Logo, cabe a nós e a mais ninguém nos tirar desta situação.
O Buda foi um sábio e um terapeuta para a mente e não um pregador religioso. Ele não foi um profeta, um messias. Não fundou nenhum credo ou religião. É atribuída ao Buda a afirmação de que não devemos aceitar algo porque é acreditado por muitas pessoas ou porque vem de algum livro. Ele estimulava o uso da própria compreensão, do discernimento após ponderação cuidadosa.
A questão é que o que quer que alguém esteja tentando aprender, énecessário que tenha a experiência de modo direto em vez de extraí-la de livros ou de mestres ou apenas com a adaptação a um padrão já estabelecido. O Buda se propôs a não aceitar nada que não tivesse primeiro descoberto por si mesmo. Não se trata da tentativa de obter ajuda de nenhuma outra pessoa, mas sim de descobrir por si próprio.
Todos estes conceitos, ideias, esperanças, receios, emoções e conclusões são criados a partir de nosso pensamentos especulativos, das nossas heranças psicológicas, da nossa educação e assim por diante. Tendemos apenas a colocá-los todos juntos, o que é causado, em parte, é evidente, pela falta de qualificação do nosso sistema educacional. Dizem-nos o que pensar em vez de nos ensinarem como realizar buscas verdadeiras em nosso íntimo.
O importante é transcendermos o padrão de conceitos mentais que formamos. Dessa forma, é necessário introduzir a idéia da conscientização. Podemos então nos indagar todas as vezes e podemos ir al´me de meras opiniões e das supostas conclusões de bom-senso. Temos de aprender a ser cientistas qualificados e a não aceitarmos nada. Tudo deve ser vista através do nosso próprio microscópio e temos que chegar às nossas próprias conclusões e do nosso modo. Até que façamos isso, não há Salvador, nem Guru, nem bênçãos e orientação que possam servir de auxílio.
A questão como um todo, então, é que devemos ver com nossos próprios olhos e não aceitar nenhuma tradição apresentada como se ela possuísse algum poder mágico inerente. Não existe nada mágico que possa nos transformar de um momento para o outro. No entanto, como temos uma mente mecanizada, sempre procuramos por algo que funcione a um leve aperto de um botão. Existe uma grande atração pelo atalho e, se existir algum método de profundidade que ofereça um caminho rápido, preferiremos segui-lo a suportar jornadas árduas e práticas difíceis. Seja na prática da meditação ou na vida do dia-a-dia, existe a tendência de sermos impacientes.
Buda nunca alegou ser uma encarnação de Deus ou qualquer tipo de divindade. Era apenas um simples ser humano que tinha passado por certas coisas e que tinha alcançado o estado de vigília da mente. É possível, pelo menos parcialmente, para qualquer um de nós fazer esta experiência.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Dez ideias para ser mais positivo.
2. Procure os lados positivos de quais quer notícias.
3. Leia livros e artigos que lhe ensinem algo útil e positivo.
4. Cuidados com seus próprios sentimentos negativos. Substitua-os por pensamentos de possibilidades positivas.
5. Faça um treinamento para transformar os problemas em desafios à sua criatividade.
6. Não se prenda em demasia ao passado.
7. Pense num futuro sempre melhor que o presente.
8. Procure vivenciar experiências positivas.
9. Mova-se rapidamente dos problemas para as oportunidades.
10. Enxergue eventuais derrotas como degraus da escala da vida.
Aproveite o Poder Mental das Palavras - Daniel Galilea
6. À noite, pergunte a si mesmo: 'Em que progredi hoje?' Tome consciência das três ou quatro ações destinadas a expressar os novos pensamentos que você está semeando e aproveite-os. Isto forma uma nova 'programação mental'.
A frase 'o que pensarão de mim' não resiste a outras como 'evito fazer suposições que são apenas projeção dos meus complexos e histórias pessoais. Deixem-nos pensarem o que quiserem. Faço coisas que são bem recebidas pelos outros. Sou único no Universo, diferente de todos os demais e, portanto, tenho que ser eu mesmo.' Outro exemplo é o pensamento 'e se me sair mal?' que pode ser destivado com a seguinte repetição: 'Cada obstáculo é uma forma de ajustar o rumo a fim de que a travessia seja um êxito. A cada momento vou enfrentando os problemas que surgem. Sigo adiante sem meparalisar ou desistir ante a possibilidade de algo ir mal. Quando chegar o momento da dificuldade, minha mente estará mais preparada e estarei em outra situação. O que hoje me parece impossível daqui a algum tempo não será mais'".
sábado, 9 de janeiro de 2010
Lam Rim
Uma palavra. Muitos significados.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Mensagem da Drika da Guessar
"Fique à vontade para acessar nosso site www.guessar.com.br e conhecer a nossa loja on-line. Que as condições auspiciosas se manifestem para todos nesta semana!
Drika."
The Other Side of Fear
"Enfrentar o seu medo é como atravessar um nevoeiro. A chave é saber se você está se relacionando com algo real ou com uma monumental armadilha, com uma prisão. Se você sentir mais pânico pode ser que tenha uma natureza covarde. Se você não for covarde, então, só o que você tem a fazer é enfrentar o seu medo. Você pode atravessá-lo sem ser covarde. É só invocar o seu cavalo de vento* interior. Se você for capaz de unir o medo e a incerteza com a confiança verdadeira, então, você vai chegar do outro lado. Lidar com os dois lados da moeda não é muito fácil, mas não é impossível. Aí, você descobre um novo compromisso de trabalhar consigo mesmo no caminho do guerreiro e passa a ter uma sensação maior de conexão com a sua vida."
From "The Other Side of Fear, " pages 108 to 109, in SMILE AT FEAR:
AWAKENING THE TRUE HEART OF BRAVERY. ("O outro Lado do Medo: Despertando o verdadeiro coração da bravura")
*Wind-horse / Cavalo de vento http://www.glossary.shambhala.org/#WINDHORSE
Idéia fixa
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Happy New Year by Tai Situ Rinpoche
In five parts. The year of the tiger of metal starts on February 14th.
Acabou-se o jardim...
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Gandharvas
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Dive into fear!
Para algumas pessoas, o medo não tem lógica. Para alguns outros, traz uma lógica imensa sobre isto e aquilo. Há infinitas possibilidades, tantas maneiras de provar que os temores de alguém são válidos. Podemos sempre encontrar boas razões para ter medo. Mas neste caso, ao invés de tomar uma abordagem analítica para o medo, devemos apenas olhar para o nosso medo diretamente. Então, pular dentro do medo. Se vocês fizerem isso, a próxima coisa que você vão experimentar será uma sensação de fracasso. O medo reúne uma grande e intensa quantidade de energia. Quando vocês mergulharem nele, vocês sentem como se tivessem apenas furado um balão. Ou como se vocês tivessem apenas mergulhado na água gelada, há uma frieza súbita. Então vocês vão sentir uma pontinha de tristeza. Além disso, vocês podem ter algum sentimento permanente de isolamento e incerteza, que são as sobras do medo, mas a qualidade intensa do medo começa a diminuir, e seu medo se torna meio que razoável e praticável.
From "The Other Side of Fear, " page 108, in SMILE AT FEAR: AWAKENING THE TRUE HEART OF BRAVERY. - Chogyam Trungpa Rinpoche.
http://www.shambhala.com
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Lições do Mestre
Yongey Mingyur Rinpoche
Como lidar com o sofrimento? Qual o meio mais habilidoso de não se cortar nas lâminas afiadas apresentadas pela vida? Mingyur Rinpoche, monge tibetano de 33 anos que hoje reúne milhares de alunos em todo o mundo, ensina no seu mais novo livro, Joyful Wisdom (Alegre Sabedoria), como enfrentar situações difíceis sem sofrer mais do que o necessário.
Nos monastérios onde viveu, ele era sempre o menorzinho da turma. Passava por debaixo das mesas quase sem abaixar a cabeça, corria de lá para cá como um ratinho e zanzava entre os monges mais velhos sem ser percebido. “Quando a sala de meditação estava cheia, vinha sempre alguém na minha direção para se sentar onde eu estava, pois era tão miudinho que o lugar parecia estar vazio”, conta ele. Talvez por aparentar tamanha fragilidade e sentir-se tão desprotegido, o pequeno Yongey Mingyur sofreu muito. Tinha frequentes ataques de pânico, sentia-se amedrontado com as enormes (para ele) dimensões do monastério e atravessou noites seguidas com pesadelos horrorosos porque achava que alguém fosse acusá-lo de ter quebrado o vidro da sua janela que, um dia, apareceu rachado. Justamente por isso, ninguém melhor do que ele para saber o que uma pessoa sente diante de uma situação que lhe parece avassaladora.
Seguindo os ensinamentos que lhe foram passados por seus mestres budistas, pouco a pouco Rinpoche começou a entender o processo de como caía nas armadilhas dos seus pensamentos e começava a sofrer. Algo que todos nós fazemos sem darmos conta.
No seu primeiro livro, Alegria de Viver, Descobrindo o Segredo da Felicidade (Campus Elsevier), Mingyur Rinpoche conta como superou seus traumas por meio da meditação. No segundo, o recém-lançado Joyful Wisdom (ainda sem tradução em português), ele explica quais atitudes e recursos temos para nos poupar do sofrimento inútil ou minimizar as dores que não se pode evitar. Acompanhe aqui algumas das preciosas lições de sabedoria do monge tibetano, ensinadas em seus livros, cursos e palestras. Com certeza elas têm a possibilidade de nos conduzir a uma vida mais plena, alegre e cheia de sabedoria.
1 - Dê um passo para trás
Dizem os ensinamentos budistas: não importa qual a situação, sempre é possível observá-la de outra perspectiva. Uma coisa é olhar para um rio mergulhado dentro dele, outra é vê-lo da margem e vislumbrar melhor o que ele é, o seu curso e onde vai parar. “Quando estamos totalmente imersos dentro da água, ou, de maneira correlata, dos nossos sofrimentos, podemos nos afogar sem perceber”, diz Mingyur Rinpoche. Nessa situação, a água entra pelo nariz, turva os olhos, não conseguimos respirar. “Não há nenhuma vantagem em permanecer assim. Então, nem que for por um instante, precisamos tentar sair da situação para encará-la de outra maneira”, ensina. Pelo menos para inspirar um pouco de oxigênio, se afastar da turbulência, nos fortalecer. Por momentos, podemos ver que não somos o próprio rio, só estamos envolvidos nele. Dar um passo para trás e observar o que acontece de outro ângulo é essencial para desenvolver outra perspectiva. "Esse afastamento da situação pode ser muito positivo. A partir desse momento, ela não tem mais o poder de nos arrastar para o fundo do poço”, afirma o mestre. Esse distanciamento nos oferece uma nova visão da realidade, mais verdadeira e abrangente.
2 - Acolha a dor
“Os ensinamentos de Buda feitos há 2 500 anos não dizem como superar a solidão, o desconforto e o medo que preenchem nossa vida. Muito pelo contrário. Suas lições mostram que só seremos capazes de encontrar a liberdade ao aceitar os sentimentos provocados pelos percalços em que esbarramos no caminho”, relata Mingyur. Dessa maneira, podemos acolher o incômodo que as instabilidades nos trazem, sem deixar que elas possam nos imobilizar completamente. “Percebemos que estamos sofrendo, aceitamos essa condição. No entanto, não somos mais engolidos pela dor.” Uma das formas de facilitar esse processo é a meditação. Durante a prática, também podemos perceber o rio dos nossos pensamentos, e a turbulência emocional que se origina deles. “Mesmo hoje, 20 anos depois de aprender a meditar, ainda estou sujeito à maioria das emoções humanas”, conta Rinpoche. “Dificilmente seria alguém que poderia ser chamado de ‘iluminado’. Me canso, como todo mundo. Algumas vezes estou zangado, frustrado ou aborrecido. Mas agora, tendo aprendido a trabalhar com minha mente, percebi que essas experiências mudaram de nível.” Em vez de ser soterrado por elas, Mingyur aprendeu a acolhê-las e a aproveitar as lições que elas oferecem.
3 - Não compre o pacote todo
O cérebro humano está constantemente processando diversas faixas de informação por meio dos cinco sentidos. Ele as compara com experiências passadas, presentes e por vir, prepara o corpo para reagir de certa maneira e, ao mesmo tempo, áreas relacionadas com a memória e com a projeção do futuro são ativadas. Para facilitar esse processo de cognição, descarta algumas informações e sintetiza aquelas que selecionou num único pacote. É um sistema complexo que funciona razoavelmente bem para o que precisamos no dia-a-dia. “Mas a maneira de ele funcionar traz uma desvantagem ao ver as coisas como um todo”, diz o monge. “Dessa forma, podemos perder muitos dados importantes que teriam a capacidade de influir e modificar a nossa avaliação de determinada situação.” Ou seja, baseados em informações gerais fornecidas pelo cérebro, pensamos que a situação é de um determinado jeito, mas, na realidade, ela pode ser de outro. Trocando em miúdos, existe uma grande chance de estarmos completamente enganados.
4 - Desconfie dos seus julgamentos
Uma história contada no livro Joyful Wisdom ilustra bem essa possível interpretação equivocada da realidade. Certa vez, Mingyur Rinpoche estava no museu de cera de Paris, quando viu uma estátua do dalai-lama. Era uma reprodução perfeita e vívida do líder espiritual tibetano, embora estivesse ligeiramente na penumbra. Ele então chegou mais perto para olhar todos os detalhes, pois conhece Sua Santidade bastante bem. Estava assim entretido, quando um casal se aproximou. Ele não percebeu sua presença e continuou a atenta observação. Por sua vez, os dois turistas também o observavam detidamente, pensando que Rinpoche fazia parte da cena moldada com cera: o dalai-lama com um monge pequenininho ao lado. “Quando finalmente eu me mexi, os dois deram um grito de pavor”, lembra. “Eu, por minha vez, levei um susto com a presença deles. Depois de nos recuperarmos do choque, e darmos boas risadas juntos, me ocorreu que esse episódio fugaz era capaz de revelar um dramático aspecto da nossa condição humana”, conta Rinpoche. “Vemos o que esperamos ver, limitados por nossa própria capacidade de observação. E o que percebemos pode não ser a realidade como ela é.” Nos agarramos em nossas percepções e conclusões, e a defendemos com unhas e dentes, sem perceber que elas têm grande chance de não serem reais. “A realidade pode bem ser diferente daquilo em que acreditamos. Para compreender o que uma situação realmente é, teríamos de estar num estado que Buda chamou de ‘iluminado’”, explica o monge no seu livro. Ou seja, num estado não limitado por nossas percepções errôneas. A iluminação é como se, de repente, se acendesse a luz de um quarto escuro e a gente fosse capaz de ver como ele realmente se apresenta. E assim poder dizer: “Nossa, aquela coisa em que eu tropeçava sempre é uma mesa! Aquela outra coisa que achava que era um criado-mudo é uma cadeira!” Traduzindo: olhamos para a vida dominados por nossas percepções, concepções e emoções. E elas são filtros que distorcem a realidade. Portanto, aceitar que nossa visão tende a ser limitada, e que podemos não ter razão em nossos julgamentos, é sempre um bom começo para diminuir e relativizar as emoções dolorosas provocadas por eles.
5 - Aceite que sofrer faz parte da vida
Sofremos por diferentes razões. Mas uma das distinções mais cruciais, no entanto, é saber distinguir o sofrimento “natural” do sofrimento “autocriado”. O primeiro inclui tudo aquilo que não podemos evitar na vida. Classificados nos textos budistas como as dores ligadas ao nascimento, envelhecimento, doença e morte, são experiências que fazem parte das transições mais importantes da existência. Eles se apresentam como condições naturais que envolvem o desconforto físico. Mas há outro tipo de sofrimento que se desenvolve com base em avaliações psicológicas autocriadas, experiências que surgem de nossa interpretação de fatos e eventos, como ressentimento ou raiva contra as pessoas que não vivem do jeito que a gente gosta, inveja de quem tem mais do que nós ou uma ansiedade paralisante quando não há a mínima razão para isso. “Esses sentimentos dolorosos gerados por nossas concepções são baseados em histórias que contamos a nós mesmos, fortemente enraizadas em nosso inconsciente, sobre não ser suficientemente bom, rico o bastante, bonito ou seguro na medida certa, ou outras formas parecidas”, diz Rinpoche. O sofrimento autocriado é essencialmente uma invenção mental. “É como eu mesmo pude constatar com relação à minha própria ansiedade e medo, não é menos doloroso do que o natural. Mas, em vez de ficar julgando com pensamentos como ‘Por que eu estou sozinho?’, ‘Será que tem um jeito de sair disso?’, ‘Não quero mais sentir tal coisa de jeito nenhum!’, poderíamos olhar para esses sentimentos dolorosos e dizer que há solidão, há ansiedade, há medo, como se essa dor fosse uma condição não pessoal, mas algo que simplesmente faz parte da vida”, aconselha o monge. É uma maneira de compreender a Primeira Nobre Verdade ensinada por Buda: a de que o sofrimento (dukkha) existe e de que é uma condição natural da humanidade. “A palavra dukkha é traduzida no Ocidente, de uma maneira um tanto pesada, por sofrimento. Mas o termo se refere mais a um desconforto, algo que incomoda, aquela coisa que raspa no peito mesmo quando a gente está feliz”, explica o monge tibetano. “Aceitar que essa dor existe e que pertence ao nosso mundo, e não ficar o tempo todo lutando contra ela como algo a ser subjugado, é o primeiro grande passo para cessar aquilo que nos faz sofrer.”
Revista Bons Fluidos – Junho de 2009
Direção de arte • Camilla Sola
Texto • Liane Alves
Videos no Tergar Meditation Community http://tergar.org/resources/videos.shtml
Remendando
Uma cheflera (scheffera arboricula) que eu ganhei num sorteio de um encontro de decoradores, já tinha sido podada até em baixo porque virou mesmo uma árvore! A danada tinha um tronco de cerca de 18 centímetros de diâmetro e formou uma raiz tão grande e longa, com cerca de seis centímetros de diâmetro, que fez a curva da jardineira! Quem sentiu falta foram os morceguinhos que comiam as frutinhas dela! Simplesmente sumiram, tadinhos!
Salvamos o boldo-do-chile (peumus boldus), a pitangueira, a camélia branca, a mirra (do hebraico maror ou murr que significa amargo e tem propriedades antisépticas), o jasmim-estrela (jasminum nitidum), o dinheiro-em-penca (callisia reppens) e mais um monte de plantas de forração como as espadinhas-de-são jorge (sansevieria trifasciata) que já enfeita caldeirõezinhos antigos na minha sala.
Foi uma bagunça e tanto, mas também uma excelente terapia! Vamos remendando devagarzinho.
Domingo que vem tem mais porque é o único dia em que ninguém trabalha, mas carrega pedra! Digo, terra!
sábado, 19 de dezembro de 2009
Divagando.









































