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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Reincarnação (yangsi) de Chagdud Tulku Rinpoche!


Querida sangha! É com grande alegria que comunicamos que Jigme Tromge Rinpoche, durante as comemorações do Losar, anunciou o reconhecimento do tulku de Chagdud Rinpoche. Informamos que, até nova comunicação, passaremos a fazer a prece de longa vida escrita por Jigme Rinpoche, no lugar da prece de pronto renascimento.

Clique aqui
para baixar a prece em formato PDF e mais informações.

Prece para a longa vida do yangsi de Chagdud Tulku Rinpoche

TCHI ME KU NYE PE MA SAM BA UA

TSA SUM RAB DJAM TCHEN TSE NÜ PA YI

GAR DJI UANG TCHUG TCHOG GUI TRUL PE KU

KU TSE TEN TCHING DZE TRIN TAR TCHIN SHOG

Padmasambava, que alcançou o kaya da imortalidade: por meio do conhecimento, do amor e do poder da assembléia infinita das Três Raízes, que a emanação suprema do poderoso Senhor da Dança tenha uma vida estável e leve suas atividades iluminadas à perfeita consumação.

Na ocasião auspiciosa do Losar do ano do tigre de metal, Jigme Tromge Rinpoche fez pequenas modificações na prece de longa vida de Chagdud Rinpoche (1930-2002), escrita por S.S. Dilgo Khyentse, adaptando-a para o yangsi de Chagdud Rinpoche.

TAKING THE LEAP – PEMA CHÖDRÖN – Freeing ourselves from old habits and fears. Dando o Salto – Libertando-nos dos velhos hábitos e dos medos.

ALIMENTANDO O LOBO CERTO

Como seres humanos, temos o potencial de nos desemaranhar dos velhos hábitos e o potencial de amar e cuidar dos outros. Temos a capacidade de acordar e viver conscientemente, mas, como vocês já devem ter notado, também temos uma forte inclinação para ficarmos adormecidos. É como se estivéssemos numa encruzilhada continuamente escolhendo qual caminho tomar. De um momento para o outro podemos escolher ir para a claridade e a felicidade ou para a confusão e a dor.

A fim de fazer esta escolha habilidosamente, muitos de nós saímos em busca de vários tipos de práticas espirituais desejando que nossas vidas vão melhorar e encontrar a força para lidar com nossas dificuldades. Mesmo nessas horas parece crucial que tenhamos em mente o contexto mais sábio no qual fazemos escolhas de como viver: este é o contexto no qual está nosso querido planeta e a condição de pedra e rocha em que ele se encontra.

Para muitos, a prática espiritual representa uma forma de relaxar e de alcançar paz de espírito. Queremos ficar mais calmos, mais focados; e, com esta vida frenética e estressante, quem pode nos culpar? No entanto, temos a responsabilidade de pensar mais intensamente do que nesses tempos. Se a prática espiritual é relaxante, nos dá paz de espírito, isso é ótimo – mas será que esta satisfação pessoal está nos ajudando a nos dirigir ao que está acontecendo no mundo? A pergunta é: estamos vivendo de uma maneira que aumenta a agressão e o que nos faz auto centrados ou estamos contribuindo com uma sanidade mais do que necessária?

Muitos de nós nos sentimos muito preocupados com o que está acontecendo no mundo. Eu sei quão sinceramente as pessoas desejam que as coisas mudem e que os seres de todos os lugares fiquem livres do sofrimento. Mas, se formos honestos, temos alguma ideia de como colocar esta aspiração em prática quando acontece nas nossas próprias vidas? Temos alguma clareza de como nossas palavras e ações podem estar causando sofrimento? Estas sempre foram questões importantes, mas elas são muito mais nos dias de hoje. Esta é uma época em que nos desenredarmos tem muito mais a ver do que nossa própria felicidade.

Trabalhar em nós mesmos e nos tornarmos mais conscientes sobre nossas mentes e emoções pode ser a única maneira para encontrarmos soluções para o bem-estar de todos os seres e a sobrevivência da própria Terra.

Tem uma estória que foi muito divulgada alguns dias depois do 11de setembro de 2001 que ilustra bem o nosso dilema. Um avô nativo americano falava com seu neto sobre a violência e a crueldade no mundo e como elas surgiam. Ele contava que, dentro do seu coração, havia dois lobos lutando. Um lobo era vingativo e feroz e o outro era compreensivo e manso. O jovem perguntou ao avô qual lobo ganhou a luta dentro do coração dele. O avô respondeu, “Aquele que vencer será o que eu escolher alimentar.”

Assim, este é o nosso desafio, o desafio para a prática espiritual e o desafio para o mundo – como podemos treinar agora, não depois, como alimentar o lobo correto? Como podemos buscar a nossa inteligência inata para ver o que ajuda e o que fere, o que leva á agressão e o que oculta a nossa bondade de coração? Com a economia global caótica e o meio-ambiente do planeta em risco, com a guerra assolando e o sofrimento aumentando é hora de cada um de nós em nossas próprias vidas dar um salto e fazer qualquer coisa que pudermos para ajudar a mudar as coisas à nossa volta. Mesmo o menor gesto para alimentar o lobo certo ajudará. Agora, mais do que nunca, estamos nisso juntos.

Dar o salto é fazer um compromisso conosco e com a terra – fazer um compromisso de deixar para trás os rancores, não abandonar pessoas, situações e emoções que nos deixam desconfortáveis, não nos agarrarmos aos nossos medos, às nossas mentes fechadas, nossa dureza de coração, nossa hesitação. Agora é a hora de desenvolver confiança na nossa bondade básica e na bondade básica de nossos irmãos e irmãs desta Terra; hora de desenvolver a fé na nossa habilidade de abandonar nossas velhas maneiras de ficarmos parados e escolher sabiamente. Nós podemos fazer isso aqui e agora.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Danças Sagradas Tibetanas após os retiros de Vajrakillaia


As danças do budismo tibetano expressam energias sagradas por meio da meditação e do movimento. Especificamente no período do Lösar, o ano novo tibetano, as danças são realizadas para evitar que qualquer escuridão, distúrbios ou energias negativas do ano que passou sejam levados para o ano seguinte. Realizadas com máscaras e roupas esplêndidas, elas celebram a aspiração de que a paz e a harmonia aumentem para todos os seres. O ano que se inicia a 14 de fevereiro é o de 2137, Ano do Tigre de Ferro ou Metal, de acordo com o calendário tibetano. Essa é uma cerimônia tradicional atraindo moradores de toda a região, adeptos e simpatizantes do budismo de todo o Brasil para juntos comemorarmos a entrada do novo ano.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Saber morrer, saber viver!

"Compreenderás que esta é a mais útil das ciências e que se adianta a todas as demais, pois com ela se aprende a morrer. Saber que morrerá, isto é comum a todos os homens; da mesma forma que não há homem que possa viver para sempre, tenha ele esperança ou confiança nisso, mas encontrarás bem poucos que tem essa habilidade de morrer... Eu te revelarei o mistério dessa doutrina; a qual muito te beneficiará para o início da saúde espiritual e para uma estável fundamentação de todas as virtudes."
Orologium Sapientiae

"Contra a sua vontade ele morreu porque não aprendeu a morrer. Aprende a morrer e aprenderás a viver, pois ninguém aprenderá a viver se não houver aprendido a morrer."
"A Viagem de Todas as Viagens: Ensina o Homem a Morrer", Livro da Arte de Morrer.

"Tudo que existe aqui, existe lá; o que existe lá, existe aqui. Aquele que estranha o aqui, encontra morte após morte. Isso só pode ser compreendido através da mente e, então, não haverá mais estranheza aqui. Aquele que estranha o aqui vai de morte em morte."
Katha-Upanishad, IV, 10-11 (Tradução inglesa de Swami Sharvananda.)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Milky - 29 de março de 1995/ 28 de janeiro de 2010

 Milky
Uma cachorrinha que passa quase quinze anos com a gente, fazendo companhia nas horas alegres e tristes, demonstrando uma felicidade e um companheirismo sem distinção e um amor incondicional deve ter pelo menos uma pequena homenagem. Resolvi gravá-la no meu blog.

Que você esteja em boas mãos, minha querida Milky! Que, como diz minha amiga Ju, você renasça  com duas pernas em vez de quatro e, como um ser humano possa praticar o Dharma. Afinal, todas as vezes em que você me via sentada em lótus meditando, você vinha de mansinho, sentava-se ao meu lado ou no meu colo e só saía quando eu terminava fazendo uma companhia silenciosa e respeitosa.

Obrigada pelos momentos felizes. Desculpe-nos pelos percalços. Se não fizemos tudo o que podíamos, fizemos o que achávamos possível e com boa motivação. Fique em paz!

OM MANI PEME HUNG

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

OM MA NI PE ME HUNG - HRIH



Avalokiteshvara (em sânscrito) ou Tchenrezig (em tibetano) é como a lua cuja luz refrescante apaga os fogos ardentes do samsara. Em seus raios o lótus noturno da compaixão abre todas as suas pétalas.

A recitação de seu mantra transforma o orgulho, o ciúme, o desejo, a ignorância e a raiva na verdadeira natureza de cada um deles: as sabedorias das seis famílias búdicas que se tornam manifestas na mente iluminada. Assim, quando o recitamos, as seis emoções são purificadas. Desse modo, recitar suas seis sílabas previne os renascimento em cada um dos Seis Reinos e também dissolve o sofrimento inerente de cada reino.

Ao mesmo tempo, sua recitação purifica os agregados do ego - os skandhas - e aperfeiçoa as Seis Paramitas ou Seis Perfeições: generosidade, conduta harmoniosa, perseverança, entusiasmo, concentração e visão interior. Assegura forte proteção contra todo tipo de influência negativa e várias formas diferentes de doenças.

A "sílaba-semente" HRIH é o catalisador que ativa a compaixão dos budas para transformar nossas emoções negativas na sua natureza de sabedoria.

Na página 367 do Bardo Thödol diz que "Chenrazi, nome tibetano de Avalokiteshvara em sânscrito é 'Aquele que olha para baixo' personificando a misericórdia e a compaixão. Os Dalai-Lamas são considerados sua encarnação. É representado comonze cabeças e mil braços, cada um com um olho na palma da mmão para indicar sua atenção sempre desperta para atender aos que sofrem. Na China, esta entidade é vista como a deusa Kuan Nyin, deusa da misericórdia, uma deusa com um menino nos braços."

Me lembrou Nossa Senhora com o Menino Jesus... E já falei sobre isso numa postagem anterior, a 28 de novembro de 2008.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O Porquê das Bandeiras Tibetanas de Oração


Na história das bandeiras tibetanas de oração é dito que o Buda recitou uma prece e ela foi impressa nas bandeiras de batalha entre dois povos. A paz foi logo restabelecida entre eles. A tradição de oferecer bandeiras de oração ao vento foi introduzida no Tibet no século oitavo por um discípulo do Buda.

Tradicionalmente, as bandeiras são erguidas ao ar livre para que as preces sejam levadas e "recitadas" pelo vento por longas distâncias. Para se saber os dias auspiciosos para que cada um ergue suas bandeiras ver a página www.guessar.com.br/bandeiras_ondequando

É importante que, após serem erguidas, as bandeiras não devam ser removidas até serem trocadas por novas. As bandeiras velhas ou gastas pela ação do tempo deverão ser queimadas e não jogadas fora no lixo comum. Sugere-se que a cada novo ano sejam erguidas novas bandeiras para que se criem uma interdependência com o ano que se inicia. Este ano (2010) é o ano do Tigre de Metal e se inicia a 14 de fevereiro. Sete bandeiras são costuradas em um cordão para serem erguidas ao vento.


Bandeira Lung ta
Nas bandeiras Lung ta ou Cavalo de Vento estão impressas preces, mantras e as figuras de cinco animais que representam as nossas forças interiores.
 
O Garuda significa a nossa coragem, sabedoria e capacidade para enfrentar obstáculos como doenças e situações difíceis.


O Dragão representa a nossa capacidade para aprender e magnetizar através do som e da fala, nosso poder e boa reputação.


O Tigre é a nossa confiança, nossa bondade e modéstia.


O Leão das Neves representa a nossa alegria, nosso contentamento, nossa beleza e nossa mente clara e precisa.
Assim, a bandeira do Cavalo de Vento ou Lung ta representa nossa capacidade de realização, nossa força motivadora que reúne e harmoniza todas as outras. Ao seresm erguidas ao vento, estas bandeiras ativarão e fortalecerão nossas forçasinteriores atraindo boa fortuna e bem-estar. Nossas aspirações e empreendimentos poderão se realizar mais rapidamente.
 
Nas bandeiras de Manjushri, o buda da sabedoria, estão impressas preces, mantras e as imagens desse buda. Ao serem erguidas ao vento, nossa boa reputação, fama e carisma se fortalecerão. Nossa capacidade de lidar de forma positiva com nossos inimigos aumentará e eles poderão ser pacificados. Nossa própria inveja e a inveja dos outros enfraquecerá. Nosso magnetismo através da fala e naossa habilidade para lidar com os obstáculos nos relacionamentos aumentará. Recebemos bênçãos diretas e a proteção de Manjushri.



Tara é o aspecto feminino do buda. Nas suas bandeiras estão impressas preces, mantras e a imagem de Tara Vermelha, a nobre mãe, a veloz salvadora, mãe de todos os budas, também chamados de vitoriosos. Ela é como uma porta aberta para a bem aventurança e o estado desperto definitivo. Quando invocada, as bênçãos de Tara chegam rapidamente. Nossa proteção contra inimigos, ladrões e desastres naturais aumentará, nossa fertilidade crescerá e nossa capacidade de realização e de enfrentar obstáculos será fortalecida.

Os Três Defeitos, as Seis Máculas e os Cinco Modos Errôneos de Reter os Ensinamentos.




Patrul Rinpoche
"Através dos ensinamentos do Dharma, podemos levar todos os seres ao estado búdico perfeito. Então, quando recebemos esses ensinamentos, é essencial que estejamos livres das falhas habituais que poderiam nos impedir de entendê-los claramente – os três defeitos, as seis máculas e os cinco modos errôneos de reter os ensinamentos. De outro modo, estudar os ensinamentos será apenas uma perda de tempo. Por favor, focalize os ensinamentos com atenção consumada e aplique as seis perfeições".

Patrul Rinpoche – The Heart Treasure of The Enlightened Ones – Shambala Editora – 1992  Páginas de 1 a 6.

Os três defeitos:
1.     Não prestar atenção aos ensinamentos;
2.     Esquecê-los;
3.     Ouvi-los com a mente cheia de pensamentos negativos.

As seis máculas:
4.     Ouvir os ensinamentos com orgulho;
5.     sem fé;
6.     indiferente;
7.     distraído;
8.     aborrecido;
9.     desencorajado.

Os cinco modos errôneos de reter os ensinamentos:
1. Lembrar das palavras, mas não dos significados;
2. Lembrar do significado, mas não das palavras;
3. Lembrar de ambos, mas falhar em reconhecer sua intenção verdadeira;
4. Lembrar de ambos, mas confundir a ordem;
5. Lembrar de um significado errado.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Oscar Wilde


"A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre."
"A forma de governo mais adequada ao artista é a ausência de governo. Autoridade sobre ele e sua arte é algo de ridículo."
"A arte, felizmente, ainda não soube encobrir a verdade."

O ego e o bolso - Por Ricardo Botelho


Artistas se suicidam pulando do ego. Já ouvimos essa piada muitas vezes (também contada trocando os artistas pelos argentinos). Se algum sujeito que atua com criação não tiver arrepios ao menor sinal de crítica (interferência) ao seu trabalho, não é o autor da criação. Escritor, Jornalista, Ator, Publicitário, Arquiteto ou Design de Interiores. Tanto faz. Todos sofrem do "mal do ego".
Mas atenção: como esses criadores podem de fato criar (especialmente, coisas novas) se não tiverem convicções que não sucumbam facilmente às intervenções exógenas, nunca estimuladoras? Sim, porque críticas construtivas são raras. Começo a crer que as críticas são feitas por aqueles que, de fato, invejam a obra criticada. Quer dizer: são traídos pelo inconsciente, pois na verdade, odeiam não serem os autores da obra. Assim, criticam destrutivamente.
Quando o crítico é o Cliente, muitas vezes, está embutida na crítica uma tática para reduzir o seu valor. Querem pagar pouco e lançam mão da velha prática de por defeito em tudo. A atmosfera se turva, o artista perde a razão e agride. Lá se vai o Cliente. Ego defendido, mas o bolso...
Sei que existem Clientes que compram o "ego do criador". São cada vez mais raros neste mundo sempre dos espertos. Depois do "pai Google" nada mais é verdade absoluta. Contestamos tudo e a todos. Pergunte aos médicos! Como tudo muda toda hora, a verdade agora é relativa. Por isso, vamos usar o ego com finalidade e momento planejados.
Na relação com o Cliente mostre a sua flexibilidade. Deixe-o à vontade. Convide-o a opinar. Use um tom de voz firme, mas tranqüilo, amistoso. Treine isso no espelho. Controle também suas reações fisionômicas. Pratique da mesma forma. 85% da comunicação é não verbal. O gestual é mais relevante. E a comunicação da face, determinante.
Não contra-ataque quando o Cliente faz uma critica. Calma! Agora é hora de colocar o bolso e não o ego à frente. Diga: "posso atender que você não tenha ficado totalmente feliz com isso, mas por favor, me ajude a compreender melhor a sua posição. Me fale um pouco mais sobre seu sentimento."
Faça isso com expressão positiva. Não emburrada. Treine no espelho.
http://www.adforum.com.br/conteudo_detalhe.asp?Pagina=&C=2&Chave=&CodConteudo=500&P=

domingo, 17 de janeiro de 2010

O que é o Budismo.



O budismo é uma abordagem científica, religiosa, filosófica. É uma tradição, um sistema de psicologia, uma prática espiritual, um método de transformação da mente. Para mim ele é uma atitude perante a vida. Existem milhares de abordagens religiosas, filosóficas e psicológicas para nos ajudar a superar as dores e as dificuldades de nossas existências.

A tradição budista, em especial, nos proporciona muitos guias eficazes a começar pelo próprio Buda que, renunciando a uma vida principesca, tomou de seu corpo e de sua mente e deles fez instrumento para a iluminação, ou seja, para se tornar espiritualmente livre.

A tradição budista abarca um sistema até hoje irrefutável de psicologia e prática espiritual iniciada há cerca de seis séculos a.C. e desenvolvida ao longo de milhares de anos. Para o budismo é extremamente importante a maneira como encaramos as situações da vida diária enriquecendo a tecnologia do despertar com métodos que transformam nossas experiências e emoções com energias criativas aumentando nosso desenvolvimento espiritual e nos conduzindo aos mais elevados estados de consciência.É uma abordagem científica do trabalho que salienta a autoconsciência crítica nos levando a realizar todas as lições e conselhos espirituais à luz de nossa própria experiência e observação.

No budismo a compreensão apenas como exercício intelectual não tem o menor valor a não ser que ela  transforme nossa vida. Não é aprendizado e sim o reconhecimento da natureza da realidade o que nos leva ao ponto de vista de que o sofrimento existe porque somos ignorantes - no sentido de que já temos uma natureza pura e não sabemos - porque temos medo e necessidades. Assim condicionados, acreditamos que o alívio jaz fora de nós mesmos ignorando que a paz está dentro de nós. Se estamos onde estamos, fomos nós e não os outros que nos colocaram neste lugar. Logo, cabe a nós e a mais ninguém nos tirar desta situação.

O Buda foi um sábio e um terapeuta para a mente e não um pregador religioso. Ele não foi um profeta, um messias. Não fundou nenhum credo ou religião. É atribuída ao Buda a afirmação de que não devemos aceitar algo porque é acreditado por muitas pessoas ou porque vem de algum livro. Ele estimulava o uso da própria compreensão, do discernimento após ponderação cuidadosa.

A questão é que o que quer que alguém esteja tentando aprender, énecessário que tenha a experiência de modo direto em vez de extraí-la de livros ou de mestres ou apenas com a adaptação a um padrão já estabelecido. O Buda se propôs a não aceitar nada que não tivesse primeiro descoberto por si mesmo. Não se trata da tentativa de obter ajuda de nenhuma outra pessoa, mas sim de descobrir por si próprio.

Todos estes conceitos, ideias, esperanças, receios, emoções e conclusões são criados a partir de nosso pensamentos especulativos, das nossas heranças psicológicas, da nossa educação e assim por diante. Tendemos apenas a colocá-los todos juntos, o que é causado, em parte, é evidente, pela falta de qualificação do nosso sistema educacional. Dizem-nos o que pensar em vez de nos ensinarem como realizar buscas verdadeiras em nosso íntimo.

O importante é transcendermos o padrão de conceitos mentais que formamos. Dessa forma, é necessário introduzir a idéia da conscientização. Podemos então nos indagar todas as vezes e podemos ir al´me de meras opiniões e das supostas conclusões de bom-senso. Temos de aprender a ser cientistas qualificados e a não aceitarmos nada. Tudo deve ser vista através do nosso próprio microscópio e temos que chegar às nossas próprias conclusões e do nosso modo. Até que façamos isso, não há Salvador, nem Guru, nem bênçãos e orientação que possam servir de auxílio.

A questão como um todo, então, é que devemos ver com nossos próprios olhos e não aceitar nenhuma tradição apresentada como se ela possuísse algum poder mágico inerente. Não existe nada mágico que possa nos transformar de um momento para o outro. No entanto, como temos uma mente mecanizada, sempre procuramos por algo que funcione a um leve aperto de um botão. Existe uma grande atração pelo atalho e, se existir algum método de profundidade que ofereça um caminho rápido, preferiremos segui-lo a suportar jornadas árduas e práticas difíceis. Seja na prática da meditação ou na vida do dia-a-dia, existe a tendência de sermos impacientes.

Buda nunca alegou ser uma encarnação de Deus ou qualquer tipo de divindade. Era apenas um simples ser humano que tinha passado por certas coisas e que tinha alcançado o estado de vigília da mente. É possível, pelo menos parcialmente, para qualquer um de nós fazer esta experiência.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Dez ideias para ser mais positivo.



1. Aproxime-se de pessoas positivas
2. Procure os lados positivos de quais quer notícias.
3. Leia livros e artigos que lhe ensinem algo útil e positivo.
4. Cuidados com seus próprios sentimentos negativos. Substitua-os por pensamentos de possibilidades positivas.
5. Faça um treinamento para transformar os problemas em desafios à sua criatividade.
6. Não se prenda em demasia ao passado.
7. Pense num futuro sempre melhor que o presente.
8. Procure vivenciar experiências positivas.
9. Mova-se rapidamente dos problemas para as oportunidades.
10. Enxergue eventuais derrotas como degraus da escala da vida.

Aproveite o Poder Mental das Palavras - Daniel Galilea



Este texto é antigo. Data de 05 de outubro de 2007. Achei nos meus guardados, pois, como sabem, estou em fase de revolver a casa e reformar tudo. Muito antes de "O Segredo" e da Neuroplasticidade já tinha gente falando da mudança das ideias, da mente e do cérebro mediante atitudes e reformulações de comportamentos.

"Para cada 'má' ideia que se forma na mente, existe 'boas' fórmulas verbais que a desativam. Isto acontece porque as palavras são muito mais que meros grupos de letras que tem um significado e fazem parte de um discurso: podem ser autênticas vacinas e antídotos para o negativismo psicológico e o consequente mal-estar emocional. Faça o teste: ao repetir a palavra 'paz' você ficará mais relaxado e se disser 'guerra' várias vezes estará nervoso. A razão é o fato de as palavras terem um efeito poderoso sobre as emoções - tanto que podem modificá-las. Uma das melhores ferramentas para neutralizar os pensamentos que causam mal-estar é elaborar e utilizar uma série de fórmulas neurolinguísticas ou 'frases antídoto", carregadas de emoções positivas e que ajudam a criar um ambiente bom. Os pensamentos negativos que tendem a gerar ódio, medo, desconfiança, raiva e outros sentimentos ruins podem ser eliminados porque se baseiam em programações mentais tóxicas registradas no cérebro em nossos primeiros anos de vida. 'Copiamos modelos, crenças, formas de olhar, opinar e sentir de pessoas que admiramos e imitamos na infância como pais, educadores e amigos', afirmou o psicoterapeuta José Maria Dória, diretor da Escola Transpersonal de España. http://www.escuelatranspersonal.com Os programas tóxicos são ativados de forma automática e reativa. Trata-se de uma associação no cérebro diante de um estímulo determinado e do qual sem sempre temos consciência - é como ver uma pessoa que nos lembra alguém com quem não nos damos bem ou um cachorro parecido com outro que nos mordeu. 'A ativação de um pensamento prejudicial traz uma interpretação negativa e depressiva do que está so nosso redor. Isso não nos deixa relaxar e faz com que não gostemos de nós mesmos', apontou o especialista. Ao mudar a idéia, há uma mudança de ação. Para conseguir se libertar dos pensamentos ruins que inundam a mente é preciso buscar as palavras ou conceitos que representem o oposto do pensamento negativo. Elas neutralizarão este efeito e ajudarão a desenvolver um novo programa mental no inconsciente. O processo de reprogramação consta de seis fases básicas:
1. Construa suas fases positivamente com base em afirmações e sem mencionar a ideia que quer neutralizar e também em tempo presente. O correto é 'tenho confiança na vida' em vez de 'não terei medo de nada'.
2. Repita várias vezes a fórmula inclusive diante de outras pessoas. embora você não acredite de início ou ouça de outros que fazer isso é uma loucura, uma bobagem ou uma pretensão desmesurada, verá como a nova idéia irá se instalando em sua mente.
3. Pronunce mentalmente ou em voz alta as frases selecionadas quando estiver sob ataque de determinados pensamentos concentrando-se no positivo e evitando que o negativo aja contra você.
4. Durante 40 dias escreva suas frases positivas a cada manhã. leve em conta que a linguagem cria a realidade e é uma enorme ferramenta para programar seu inconsciente que se modifica graças às repetições.
5.Ao longo de cada dia observe as ações que estejam de acordo com seus novos pensamentos e detecte os intomas às vezes sutis da mudança de conduta impulsionados por uma nova forma de usar a cabeça. Quem cultiva um sentimento colhe uma ação no mesmo sentido.
6. À noite, pergunte a si mesmo: 'Em que progredi hoje?' Tome consciência das três ou quatro ações destinadas a expressar os novos pensamentos que você está semeando e aproveite-os. Isto forma uma nova 'programação mental'.
A frase 'o que pensarão de mim' não resiste a outras como 'evito fazer suposições que são apenas projeção dos meus complexos e histórias pessoais. Deixem-nos pensarem o que quiserem. Faço coisas que são bem recebidas pelos outros. Sou único no Universo, diferente de todos os demais e, portanto, tenho que ser eu mesmo.' Outro exemplo é o pensamento 'e se me sair mal?' que pode ser destivado com a seguinte repetição: 'Cada obstáculo é uma forma de ajustar o rumo a fim de que a travessia seja um êxito. A cada momento vou enfrentando os problemas que surgem. Sigo adiante sem meparalisar ou desistir ante a possibilidade de algo ir mal. Quando chegar o momento da dificuldade, minha mente estará mais preparada e estarei em outra situação. O que hoje me parece impossível daqui a algum tempo não será mais'".

sábado, 9 de janeiro de 2010

Lam Rim


Atisha Dipamkara
 
O Lam Rim (tibetano: lam "caminho", rim "estágios) é uma forma textual do budismo tibetano para mostrar o caminho completo para a iluminação como ensinado por Sidarta Gautama. Na história do budismo tibetano existem muitas versões diferentes do Lam Rim apresentadas por diferentes mestres das linhagens Nyingma, Kagyu e Gelug. A linhagem Sakya tem uma forma textual similar chamada Lam Dre. Entretanto, todas as versões do Lam Rim são baseadas em extensões do texto raiz de Atisha  Dipamkara (século VI), "Uma Lamparina para o Caminho". (...) Os budistas vajrayanas acreditam que os ensinamentos do Lam Rim são baseados nos sutras que o Buda ensinou perto da cidade de Radgir na Índia e que o Buda ensinou o sutra do caminho pequeno, do caminho médio e do longo caminho simultaneamente. Estes sutras de sabedoria foram dados por Maitreya e Asanga como um ponto inicial para seu trabalho enciclopédico, o Abhisamaya-alamkara (Ornamento das Claras Realizações) no qual enfatizam os significados ocultos dos sutras. Acredita-se que os significados ocultos dos sutras estão contidos em número e ordem de assuntos. O número e a ordem do assunto são vitais para quem quer colocar a filosofia em prática. Athisha Dipamkara tomou os números e as ordens  dos assuntos do Abhisamaya-alamkara como base para escrever o primeiro texto Lam Rim: "A Lamparina do Caminho" que, portanto, contém os pontos essenciais de todos os ensinamentos e tantras na ordem lógica para a prática."

Uma palavra. Muitos significados.

Essa¹: estrado que se ergue numa igreja para nele se colocar um cadáver enquanto se efetuam as cerimônias fúnebres; catafalco. Espécie de túmulo vazio erguido em um templo enquanto se sugraga a alma do defunto; cenotáfio.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Mensagem da Drika da Guessar


Windhorse is a translation from the Tibetan - the Wind referring to the energy of the basic goodness of life; the Horse referring to the capacity to ride this energy no matter what obstacles confront us.

"Em meio às tremendas incertezas de nossos tempos, precisamos encontrar uma forma de lidar com as dificuldades, crises e problemas; entendê-los para transformá-los e superá-los com uma profunda aceitação interna e compaixão. Desta forma, encontraremos nossa paz e estabilidade interior tão necessárias para enfrentar os desafios da vida. Nestes tempos turbulentos, seguir um caminho espiritual nunca foi tão urgente. O fato de termos ensinamentos de grandes tradições espirituais aindas disponíveis é uma grande fonte de esperança para nós." - Sogyal Rinpoche.

"Fique à vontade para acessar nosso site www.guessar.com.br e conhecer a nossa loja on-line. Que as condições auspiciosas se manifestem para todos nesta semana!
Drika."

The Other Side of Fear



"Going into your fear is like going through a fog. The key is whether you're regarding what you experience as simply something real or instead as monumental entrapment, imprisonment. If you panic further, you breed cowardice. If you don't descend into cowardice, then you just have an experience of fear. You can break through without being a coward, at that point. It's a matter of invoking fundamental windhorse*, fundamental confidence. If you are able to join fear and uncertainty with genuine confidence, then you will come through to the other side. Dealing with the two sides of the coin in yourself is difficult, but it can be done. You discover a further commitment to working with yourself on the warrior's path and a further feeling of connection in your life."

"Enfrentar o seu medo é como atravessar um nevoeiro. A chave é saber se você está se relacionando com algo real ou com uma monumental armadilha, com uma prisão. Se você sentir mais pânico pode ser que tenha uma natureza covarde. Se você não for covarde, então, só o que você tem a fazer é enfrentar o seu medo. Você pode atravessá-lo sem ser covarde. É só invocar o seu cavalo de vento* interior. Se você for capaz de unir o medo e a incerteza com a confiança verdadeira, então, você vai chegar do outro lado. Lidar com os dois lados da moeda não é muito fácil, mas não é impossível. Aí, você descobre um novo compromisso de trabalhar consigo mesmo no caminho do guerreiro e passa a ter uma sensação maior de conexão com a sua vida."

From "The Other Side of Fear, " pages 108 to 109, in SMILE AT FEAR:
AWAKENING THE TRUE HEART OF BRAVERY. ("O outro Lado do Medo: Despertando o verdadeiro coração da bravura")

*Wind-horse / Cavalo de vento http://www.glossary.shambhala.org/#WINDHORSE

Idéia fixa

Com esse negócio de reforma, estou com uma idéia fixa de blogs de arquitetura, decoração e afins! Acabei de adicionar dois blogs no "campo" Navegar: "Estúdio de Idéias Criativas" e "A Casa que a Minha Avó Queria" no melhor estilo provençal que eu adoro! Quem gosta de ver coisas bonitas e criativas, muitas vezes de uma simplicidade e facilidade de fazer que eu fiquei me perguntando: - Como é que eu não pensei nisso antes?
Bobear, se eu achar mais, vou colocando no Navegar. Aproveitem!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Happy New Year by Tai Situ Rinpoche

http://www.palpung.org/movie/videoplayer.swf?themoviein=/movie/video/talks_of_kenting_tai_situpa/blessing/for_year_2010e_1.flv&themovieno=5
In five parts. The year of the tiger of metal starts on February 14th.

2010 Ano do Tigre de Metal


Acabou-se o jardim...


Atrás de mim já não tem mais nada!

Acabou-se o jardim. Ou quase. O marido e os filhos arrancaram verdadeiras árvores da jardineira. A cheflera tinha uma raiz que "caminhou" fazendo até a curva da jardineira lá trás no fundo da foto! Impressionante! E o estrago? Trincas por todo lado que foram devidamente calafetadas e já testadas com as chuvas, tempestade e temporais desse fim de ano. Salvamos o jasmim para um vaso bem grande e uma pitangueira também. A outra pitangueira vai para o lote do nosso vizinho. Ele adorou! Ela deve ter sido obra de passarinhos e morcegos porque eu só plantei uma! A terra estava literalmente morta! Nem uma minhoquinha para contar a estória. Vai pro vizinho também que quer segurar um muro que a chuva quase levou. Só ficamos um pouco devassados porque as plantas nos escondiam dos prédios, mas... paciência. Vamos comprar muitos vasos com rodízios embaixo e "passear" com as plantas pelo terraço!

Conselho meu: quem tem terraço no apartamento nunca, jamais, em tempo algum construa uma jardineira. Plante tudo o que quiserem em vasos porque raiz e água tem uma força sutil, sorrateira, traiçoeira que, quando nos damos conta, o estrago está feito: adeus impermeabilização e como vai dona goteira!

Está com raiva? Treine a paciência?

Clique aqui!
http://www.dharmanet.com.br/shantideva/6.htm

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Gandharvas

“Quando a consciência emerge do estado de luminosidade, experimentamos instantaneamente as três visões da luz em ordem inversa – preta, vermelha e branca – e os oitenta instintos básicos da ilusão, paixão e agressão tornam-se ativados na corrente mental. Ao mesmo tempo, as formas sutis dos elementos surgem: a energia do ar emerge do espaço, o fogo do ar, a água do fogo e a terra da água. A reaparição desses fenômenos sutis cria o corpo mental do bardo, determinado pelas impressões kármicas ou tendências da consciência original. Esse ser do bardo é conhecido como gandharva, um tipo de fantasma faminto. Não estamos, na verdade, em um dos seis reinos neste ponto, mas se permanecermos por um templo muito longo sem encontrar um renascimento, podemos nos tornar fantasmas famintos em pleno desenvolvimento. Gandharvas são conhecidos como comedores de aroma porque vivem do aroma dos alimentos. Mas só podem obter sustento de alimento que tenha diso dedicado a eles, portanto, sem isso, sentem anseios de fome como se tivessem corpos de carne e osso.”

Vazio Luminoso – Francesca Fremantle – páginas 426/427

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Dive into fear!

For some people, fear has no logic. For certain others, it brings tremendous logic of this and that. There are infinite possibilities, so many ways to prove that one's fears are valid. We can always find good reasons to be afraid. But in this case, rather than taking an analytical approach to fear, you should just look at your fear directly. Then, jump into that fear. If you do that, the next thing you will experience is a sense of complete flop. Fear brings together a lot of intense energy. When you dive into it, you feel as if you have just pierced a balloon. Or it's as if you have just dived into ice water; there's a sudden coldness. Then you will feel a tinge of sadness. Beyond that, you may feel some continuing sense of isolation and uncertainty, which is the leftovers of the fear, but nevertheless, the quality of intense fear begins to subside, and your fear becomes somewhat reasonable and workable.

Para algumas pessoas, o medo não tem lógica. Para alguns outros, traz uma lógica imensa sobre isto e aquilo. Há infinitas possibilidades, tantas maneiras de provar que os temores de alguém são válidos. Podemos sempre encontrar boas razões para ter medo. Mas neste caso, ao invés de tomar uma abordagem analítica para o medo, devemos apenas olhar para o nosso medo diretamente. Então, pular dentro do medo. Se vocês fizerem isso, a próxima coisa que você vão experimentar será uma sensação de fracasso. O medo reúne uma grande e intensa quantidade de energia. Quando vocês mergulharem nele, vocês sentem como se tivessem apenas furado um balão. Ou como se vocês tivessem apenas mergulhado na água gelada, há uma frieza súbita. Então vocês vão sentir uma pontinha de tristeza. Além disso, vocês podem ter algum sentimento permanente de isolamento e incerteza, que são as sobras do medo, mas a qualidade intensa do medo começa a diminuir, e seu medo se torna meio que razoável e praticável.

From "The Other Side of Fear, " page 108, in SMILE AT FEAR: AWAKENING THE TRUE HEART OF BRAVERY. - Chogyam Trungpa Rinpoche.

http://www.shambhala.com

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Lições do Mestre

Yongey Mingyur Rinpoche

Como lidar com o sofrimento? Qual o meio mais habilidoso de não se cortar nas lâminas afiadas apresentadas pela vida? Mingyur Rinpoche, monge tibetano de 33 anos que hoje reúne milhares de alunos em todo o mundo, ensina no seu mais novo livro, Joyful Wisdom (Alegre Sabedoria), como enfrentar situações difíceis sem sofrer mais do que o necessário.

Nos monastérios onde viveu, ele era sempre o menorzinho da turma. Passava por debaixo das mesas quase sem abaixar a cabeça, corria de lá para cá como um ratinho e zanzava entre os monges mais velhos sem ser percebido. “Quando a sala de meditação estava cheia, vinha sempre alguém na minha direção para se sentar onde eu estava, pois era tão miudinho que o lugar parecia estar vazio”, conta ele. Talvez por aparentar tamanha fragilidade e sentir-se tão desprotegido, o pequeno Yongey Mingyur sofreu muito. Tinha frequentes ataques de pânico, sentia-se amedrontado com as enormes (para ele) dimensões do monastério e atravessou noites seguidas com pesadelos horrorosos porque achava que alguém fosse acusá-lo de ter quebrado o vidro da sua janela que, um dia, apareceu rachado. Justamente por isso, ninguém melhor do que ele para saber o que uma pessoa sente diante de uma situação que lhe parece avassaladora.

Seguindo os ensinamentos que lhe foram passados por seus mestres budistas, pouco a pouco Rinpoche começou a entender o processo de como caía nas armadilhas dos seus pensamentos e começava a sofrer. Algo que todos nós fazemos sem darmos conta.

No seu primeiro livro, Alegria de Viver, Descobrindo o Segredo da Felicidade (Campus Elsevier), Mingyur Rinpoche conta como superou seus traumas por meio da meditação. No segundo, o recém-lançado Joyful Wisdom (ainda sem tradução em português), ele explica quais atitudes e recursos temos para nos poupar do sofrimento inútil ou minimizar as dores que não se pode evitar. Acompanhe aqui algumas das preciosas lições de sabedoria do monge tibetano, ensinadas em seus livros, cursos e palestras. Com certeza elas têm a possibilidade de nos conduzir a uma vida mais plena, alegre e cheia de sabedoria.

1 - Dê um passo para trás

Dizem os ensinamentos budistas: não importa qual a situação, sempre é possível observá-la de outra perspectiva. Uma coisa é olhar para um rio mergulhado dentro dele, outra é vê-lo da margem e vislumbrar melhor o que ele é, o seu curso e onde vai parar. “Quando estamos totalmente imersos dentro da água, ou, de maneira correlata, dos nossos sofrimentos, podemos nos afogar sem perceber”, diz Mingyur Rinpoche. Nessa situação, a água entra pelo nariz, turva os olhos, não conseguimos respirar. “Não há nenhuma vantagem em permanecer assim. Então, nem que for por um instante, precisamos tentar sair da situação para encará-la de outra maneira”, ensina. Pelo menos para inspirar um pouco de oxigênio, se afastar da turbulência, nos fortalecer. Por momentos, podemos ver que não somos o próprio rio, só estamos envolvidos nele. Dar um passo para trás e observar o que acontece de outro ângulo é essencial para desenvolver outra perspectiva. "Esse afastamento da situação pode ser muito positivo. A partir desse momento, ela não tem mais o poder de nos arrastar para o fundo do poço”, afirma o mestre. Esse distanciamento nos oferece uma nova visão da realidade, mais verdadeira e abrangente.

2 - Acolha a dor

“Os ensinamentos de Buda feitos há 2 500 anos não dizem como superar a solidão, o desconforto e o medo que preenchem nossa vida. Muito pelo contrário. Suas lições mostram que só seremos capazes de encontrar a liberdade ao aceitar os sentimentos provocados pelos percalços em que esbarramos no caminho”, relata Mingyur. Dessa maneira, podemos acolher o incômodo que as instabilidades nos trazem, sem deixar que elas possam nos imobilizar completamente. “Percebemos que estamos sofrendo, aceitamos essa condição. No entanto, não somos mais engolidos pela dor.” Uma das formas de facilitar esse processo é a meditação. Durante a prática, também podemos perceber o rio dos nossos pensamentos, e a turbulência emocional que se origina deles. “Mesmo hoje, 20 anos depois de aprender a meditar, ainda estou sujeito à maioria das emoções humanas”, conta Rinpoche. “Dificilmente seria alguém que poderia ser chamado de ‘iluminado’. Me canso, como todo mundo. Algumas vezes estou zangado, frustrado ou aborrecido. Mas agora, tendo aprendido a trabalhar com minha mente, percebi que essas experiências mudaram de nível.” Em vez de ser soterrado por elas, Mingyur aprendeu a acolhê-las e a aproveitar as lições que elas oferecem.

3 - Não compre o pacote todo

O cérebro humano está constantemente processando diversas faixas de informação por meio dos cinco sentidos. Ele as compara com experiências passadas, presentes e por vir, prepara o corpo para reagir de certa maneira e, ao mesmo tempo, áreas relacionadas com a memória e com a projeção do futuro são ativadas. Para facilitar esse processo de cognição, descarta algumas informações e sintetiza aquelas que selecionou num único pacote. É um sistema complexo que funciona razoavelmente bem para o que precisamos no dia-a-dia. “Mas a maneira de ele funcionar traz uma desvantagem ao ver as coisas como um todo”, diz o monge. “Dessa forma, podemos perder muitos dados importantes que teriam a capacidade de influir e modificar a nossa avaliação de determinada situação.” Ou seja, baseados em informações gerais fornecidas pelo cérebro, pensamos que a situação é de um determinado jeito, mas, na realidade, ela pode ser de outro. Trocando em miúdos, existe uma grande chance de estarmos completamente enganados.

4 - Desconfie dos seus julgamentos

Uma história contada no livro Joyful Wisdom ilustra bem essa possível interpretação equivocada da realidade. Certa vez, Mingyur Rinpoche estava no museu de cera de Paris, quando viu uma estátua do dalai-lama. Era uma reprodução perfeita e vívida do líder espiritual tibetano, embora estivesse ligeiramente na penumbra. Ele então chegou mais perto para olhar todos os detalhes, pois conhece Sua Santidade bastante bem. Estava assim entretido, quando um casal se aproximou. Ele não percebeu sua presença e continuou a atenta observação. Por sua vez, os dois turistas também o observavam detidamente, pensando que Rinpoche fazia parte da cena moldada com cera: o dalai-lama com um monge pequenininho ao lado. “Quando finalmente eu me mexi, os dois deram um grito de pavor”, lembra. “Eu, por minha vez, levei um susto com a presença deles. Depois de nos recuperarmos do choque, e darmos boas risadas juntos, me ocorreu que esse episódio fugaz era capaz de revelar um dramático aspecto da nossa condição humana”, conta Rinpoche. “Vemos o que esperamos ver, limitados por nossa própria capacidade de observação. E o que percebemos pode não ser a realidade como ela é.” Nos agarramos em nossas percepções e conclusões, e a defendemos com unhas e dentes, sem perceber que elas têm grande chance de não serem reais. “A realidade pode bem ser diferente daquilo em que acreditamos. Para compreender o que uma situação realmente é, teríamos de estar num estado que Buda chamou de ‘iluminado’”, explica o monge no seu livro. Ou seja, num estado não limitado por nossas percepções errôneas. A iluminação é como se, de repente, se acendesse a luz de um quarto escuro e a gente fosse capaz de ver como ele realmente se apresenta. E assim poder dizer: “Nossa, aquela coisa em que eu tropeçava sempre é uma mesa! Aquela outra coisa que achava que era um criado-mudo é uma cadeira!” Traduzindo: olhamos para a vida dominados por nossas percepções, concepções e emoções. E elas são filtros que distorcem a realidade. Portanto, aceitar que nossa visão tende a ser limitada, e que podemos não ter razão em nossos julgamentos, é sempre um bom começo para diminuir e relativizar as emoções dolorosas provocadas por eles.

5 - Aceite que sofrer faz parte da vida

Sofremos por diferentes razões. Mas uma das distinções mais cruciais, no entanto, é saber distinguir o sofrimento “natural” do sofrimento “autocriado”. O primeiro inclui tudo aquilo que não podemos evitar na vida. Classificados nos textos budistas como as dores ligadas ao nascimento, envelhecimento, doença e morte, são experiências que fazem parte das transições mais importantes da existência. Eles se apresentam como condições naturais que envolvem o desconforto físico. Mas há outro tipo de sofrimento que se desenvolve com base em avaliações psicológicas autocriadas, experiências que surgem de nossa interpretação de fatos e eventos, como ressentimento ou raiva contra as pessoas que não vivem do jeito que a gente gosta, inveja de quem tem mais do que nós ou uma ansiedade paralisante quando não há a mínima razão para isso. “Esses sentimentos dolorosos gerados por nossas concepções são baseados em histórias que contamos a nós mesmos, fortemente enraizadas em nosso inconsciente, sobre não ser suficientemente bom, rico o bastante, bonito ou seguro na medida certa, ou outras formas parecidas”, diz Rinpoche. O sofrimento autocriado é essencialmente uma invenção mental. “É como eu mesmo pude constatar com relação à minha própria ansiedade e medo, não é menos doloroso do que o natural. Mas, em vez de ficar julgando com pensamentos como ‘Por que eu estou sozinho?’, ‘Será que tem um jeito de sair disso?’, ‘Não quero mais sentir tal coisa de jeito nenhum!’, poderíamos olhar para esses sentimentos dolorosos e dizer que há solidão, há ansiedade, há medo, como se essa dor fosse uma condição não pessoal, mas algo que simplesmente faz parte da vida”, aconselha o monge. É uma maneira de compreender a Primeira Nobre Verdade ensinada por Buda: a de que o sofrimento (dukkha) existe e de que é uma condição natural da humanidade. “A palavra dukkha é traduzida no Ocidente, de uma maneira um tanto pesada, por sofrimento. Mas o termo se refere mais a um desconforto, algo que incomoda, aquela coisa que raspa no peito mesmo quando a gente está feliz”, explica o monge tibetano. “Aceitar que essa dor existe e que pertence ao nosso mundo, e não ficar o tempo todo lutando contra ela como algo a ser subjugado, é o primeiro grande passo para cessar aquilo que nos faz sofrer.”

Revista Bons Fluidos – Junho de 2009

Direção de arte • Camilla Sola

Texto • Liane Alves

Videos no Tergar Meditation Community http://tergar.org/resources/videos.shtml

Remendando

Espadinhas de São Jorge

Jasmim-estrela
Dinheiro-em-penca
As frutinhas da Cheflera
Até que enfim, uma noite com chuva, mas sem goteiras! Eu, o marido e os filhos - com exceção de um que arranjou uma menina que "só qué, só pensa em namorá" e vai levar uma bronca por não ter vindo ajudar - tiramos a terra da jardineira do terraço, separamos as plantas mais importantes para colocar em vasos e já marcamos com tinta branca onde estão os pontos de infiltração, tanto na jardineira quanto no piso. Ficou parecendo cena do crime!
Uma cheflera (scheffera arboricula) que eu ganhei num sorteio de um encontro de decoradores, já tinha sido podada até em baixo porque virou mesmo uma árvore! A danada tinha um tronco de cerca de 18 centímetros de diâmetro e formou uma raiz tão grande e longa, com cerca de seis centímetros de diâmetro, que fez a curva da jardineira! Quem sentiu falta foram os morceguinhos que comiam as frutinhas dela! Simplesmente sumiram, tadinhos!
Salvamos o boldo-do-chile (peumus boldus), a pitangueira, a camélia branca, a mirra (do hebraico maror ou murr que significa amargo e tem propriedades antisépticas), o jasmim-estrela (jasminum nitidum), o dinheiro-em-penca (callisia reppens) e mais um monte de plantas de forração como as espadinhas-de-são jorge (sansevieria trifasciata) que já enfeita caldeirõezinhos antigos na minha sala.
Foi uma bagunça e tanto, mas também uma excelente terapia! Vamos remendando devagarzinho.
Domingo que vem tem mais porque é o único dia em que ninguém trabalha, mas carrega pedra! Digo, terra!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Divagando.


Sonhei com uma coisa ruim e não me lembro o que era. Ando digitando demais, traduzindo demais e talvez esteja me sentindo culpada por não estar meditando como deveria.

O vizinho debaixo tosse prá burro e está cada dia pior. Cada noite pior. Depois que descobri que a profissão dele é carcereiro, ele me chama mais ainda a atenção. Na realidade é um sujeito estranho, taciturno, ainda jovem, mas com ares ranzinzas. Por duas vezes espancou o filho de treze anos. Me retorci para não chamar a polícia. O filho vive com a mãe, ainda bem! O homem não nos cumprimenta. Paciência!

Fiquei pensando nas coisas que Yongey Mingyur Rinpoche falou. Cravou tudo em mim porque copiei à medida em que ele falava no vídeo e agora estou digitando à medida em que traduzo.

De que adianta saber os termos "técnicos" do budismo se eles não nos liberam? São mais conceitos!

Será que Jesus nasceu mesmo nessa data chata que chove sem parar? Será que uma mãe teria coragem de colocar seu recém-nascido num cocho onde burros e vacas comem? Acho tudo isso tão estranho. Não gosto de natal nem de ano-novo. Prá mim não tem mais o menor significado. É Papai Noel, uma compração de coisas, presentes pra fulano, presentes prá ciclano! De onde veio isso? O natal não é prá comemorar o nascimento de Jesus? Tá comprando presente pra quê? Mas como já disse, será que ele nasceu nessa época mesmo? Ah! Deixa prá lá!

É bom quando consigo ficar sem pensar nem que seja por alguns segundos. Descanso a mente.

Essa dor na perna me inquieta. Sinto-me velha, feia, indesejável, inconveniente, excessiva e inútil sem trabalho. Lembro-me que o Rinpoche falou muito nisso, em como é triste ficar velho, em como as pessoas se afastam, não querem ver você por perto.

A briga com minha mãe, as cobranças e manipulações dela me saturaram, a gota d'água. A Milky doente, a preocupação com o futuro dos meus filhos que, apesar de adultos, ainda vivem comigo, o que eles farão se eu faltar, o que farão se o pai faltar, o que farei se algum deles faltar! Começo a pensar na morte, mas de uma maneira viceral e tudo ficará registrado aqui, mas eu não estarei mais. Muita gente acha que sou muito Clarisse, mas Lispector morreu de câncer muito antes de alcançar a minha idade.
Tem sol hoje.

domingo, 13 de dezembro de 2009

O Budismo é lógico! Não há espaço para fantasias no budismo!

Terminando de ler o livro "Vazio Luminoso", quero compartilhar que o budismo é totalmente lógico! Apesar de muitas deidades, elas não são nada além do que um meio hábil, um simbolismo para que possamos despertar em nós mesmos suas qualidades de amor, compaixão e sabedoria. Digo despertar porque essas qualidades já estão inerentes em nós. Logo, o budismo costuma dizer que já somos as deidades, já somos buda, seres iluminados. Somos um diamante, porém, encoberto pela lama da nossa ignorância, da ignorância daquilo que o budismo nos ensina, de que devemos ser amigos até de nossos defeitos e sentimentos ruins e transformá-los no diamante. O que fazemos quando encontramos uma pedra preciosa no solo? Retiramos, limpamos e posteriormente lapidamos. Então, ela mostra todo o seu brilho! As práticas são essa lapidação, esse polimento. Isso é o que se chama de "estágio de criação da yoga das deidades". À medida que nós aprendemos a trabalhar com as imagens , gradualmente experimentamos o significado das deidades diretamente, sem pensamento conceitual, automaticamente. Somos como elas, somos uma deidade. Nosso corpo se torna precioso e passamos a agir na vida com mais cuidado, com mais carinho conosco e com todas as pessoas. Como está no livro, "em vez de imaginá-las, (as deidades) sentimos a presença real de suas naturezas até que finalmente possam se tornar tão reais que as encontramos cara a cara". As deidades iradas não são motivo para que sentir medo ou aversão ou mesmo que se imaginar que elas são coisas más, demoníacas. Elas agem com uma energia irada, mas por pura compaixão, assim como uma mãe chama vigorosamente a atenção de um filho quando ele solta sua mão e, atravessando a rua, corre o risco de ser atropelado.

sábado, 28 de novembro de 2009

Quotes - Citações

On Anger: Holding on to anger is like grasping a hot coal with the intent of throwing it at someone else; you are the one who gets burned.
On Truth: Three things cannot be long hidden: the sun, the moon, and the truth.
On Anger: You will not be punished for your anger; you will be punished by your anger.
On Work: To be idle is a short road to death and to be diligent is a way of life; foolish people are idle, wise people are diligent.
On Friends: An insincere and evil friend is more to be feared than a wild beast; a wild beast may wound your body, but an evil friend will wound your mind.
On Love: You, yourself, as much as anybody in the entire universe, deserve your love and affection.
On Envy: Do not overrate what you have received, nor envy others. He who envies others does not obtain peace of mind.
On Good Deeds: Neither fire nor wind, birth nor death can erase our good deeds.
On Thought: The mind is everything. What you think you become.
On Gratitude: Let us rise up and be thankful, for if we didn't learn a lot today, at least we learned a little, and if we didn't learn a little, at least we didn't get sick, and if we got sick, at least we didn't die; so, let us all be thankful.
On Hatred: Hatred does not cease by hatred, but only by love; this is the eternal rule.

Sobre a Raiva: Guardar raiva é como uma pegar um carvão quente com a intenção de jogá-lo em outra pessoa, você é o único que fica queimado.
Sobre a Verdade: Três coisas não podem ser escondidas por muito tempo: o sol, a lua, e a verdade.
Sobre a raiva: você não será punido por causa de sua raiva, você será punido por sua própria raiva.
No trabalho: Ser ocioso é um caminho curto para a morte e ser diligente é um modo de vida, pessoas tolas são ociosas, pessoas sábias são diligentes.
Sobre Amigos: Um amigo insincero e mau é mais temível que um animal selvagem, um animal selvagem pode ferir seu corpo, mas um mau amigo ferirá sua mente.
Sobre o Amor: Você mesmo, tanto quanto qualquer pessoa no universo inteiro merece seu amor e carinho.
Na inveja: não superestimar o que você tem recebido, nem os outros de inveja. Aquele que inveja outros não obter a paz de espírito.
Sobre as Boas Ações: Nem fogo, nem vento, nem o nascimento e nem a morte podem apagar as nossas boas ações.
Sobre o Pensamento: A mente é tudo. O que você pensa é o que você se torna.
Sobre a Gratidão: Vamos nos levantar e ser gratos, porque se nós não aprendemos muito hoje, pelo menos aprendemos um pouco, e se não aprendemos um pouco, pelo menos nós não ficamos doentes, e se que ficamos doentes, pelo menos, nós não morremos, por isso, vamos todos estar agradecidos.
Sobre o ódio: o ódio não cessa pelo ódio, mas apenas por amor, esta é a regra eterna.

Postado no Facebook por Samten Dharma e traduzido ao português por mim.

Visões no bardo do dharmata - Visions in the dharmata bhardo.






Tudo dentro da nossa experiência inteira é construído e condicionado pelos cinco elementos, pelos cinco skandas e pelos cinco venenos. Mas, durante o bardo do dharmata, o samsara é invertido: a experiência comum é virada de trás prá frente, de dentro para fora e de cabeça para baixo. Em vez de perceber somente o aspecto grosseiro e externo das coisas, experimentamos sua essência pura, original, vinda de dentro. Nossos próprios elementos se manifestam como os devas, nossos skandhas como os budas e os cinco venenos são transformados nos cinco tipos de conhecimento desperto.

Everything in our whole experience is built and conditioned by the five elements, the five skandas and the five poisons. But, during the bardo of dharmata, samsara is reversed: the common experience is turned backwards, inside out and upside down. Instead of perceiving only the coarse and external aspects of things, we experience its pure essence, original, from within. Our own elements manifest as the devas, our skandhas as the Buddhas and the five poisons are transformed into five types of the awaken knowledge

"Vazio Luminoso" "Luminous Emptiness"- Francesca Fremantle - pág. 326

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Touca de ursinho cor-de-rosa.


Essa é tamanho infantil e vai prá São Paulo. Quer encomendar, R$50,00 mais frete.

Fim de ano.


Comentando com uma amiga que vai passar o Natal fora da cidade, percebi que essas datas de fim de ano deixaram de ter qualquer valor para mim. O Natal, principalmente, nunca foi uma data feliz. Quando pequena, minhas primas, ainda menores que eu, ficavam disputando, quem ganhava mais presente, o melhor, o maior, o mais bonito. Uma vez uma delas até chorou! Foi uma tristeza. Os adultos comiam e alguns bebiam além da conta passando da conta nos comportamentos também. Então, como é que eu poderia gostar de Natal com uma visão assim? E todos se diziam católicos! Quanta hipocrisia!

Ano Novo também não tem graça. Por que novo? É só um dia após o outro. Além do quê, minha lembrança é que meus pais saíam e eu ficava tomando conta dos meus irmãos menores. À meia noite, hora do foguetório, era um corre-corre porque os irmãos mais novos se assustavam e o mais novinho chorava de medo e susto! Então, eu o colocava na minha cama, uma orelha no travesseiro, outra no meu rosto deitado sobre o dele até que ele dormisse de novo depois do barulho. E eu o deixava ficar na minha cama pelo resto da noite.

Esses dias são apenas datas e não gosto de datas: dia da mães, dias dos pais, dia disso, daquilo. Tudo inventando pelo CDL (Câmara dos Diligentes Lojistas) prá incentivar o consumo. Justo eu que jogo fora todo o interior ruim de mim vinte e quatro horas por dia e vira e mexe junto o que não uso e doo a quem precisa.

Acho que sou como as abelhas, as formigas ou algum outro inseto que trabalha e leva a vida sem saber que é sábado, domingo, feriado, fim de ano...