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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O medo

“O medo é um instrutor de grande sagacidade”.

“Ralph Waldo Emerson”.

Escrever...

“Existem muitos motivos para se escrever. Alguns o fazem para se distrair; outros para ganhar dinheiro; outros pela fama; outros por desespero. Sem querer parecer grandiloqüente, diria que escrevo para não morrer, para não ficar louco”.

Ernesto Sábato

Lispector

“O dia de hoje e o dia de amanhã serão um hoje; a eternidade é o estado das coisas neste momento”.
”Isto será coragem minha, a de abandonar sentimentos antigos, já confortáveis”.
“A palavra não pode ser enfeitada e artisticamente vã, tem que ter ser apenas ela”.
“Existir não é lógico”.
“O que vou escrever já deve estar, na certa, de algum modo, escrito em mim”.
“Já que sou, o jeito é ser”.
“Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado (...) se não fosse a sempre novidade de me escrever, eu morreria simbolicamente todos os dias”.
“Se der para me entenderem, está bem. Se não, também está bem (...) Para que escrevo? E eu sei? Sei não”.


Clarisse Lispector

Il plêut...

Todo mundo já teve tanta coisa prá fazer que não sabia por onde começar? Aí, dá uma vontade de não fazer nada... Il plêut...

O Remédio Universal para Curar Todas as Doenças

"Doença é um pensamento conceitual.
Quando você está doente, esteja doente dentro da natureza de Dharmata*.
Dentro da natureza das coisas não há doença.
Doença, sem referência, deixe isso ser liberado no espaço que permeia tudo.
A doença é um adorno das manifestações de Dharmata e o jogo da realidade intrínseca é incessante.
Tudo que aparece para nós é doença.
Toda doença é, por natureza, sabedoria.
Dentro dessa sabedoria repouse sem distração e as causas e efeitos da doença serão purificados no espaço que permeia tudo.
Possam todos os seres vivos em todos os três mundos ser espontaneamente lbertados da doença das emoções aflitivas.
Quando Rabchok estava doente, eu, aquele que chamam de Lodrö, compus isso de brincadeira. Possa a virtude ser abundante!"
Jamiang Khyentse Chökyi Lodrö (1893 - 1959)
*Dharmata: realidade verdadeira onipresente

Clara Luz


Planos mundanos

Enquanto estivermos agarrados aos nossos planos mundanos, então não seremos praticantes do Dharma. Se nossos planos não vão além desta nossa vida e da vida de todos, então não somos bons praticantes do Dharma.

As long as we are grasping to our worldly agenda then we are not Dharma practitioners. If our agenda does not go beyond this life and everybody's life we are not good Dharma practitioners.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Je-tsum

Ó Ilustre Tara! Por favor! Tenha consciência de mim! Remova meus obstáculos e rapidamente conceda as minhas excelentes aspirações!

DJETSUM PAK MA DROLMA TCHEN TCHED NO GAL TCHEN KUL SEL SAM DROM NYIUR DRUB DZO

Infância


Nesta foto eu tinha 3 anos e meio. Escolhi-a porque quero me lembrar e lembrar a todos que a vida anda. Mais que a fila. Talvez eu não tenha mais nenhuma célula de pele que eu tinha nessa idade. Minhas orelhas foram furadas para colocar brincos. Não. O que está aí é um pingo d'água. Trombei o carro e feri a boca por dentro. Já não é tão bonita. Os dentes de leite caíram e nasceram outros. Os cisos já foram extraídos. Cabelos? Cortados inúmeras vezes! Isso é óbvio, mas ninguém atenta. O corpo cresceu, menstruei, tive filhos, menopausei e estou, aos 57 anos de idade, em climatério, envelhecendo, adoecendo, me curando mais lentamente, me cansando mais facilmente.
Resolvi optar por permitir comentários dos leitores. Preciso aprender a lidar com críticas. Aprender a ser detestada, posto que já fui detestável!
Sofro de pânico, depressão, ansiedade. Acho que desde que nasci, talvez até em vidas prévias. É só prestar atenção no olhar desta criança que um dia fui.
Hoje tomo medicamentos, tenho uma psicanalista-psiquiatra e pareço ser uma pessoa alegre. No fundo, só eu sei.

Ainda carrego o mesmo nome. Vejo uma grande diferença nas minhas formas, na sensações, nas percepções, nas formações mentais, na consciência. A realidade não é mais a mesma. Mudei muito e, se me perguntarem se sou a mesma pessoa, a melhor pergunta será: eu não sou a mesma e nem sou alguém diferente. Eu intersou.