
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Distração.

domingo, 8 de fevereiro de 2009
Dias "Livres do Stress"
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Aqui, ó!
"Senhoras e senhores, aqui quem vos fala é o comandante fulano de tal. Estamos descendo para realizar pouso em Belo Horizonte. Observem os sinais de não fumar... blá, blá, blá...
Olho na janelinha. Sempre escolho a janelinha. Pode ser brega, mas escolho a janelinha. E vejo as minhas Minas Gerais... Águas doces, muitas. Montanhas. Mares de morros. Não tem mar. Tem água. Muita. E doce... Como é doce voltar para casa...
AQUI, Ó!
Oh! Minas Gerais
Um caminhão
Leva quem ficou
Por vinte anos ou mais
Eu iria a pé
Com meu amor
Eu iria até, meu pai
Sem um tostão
Em Minas Gerais
A alegria é guardada em cofres, catedrais
Na varanda eu vejo o meu amor
Tem benção de Deus
Todo aquele que trabalha
No escritório
Bendito é o fruto
Bendito é o fruto
Bendito é o fruto dessas Minas Gerais.
Música e letra de Toninho Horta.
Um Chapéu para Viagem...

Citação de Einstein

A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos.
A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura.
É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias.
Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".
Quem atribue à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções.
A verdadeira crise, é a crise da incompetência.
O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia.
Sem crise não há mérito.
É na crise que se aflora o melhor de cada um.
Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo.
Em vez disso, trabalhemos duro.
Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la"
Albert Einstein
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
As siglas, gente!

Juro que não acompanho!

Sou do tempo em que a TV passou a ser "em cores". Aí, consertaram para "a cores".
Tela oval. Tela quadrada. Tela plana. Controle remoto.
Vídeo cassete. Vídeo cassete de quatro cabeças. Locadoras.
TV a cabo? Sky? Quantos canais? Qual é o plano?
Estou no tempo em que, quem compra hoje, vai trocar amanhã.
Tanto consumismo, juro que não acompanho! Mais fácil descobrir a natureza pura da minha mente!
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Praticando o Poder do Agora - Eckart Tolle

domingo, 1 de fevereiro de 2009
Sonhos
Já fazem oito dias que voltei do retiro. Assim que cheguei, comecei a acordar achando que ainda estava lá e que tinha que sair correndo para não perder a prática das quatro horas da madrugada! Depois acordava sem saber onde estava! Hoje acordei achando que essa não é a minha casa! Será que estou ficando louca?
Antes sonhava que estava sem o efeito da força de gravidade: voando ou nadando. Consultei um lama que me disse que era sinal de prática boa de uma certa deidade. Um psicólogo budista falou que é saudades do nirvana. Melhor abrir o link abaixo da foto e ler. Mas prefiro a opinião do lama.
Atenção!
Nirvana não é uma banda de Seattle, Washington State, USA. Samsara não é um perfume da Guerlain. E dharma não é pesquisa do seriado Lost
Aliás, segundo Jigmed Rinpoche e outros tantos mestres, "O samsara é como uma privada. Onde quer que ele exista, o cheiro não é bom!" Daí inventar um perfume com esse nome, só pode ser prá usar como Bom Ar!
sábado, 31 de janeiro de 2009
Stupa guarda cinzas de Chagdud Tulku Rinpoche em Belo Horizonte
O dia era de festa. Na parte externa, flores, incensos e bandeiras de oração que tocadas pelo vento espalhavam a força das preces contidas em centenas de mantras (sílabas em sânscrito ou poemas). Eles repetiam o mantra "om dzambala zhalen traia soha" para gerar prosperidade espiritual e material irrestritos.
Diante da stupa, pessoas de qualquer credo podem fazer pedidos para si e para a humanidade. A cerimônia foi conduzida pelo lama Tchimed Rigdzin que, aos 3 anos, foi entregue aos cuidados de um tio, também lama e, aos 12 anos, começou seu treinamento no monastério Khatok, no Tibete.
Lama Tchimed explicou que, durante um retiro no Nepal, o venerável Chagdud Rinpoche insistiu para que ele viesse para o Brasil "para dar vigor às atividades".
- Ao longo do caminho o que parecia ser obstáculo foi se resolvendo.
Ritual: A cerimônia na manhã de sábado durou duas horas e Lama Tchimed ressaltou que "todas as religiões são necessárias".
- Tenho fé e devoção nas religiões porque elas nos dão caminhos e formas legítimas de chegarmos aonde queremos. Sem fé e devoção não é possível recebermos bênçãos.
Lama Tchimed respondeu a uma indagação muito comum, principalmente entre leigos, que desconhecem a filosofia budista. Onde está Buda? Nos templos, nas estátuas?
- Procuramos por ele, mas Buda somos nós. Nossa natureza é Buda. Nossa mente é Buda. Quando meditamos alcançamos a liberação. Buda nos concede bênçãos, nós mantemos votos e somos nós próprios a alcançarmos a liberação. Sem fé e devoção nada funciona. Mas é o lama que nos mostra o caminho do Buda e nós praticamos. Buda liderou a si mesmo e meditou.
Segundo Lama Tchimed, "um lama congrega características especiais, internas, externas e secretas. Seu nome é apenas um nome, mas o que o torna um lama é a não dualidade dos fenômenos internos e externos. Tenho 40 anos de treinamento, vivi em cavernas no Tibete, mas no Brasil levo uma vida confortável, tenho cama, lençóis limpos, televisão, e essa não é a vida de um lama. Por isso não estou pronto."
Ele explicou ainda os benefícios de se ter uma stupa em um local tão próximo de Belo Horizonte.
- Ela é a representação do corpo, fala e mente do Buda. Aqui, todas as pessoas de bom carma podem se reconectar com o mestre Chagdud Rinpoche. E esses benefícios não estão restritos apenas a Casa Branca, pois são espalhados para todos os continentes e pessoas de todas as religiões. Rinpoche está aqui - assegurou.
Lama Tchimed disse que estava muito emocionado com o carinho e dedicação de toda a sanga (pessoas envolvidas naquele grupo) para a construção da stupa.
- Em apenas um ano, o sonho se tornou realidade. A stupa não poderia ser mais perfeita porque contém todos os elementos adequados como mandalas, substâncias sagradas e manuscritos legados por Buda.
Agenda A stupa, que fica no Condomínio Cachoeira das Pedras, em Casa Branca, está aberta à visitação pública.
Publicado em 27 de janeiro de 2009 por Ana Elizabeth Diniz para o jornal O Tempo
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
A falta que eu não faço.

Hoje fez um calor danado em BH e só agora à noite é que refrescou. O céu está meio cor-de-rosa, sabe, com aquela cor estranha que aparece no céu quando vai chover. Será que vai chover? Seria bom.
Estou meio devagar, desanimada, lerda. Hoje até achei que podia ser gripe, dengue, corpo doendo, coceiras. Será que é o remédio tibetano do Lama Rigdzin fazendo limpeza? Mas acho que é o calor mesmo. Acho que vou dormir na sala que é mais fresquinho.
Inez mandou algumas fotos, não todas, mas foi o suficiente para sentir saudades. O jeito é me mudar para Porto Alegre e ir ao templo sempre que me der vontade. Ou, melhor ainda, ser moradora do Khadro-Ling e trabalhar prá ficar lá.
Mas agora estou pensando em passar uns tempos no Odsal Ling com Lama Tsering. Ela é meio sargentona, brava e disciplina é o seu nome. Não dá mole mesmo! Mas, quem sabe, é disso que eu estou precisando. Além do mais, São Paulo é mais perto e se encher o saco tenho onde ficar na casa de uma amiga ou volto prá casa. Mas essa é a última hipótese dos meus planos.
O marido parece mais bem humorado hoje. Antes mal me dirigiu a palavra. Problema! Eu é que não vou deixar de fazer minhas coisas por conta de ninguém. Se tiver que perder, que perca.
Ah! Também esse lance de marido vai ver que nem é comigo. Paranóia minha! É pepino de trabalho e coisa de síndico do prédio. Fico louca prá ele largar esse cargo! Vizinho enche o saco mesmo, faz barulho e só sabe reclamar. E eu que me acostumei com o silêncio do Khadro Ling...
Tenho peninha da minha filha que disse que eu fiz muita falta prá ela. Mas também foi só ela. Acho que por ser mulher. Os homens da casa, nem aí!
Minha mãe mal telefonou. E, no fundo, no fundo, estou achando isso tudo muito bom. É sinal que não faço tanta falta assim e posso cair no mundo que tudo fica do mesmo jeito. Ótimo! Não sou tão importante! Já vai cortando meu ego!
Debaixo da mesa do meu computador tem um pernilongo de plantão que morde minhas pernas e pés. No calor então! Ai! Tchau!
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Tempo

Um dia, desisti. Deixei de lado. Achei que não era para esta vida, que era bad karma. E fui seguindo minhas práticas normaizinhas, simplórias como simples se tornaram minhas vontades. Diria minha tia:
- Seja tudo pelo amor de Deus!
Inventei de fazer mantras curtos de Tara. Facinho... Um milhão e duzentos!
domingo, 25 de janeiro de 2009
Qualidades da natureza da mente
"Dzogchen: The Self-Perfected State" by Namkhai Norbu Rinpoche.
Translated from the Italian by John Shane.
Edited by Adriano Clemente.
New York: Arkana, 1989.
Available at Ligmincha's Bookstore.
Traduzido para o português por Tenzin Namdrol
Camiseta branca


"A camiseta não é suja. Ela está suja. Um mestre budista costuma usar esta metáfora para nos lembrar que nossos medos, inseguranças e negatividades não são a nossa mente, mas só estão recobrindo temporariamente nossa lucidez como a sujeira em uma camiseta que pode ser lavada."Texto escrito dentro do desenho de uma camiseta sob o vidro da mesa da recepção do Khadro-Ling.
Fui preguiçosa, desatenta e obscurecida pelo sono.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Normose - Professor Hermógenes
"Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito 'normal' é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema.
Quem não se 'normaliza', quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.
A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas? Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha 'presença' através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.
A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa.
Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?
Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscosde viver uma vida a seu modo. Criaram o seu 'normal' e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original.
Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros.
É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.
Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações. Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.
Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes."
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
No meditation mind!

Amanhã, acordar cedo para encontrar o Lama Chimed e os irmãos vajra. Vamos enrolar mantras para colocar na stupa. Espero ficar o dia inteiro neste pré retiro. Quem sabe dou uma centrada porque estou me machucando muito.
Ontem feri o dorso da mão direita no retrovisor de um carro estacionado grudado num outro. Bati o cotovelo direito e deu um “ovo”.
Fui fazer a dancinha dos zumbis do Michael Jackson com minha filha e bati a coxa na quina da mesa. Zuação! E ainda fico com a música na cabeça.
Lama Tsering diria:
- No meditation mind!
Quando a gente não está prestando atenção no que faz, fica estabanada, aflita, ansiosa, dá é nisso. No meditation mind!
Pelo menos demos muitas risadas. Melhores que a do Vincent Price!
Porque o gambá cheira mal?
O gambá tinha uma filha casada com o ariramba (martim-pescador), que ia sempre ao rio e ao lago para flechar peixes. Ele pousava sobre um pau inclinado, para espreitar os peixes e flechá-los e voltava muito depressa, quando menos a sogra esperava. Um dia, o gambá chamou a filha:
— Minha filha, como é que seu marido mata os peixes?
— Como há de ser, pai? Ele sobe no pau que está inclinado sobre o rio.
— Ah, é assim? Ora, assim até eu mato peixes!
E ele chamou a mulher para o pau e esperou. Logo lhe apareceu o avô do peixe tucunaré. O gambá saltou sobre ele, mas o peixe era esperto, abriu a boca e engoliu-o. A velha correu para casa gritando e contou à filha o que se passara. A filha foi contar ao marido o que tinha acontecido e pediu-lhe que salvasse o seu pai.
O ariramba foi para a margem do rio, subiu ao pau e esperou. Quando apareceu o avô do peixe tucunaré, flechou-o, puxou-o para terra e pediu à sua mulher que trouxesse uma faca.
Abriu a barriga do peixe e encontrou o seu sogro quase morto. Mas salvou-o.
É por isso que o gambá ficou com o rabo tão feio; é que o avô do peixe pelou-o; e ficou com mau cheiro por causa do calor da barriga do peixe.
(J. M. "Por que o gambá cheira mal". Folha de São Paulo, 16 de abril de 1962)
sábado, 27 de dezembro de 2008
Retiro
Chagdud Gönpa Khadro Ling - Três Coroas - Rio Grande do SulAbandone todo o conhecimento anterior e apenas se abra para o que ouvirá e praticará.
Carinho, do L.S."
Meus artigos no jornal

Artigo meu publicado no Jornal Pampulha de Belo Horizonte em 15 de outubro de 2005.
A Única Maneira em "O Caminho é a Meta! Um Livro de Bolso de Meditação Budista."
Carta ao Papai Noel
Recebi um e-mail de uma amiga que me repassou. Repasso. sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Citando Bob Thurman

Robert Thurman
Com Sua Santidade o 14º Dalai Lama
Com sua filha, a atriz Uma Thurman (uma que dizer canal central)
Com a esposa Nena e a filha Uma.Thurman nasceu em Nova York, filho de Elizabeth Dean (nascida Farrar), uma atriz dos bastidores e de Beverly Reid Thurman Júnior, um editor da Associated Press e tradutor das Nações Unidas. Cursou a Philips Exeter Academy de 1954 a 1958 e, em seguida, a Universidade de Harvard obtendo o título de Bacharel em Artes (AB) em 1962.
Casou-se dom Christophe de Menil, herdeira da Schumberger Ltd., uma fortuna em equipamento de petróleo, em 1959. Tiveram uma filha, Taya e seu neto é o artista Dash Snow.
Em 1961, Thurman perdeu seu olho esquerdo num acidente de carro quando tentava levantar o carro com um macaco e o olho foi recolocado através de uma prótese ocular.
Após o acidente, ele resolveu redirecionar sua vida, divorciou-se da esposa e viajou de 1961 a 1966 para a Turquia, Iran e Índia. Converteu-se para o budismo e foi ordenado sacerdote budista em 1964, o primeiro monge americano da tradição budista tibetana.
Estudou com Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama de quem se tornou amigo íntimo.
Em 1967, de volta para os Estados Unidos, Thurman abandonou seu voto de celibato e casou-se pela segunda vez com uma modelo teuto-suiça, Nena von Schlebrügge, que passou por um breve casamento com Timothy Leary. Thurman e Schlebrügge, agora uma psicoterapeuta, tiveram quatro filhos sendo a mais velha, a atriz Uma Thurman.
Thurman obteve o Mestrado em Artes em 1969 e um Ph.D. em Estudos de Sânscrito Indiano em 1672 em Harvard. Foi professor de religião no Amherst College de 1973 a 1988 quando aceitou um trabalho na Universidade de Columbia como professor de religião e sânscrito. A revista Time o escolheu como um dos 25 americanos mais influentes em 1997.
Dr. Thurman é altamente reconhecido por suas traduções e explanações dinâmicas e lúcidas da religião e filosofia budista, particularmente à tradição Gelugpa (dge-lugs-pa), e seu fundador, Je Tsongkhapa.
Traduzido por Ana Carmen Castelo Branco - Belo Horizonte, 26 de dezembro de 2008.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Retirantes contemplam a vida. - Tradução
Quando Sarah Medway, uma artista inglesa de 50 anos de idade, leu a programação para os próximos 10 dias, ela ficou nervosa. "Eu queria sair imediatamente. Quase não consegui passar pelo balcão de registro", ela confessou. "Eu acabara de passar por uma transição difícil na minha vida e meu filho recomendou-me que eu fizesse isso. Ele me disse que simplesmente não era mais eu mesma". No terceiro dia, Sarah estava pronta para desistir. Ela mergulhou fundo dentro de si mesma e, na manhã seguinte, sentiu uma onda de calma e se adaptou à rotina estrita. No sétimo dia, ela chorou de desespero, mas nos últimos poucos dias, ela sentiu seu espírito nascendo de novo. "É uma montanha-russa emocional", concordou Matthew Carter, um instrutor de ginástica da África do Sul que tinha acabado de completar seu quarto retiro no monastério Suan Mokkh. "Mas isto limpa a sua alma". Wat Suan Mokkh está bucolicamente situado dentro de uma floresta em Chaiya, no sul da Thailândia. O monastério de floresta foi fundado em 1932 por um dos mais reverenciados monges da Thailândia, o Venerável Buddhadasa Bhikku (literalmente "Servo do Buddha"). Ele fundou o centro como um santuário para aqueles que quisessem praticar Vipassana (meditação do insight - visão clara). "Minha verdadeira natureza era aquela de um monge da floresta", escreveu Buddhadasa em 1943 e, pelos 50 anos seguintes, ele devotou sua vida a espalhar a palavra sobre o dharma (natureza) e encorajar Anapanasati (vigilância por meio da respiração) entre seus seguidores. Tal foi sua busca pela paz no mundo que Buddhadasa começou a convidar visitantes de diferentes religiões para seu retiro silvestre, esperando que eles levassem a mensagem de volta para suas casas.
Wat Suan Mokkh e a Sala de Meditação
Buddhadasa faleceu em 1993, mas seu legado vive em Wat Suan Mokkh. Gerenciado por devotos buddhistas e voluntários laicos, o monastério organiza mensalmente retiros para estrangeiros que desejam aprender Anapanasati e explorar a si mesmos.
As inscrições são feitas no último dia de cada mês (Wat Suan Mokkh não cancelou ou adiou nenhum retiro nos seus últimos 15 anos). Os dormitórios podem abrigar até 60 homens e 60 mulheres. As acomodações são espartanas: uma cela de concreto de 3 por 4 metros tem uma cama de alvenaria e uma esteira de palha. Espera-se que os retirantes imitem a rotina do próprio Siddhartha Gautama incluindo o mínimo de sono, andar descalços, comer somente pela manhã e dormir num travesseiro de madeira.
A Resposta Está Debaixo do Seu Nariz
Qualquer um que respire pode praticar a meditação Anapanasati. Ela não requer despesa, equipamento e nenhum planejamento. É boa para sua saúde e não tem efeitos colaterais.
As instruções para um iniciante são simples: sinta sua respiração entrando em suas narinas; siga-a até seu umbigo; sinta-a voltando para fora através de seu nariz; não pense em mais nada.
Ainda assim, é uma busca que poucos e preciosos mortais podem arrogar ter conseguido em uma só vida.
Aconselha-se que você comece sentando confortavelmente com a coluna ereta (o "lótus completo" e outras posições de yoga são puramente para aparecer). Tenha os olhos semicerrados e olhe para baixo em direção à ponta de seu nariz. Então, faça algumas respirações profundas. Siga sua respiração enquanto ela entra e sai. Na medida em que os pensamentos entram na sua mente, deixe-os passar. Retorne à respiração. Depois de um tempo, suas pernas, suas costas, seu pescoço ou todos os três começarão a doer. Ignore a dor. Volte à respiração. Continue focalizando na respiração até alcançar um estado de calma. Dissipe os pensamentos. Observe somente sua própria respiração. Ouça os sons à sua volta, mas não os analise. Inspire. Expire. Continue pelo tempo que você conseguir.
Sábio, porém humilde e secamente divertido, Tan Ajahn Dhammavidu oferece a palestra diária sobre os princípios buddhistas e a prática de Anapanasati.
O monge pode perspicazmente simpatizar com as frustrações dos meditantes noviços. Ele nasceu há 50 anos na Inglaterra e, como músico e artista, passou os anos 60 e 70 vivendo um estilo de vida hippie na Índia antes de se tornar um monge buddhista Theravada nos meados de 1980. Tan Ajahn Dhammavidu diz que não se arrepende e nem sente falta do "mundo real".
"A vida é sofrimento", diz, apesar de que um sorriso irônico no rosto sugere que ele está bem feliz com sua porção. Recontando casos de seu passado travesso, o monge inglês mantém sua audiência compenetrada, um alívio bem-vindo para os que estão lidando com suas próprias almas problemáticas.
Com uma virada de ironia, Tan Ajahn Dhammavidu amarra sua narração relacionando-a aos ensinamentos do Buddha.
Os Cinco Obstáculos para a efetiva meditação - desejo, agitação, preguiça, má-vontade e dúvida - são justapostos à analogia de se comer uma pizza enquanto dopado por haxixe numa hospedaria em Bengala. Cabeças balançam em apreciação. Ele deixa muita coisa sem dizer, mas sua mensagem é sempre clara: escolha o Caminho do Meio; não se engane; fique atento a tudo.
Os sinos tocam novamente para mais uma hora de meditação caminhando. Silenciosa e atentamente, os sábios andam devagar como zumbis em volta das terras do monastério. No nono dia, pede-se que os alunos devotem o dia inteiro à prática de meditação. Não há almoço neste dia, só o desjejum. Não haverá cânticos, nem yoga. As poucas distrações que poderiam existir são removidas e os meditantes lutam para atingir o nível mais alto que puderem.
Como o retiro caminha para um final, os membros sobreviventes refletem sobre o que provavelmente foi o mais longo dos 10 ou 12 dias de suas vidas:
"Eu tenho muito respeito pelo Buddhismo, mais ainda depois do retiro", reflete Sarah. "Acredito que Buddha descobriu a física quântica a 2.500 anos atrás".
"Definitivamente vale a pena fazê-lo ao menos uma vez na vida" divagou Márcio Assis, 27 anos, do Brasil. "O travesseiro de madeira foi duro; sopa de arroz para o desjejum todos os dias foi duro; acordar às 4 da manhã foi duro. Mas, no final, senti uma atitude mental muito mais positiva. É uma oportunidade de deixar para trás o mundo capitalista e olhar para dentro".
"Considerando que eu estava aqui para pensar sobre nada, eu nunca pensei tanto em minha vida", confessa Andréa, uma aluna alemã.
Como muitos outros, Andréa foi recomendada a ir ao Wat Suan Mokkh por um amigo e veio para "purgar os demônios" depois de término traumático com seu namorado. No final do curso ela sentiu que tinha finalmente fechado um capítulo em sua vida, mas não sem angústia e o derramamento de muitas lágrimas.
Um para subir, Scotty!
Se você já visitou um dos grandes lugares sagrados do Buddhismo, tais como Lumbini no Nepal, o lugar de nascimento do Buddha, você já deve ter notado a maneira descuidada com que muitos habitantes abordam os locais turísticos. Famílias indianas correm espalhando amendoins, tirando fotos, rindo. O Buddhista ocidental convertido, por outro lado, tende a querer dar esse passo além com austeridade. Ele se sentará debaixo de uma árvore, diante de centenas de tolos e risonhos turistas, e meditará desesperadamente, sem dúvida desejando alcançar um plano mais alto e, de preferência, antes do templo fechar para o dia.
Outros preferem tomar alucinógenos ou fumar maconha antes de descer para um dia duro de meditação. Você os encontrarão nas praias da Thailândia ou de Goa. Eles param a cada cinco minutos para mais uma dose.
Depois de incontáveis retiros e milhares de turistas e desejosos de ser buddhistas, Reinhard Holscher, um dos coordenadores do programa, é cético quanto ao que chama de "Coelhinhos da Felicidade".
"A meditação é um trabalho para toda a vida", ele diz. "Iniciantes não podem alcançar nenhum estado avançado em apenas 10 ou 12 dias".
É aí que jaz o conflito na mente ocidental. Enquanto muitos orientais parecem nascer com um senso natural de habilidade para a meditação, o impaciente e caprichoso ocidental tende a achar que todo o processo é apenas uma tarefa impossível de ser realizada.
"Queremos a Iluminação agora, ou estouraremos nossos miolos tentando!" ele diz.
O fato verdadeiro é que somente uma vida ascética é condutiva a uma meditação bem sucedida. Álcool e drogas simplesmente não adiantam. É uma busca pessoal, não há competições ou Campeonatos Mundiais de Meditação. É um assunto pessoal entre você e sua alma.
Apesar dos sinais de aviso, mais de 120 ocidentais fazem suas malas e entram no monastério em busca da Iluminação todos os meses - os jovens e os incansáveis, os militantes buddhistas e os renascidos curiosos, uns escravos da rotina, outros em encruzilhadas, outros em becos sem saída, alguns procurando por respostas, alguns olhando para algum lugar dentro, outros para algum lugar fora, os atormentados, os confusos, românticos, viciados, rebanhos e um sortimento de almas perdidas.
Dos 96 que apareceram para o programa de 11 dias em abril de 1996, apenas 67 completaram o curso - tal é o tormento psicológico que muitos têm que agüentar.
"A maioria dos que saem fora são jovens e não têm a menor idéia do que esperar", Reinhard diz.
Outros não conseguem ter o suficiente. Andy é um jardineiro da Alemanha e já veio a 20 retiros em Wat Suan Mokkh. Depois do 11º dia de cada curso, ele se muda para o outro lado da estrada para o monastério principal por duas semanas "para colher os resultados".
Completando o retiro, os alunos são bem-vindos a ficar no monastério principal se quiserem mais tempo para praticar meditação num ambiente silvestre ou se eles não se sentirem prontos para voltar para o mundo exterior.
Fundamentalmente você volta para o espaço selvagem, para o tráfego barulhento, luzes brilhantes e a comoção da vida do dia a dia. Mas enquanto pega uma carona de volta para Surat Thani na traseira de um caminhão, você sente um novo começo, uma estranha sensação de que sua vida está de alguma forma mais aberta do que você poderia imaginar antes. Seus sentidos estão mais claros: você pode sentir o cheiro da grama e das árvores, você pode sentir a brisa solta nos seus cabelos como nunca sentiu antes. Você encara milhares de pessoas na rua e simpatiza com cada uma delas. Você "nasceu de novo". O mundo é agora a sua ostra.
Com uma súbita explosão de alegria você grita para o ar: "Carpe Diem!" E, talvez, pela primeira vez na sua vida, você verdadeiramente diz isso pra valer.
Os retiros de meditação do Wat Suan Mokkh (em inglês) são realizados do 1º ao 11º dia de cada mês.
Inscrição: Um dia antes que o retiro comece.
Custo: 1500 baht para alimentação e acomodação.
Retiros em língua thai são realizados do 19o ao 27o todo mês.
Contato: The Dhammadana Foundation, c/o Suan Mokkhabalarama, Chaiya, Surat Thani, Thailand, 84110.
Telephone/fax: 07-743-1597.
Web site: www.suanmokkh.org/
Suan Mokkh está situado na Highway 41, perto de Chaya, 50 km. Ao norte de Surat Thani. Trens e ônibus: use a principal linha de trem ou rodovia entre Surat Thani e Bangkok.
Aeroporto mais perto: Surat Thani
Retiro de meditação:
4h.: acordar, banhar-se, meditar, yoga.
7:30h.: desjejum, tarefas, palestra do dharma, meditação, meditação caminhando, meditação.
12:30h.: almoço (última refeição do dia), tarefas, meditação, meditação caminhando, meditação, cânticos.
18h:. xícara de chá, banho quente nas termas, meditação.
21h:. Cama
Não ler, não escrever, não fumar, não beber, nenhum pensamento ou atividade sexual, não conversar.
© 2006 tradução de Ana Carmen Castelo Branco, para a Comunidade Nalanda,
http://buddhadasa.nalanda.org.br/destinofelicidade.html
A Árvore de Jóia do Tibet: o Motor da Iluminação do Budismo Tibetano
Poucos professores do ocidente possuem tanto treinamento espiritual quanto o erudito para nos guiar pelo caminho da iluminação. Robert Thurman é um destes professores. Agora, em seu primeiro curso experimental sobre as essências do budismo tibetano, adaptado e divulgado de um retiro popular que ele dirigiu, Thurman - o primeiro ocidental ordenado pelo próprio S. S., o Dalai Lama - compartilha a sabedoria centenária de um método altamente valioso usado pelos grandes mestres tibetanos. Valendo-se de um texto reverenciado e já tido como secreto de um mestre tibetano do século dezessete, junto com uma total explicação para ocidentais contemporâneos, A Árvore da Jóia do Tibet mergulha-nos completamente nos mistérios da sabedoria espiritual tibetana. Um retiro em forma de livro assim como um ensinamento espiritual e filosófico, oferece um sistema prático de compreensão de nós mesmos no mundo, de como desenvolver nosso processo de aprendizado e pensamento e de como ganhar um discernimento e percepção profundos e transformadores. Os tibetanos pensam em sua querida tradição budista como uma "árvore que preenche desejos" por seu poder de gerar felicidade e iluminação dentro de todos que absorvem seus ensinamentos. A felicidade, de fato, é a real meta da espiritualidade budista e a árvore de jóia que preenche desejos os colocará no caminho para o alcance desta meta. Esta linda imagem da árvore de jóia que atua como uma mandala ou uma postura de yoga para focar sua atenção em verdades maiores que você mesmo, o ajudará a sobrepujar idéias e hábitos antigos, fortalecer habilidades positivas, desenvolver mais energia e criatividade e mudar sua vida - no futuro - para melhor. Como Thurman escreve, "Os leitores aprendem a cultivar a sensibilidade e apreço para amar mais integralmente, sentir compaixão mais intensamente e se tornar uma fonte de alegria para todos que encontram e conhecem." Porque o caminho para a iluminação requer mais do que se sentar em meditação, A Árvore de Jóia do Tibet oferece uma trilha rica, intelectualmente cravejada de práticas espirituais específicas incluindo: os onze passos para criar o espírito da iluminação aqui e agora; as verdades e estórias dos sábios hindus e tibetanos; e meditações guiadas para vivenciar as bênçãos da árvore de jóia que preenche desejos. Vocês podem fazer estas práticas com os outros ou sozinhos durante a sua vida diária. E, enquanto viajam por esta estrada para aprofundar a auto-realização, auto-entendimento e contagiante alegria, também aprenderão como os princípios do tantra tibetano pode abrir as portas para a "compaixão e continuidade infinitas" e como descobrir estados de consiciência que transcendem ate a morte.Um dos mais explícitos ensinamentos dos passos para o caminho da iluminação disponíveis, explicados por um hábil professor ocidental, A Árvore de Jóia do Tibet os tornará aptos a honrar a completa sutileza e as profundezas escondidas do caminho do budismo tibetano e realizar, enfim, seus mais profundos mistérios e procuras - para vocês e para os outros.
Curiosidade: O Professor Robert Thurman é pai da atriz Uma Thurman
http://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Thurman
Dukkha - Tradução
DukkhaVenerável Dhammika
“No seu primeiro sermão feito em Benares, a ‘Roda da Lei’, o Buddha exprimiu aquilo que representa o coração de seu ensinamento. Ele disse:
‘Esta é a primeira nobre verdade: tudo é dukkha. O nascimento é dukkha, a vida é dukkha, a velhice, a doença, a morte são dukkha. Estar unido àquilo que não se ama é dukkha. Não realizar seus desejos, não realizar suas necessidades são dukkha. Já que isto é um fato, então trabalhem sem descanso. Vocês devem ter três metas na vida, já que a vida é assim: a primeira meta é a de trabalhar para suprimir dukkha. Se esta nobre meta não pode ser alcançada, há uma segunda nobre meta, tão nobre quanto a primeira: contribuir para diminuir dukkha. Se não puderem nunca alcançar esta segunda nobre meta, resta-lhes a terceira, tão nobre quanto as duas primeiras: não acumular dukkha‘.
O termo ‘dukkha’, quase intraduzível, significa ’sofrimento’, incluindo aí as noções mais profundas da impermanência e da imperfeição. Nada sendo permanente, durável, toda mudança intervirá cedo ou tarde e, quando ela chegar, com certeza haverá sofrimento se for ignorada a lei da impermanência. Logo, é preciso ser consciente de que tudo está constantemente em mudança. Se alguém pensa que pode congelar a coisas para sempre, enfrentará sofrimentos importantes. Por exemplo, um sentimento alegre, uma felicidade, uma paixão, não são permanentes nem eternos. Quando a mudança intervier haverá dor, aflição. Isto parece fácil de compreender; é o mesmo quando nomeamos uma pessoa, indivíduo, um eu. É somente uma combinação de forças, de energias físicas e mentais elas mesmas em perpétua mudança. Logo isso também será dukkha. Ocorre o mesmo com nossas sensações e percepções que sentimos como agradáveis, desagradáveis ou neutras: elas são impermanentes. Dukkha não é nem uma filosofia, nem uma religião, menos ainda uma crença. É uma REALIDADE científica, quer dizer que, a todo o momento, ela é demonstrável e reproduzível. A tal ponto que o Buddha disse: ‘Vou lhes ensinar a Verdade e o caminho que leva à Verdade’. Ele nos disse que a vida é sofrimento. Então, comecem por observar que vocês não são felizes, que efetivamente vocês vão mal, mal dentro de seus corpos, porque ele envelhece, porque ele degrada, porque ele é mortal.
Observem bem que, dentro de sua psique, isto também não vai bem. Um dia, vocês pensam em qualquer coisa e, no dia seguinte, pensam o contrário. Um dia, vocês dizem a alguém que vocês o amam, no dia seguinte, vocês não podem mais o sentir. Observem bem que o que é verdade num momento, é o erro do outro momento. O caminho para a felicidade é ver que vocês não são felizes ou completamente felizes e que a razão é tudo isso. (E isto não é triste), é que o que é composto será decomposto. Quer vocês gostem ou não, tudo é impermanente; tudo que começou terminará. Observem que isto os deixa tristes, angustiados. Somos tristes porque queremos que isto dure.
O Buddha não disse que as coisas são más, ele disse: ‘elas são transitórias’. Segundo o Buddhismo, a verdade absoluta é que não há nada de absoluto neste mundo, que tudo é relativo, condicionado e impermanente, tudo é dukkha.
A compreensão desta verdade, quer dizer, as coisas tais como são, sem ilusão ou ignorância, é a extinção de dukkha que os guiará ao nirvana.
Então, qual é a origem de dukkha? Encontramos três causas principais responsáveis pelo sofrimento:
1. O Apego : É a sede, o desejo ardente de possuir. É porque sofremos frustrações, sofremos pela falta de amor, que nós desejamos avidamente. Nós nos tornamos escravos de nossos desejos e caímos na paranóia.
- O apego aos seres humanos, aos seres viventes (sou apegado a minha esposa, a meu marido, aos meus filhos, ao meu cachorro, etc., no que está implícito o prazer dos sentidos: ‘Se eu sou apegado a você, é para o meu próprio prazer’.)
- O apego aos bens: a riqueza, a posse, o ter, o saber, etc…
- O apego às idéias, aos ideais, às opiniões, às crenças, às concepções, à ideologia, etc… É este apego que mais mata no mundo (‘Se você não crê no meu Deus, eu te mato’.)
2. A Aversão
3. A Ignorância : Não é uma falta de saber, mas de conhecimento, em particular de ignorar quem somos nós, do ser que somos, de qual é o sentido da vida.
Trabalhando com as três causas de dukkha, o homem vai reencontrar o ser que existe dentro dele, reencontrar o mais parecido à sua imagem quando ele está dentro do ser, dentro daquele que não há diferença entre ele e o outro. Ele alcançará, assim, esta união do céu e da terra e o despertar do homem-Deus interior. ‘O desapego puro está acima de todas as coisas’, nos disse o Mestre Eckhart.
O desapego não é desprezo nem indiferença, mas liberdade a respeito do que se possui, daquilo que nos possui e daquilo que nós não possuímos. Pelo não-apego podemos sair de nossas memórias, dos traços que nos constituem no instante presente, para descobrir em nós o ser essencial, não apegados à matriz espaço-temporal, quer dizer, à dualidade. Jesus disse que seria preciso não ser apegado a seu pai e à sua mãe… ‘Não chamar ninguém de pai, mãe’ a fim de preservar em nós o sinal do ‘um’, daquele que gera e dá a vida’“.
© Venerável Dhammika
© tradução do francês de Ana Carmen Castelo Branco para a Comunidade Buddhista Nalanda, 2006
A Família Humana - Tradução
A Família Humana
"Viver a vida religiosa é um doar de si mesmo – ao Dhamma, a Deus ou a qualquer coisa que seja a verdade suprema em uma religião particular. O propósito do monasticismo é o de vocês se doarem completamente. Vocês se libertam do desejo por recompensa pessoal ou reconhecimento de qualquer tipo, apenas para serem capazes de se tornar um bom monge ou monja e se doar totalmente aos refúgios do Buddha, do Dhamma e da Sangha.
O ideal da vida familiar é para o homem e a mulher se unirem para se entregarem um ao outro. Assim, o sentido de ser uma pessoa independente tem de ser sacrificado em prol do casal. Depois, com filhos a caminho, o casal se torna uma família e tem de desistir de tudo pelos filhos. Vejo como os pais se rendem totalmente às necessidades de seus filhos e acho isso admirável. Parece que são 24 horas por dia de contínua doação a um outro ser. Algumas vezes, isso pode ser irritante e aborrecido, mas em outras vezes vocês podem ver que é muito recompensador, que os pais realmente doam de forma sábia, não sem necessidade, mas como resultado de reflexão real e entendimento da situação. Eles sentem uma tremenda alegria ao desistir de seus interesses pessoais, privacidade, direitos e muito mais por causa de uma criança indefesa".
Este é um trecho do excelente artigo "A Família Humana" do Venerável Ajahn Sumedho, monge sênior da tradição theravada thailandesa, traduzido gentilmente por Ana Carmen Castelo Branco e revisado por Amandina Morbeck para a comunidade Nalanda. Em breve, ainda hoje, no site do Nalanda em:
http://www.nalanda.org.br/sala/sumedho.phpE aqueles que quiserem colaborar com traduções úteis para as pessoas, sintam-se à vontade para entrar em contato com o email da comunidade!
escrito por Dhanapala às 07:47 0 comentários Links para este post
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Cartão de Natal
FELIZ NAPALM!!!
Meditação budista para cristãos.


Depois, visualizem uma luz branca que emana da auréola muito radiante de Jesus em direção a auréola de vocês. Essa luz branca faz parte da natureza da energia espiritual, e assim que entra no corpo purifica a contaminação física, ou pecado, acumulado. Essa energia branca purifica todas as doenças do corpo, incluindo cânceres, e ativa e renova o funcionamento de todo o sistema nervoso.
Da mesma forma, visualizem uma luz vermelha emanando da garganta de Jesus e entrando na sua, penetrando completamente as cordas vocais com a sensação de felicidade. (...) essa gloriosa energia vermelha os purificará de todos esses negativismos. Em conseqüência, voces descobrirão as qualidades divinas da palavra.
Depois, do coração de Jesus, uma infinita e radiante luz azul vem penetrar o seu coração, purificando a mente de todos os seus conceitos errados. O ego egoista e mesquinho que é como o líder ou presidente das ilusões, e os três venenos – a ganância, o ódio e a ignorância – que são como os ministros do ego, são todos purificados nesse glorioso brilho azul. A mente indecisa, que é especificamente cheia de dúvidas e está sempre entre “talvez isto”e “talvez aquilo”, é esclarecida.
Essa purificação tripartida do corpo, fala e da mente pode ser de grande auxílio para todos os que tiverem grande devoção para com Jesus. Se vocês forem incapazes de visualizar o todo acima descrito, podem concentrar-se apenas no coração de Jesus. Desse centro muito glorioso, emana uma energia branca e brilhante para o coração, purificando todos os aviltamentos. Essa é uma prática simplificada, mas ainda assim pode ser extremamente benéfica.
Vocês podem concluir essa meditação visualizando uma flor de lótus branca se abrindo no coração. A figura compassiva visualizada à frente penetra, então, no coração e manifesta-se nessa flor de lótus. Depois, o que quer que voces comerem ou beberem torna-se uma oferta para este Jesus dentro do coração. ”
Fonte: Noite Feliz – Reflexões sobre o Natal
Autor: Lama Thubten Yeshe - Diretor da FPMT (Foundation for the Preservation of the Mahayanna Tradition
Obs.: O livro pode ser encontrado na Livraria Leitura (Belo Horizonte) ao preço de R$ 9,90.
Preciso ver ou rever, ler ou reler.

Documentários:
Budas en el Exilio
In search of the lost Buddhas
Into The Thunder Dragon
La Vie de Buddha
Message of the Tibetans
Return to Tibet
Indiretamente ligados com o dharma:
Black Rain (o de Shohei Imamura)
O grito das formigas
Ikiru (Dzongsar Khyentse Rinpoche)
Stalker (DKR)
Woman in the Dunes (Trungpa Rinpoche)
Cineastas recomendados:
99.9% deles podem ser encontrados via p2p (emule, torrent)
Herzog (conexão com Sua Santidade, o Dalai Lama)
Hiroshi Teshigahara (ligado à arte tradicional japonesa)
Kurosawa (Dzongsar Khyentse Rinpoche)
Satyajit Ray (Dzongsar Khyentse Rinpoche)
domingo, 21 de dezembro de 2008
Medicina se rende à prática da meditação


"A meditação é diferente da medicina convencional porque quem cuida de você não é o médico. É você mesmo", explica a médica anestesista Kátia Silva, que coordena as atividades de meditação no Hospital Municipal Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo. Na cidade, 70% dos postos de saúde oferecem atividades da chamada medicina tradicional, que inclui acupuntura, tai chi chuan e meditação.
Relativamente recentes, as pesquisas começaram nos anos 70. Uma pesquisa com a palavra meditação no acervo on-line da Biblioteca Nacional de Medicina, do governo americano, traz 1.400 estudos científicos.
Entre outros benefícios, meditar previne e combate a depressão, a hipertensão arterial, a dor crônica, a insônia, a ansiedade e os sintomas da síndrome pré-menstrual, além de ajudar a reduzir a dependência de drogas.
Esses estudos mostram que a meditação reduz o metabolismo - os batimentos cardíacos e a respiração ficam mais lentos e o consumo de oxigênio pelas células cai. É isso que dá a sensação de relaxamento e tranqüilidade.
As mesmas pesquisas sugerem que prática também interfere no funcionamento do sistema nervoso autônomo, que é responsável, por exemplo, pela liberação dos hormônios noradrenalina e cortisol durante os momentos de stress. Em quem medita, a duração dessas "reações de alarme" são mais curtas. Dessa forma, a pressão do sangue e a força de contração do coração ficam alteradas por pouco tempo, comprometendo menos a saúde.
Apesar de serem evidentes os benefícios, a ciência ainda não consegue entender completamente como a meditação age no sistema nervoso. "Uma das dificuldades é o fato de não serem possíveis testes com modelos animais", explica a bióloga Elisa Kozasa, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Segundo especialistas, mudanças podem ser sentidas logo nas primeiras semanas. A aposentada Maria Elza Lima dos Santos, de 60 anos, descobriu a meditação no Hospital Vila Nova Cachoeirinha. Ela vivia com crises de pressão alta, que passaram após quatro meses de práticas diárias. "Antes, eu era muito nervosa. A cabeça estava sempre cheia de problemas. Aí a pressão subia. Agora fico mais relaxada, sinto uma paz de espírito", conta ela, explicando que no princípio teve dificuldades com a técnica (leia sobre a técnica no texto ao lado). "Levei um mês para aprender a me concentrar.
"NA TRILHA DA ACUPUNTURA" - o obstetra Roberto Cardoso, autor de "Medicina e Meditação - Um Médico Ensina a Meditar" (MG Editores, 136 págs, R$ 26), diz que muitos profissionais de saúde ainda têm preconceitos. "Mas isso deve mudar. A meditação começa a trilhar os passos da acupuntura, que já é um recurso reconhecido pela classe médica."
No Brasil, a instituição que mais estuda o tema é a escola médica da Unifesp, o que, segundo especialistas, ajuda a apagar a imagem religiosa e mística que normalmente se tem dos meditadores. A meditação não precisa ser necessariamente ligada a uma crença oriental. (O grifo é meu)
Para que a meditação cumpra seu papel de medicina complementar e preventiva, o psicólogo José Roberto Leite, da Unifesp, explica que ela deve ser diária e constante. "É como comer ou fazer exercícios. Não basta uma semana para que você se mantenha saudável."
Retirado de:http://txt.estado.com.br/editorias/2006/07/07/ger-1.93.7.20060707.6.1.xml
_CONTRIBUTED BY anônimo em Thursday, July 2006 @ 15:38:07 BRT
Por Jorge A. Bañales Washington, 9 nov (EFE).
Pessoas que praticam meditação durante longos períodos induzem mudanças no funcionamento cerebral que melhoram o conhecimento e as emoções, segundo um estudo da Universidade de Wisconsin divulgado nesta segunda-feira.
Uma equipe do Laboratório W.M. Keck de Estudos Cerebrais, do Centro Waisman da Universidade de Wisconsin, que realizou os experimentos em cooperação com o Monastério Schechen, de Katmandu (Nepal), publicou suas conclusões na revista "Proceeding", da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
Acredita-se que tais sincronizações das descargas neurais oscilatórias desempenham um papel crucial na constituição de redes que integram os diferentes processos neurais em funções cognitivas e afetivas altamente ordenadas.
Para o signo de Câncer.

O horóscopo está bom. O ano de 2009 será regido pelo Sol o que sinaliza o começo de uma nova era cheia de revitalização, energia e motivação. Um dos eclipses do ano vai ser em pleno Dzogchen, dia 26 de janeiro. Deve haver uma cerimônia muito auspiciosa. O outro eclipse é em 21 de julho.
O horóscopo também diz que vou ganhar um dinheiro extra vindo da pessoa que eu menos esperar, mas não gosto de surpresas. Sou uma prevenida para o que possa me surpreender. Mas, no Samsara, não tem jeito porque a gente sempre é surpreendida. Isto é inevitável. Mesmo assim, estou levando uma bela e farta farmacinha e algumas coisas para costura.
Gostei muito disso: “Saturno, transitando neste período pelo setor da comunicação, dará aos cancerianos a oportunidade de aprender a se expressar de forma mais sucinta e também mais objetiva. Além disso, você se sentirá mais encorajada a dizer o que realmente se passa em sua cabeça sem medo de magoar outras pessoas.”
Falo demais, pareço me desculpar o tempo todo numa eterna explicação e gostaria mesmo de dizer algumas verdades para as pessoas, mas sem magoá-las. Esse último é bem difícil. Parece que hoje em dia as pessoas estão se magoando muito facilmente, estão estressadas, agitadas, com pressa, falando sem pensar se vale a pena. Eu também.
Parece que só penso em dinheiro, mas não. Eu não penso em dinheiro. Eu preciso dele! E meu marido tem uma herança para receber que está encalacrada há doze anos. Pois o horóscopo diz: “Bons ventos vão soprar na área dos processos legais – o recebimento de uma herança que estava emperrada, por exemplo, poderá finalmente ser liberado.”
O verbo que define meu signo é a casa – como se eu já não soubesse – e a cozinha... ah, não! Não é o meu lugar! Gosto mais de limpar decorar, enfeitar, fazer o ninho, enfim. Como os pássaros, prefiro buscar a comida pronta na rua.
Feliz 2009 para todos!
sábado, 20 de dezembro de 2008
Mensagem de Natal para Ani Zamba de S
Há algum tempo atrás, ouvi um ensinamento muito precioso. Agora, lendo seu texto sobre o Natal, lembrei-me das simples e comoventes palavras e senti meu coração aquecido.
Temos o poder de reconhecer nossos corações, nossos sentimentos, nossas emoções, nossas percepções. Não devemos reprimi-los. Mas, precisamos de tempo e espaço para olhar para elas e reconhecê-las como elas são. Para sermos capazes de fazer isso temos que estar presentes aqui e agora interconectados com todos os seres.
Muitas vezes, nosso corpo está ali, mas nossa mente está em outro lugar. A prática que o Buda nos ofereceu é a prática da consciência, de viver consciente. “O Reino de Deus” ou “A Terra Pura dos Budas” não são uma idéia. São uma realidade. Toda vez que estamos conscientes, toda vez que estamos concentrados e relaxados neste estado, podemos nos conectar com esse reino para a nossa transformação e cura. É claro, inferno, o reino dos fantasmas famintos e tudo o mais também estão aí, no momento presente, mas o reino do despertar também está aí e nós só temos que escolher entre eles.
Quando estamos inteiramente presentes no aqui e agora, observando nossos pensamentos, sentimentos e emoções, eles não são a realidade e não precisamos ser sugados por eles. Podemos manter nossa liberdade e isso é muito importante. Mesmo quando pensamentos negativos ou positivos surgem, devemos nos lembrar que nossos pensamentos são só pensamentos e isso nos permitirá que a sabedoria, a compaixão, o amor e a equanimidade entrem em ação para nos ajudar e a todos os seres sencientes.
Ao nos reunir neste Natal e na véspera do Ano Novo, podemos tomar consciência de que a Terra Pura dos Budas ou o Reino de Deus está sempre lá para nós. Tudo que precisamos é tomar refúgio na liberdade, o que significa lembrar-se do Buda das Três Jóias (a Pura Natureza Última) do Dharma (o caminho para alcançar esta Natureza Última) e da Sangha. A sangha do Buda e dos bodisatvas e a sangha dos seres sencientes, os que estão no caminho, os que estão apenas tentando sobreviver. Podemos abraçá-los todos e sentir profundamente que estamos integrados como uma grande empresa além do tempo e do espaço.
Com amor e respeito.
S."



















