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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Buddha's Weel of Life by Robert Thurman - em inglês

http://www.npr.org/programs/re/geography_heaven/kawakarpo/wheeloflife/slide.html

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Uma carta de Ani-la, a monja Ani Zamba.



"Estou (...) sentada aqui contemplando como o caminho do budismo está sendo introduzido no Brasil e se os chamados professores e guias da tradição budista estão realmente atentos às necessidades dos alunos ou não. A introdução de várias abordagens de um caminho budista como este não é tão facilmente entendida e muitas vezes mal compreendida ou mal interpretada. Alguns dos remédios/métodos que supostamente devem curar nossas neuroses são muitas vezes complexos e para muitos, tão complexos até para começar a entender como tomar ou aplicar à nossa mente e à nossa percepção da vida diária.
Cada tradição ou linhagem do caminho budista tem seus métodos e práticas particulares pelos quais podemos trabalhar com o fenômeno chamado “mente”. Certa vez perguntaram à Sua Santidade, o Dalai Lama qual era a diferença entre as quatro grandes escolas do budismo tibetano. Ele respondeu que era como os quatro cantos de uma bandeja de ouro.
Como sabemos, o Buda deu oitenta e quatro mil ensinamentos na sua vida. Este é um extraordinário acervo de conselhos que responde às necessidades de diferentes seres com vários tipos de capacidades mentais. Isto foi planejado para nos introduzir à nossa confusão e hábitos neuróticos que condicionam a maneira com que experimentamos a vida. Estes ensinamentos nos dão as ferramentas que precisamos para trabalhar com os componentes de nossa neurose. Precisamos entender que a nossa confusão é que é o caminho. Sem confusão não haveria liberação da confusão que leva a terminologia de “Iluminação”.
Estes métodos profundos nos dão um modo de remover nossa confusão e ignorância que agora atuam como um filtro para distorcer a maneira que vemos a vida e que assim resulta em sofrimento.
Eu vejo pessoas indo e vindo. Elas chegam com um monte de expectativas, com uma certa idéia de que elas vão ser salvas de alguma forma sem o menor esforço de suas partes. Esta idéia do salvador, seja Cristo, Buda ou nosso próprio professor não nos ajuda a trilhar o caminho. Precisamos entender que o professor externo é somente uma representação simbólica do professor interno que é a nossa própria natureza de sabedoria e é só um meio para nos conectar com a natureza de sabedoria que todos temos. Como revelar o que já está lá? Como descobrir o que está escondido pelas nossas camadas de condicionamento mental? Precisamos ouvir e estudar os ensinamentos de novo e de novo. Mas isso ainda não é suficiente. Também temos que contemplar o que ouvimos, analisar se o que ouvimos faz sentido para que possamos desenvolver a convicção para integrá-los dentro do nosso mais profundo ser através do processo da meditação que é não conceitual, direto no sabor do significado de todos estes ensinamentos. É quando vocês vêem através da pura percepção. Então, o que surge é pura aparência já que não há mais filtros de fixação dualística. Ela somente é o que é. Finalmente despertamos. Não há mais sono de confusão ou ignorância e assim, não há mais condições que resulta em sofrimento."
Ani Zamba Chozön - 26 de novembro de 2008.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

"A Arte de Lidar com a Raiva - O Desafio da Paciência" - Sua Santidade, o Dalai Lama - Trechos escolhidos por mim


Introdução de Geshe Thupten Jinpa

"Uma história popular que os mestres tibetanos gostam de contar a seus discípulos, narra o encontro de um eremita com um pastor. O eremita vivia sozinho nas montanhas. Certo dia, um pastor passou perto de sua caverna. Intrigado, perguntou-lhe:
- O que está fazendo sozinho no meio do nada?
Ao que o eremita respondeu:
- Estou meditando.
-Meditando sobre o quê?
- Sobre a paciência.
Houve um momento de silêncio. Depois de algum tempo, o pastor resolveu ir embora. Ao se virar, olhou para trás e gritou:
- Antes que eu me esqueça, vá para o inferno!
- Como ousa me falar assim? Vá você para o inferno!
O pastor riu e lembrou ao eremita que ele deveria por em prática a paciência.
Essa história simples ilustra maravilhosamente o desafio principal para quem deseja praticar a paciência: numa situação em que normalmente haveria uma explosão de raiva, como podemos manter a espontaneidade e, ao mesmo tempo, permanecermos calmos na reação? Esse desafio não restringe somente aos que praticam uma religião. É um desafio que cada qual enfrenta ao tentar viver sua vida cotidiana com algum grau de dignidade humana e decência. Quase que a cada passo, deparamos com situações que testam os limites de nossa paciência e tolerância. Seja na família, no ambiente de trabalho ou simplesmente quando interagimos com outros, muitas vezes nossos preconceitos são revelados, as convicções contestadas e a auto-imagem ameaçada. É num momento assim que nossos recursos interiores são mais necessários.
(...) A história também nos diz que a paciência não é algo a ser cultivado isolando-se dos outros. Na verdade, é uma qualidade que só pode surgir no contexto de nossa interação com outros, especialmente com outros seres humanos. A reação espontânea do eremita demonstra que seu desenvolvimento interior era tão instável quanto o castelo de areia de uma criança. Uma coisa é se entregar a doces pensamentos de tolerância e compaixão em relação aos outros no ambiente incontestado da solidão, mas é muito diferente de corresponder a esses ideais nas interações do dia-a-dia com pessoas de verdade. É claro que não se deve subestimar a importância da meditação silenciosa. Essas práticas solitárias interiorizam percepções que sob outros aspectos permaneceriam no nível do conhecimento intelectual. E, como a maioria das tradições religiosas indianas, o budismo defende a meditação como elemento fundamental para o caminho espiritual. Mas persiste o fato de que o verdadeiro teste de paciência só ocorre no contexto da interação com os outros. (...) a paciência genuina só se desenvolve depois que se adquire algum grau de controle sobre a própria raiva."

Trecho de “A Descoberta do Mundo” - do http://blog.antesdeparis.com.br/category/frases-da-clarice-lispector/

As Três Experiências - Clarice Lispector


Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou a minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. "O amar os outros" é tão vasto que inclui até o perdão para mim mesma com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida . Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.
E nasci para escrever. A palavra é meu domínio sobre o mundo. Eu tive desde a infância várias vocações que me chamavam ardentemente. Uma das vocações era escrever. E não sei por que, foi esta que eu segui. Talvez porque para outras vocações eu precisaria de um longo aprendizado, enquanto que para escrever o aprendizado é a própria vida se vivendo em nós e ao redor de nós. É que não sei estudar. E, para escrever, o único estudo é mesmo escrever. Adestrei-me desde os sete anos de idade para que um dia eu tivesse a língua em meu poder. E no entanto cada vez que eu vou escrever, é como se fosse a primeira vez. Cada livro meu é uma estréia penosa e feliz. Essa capacidade de me renovar toda à medida que o tempo passa é o que eu chamo de viver e escrever.
Quanto aos meus filhos, o nascimento deles não foi casual. Eu quis ser mãe. Meus dois filhos foram gerados voluntariamente. Os dois meninos estão aqui, ao meu lado. Eu me orgulho deles, eu me renovo neles, eu acompanho seus sofrimentos e angústias, eu lhes dou o que é possível dar. Se eu não fosse mãe, seria sozinha no mundo. Mas tenho uma descendência, e para eles no futuro eu preparo meu nome dia a dia. Sei que um dia abrirão as asas para o vôo necessário, e eu ficarei sozinha: É fatal, porque a gente não cria os filhos para a gente, nós os criamos para eles mesmos. Quando eu ficar sozinha, estarei seguindo o destino de todas as mulheres.
Sempre me restará amar. Escrever é alguma coisa extremamente forte mas que pode me trair e me abandonar: posso um dia sentir que já escrevi o que é meu lote neste mundo e que eu devo aprender também a parar. Em escrever eu não tenho nenhuma garantia.
Ao passo que amar eu posso até a hora de morrer. Amar não acaba. É como se o mundo estivesse a minha espera. E eu vou ao encontro do que me espera.
Clarice Lispector

Meus favoritos de Lispector


“Sou um homem que tem mais dinheiro do que os que passam fome, o que faz de mim, de algum modo, um desonesto”.
“... mas sem fazer estardalhaço de minha humildade, que já não seria humildade”.
“O dia de hoje e o dia de amanhã será um hoje; a eternidade é o estado das coisas neste momento”.
“Isso será coragem minha, a de abandonar sentimentos antigos, já confortáveis”.
“A palavra não pode ser enfeitada e artisticamente vã; tem que ser apenas ela”.
”Existir não é lógico.“
“O que eu vou escrever já deve estar, na certa, de algum modo, escrito em mim”.
“Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias”.
“Se der para me entenderem está bem. Se não, também está bem”.
“Quando acaricio a cabeça do meu cão sei que ele não exige que eu faça sentido ou me explique”.
“... assim como um cachorro não sabe que é cachorro”.
"Já que sou, o jeito é ser.”
“Para que escrevo? E eu sei? Sei não”.“Quem não tem pobreza de dinheiro tem pobreza de espírito ou saudade por lhe faltar coisa mais preciosa que ouro – existe a quem falte o delicado essencial”.

sábado, 22 de novembro de 2008

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Estou doente...


Levei meu exames à médica, o trio sangue, urina e fezes! Resultado: anemia por falta de vitamina B12, hipotiroidismo, gastrite e colesterol um pouco elevado. Receitas: injeção de B12 (seis!), Puran T4, Omeprazol e não comer gordura, ou seja, não manteiga, não óleo, não ovo, não leite, chocolate só o amargo - adoro - não um monte de coisa! Comer muita carne vermelha para suprir a B12, mas não carnes gordurosas, linguiças, etc. Justo quando estava pensando em me tornar vegetariana. E lá vou eu pagando meus karmas e envelhecendo.
"Minha natureza é adoeçer. Eu não superei a doença. Isto é para ser lembrado constantemente."
Siddharta Gautama - O Buda Shakyamuni

quinta-feira, 20 de novembro de 2008


Homem grisalho e óculos escuros... Prá que mais?
E ainda dá filhote!

Gossips - Norman Rockwell




A Paixão, o Amor e a Calmaria.

Conheci-o no trabalho. Era autoritário, agressivo, dava ordens e fazia críticas. Eu tinha uma mistura de medo e raiva quando o via se aproximar.

Um dia, comecei a perceber nele um homem bonito, charmoso, atraente. Lembro-me de observar suas mãos grandes e fortes. Sempre me atrairam as mãos.
Não me lembro como começamos nossas vidas juntos. Foi algo incomum. Tudo aconteceu muito rápido apesar de transcorrerem cinco anos até nos casarmos.
Tivemos nossos filhos, os criamos, passamos por poucas e boas juntos, um apoiando o outro. No entanto, com pouquíssimo diálogo, o tarciturno.

Hoje, passados tantos anos, vejo que ele continua o mesmo homem bonito e atraente, mesmo porque os homens, diferente das mulheres, envelhecem e ficam mais charmosos. Não precisam de nada além de cabelos grisalhos e óculos escuros. A mistura é fatal!
Entretanto, continua autoritário, agressivo e dá ordens. Só não faz mais críticas porque passou a ser uma pessoa ainda mais taciturna, reprimida, calada, introspectiva e, quando fala, diz palavrões, é irritadiço, ranzinza, pirracento e do contra. Parece carregar dentro de si algum fardo, algum sapo que engoliu, algum arrependimento de umas atitudes que não tomou no tempo certo. Tem antipatia de tudo que faço porque eu e ele não gostamos das mesmas coisas.

Se tento perguntar sobre o que tem dentro de si para ter tal comportamento, o caldo entorna e tudo piora! Sai o tiro pela culatra. Levanta-se bruscamente, resmunga, irrita-se e vai embora. Um dia disse que sou fofoqueira, que falo demais! Ele fala de menos! Menos com os outros!

Gostaria de ficar "fora de mim", como se visse um filme, um espelho, para ver o tanto que mudei e o que não mudei. Assim como o vejo.

Agora estamos velhos e, exatamente por isso, acho que só a morte nos separará. Tudo se acomodou, se transformou em resignação e tento viver o lado tranqüilo disso.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Um Aluno Pergunta. O Mestre Responde

E se alguém fizesse um voto para o Buda de abandonar as idéias de desejo e ódio? O que o senhor acha disso, mestre?

Parece uma idéia interessante, mas existem alguns desafios para se manter um voto deste tipo. Basicamente, nossos hábitos de percepção nos fazem ver os fenômenos como desejáveis ou ameaçadores. Então, antes que possamos manter este voto, temos que entender o que nos faz ver as coisas, experimentar as coisas de certas maneiras. Quais as condições psicológicas são necessárias para produzir os resultados de certas experiências que surgem em nossas vidas. A aparência das coisas, das experiências não acontecem assim, simplesmente, sem causas e condições. Isto é algo que nós não entendemos, que tipos de condições são necessários para produzir certos tipos de resultados. Só então podemos começar realmente a trabalhar com isso ou chegar á raiz do desejo ou ódio que vem da maneira que talvez interpretamos o que está passando pelos cinco sentidos ou então ele será apenas uma total fabricação mental baseada em nossas idéias, memórias e expeculações disso ou daquilo. Em vez de tomar um voto, seria bem mais produtivo verdadeiramente entender o mecanismo desse fenômeno que chamamos “mente”. Votos agem como um suporte, uma diretriz para nos deixar mais atentos aos nossos hábitos. Eles não serão capazes de interromper o surgimento dos nossos hábitos, mas podem enfraquecê-los e então, finalmente, veremos a futilidade de tais hábitos e deixá-los ir. Temos que entender que a causa do desejo e do ódio não está enraizada no objeto, mas na maneira como vemos o objeto. Especialmente se tomamos um exemplo do que pode acontecer nos relacionamentos. Num momento, uma pessoa se mostra extremamente desejável até que ela faça ou diga algo que não gostamos e, se ela continua a criar mais condições que achamos desagradáveis ou discordantes, logo, logo esta mesma pessoa pode aparecer como a causa do nosso ódio. Então precisamos perguntar a nós mesmos onde está a base para este desejo ou ódio e trabalhar com ela.

Timo - A Chave da Energia Vital


Recebi um pps. Normalmente, detesto abrir pps! Deleto na hora! Dá trabalho, preguiça e, geralmente vem uma mensagem babaca, piegas, cheia de anjinhos, florzinhas, paisagens, cachoeiras, fora que pode vir lotado de vírus!

Mas este eu abri porque foi um amigo que mandou e, sabendo da minha ogeriza, me alertou que não tinha problema. Encaminhei. Retornou-me um ser do sexo masculino que dizia:

"Gostei muito do seu anexo sobre o timo,e gostaria de saber se você tem mais informações a respeito pois, aos 22 anos, tive um timoma ( tumor no Timo ) e passei por uma cirurgia onde houve a necessidade de removê-lo. Os motivos aos quais levaram a doença acredito que pude identificar devido a problemas na infância. Contudo, hoje me considero uma pessoa bastante normal e não consegui ainda verificar os efeitos de não ter o timo. Se for levar em consideração este anexo, estaria eu perdido...?! Agradeço se você tiver mais informações, pois sempre fui curioso a esse respeito. Visto que não encontrei nenhuma resposta quanto à literatura médica, talvez haja algo nas orientais ou espirituais."
Mandei uns sites prá ele, indiquei uns livros de medicina tibetana.
Muito bem! Alguns meses depois, tive uma depressão forte que me fazia chorar muito e a sentir uma forte dor no peito como se ele apertasse, ardesse. Um dia, no meio da choradeira, lembrei-me do timo e disse a mim mesma.
- "Não é o coração que dói. É o timo se contraindo!"
Comecei a me preocupar. Fui associando palavras: timidez, distimia, atimia e tome Google!
Distimia é um estado depressivo, uma desordem do humor, falta de prazer ou divertimento na vida, etc. Na wikipedia, procurem por http://pt.wikipedia.org/wiki/Distimia
sendo que atimia só achei num dicionário médico espanhol e quer dizer "1.perda da consciência ou do conhecimento; 2.demência; 3. atimismo. Atimismo: falta de timo, estado produzido pela falta ou extirpação deste órgão."

As informações do pps são de autoria de Sônia Hirsch, jornalista e pesquisadora naturalista. Saiu numa das edições de revista Bons Fluidos. Ela também fez uma associação de palavras. Resolvi blogar.
No meio do peito, bem atrás do osso onde a gente toca quando diz "eu", fica uma pequena glândula chamada timo. Seu nome em grego, thýmos, significa energia vital. Precisa dizer mais? Precisa, porque o timo continua sendo um ilustre desconhecido. Ele cresce quando estamos contentes, encolhe pela metade quando nos estressamos e mais ainda se adoecemos. Essa característica iludiu durante muito tempo a medicina, que só o conhecia através de autópsias e sempre o encontrava encolhidinho. Supunha-se que atrofiava e parava de trabalhar na adolescência, tanto que durante décadas os médicos americanos bombardeavam timos adultos perfeitamente saudáveis com megadoses de raios X achando que seu "tamanho anormal" poderia causar problemas. Mais tarde a ciência demonstrou que, mesmo encolhendo após a infância, continua totalmente ativo: é um dos pilares do sistema imunológico, junto com as glândulas adrenais e a espinha dorsal, e está diretamente ligado aos sentidos, à consciência e à linguagem. Como uma central telefônica por onde passam todas as ligações, faz conexões para fora e para dentro. Se somos invadidos por micróbios ou toxinas, reage produzindo células de defesa na mesma hora. Mas também é muito sensível a imagens, cores, luzes, cheiros, sabores, gestos, toques, sons, palavras, pensamentos. Amor e ódio o afetam profundamente. Idéias negativas têm mais poder sobre ele do que vírus ou bactérias. Já que não existem em forma concreta, o timo fica tentando reagir e enfraquece, abrindo brechas para sintomas de baixa imunidade, como herpes. Em compensação, idéias positivas conseguem dele uma ativação geral de todos os poderes, lembrando a fé que remove montanhas.

O teste do pensamento
Um teste simples pode demonstrar essa conexão. Feche os dedos polegar e indicador na posição de o.k., aperte com força e peça para alguém tentar abri-los enquanto você pensa "estou feliz". Depois repita pensando "estou infeliz". A maioria das pessoas conserva a força nos dedos com a idéia feliz e enfraquece quando se pensa infeliz. (Substitua os pensamentos por uma bela sopa de legumes ou um lindo sorvete de chocolate para ver o que acontece...)
Esse mesmo teste serve para lidar com situações bem mais complexas. Por exemplo, quando o médico precisa de um diagnóstico diferencial, seu paciente tem sintomas no fígado que tanto podem significar câncer quanto abcessos causados por amebas. Usando lâminas com amostras, ou mesmo representações gráficas de uma e outra hipótese, testa a força muscular do paciente quando em contato com elas e chega ao resultado. As reações são consideradas respostas do timo e o método, que tem sido demonstrado em congressos científicos ao redor do mundo, já é ensinado na Universidade de São Paulo (USP) a médicos acupunturistas.
O detalhe curioso é que o timo fica encostadinho no coração, que acaba ganhando todos os créditos em relação a sentimentos, emoções, decisões, jeito de falar, jeito de escutar, estado de espírito... "Fiquei de coração apertadinho", por exemplo, revela uma situação real do timo, que só por reflexo envolve o coração. O próprio chacra cardíaco, fonte energética de união e compaixão, tem muito mais a ver com o timo do que com o coração - e é nesse chacra que, segundo os ensinamentos budistas, se dá a passagem do estágio animal para o estágio humano.
"Lindo!", você pode estar pensando, "mas e daí?" Daí que, se você quiser, pode exercitar o timo para aumentar sua produção de bem-estar e felicidade. Como? Pela manhã, ao levantar, ou à noite, antes de dormir. Fique de pé, os joelhos levemente dobrados. A distância entre os pés deve ser a mesma dos ombros. Ponha o peso do corpo sobre os dedos e não sobre o calcanhar, e mantenha toda a musculatura bem relaxada. Feche qualquer uma das mãos e comece a dar pancadinhas contínuas com os nós dos dedos no centro do peito, marcando o ritmo assim: uma forte e duas fracas. Continue entre três e cinco minutos, respirando calmamente, enquanto observa a vibração produzida em toda a região torácica. O exercício estará atraindo sangue e energia para o timo, fazendo-o crescer em vitalidade e beneficiando também pulmões, coração, brônquios e garganta. Ou seja, enchendo o peito de algo que já era seu e só estava esperando um olhar de reconhecimento para se transformar em coragem, calma, nutrição emocional, abraço. Ótimo. Íntimo. Cheio de estímulo. Bendito timo.

A jornalista e pesquisadora Sonia Hirsch é autora de livros sobre culinária natural, alimentação e saúde.

Meu signo.










recados no orkut

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Para Adoçar.


Pudim de Leite Condensado

4 ovos
1 lata de leite condensado
Use a lata vazia para medir o leite de vaca (1 lata)
Para a calda: 6 colheres (das de sopa) de açúcar.

Queime o açúcar em fogo brando na forma de banho-maria até dar ponto de bala. Cuidado para não deixar queimar senão fica amargo. Adicione um pouco de água e dissolva o açúcar até formar uma calda que vai untar a forma. Bata os outros ingredientes (ovos primeiro) no liquidificador e derrame na forma. Leve ao banho-maria por 45 minutos. Espere esfriar e leve à geladeira. Quando esfriar bem, desenforme, jogue a calda por cima e sirva.


Hummmm... Até fiz a letra da cor do pudim...

Os Três Aspectos da Respiração.

Há três aspectos básicos na respiração: ritmo, profundidade e duração.

A respiração lenta acalma, deixa a pessoa pacífica e compreensiva, produz clareza de pensamento. Ajuda a desenvolver uma percepção mais ampla de todos os fenômenos, aprofunda o auto conhecimento e a consciência universal. Diminui o ritmo das atividades biológicas e a temperatura tende a baixar.

A respiração rápida excita, produzindo um estado mental instável. A pessoa muda de emoções bruscamente e tem reações inesperadas de ataque e defesa, torna-se mais subjetiva e egocêntrica, vê mais os detalhes que o todo, fica mesquinha.

A respiração profunda gera harmonia entre todas as funções do corpo e, com isso, há mais satisfação, estabilidade emocional, confiança e capacidade de expressão. Facilita a meditação e o sentimento amoroso.

A respiração superficial gera carência. Já que não supre as necessidades orgânicas de oxigênio, isso se reflete no estado mental e emocional. A pessoa fica medrosa, volúvel, insegura, ruim de memória e de intuição. A angústia tem muito a ver com isto.

A respiração longa dá poder de concentração e sintoniza a gente com o ritmo do universo. Traz paciência, calma, tolerância, desenvolve uma visão profunda das coisas e a consciência do aqui-agora. A memória e a Visão do futuro se tornam mais extensas e claras.

A respiração curta é dispersiva, traz impaciência, cria um ritmo irregular; a gente muda muito de idéia, tende à intolerância e ao mau humor, custa a se adaptar aos ambientes, vive em conflito e se apega mais aos detalhes do que ao todo.

De onde se conclui que uma respiração longa, lenta e profunda pode criar dentro de cada um de nós um oásis particular de harmonia, paz e saúde.

Fonte: HIRSH, Sônia. "Deixa Sair: Dieta sem Dieta – Respiração, movimento e meditação" - Rio de Janeiro – Correcotia – 2004.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Agora Faço Tchubas


Agora faço tchubas! Esta foi em homenagem ao Rinpoche porque fiz para ir ao 6º Parinirvana dele e ficou pronta no dia. A 17 de novembro de 2002 ele se foi. Só não sei para onde. Aonde. À onde...
Quem se lembrar, compare esta foto com a primeira láááá atrás...

Homenagem! Meu saudoso e querido mestre.


(foto de Ronai Rocha)

Canção do Despertar
(letra da canção que Rinpoche cantava para nos despertar todas as manhãs)

“Uh, oh! Não durmas agora, ser afortunado. Desperta com diligência. De tempos sem princípio até agora tens dormido em ignorância. Agora é o momento de deixar o sono para trás e alcançar a virtude com corpo, fala e mente. Não te lembras da doença, da velhice e morte? Todo o sofrimento além da conta e além da medida? Esqueceste? Quem sabe se terás o dia inteiro? Agora é o momento de praticar com diligência. Ainda tens esta oportunidade de gerar benefício duradouro. Então, por que desperdiçar a oportunidade por preguiça? Se realmente contemplares a impermanência, consumarás a tua prática rapidamente. Quando a hora da tua morte chegar, estarás confiante. Com tua prática consumada, não terás nenhum arrependimento. Sem esta confiança, qual terá sido o propósito da tua vida? A natureza de todos os fenômenos é vazia e sem identidade como a lua refletida na água, uma bolha, uma alucinação, uma emanação, uma ilusão, uma miragem, um sonho, uma imagem no espelho, um eco. Todo o Samsara, todo o Nirvana é assim. Reconhece todas as coisas desta maneira: nada vem, nada fica, nada vai além de qualquer descrição por palavras, além de qualquer concepção da mente. Agora é o momento de alcançares a realização que é sem sinais.”

PRECE PELO RENASCIMENTO DE SUA EMINÊNCIA CHAGDUD TULKU RINPOCHE

KON THOG TSA SUM DE SHEG KUN DU PA UANG DRAG RIG DZIN PED MA DJIN LAB TCHIE
Pelas bênçãos do poderoso Vidyadhara Pema, em quem os sugatas das Três Jóis se unem,

PED MA GAR DJI UANG TCHUG TRUL PE KU NIUR DJON TEM DRO DON TCHEN DZED DU SOL
possa a emanação de Pema Gardji Uangthug rapidamente surgir e trazer vasto benefício aos ensinamentos e seres!

Adaptado de uma prece escrita por Kyabdje Khyentse Rinpoche

Minha tchuba


Terminei de fazer minha tchuba. Ela não é só a saia. É inteira, como um vestido. Ficou linda! Verde escuro com pequenas estampas de flores esparsas.
Se eu tomar coragem de sair de casa hoje, vou ao gönpa (lugar silencioso) para o Tsog do Parinirvana do Rinpoche.
Por quê tomar coragem para sair de casa? Porque desacostumei. Saio só para médico, dentista, compras inadiáveis. Coisas inadiáveis.
Estou fazendo um certo retiro domiciliar orientado pela Lama Sherab. E, sinceramente, não estou a fim de burburinho de sangha. Por isso pergunto: o nosso Gönpa ainda é um lugar silencioso?

How to Make a Zafu

Este fui eu quem fez. ou Esse foi eu que fiz.